“É preciso que pela decepção com que nos deparamos no quotidiano da luta pelo direito da criança e do adolescente, fiquemos desafiados a promover as mudanças necessárias”. (Des. Paulo Sérgio Frota e Silva)
Fiquei sabendo que uma conhecida “mamy”, do tipo “maluquete”, telefonou para uma de suas amigas, e rolou o seguinte papo: – “Querida, eu estou arrasada, decepcionada, muito revoltada!” – “O que foi que aconteceu?” – “Ah, não sabes? Pois é, agora, vê se pode? Os nossos filhotes estão impedidos de participar, de desfrutar dos prazeres, dos agitos que a noite belenense oferece a eles, após a meia-noite. Eles estão apavorados com uma tal de ação da polícia denominada Cadê seu filho? É ou não é uma injustiça sem tamanho contra o Júnior, de 14 anos e a minha filhota, de 15?” – “Me desculpa, amiga, mas eu gostei prá caramba, adorei! Eu fico sem dormir, com o coração pulsando a mil, preocupada e com medo, por exemplo: se o meu menino de 15 anos está bebendo ou se drogando; se a minha filha, ainda adolescente, está num motel, correndo o risco de uma gravidez ou de pegar AIDS; que seja assaltada, estuprada ou coisa pior.” – “Pois eu, não! Eu e o “bem” dormimos sossegados e só levantamos quando o outro dia já está raiando, para abrir a porta quando os “meninos” chegam. O Júnior com a gatinha dele e a filhota com o namoradinho. Em seus quartos, dormem juntos, com muito mais segurança do que num desses motéis horríveis. Aceitamos numa boa, afinal, mana, os tempos são outros, devemos agir assim.” – A ligação caiu...
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