Desculpem o bairrismo. Mas,caminhar na orla santarena é um raro privilégio.No final de tarde, na hora em que o sol se põe, nada se compara com a cervejinha gostosa no Bar Mascote, o encontro das águas e os barcos no Tapajós.
Quando for caminhar, tente reparar melhor a paisagem e os barcos. Essas embarcações parecem gente. Elas possuem alma, rosto e personalidade. Pode observar. Umas andam de caras amarradas, outras, com rostos felizes, aquela ali tem ares de tristeza, a que vai passando lá no meio do rio navega de nariz arrebitado... É esnobe, parece uma socialite (mas é tão feia... ). Olha aquelas duas atracadas lá na beira: a gordinha, toda enfeitada de luzes e redes, é vaidosa como as estrelas da ópera. A mais esguia é humilde e retrata, no casco desbotado e nos fardos de mercadoria que carrega, todas as pelejas, sofrimentos e desesperanças de quem trabalha correndo águas... Ela se assemelha a um pangaré, um animal decarga... mas, não perde a dignidade, não...
Quando eu era garoto existia um pequeno barco-motor chamado “Pata Choca”.E não é que parecia, mesmo, uma pata no choco? Todo arrepiado, e valente que ele só. Assim são os barcos e o rio azul da Terra Querida, “meu encanto, minha vida”, como dizia o Mestre Izoca.
===
Recado para o Oti Santos: Meu prezado, seu arquivo é infalível. O jogo é São Francisco e Madureira, quando a cidade cantou: “...Madureira chorou...” mas isto é assunto para outra crônica. Prometo a você.
Êta, zéwilson, não faz isso. Saudades, saudades, saudades!
ResponderExcluirUm carioca mocorongo.
É verdade, Malheiros. Santarém é belíssima! A orla e o por-do-sol, principalmente. Abraços do Fernando Lins.
ResponderExcluirzéwilson, quanta beleza! babei!! gostei do texto, da foto, da lembrança e da saudade imensa que bateu. to pensando em ir ate lá no mês que vem, se Deus quizer, matar as saudades da terrinha, dos irmãos, cunhadas, sobrinhos e amigos, muitos amigos. um abraço. regina, direto de floripa
ResponderExcluir