
Foi ele quem me ensinou a ver as horas...
Como eu queria que as horas voltassem e o tempo parasse...
Eulinha, era assim que ele me chamava.
Ele fazia da convivência diária um painel harmonioso e de rica sabedoria.
Vovô foi acima de tudo um homem bom, um leme para muitos que aprenderam com ele a andar no caminho certo.
Além da experiência de vida, ele possuía uma habilidade diplomática rara, inteligência e bondade dignas de admiração.
As minhas férias escolares de julho em Santarém ficaram marcadas em mim.
Ele fazia de tudo para me agradar.
Bananinha frita, pipoca, truques de mágica com o baralho, cinema, cantigas de ninar, conversas sobre Charlie Chaplin, missas aos domingos, Mascotinho no fim da tarde, minha valsa ao piano...
Vovô Isoca, meu grande amigo, minha mais perfeita e singela lembrança de criança, meu orgulho, minha saudade constante.
Ah... como eu queria voltar em Santarém no mês de julho e encontrar o meu vovozinho me esperando com o sorriso aberto e o abraço apertado que eu sempre ganhava.
Mas eu sei que é só fechar os olhos e ele está lá... e por alguns instantes eu consigo voltar no tempo e fazer as horas pararem.
Vovô, obrigada imensamente por tudo!
Te amo de todo o meu coração!
Tua Eulinha (Eula Gorayeb Fonseca)
Realmente o Maestro Isoca foi uma das pessoas mais espetaculares que eu conheci. Um ser que iluminou Santarém. Belíssima homenagem com muito amor da neta. Ela mora em Belém?
ResponderExcluirEula e José Wilson
ResponderExcluirTão fácil, quando se ama. Que descoberta importante, você fez e seu pi divulgou. Trouxe para nós o pó de perlimpimpim (?) do Monteiro Lobato.
Fechar os olhos, e pronto! Tudo está a nossa frente. Parabens para o seu Isoca, com quem convivi durante os sete anos em que fui Juíz em Santarem, até 1978. Com quem, tambem, tinha convivido meu pai Climério, tambem Juíz de 1933 até 1948, que tanto o admirava. Ele atravessou gerações conservando sempre aquelas características com que a Eula o vê diariamente. E eu também, o conservo. Alto funcionário de Banco do Brasil, mas também expoente da música, que praticava semanalmente com amor, frente ao Euterp Jazz (?), infalivel no coreto da praça, durante a festa de Nossa Senhora da Conceição e nas festas semanais ou mensais do Centro Recreativo. Colocou Santarém em um nível superior especial, não só como compositor, mas também como executor. Tempos sinjelos, em que "eramos felizes e nem sabiamos. Pois estavamos todos igualados pela simplicidade daqueles expoentes.
Parabens! Carlos Mendonça
Filha e neta de peixe... Adorei esta homenagem! O maestro Isoca deve estar feliz lá no Céu.
ResponderExcluirNão sei quantos anos tem a escritora. Suponho que a Eulinha seja bem jovem e, assim, dá uma bela demonstração de amor e de reconhecimento do ser maravilhoso que foi o seu Vô. Meus aplausos, de pé! - Nanda Vasconcelos - nasci e vivi em Santarém até aos 17 anos e atualmente resido em São Paulo. Tive a felicidade de conhecer o talentoso maestro Wilson Fonseca.
ResponderExcluirParabéns, Eulinha! Suas palavras foram ditadas pelo seu coração, com certeza. Qua a juventude de hoje faça como você: AME, AME muito!
ResponderExcluirSem palavras para expressar a pureza e a delicadeza desta narrativa!
ResponderExcluirEulinha, parabéns pela linda iniciativa que é exemplo para os jovens de hoje.
A cronista teve a felicidade de conseguir nos transportar no tempo e conseguiu fazer com que as horas parassem em um simples fechar de olhos.
Belo texto! Posso trabalha-lo em sala com os meus alunos?
Rita de Cássia Guedes - Professora dos cursos Bacharelado em Literatura na UFPA e Mestrado em Leitura e Recpção da Literatura no Brasil. (admiradora do eterno maestro Isoca)
A página mais bela, comovente e cheia de amor já escrita para o Maestro Isoca. Parabéns Eula. Você é uma escritora nata.
ResponderExcluirSuely
Prima Eula,
ResponderExcluirQue linda a sua mensagem ao tio Isoca. Sua descricao e' tao perfeita que agente passa a ver as cenas sentindo a saudade de Santarem. Adoro o Texas mas tenho no coracao Santarem terra querida da minha infancia e adolescencia.
Parabens ao tio Isoca!
Grace Malheiros Hall
Parabéns pela crônica suave, nela conseguimos "congelar" o tempo.
ResponderExcluirAmiga Eula, sou testemunha da tua devoção pelo maestro Wilson Fonseca e tive o privilégio de conhece-lo em um dos teus aniversários na tua casa.Lembro muito bem até hoje o que mais me chamou a atenção nele foi a simplicidade que ele tinha como principal condutora da vida.
Teu texto é simples (assim como o teu avô) e emocionante.Fico honrada em ter a tua amizade e ter a tua família como minha nesta nossa convivência de 15 anos.
Um beijo em todos desta ilustre família
Márcia Bittencourt
Eula, com rara felicidade você conseguiu passar a todos nós a emoção, o amor, sentimentos belíssimos que hoje em dia poucas pessoas cultivam. Vá em frente!
ResponderExcluirMurilo Chaves
Filha de peixe peixinha é !
ResponderExcluirBelo e inspirado texto.
Parabéns à Eula, mais uma admiradora do inesquecível Tio Isoca.
Abraço do
Miguel
Eula, não te conheço, mas fiquei encantada com o que escreveste.
ResponderExcluirLINDO!!!
ResponderExcluirMuitas saudades do tio Isoca.
LINDO!!!
Lourdes Campos
Eula, teu talento é genético!
ResponderExcluirSó quem te conhece sabe o quanto vc e sua família são especiais.
Beijo saudoso da amiga de longa data
Carol Guerreiro
Olá Ercio, muito obrigada pela publicação da minha pequena homenagem para o meu avô.
ResponderExcluirFico grata a todos o elogios feitos que só reforçam a pessoa ímpar que vovô Isoca era e sempre será!
Com relação a permissão solicitada pela professora Rita de Cássia, será um prazer conhece-la e ajuda-la com o meu consentimento para que o texto seja trabalhado em sala de aula.
P.S: Ercio não sei se o sr. sabe, mas sou colega da Elaine (sua filha) desde dos idos tempos de Colégio Nazaré, inclusive chegamos a viajar juntas para os Estados Unidos.
Lembranças a todos de sua família e em especial a Elaine.
Att
Eula Gorayeb Fonseca
Eula,
ResponderExcluirFoi prazer abrir espaço neste meu modesto blog para divulgar esta sua bela homenagem ao saudoso maestro Isoca, seu avô. Tive a felicidade de conhecê-lo e desfrutar da sua amizade e dele recebi ajuda, orientação, sugestões, enfim, grande colaboração aos programas que eu apresentava na Rádio Rural e TV Tapajós, em Santarém. Seu pai, Zé Wilson é meu amigo-irmão. A Elaine, minha filha, sua colega e amiga também adorou a sua crônica. Espero por outras produções suas para enriquecer O Mocorongo. Seja feliz! Um abraço do ERCIO