Mais de cinco mil peças de roupas falsificadas de várias marcas e maquinários utilizados para sua confecção foram apreendidos em uma fabriqueta em Marituba, na manhã de ontem, por uma equipe de policiais civis da Delegacia de Crimes contra o Consumidor (Decon), que funciona na Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), em Belém. O proprietário da fabriqueta, João Alfredo Padilha Gonçalves, 33 anos, foi preso e autuado em flagrante pelo crime.
Segundo a delegada Socorro Maciel, titular da Decon, a prisão foi feita depois que a polícia recebeu denúncia por meio do telefone 181. Durante a ligação, a pessoa disse que havia um depósito de roupas em uma casa localizada na rua do Fio, no bairro Nova Horizonte, em Marituba. "Ao chegarmos lá, constatamos que se tratava de uma fabriqueta de produtos pirateados que falsificava marcas e patentes, principalmente de roupas. Verificamos, ainda, que o proprietário tinha uma loja próximo à feira do município onde as peças eram revendidas. Ele fornecia também os produtos para outras pessoas, as quais ainda investigamos", disse a delegada.
Na ocasião da apreensão, havia três costureiras, que trabalhavam no local, e disseram ser funcionárias de João, "mas elas não vão responder à polícia. Nesse caso, somente ele é autuado", adiantou Socorro Maciel. Segundo ela, durante o depoimento prestado à polícia, o acusado disse que trabalhava na construção civil e que, há cerca de um ano e seis meses, deixou o trabalho para começar a fazer a fabriqueta. Funcionários dele teriam relatado, também em depoimento, que o negócio funcionava havia mais de dois anos e que a produção foi maior no Natal, quando o negócio ilegal chegou a contar com 12 funcionários.
Depois que a investigação for concluída, o material apreendido será levado para um depósito e ficará à disposição da Justiça. Caso João Gonçalves seja condenado pela Justiça, ele poderá levar entre dois e cinco anos de detenção pelos crimes contra relações de consumo e contra marcas e patentes. (No Amazônia)
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