O cadastramento de sepulturas em cemitérios públicos de Belém foi reiniciado ontem nas necrópoles Santa Izabel e São Jorge, nos bairros do Guamá e Marambaia. A prefeitura quer colocar em dia a documentação de quase cem mil túmulos, boa parte deles, abandonados há décadas pelos proprietários. Em 2010, durante os cinco meses da primeira etapa do cadastro, dez mil pessoas tentaram atualizar a documentação dos jazigos, mas pouco mais de 6 mil conseguiram comprovar a posse. Roberto Vilaça, o diretor do Departamento de Necrópoles da Prefeitura de Belém, afirma que a falta de documentação é o maior problema para a atualização. "Muitas pessoas já não têm o título de concessão original e isso dificulta o trabalho. Muitos titulares já faleceram e são os filhos que precisam vir. Nós estamos falando de um cemitério que foi inaugurado em 1887 e que continua ativo. São mais de dez sepultamentos por dia. E é a primeira vez que vamos levantar quantas são as sepulturas e quantas são as abandonadas", afirma Vilaça.
O novo cadastro, que alimenta um banco de dados informatizado, permitirá às administrações dos dois cemitérios avaliarem com exatidão qual a dimensão do abandono que pode ser observado em todos os corredores do cemitério Santa Izabel, o mais antigo ainda em atividade em Belém. Há centenas, talvez milhares, de sepulturas destruídas pela ação do tempo. Como a Prefeitura não pode intervir nos jazigos particulares, o trabalho de limpeza e reformas fica a cargo dos proprietários ou dos zeladores pagos por eles. (No Amazônia)
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