Com muitos problemas ainda a resolver nos bastidores, o Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia reabre as suas portas ao público a partir de hoje (14), às 9 horas. Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado, a Organização Social Pará 2000, que responde pela gestão da Estação das Docas, do Mangal das Garças e das unidades comerciais do Parque da Residência e das Onze Janelas, passa a administrar também o Centro de Convenções.
O secretário de Estado de Cultura (Secult), Paulo Chaves, solicitou que uma equipe técnica da Pará 2000 visitasse as instalações do centro, com o objetivo de acelerar a liberação do espaço para a realização do 1° Congresso Espírita Paraense, que se inicia hoje. Foram também realizadas limpeza e manutenção no local.
O Hangar estava ocupado pela Polícia Militar desde sexta-feira da semana passada, a pedido de Chaves, que disse ter encontrado "indícios de irregularidades" durante o processo de transição. Na última quarta-feira, peritos do Instituto de Criminalísticas Renato Chaves vistoriaram o local, mas o secretário alegou que o mais grave "não estava visível".
Um dos problemas identificados seria o pagamento ilegal de mais de R$ 3 milhões para a OS Via Amazônia, que administrava o centro, como ressarcimento por obras realizadas na cozinha do Hangar. A OS, obrigada a devolver o dinheiro, só teria restituído R$ 2 milhões.
Licença - Além das suspeitas de irregularidades durante a última gestão, o Hangar tem ainda um problema com o Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Desde que foi inaugurado, o local não conta com licença do órgão para funcionar. A Secretaria de Cultura tem até o dia 31 de março para regularizar a situação. "Vamos esperar para ver se eles providenciam, senão vamos tomar providências mais drásticas", disse Arthur Benassuly, diretor do Devisa. Segundo ele, caso o problema não seja resolvido até lá, o Hangar pode ser interditado. (No Amazônia)
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