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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Portugueses residentes no Pará irão escolher presidente

Os portugueses que residem em Portugal ou fora do país escolhem, no próximo final de semana, o homem que ficará à frente da nação durante cinco anos. Dos mais de sete mil portugueses que moram no Pará, 1.299 estão inscritos no caderno de recenseados e, portanto, estão aptos a votar nas eleições presidenciais. Para participar do pleito, eles devem se dirigir ao vice-consulado de Portugal em Belém, no 12º andar do edifício Metropolitan Tower, na rua dos Mundurucus, no sábado, das 8 horas às 19 horas, ou no domingo, das 8 horas às 17 horas. A eleição será manual e o voto marcado em uma cédula de papel. A contagem será feita no próprio consulado e o resultado enviado eletronicamente ao país europeu.

Este ano, seis políticos estão na disputa para se tornar o próximo presidente da República de Portugal: Aníbal Cavaco Silva (que tenta a reeleição), Defensor Moura, Francisco Lopes, José Manoel Coelho, Manoel Alegre e Fernando Nobre. Quem vencer terá a difícil missão de tirar a nação lusa de uma das maiores crises econômicas de sua história. Em 2008, a economia daquele país começou a decrescer, terminando o ano com Produto Interno Bruto (PIB) -0,02% inferior ao ano anterior. No ano seguinte, em consequência da crise financeira internacional, o PIB chegou a cair 2,52%.

Ao contrário do que ocorre no Brasil, as pessoas não são obrigadas a votar em Portugal. Segundo o vice-cônsul de Portugal na cidade de Belém, Joaquim Rosário, a participação dos eleitores no Pará não é grande. No último pleito, por exemplo, dos 801 inscritos, apenas 179 compareceram ao consulado para votar. "Uma das razões talvez seja porque as pessoas mais novas não tenham uma ligação muito forte com a vida política portuguesa e, por isso, não participam do ato eleitoral", acredita Rosário.

Além dos nascidos em Portugal, alguns descendentes de portugueses recenseados também estão aptos a votar. O vice-cônsul lembra que os eleitores podem conseguir mais informações sobre os candidatos por meio do canal português da TV a cabo ou na internet. "Que os portugueses venham votar, participem desse ato por Portugal. Porque, se não votarmos, não podemos nos queixar depois por qualquer coisa que não está bem. Acho que o voto é uma arma muito importante", conclui Joaquim Rosário. (No Amazônia)

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