Uma Cidade Aldeia
Uma Cidade Nação
Uma Cidade Canção
Passo por aqui pra cantar em verso
Os encantes e encantarias
Dessa terra verdejada
Que brilha sob o luzir da lua às margens de um Rio Mar
Uma cidade Sol que brilha como Pérola
Uma terra de artes milenares
Terra Índia, terra Cabocla
Terra de gente nobre que esculpia e desenhava
No barro molhado das barrancas
Imagens e paisagens
Em tapajônicas cerâmicas
Passo por aqui pra falar de Santarém
Santarém, uma terra de muita diversidade
Terra de aves e vitoriosas ninféias
Santarém, uma terra de muita idade
Uma terra de fertilidade
Terra de densas florestas
Terra fecunda de fibras e nobres madeiras
Terra de castanheiras
De cizais e senrigais
Santarém é terra molhada
De várzeas
De verdes chuvas que a todo dezembro chegam
Formando ilhas e encharcando trilhas
Santarém! Terra de muitas cores
Cores que nadam ..que cantam... que voam
Santarém! Terra de filhos ilustres
Santarém é terra de gente que diz escrevendo...
É terra de gente que diz esculpindo, desenhando, pintando...
É terra de gente que diz compondo e cantando...
É terra de Wilson Fonseca...
É terra de Tião.. Sebastião..
É terra de Maria Lídia.
Santarém é terra de muitos Josés e de muitas Marias
É terra de Uma Senhora do Coração
É terra de Nossa Senhora da Conceição!
Santarém é terra brejeira
É terra festeira, de praças e cachoeiras
É terra de festas sagradas e profanas
É terra que reza e dança
Dança de roda que gira em corda
De passo curto e marcado
E na terra do mururé
Quem não gosta de festejar o Sairé?
Santarém! É terra de São Raimundo e São Francisco
É terra de muitos santos
Lá os santos num estádio colossal
Até jogam futebol
Santarém é terra de portos e praças
De vilas e praias
É terra de uma praia de água verde-azulada
Doce e cristalina
Que lambe uma areia branca e fina
Uma praia que mais parece um altar no chão
Mas que teimam em chamar de Alter-do-Chão.
Santarém! És terra de encontros
Encontro de rios
Encontro de águas
De águas que vem do barro sagrado do rio Amazonas
Beijar as verdes águas do teu rio Tapajós
Santarém do Tapajós
Santarém do Pará
Santarém do Planeta Amazônia
Passo por aqui pra falar pros Mocorongos
Pra falar pra Ti Santarém!
Tu és mais que cidade
És Nação! Sagrada e Tapajônica
Uma Cidade Nação
Uma Cidade Canção
Passo por aqui pra cantar em verso
Os encantes e encantarias
Dessa terra verdejada
Que brilha sob o luzir da lua às margens de um Rio Mar
Uma cidade Sol que brilha como Pérola
Uma terra de artes milenares
Terra Índia, terra Cabocla
Terra de gente nobre que esculpia e desenhava
No barro molhado das barrancas
Imagens e paisagens
Em tapajônicas cerâmicas
Passo por aqui pra falar de Santarém
Santarém, uma terra de muita diversidade
Terra de aves e vitoriosas ninféias
Santarém, uma terra de muita idade
Uma terra de fertilidade
Terra de densas florestas
Terra fecunda de fibras e nobres madeiras
Terra de castanheiras
De cizais e senrigais
Santarém é terra molhada
De várzeas
De verdes chuvas que a todo dezembro chegam
Formando ilhas e encharcando trilhas
Santarém! Terra de muitas cores
Cores que nadam ..que cantam... que voam
Santarém! Terra de filhos ilustres
Santarém é terra de gente que diz escrevendo...
É terra de gente que diz esculpindo, desenhando, pintando...
É terra de gente que diz compondo e cantando...
É terra de Wilson Fonseca...
É terra de Tião.. Sebastião..
É terra de Maria Lídia.
Santarém é terra de muitos Josés e de muitas Marias
É terra de Uma Senhora do Coração
É terra de Nossa Senhora da Conceição!
Santarém é terra brejeira
É terra festeira, de praças e cachoeiras
É terra de festas sagradas e profanas
É terra que reza e dança
Dança de roda que gira em corda
De passo curto e marcado
E na terra do mururé
Quem não gosta de festejar o Sairé?
Santarém! É terra de São Raimundo e São Francisco
É terra de muitos santos
Lá os santos num estádio colossal
Até jogam futebol
Santarém é terra de portos e praças
De vilas e praias
É terra de uma praia de água verde-azulada
Doce e cristalina
Que lambe uma areia branca e fina
Uma praia que mais parece um altar no chão
Mas que teimam em chamar de Alter-do-Chão.
Santarém! És terra de encontros
Encontro de rios
Encontro de águas
De águas que vem do barro sagrado do rio Amazonas
Beijar as verdes águas do teu rio Tapajós
Santarém do Tapajós
Santarém do Pará
Santarém do Planeta Amazônia
Passo por aqui pra falar pros Mocorongos
Pra falar pra Ti Santarém!
Tu és mais que cidade
És Nação! Sagrada e Tapajônica

A autora, além de talentosa, é uma gata, com todo respeito.
ResponderExcluirErcio,
ResponderExcluirTodas as homenagens à Santarém merecem aplausos. Pra Wanda, o faço de pé. Sou ximanga, com muito orgulho! Leda Mendonça-de Campinas (SP)
Belíssima esta louvação a minha terra querida. Os versos dão música, com certeza. É só entrega-los ao maestro Vicente Fonseca e sairá coisa boa, tenho certeza. Esta poetisa é filha do Bené Monteiro? Um abraço bem forte, Ercio. - Do Marcos Lima
ResponderExcluirMeu caro Marcos,
ResponderExcluirA Wanda é, sim, filha do Benedito Monteiro. Volte sempre e desfrute de um feliz fim de semana.
Como poesia é fraquinha. Sinceramente...
ResponderExcluirMarcio Monteiro
Taí, ximanga(o) elogiando Santarém é coisa rara. A escritora merece de todos os filhos da Perola do tapajos, e sou um deles, profunda gratidão.Flávio S. Santos
ResponderExcluirGratíssima a todos pelas generosas palavras!
ResponderExcluirCaro anônimo....... este texto.. embora circundado pela poesia da memória de Santarém.. não se trata de Poesia.. trata-se de um texto criado pra ser o fio condutor do espetáculo Baú dos Mocorongos.. e é como o Ercio disse : apenas uma Reverência..uma Louvação.. Se voce quiser conhecer minha poesia pergunta pro Google... ele vai te levar aos meus espaços onde publico meus texto poéticos e em prosa..
Wandinha, tudo que escreves é legal. Esse tal Marcio Monteiro em termos de cultura é zero e, assim, deve ficar calado, não dizer besteira.
ResponderExcluirQuê que é isso, Anônimo das 13:13? Sou chimango da gema, como se diz lá em Alenquer, e também amo Santarém e não deixo passar nenhuma oportunidade de demonstrar esse amor pela Pérola do Tapajós. O texto da Wanda é uma belíssima evocação.
ResponderExcluirDr ismaelino
ResponderExcluirNão o conheço pessoalmente,mas sempre fui admirador da sua postura quando atuava no MP, sempre competente e responsável. O senhor é, então, ´chimangorongo` - mistura de chimango com mocorongo. A homenagem feita pela Wanda à Santarém é sensacional,aliás, como tudo o que ela produz como herdeira do talento do pai dela, o saudoso Bené Monteiro. Abraços a vocês ilustres alenquerenses. Ferdinando Uchoa, belenense do bairro da Pedreira - do samba e do amor.