A briga das meninas paralisou as atividades pedagógicas na Walter Falcão e a Companhia de Policiamento Escolar (Cipoe) da Polícia Militar foi acionada para controlar a situação. O sargento da PM José Souza informou que a adolescente agredida foi encaminhada para uma Unidade de Saúde Municipal para receber os primeiros socorros. Já a agressora foi encaminhada para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), já que cometeu a infração de lesão corporal de natureza leve e deve responder conforme a legislação do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Apesar da gravidade da situação entre as alunas e do clima de excitação dos estudantes e curiosos em frente à escola, o diretor do estabelecimento de ensino, identificado apenas como Rui Guilherme, recusou-se a dar qualquer tipo de explicação e não atendeu a imprensa. Muitos estudantes uniformizados contaram que foi o primeiro episódio grave de agressão dentro da Walter Falcão, mas outras brigas, inclusive ontem mesmo, já ocorreram entre os alunos.
A agressão com um estilete ocorrida entre as duas meninas se iniciou após uma "fofoca", "não envolvendo namorados". "Uma falou mal da outra", pontuou a estudante Joalda Souza, de 15 anos, que cursa o primeiro ano do ensino médio na turma 104, a mesma das envolvidas na briga. Ela presenciou a cena e contou que na manhã de ontem, durante a aula de Educação Física, as duas adolescentes se insultaram. "A loira (de 15 anos) falou mal da morena (de 16 anos) e a morena foi tomar satisfação. Quando foi na entrada, a morena já chegou tomando satisfação e imprensando contra a parede a outra", relatou a estudante.
Vários alunos filmaram a confusão com câmeras de celular depois que menina foi atingida com o estilete. Nas imagens registradas por meninos e meninas, a agressora toma satisfação com a vítima: "Fala agora na minha frente o que tu falou". Testemunha da agressão, a estudante Adria Michele da Costa, 17 anos, afirmou que a garota que atacou a outra havia feito ameaças mais graves pela manhã. "Ela disse que não ia responder por ela se a fofoca continuasse e disse que podia até matar", detalhou.
Na frente da escola, o clima de animação e a troca de vídeos sobre a briga não condiziam com a gravidade da situação. A maioria dos alunos ria e comentava o caso que provocou a suspensão das aulas. A maioria dos alunos com quem a reportagem conversou disse que a briga entre as duas garotas, que por coincidência têm o mesmo nome, vem de uma disputa aparentemente sem razão. "Uma quer ser melhor que a outra. Aí ficam se provocando e acabou nisso", disse um dos estudantes que viu toda a confusão no corredor da escola. (No Amazônia)
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