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sábado, 14 de maio de 2011

Assistentes sociais cobram do TJE melhores condições de trabalho no interior e a realização de concursos públicos

Um grupo de assistentes sociais ligado às Comarcas do interior protestou, ontem pela manhã, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado, na avenida Almirante Barroso, bairro do Souza. O Sinaspa, o sindicato que representa a categoria, cobra do TJE melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam fora da capital e a realização de concursos públicos para a contratação de mais profissionais. Com faixas, eles ameaçaram fechar uma das pistas da avenida Almirante Barroso até que foram atendidos por um representante da corregedoria do TJE.

O número reduzido de Assistentes Sociais dedicados aos trabalhos nas comarcas - 40, de acordo com levantamento feito pelo sindicato - está na origem do problema. 'O assistente social de uma comarca precisa atender a cinco, seis municípios ao mesmo tempo. Quando o município não tem assistente social, os juízes costumam cobrar que os assistentes sociais da prefeitura façam o trabalho. Nós fizemos uma denúncia sobre o assunto no ano passado, e a corregedoria do tribunal estabeleceu cotas de atendimento para os municípios, 40 para Santarém, 20 para Conceição do Araguaia, e assim por diante', diz Agostinho Belo, diretor do sindicato e Presidente do Conselho Regional de Serviço Social.

O Sinaspa considera que a obrigação dos assistentes sociais dos municípios em atender as demandas das comarcas do interior representa uma condição semelhante a trabalho escravo. 'É uma exploração não remunerada do trabalho do assistente social, em condições que ele não tem como trabalhar, sob a ameaça até de ser preso, se não cumprir', explica Agostinho. O Sindicato dos Assistentes Sociais do Pará acionou, também, o Conselho Nacional de Justiça sobre o caso, cobrando o cumprimento do artigo 149 do Código Penal Brasileiro e do artigo 150 e 151 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que garantem a formação de equipes multiprofissionais destinadas a assessorar a justiça em todas as comarcas. 'O trabalho do assistente social é privativo e não pode ser feito por outro profissional. Se não tem gente, é preciso fazer concurso e chamar quem já foi aprovado e ainda está esperando', afirma Simone Thiers, da diretoria colegiada do Sinaspa.

A manifestação de ontem antecedeu a comemoração do Dia Nacional do Assistente Social, que será no domingo, dia 15. O TJE-PA se manifestará sobre a reclamação protocolada ao CNJ até o final deste mês, para quando a categoria promete fazer novas manifestações. (No Amazônia)

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