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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Futuro presidente do STF de olho na PEC da Bengala

Quem conta é Giba Um:
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, assumirá a presidência da Alta Corte no ano que vem e está torcendo que a conhecida PEC da Bengala (e muitos de seus amigos trabalham por isso) seja aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma. Ayres Britto corre o risco de permanecer na presidência do Supremo apenas oito meses porque atingirá a idade-limite de 70 anos. Se a PEC da Bengala, que aumenta a idade-limite para 75 anos, passar, ele poderá cumprir um mandato de dois anos.
E mais...
“Pão e água”
“Se eles querem derrubar o Palocci, eu boto o Fernando no lugar dele. Aí, eles serão tratados a pão e água”. A ameaça é de Dilma Rousseff, convencida de que o episódio da empresa de consultoria, do apartamento de R$ 6,6 milhões e do escritório de mais de R$ 800 mil de Antonio Palocci, foi produto de fogo amigo. Para os mais chegados, o recado é dirigido especialmente aos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), mensaleiro e Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-ministro da Presidência (na época, perseguiu nonagenários aposentados), que comandam a chamada bancada dos insatisfeitos, que não consegue qualquer nomeação no governo. O Fernando citado é Fernando Pimentel, o ex-guerrilheiro Lula, ministro do Desenvolvimento Econômico, que não dá a menor atenção aos petistas, mais ainda depois que Ruy Falcão (ele processa o ministro) virou presidente do partido.
Cartões da Presidência
Nos primeiros quatro meses do governo Dilma, as despesas com cartões corporativos da Presidência da República alcançaram R$ 4,9 milhões, ou seja, uma média mensal de R$ 1,2 milhão. A unidade da Presidência que mais gastou no período foi a Abin - Agência Brasileira de Inteligência com R$ 2,6 milhões, seguida pela própria Secretaria da Presidência, com R$ 2,4 milhões. Desses gastos, 96,8% ostentam o rótulo de "protegidos por sigilo, para segurança da sociedade e do "Estado". No último ano do governo Lula, os gastos com cartões corporativos da Presidência foram de R$ 19 milhões, ou seja, uma média mensal de R$ 1,5 milhão.
Sem suíte
Acusado de avançar numa camareira e arrancado do interior de um avião, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acostumado a se hospedar em hotéis cinco estrelas de Nova York, com diárias de US$ 3 mil, está ocupando (pelo menos, até amanhã) uma cela de 12 metros quadrados na prisão de Rikers Island, um dos maiores complexos carcerários do mundo, com 11 mil presos. É conhecida como A Rocha e Dominique não tem contato com outros detentos. Tem direito a três visitas por semana, sem contar seus advogados e uma hora de exercícios por dia. Tem acesso a livros e jornais (TV, não). Ah, os presos reclamam muito da péssima comida.
Faturando alto
O livrinho Ágape, com poucas folhas e impresso em grande tipologia para ocupar mais espaço, de autoria do padre Marcelo Rossi, o mesmo que garante que, quando toca uma pessoa, sabe o que vai lhe acontecer, já ultrapassou a casa dos quatro milhões de exemplares vendidos, significando que o sacerdote já deve ter embolsado perto de R$ 7,5 milhões em direitos autorais, mesmo com citações da Bíblia ocupando 50% do recheio. Já dá para comprar um apartamento maior do que o de Antonio Palocci.
Desmoralizado
Balanço feito em torno da paralisação do Legislativo revela que, mais do que nunca, o Congresso, hoje, é desmoralizado: cálculos indicam que seria necessário um século para conseguir votar mais de 30 mil projetos em tramitação. Na Câmara e no Senado adormecem 975 propostas de emenda à Constituição, algumas com 16 anos de espera; acumulam-se 2.180 vetos presidenciais aguardando decisão dos congressistas; até hoje, já chegaram até lá 1.127 Medidas Provisórias (dessas, 52 tramitam há mais de dez anos); e há contas pendentes de 12 presidentes que já somam mais de duas décadas sem decisão final (a do governo Collor está pendurada há 21 anos, esperando votação).

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