A semana começa, hoje, com um impasse que deve gerar muita confusão nos coletivos. Quem pegar ônibus em Belém, Marituba e Santa Isabel pagará a nova tarifa de R$ 2,00 e quem embarcar no intervalo da BR-316 entre a capital e Ananindeua continuará pagando R$ 1,85 até que a Justiça decida sobre a liminar pedida pelo prefeito Elder Barbalho para impedir o reajuste antes que ele seja ouvido, já que o transporte público urbano da Região Metropolitana é integrado.
O reajuste foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transportes de Belém na semana passada e homolado pelo prefeito Duciomar Costa através de decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM) na sexta-feira, 13. Desde então, as empresas estão autorizadas a cobrar a nova tarifa nos municípios de Belém, Marituba e Santa Isabel.
Pelo decreto, a tarifa nos ônibus da capital sobe para R$ 2,00, assim como a passagem no barco que faz a travessia para Cotijuba, exceto aos sábados, domingos e feriados, dias em que o preço subirá para R$ 4. Os coletivos que atendem Mosqueiro passarão a cobrar R$ 3,30 e os microônibus poderão cobrar R$ 3,30.
Ontem, a informação do Sindicato das Empresas de Transporte de Belém (Setransbel) era de que as empresas foram orientadas a começar a cobrar R$ 2,00 a partir da meia noite de hoje. Os ônibus devem circular com placas informando a inusitada cobrança de preços diferentes para trechos diferentes dos percursos.
Se o passageiro apanhar o ônibus em Ananindeua, pagará R$ 1,85, mas se o embarque for feito em Marituba, Santa Isabel e a partir do Entroncamento, em Belém, pagará os quinze centavos a mais. O próprio sindicato já espera pela confusão a ser gerada entre passageiros e cobradores dentro dos veículos, mas a ordem é fazer valer o reajuste nos municípios que o autorizaram.
O sindicato também se prepara para recorrer da ação judicial prometida por Elder Barbalho contra o reajuste. A assessoria da prefeitura de Ananindeua divulgou nota em que informa que Departamento de Transporte e Trânsito de Ananindeua (Demutran) ajuizou uma ação civil pública na sexta-feira, com pedido de liminar, contra o reajuste.
A alegação é que o reajuste deveria ser precedido de um acordo entre todas as prefeituras da RMB, mas "em momento algum, o município de Ananindeua selou acordo de qualquer espécie com a capital". (No Amazônia)
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