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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pagamos e não recebemos

Por José Wilson Malheiros:

Milhões de cidadãos brasileiros que alcançam um determinado patamar de rendimentos pagam duas vezes pela assistência médica e pela previdência.

Ou seja, você faz os recolhimentos obrigados por lei (SUS) e ainda paga as mensalidades de seu plano de saúde privado.

Esse estado de coisas chega a ser um absurdo, já que denota a falta de confiança no governo e que preferimos – os privilegiados, apenas, registre-se - recorrer ao setor privado que, ultimamente nem nos atende de maneira conveniente.

A imprensa está aí noticiando dia após dia o sofrimento da população nacional.

Corrupção para guardar lugar nas filas quilométricas, hospitais desaparelhados ou com a construção paralisada, despreparo e raros heroismos dos profissionais sérios que tratam da saúde nacional.

Mas, como se sabe, a coisa não se restringe á saúde.

Se você tem filhos em idade escolar e não ganha o suficiente é obrigado a mandá-los para a famigerada escola pública, quem sabe para sofrer “bulling” ou, quase com certeza, para levar um tiro de marginais que se postam nas imediações da escola ou mesmo dentro da sala de aula.

Professores com formação profissional deficiente, pessimamente remunerados e por isso desinteressados, prédios e demais instalações caindo aos pedaços tudo faz parte, com certeza, do plano de certo tipo de político, o cacique que não tem interesse em cuidar da educação de seus irmãos do povo para que, pela ignorância, continue comprando voto, humilhando a pobreza, chantageando consciências e se servindo dos eleitores mal informados, a maioria, registre-se.

Trata-se, infelizmente, de um problema nacional bem antigo, nascido praticamente no início de nossa nacionalidade.

Que futuro podemos esperar para a juventude do país no campo da saúde e da educação, por exemplo?

Bons tempos aqueles em que os professores e as professoras eram dedicados, eram respeitados e não agredidos na sala de aula, sinal de que, também, em casa os valores nunca foram exercitados, já que ignorados.

Saudades das épocas em que as drogas, cada vez mais sofisticadas, cada vez mais letais, não adotavam, não imbecilizavam e nem desviavam a juventude brasileira para a violência, para a cadeia e para a morte... Reflitamos!

10 comentários:

  1. Lembra muito bem o articulista que, antigamente, nós, brasileiros, eramos felizes e não sabiamos. Hoje tudo é feito à base do interesse próprio de governantes irresponsáveis e, quase todos, corruptos, nas esferas federal, estadual e municipal.

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  2. As escolas públicas eram disputadas, com quadro de professores competentes e alunado disciplinado. Exemplo disso: o Colégio Estadual Paes de Carvalho. Agora, é uma esculhambação, um perigo. Tá hora de voltar ao metodo do passado: palmatória e castigo para essa molecada aprender disciplina e a respeitar a escola e os professores.

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  3. Belo artigo. A contribuição para a previdência social deveria ser facultativa para não vermos essa esbornia que aí está. A escola, então, nem se fala.
    Parabéns.

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  4. Esta situação infelizmente já é crônica. O Blog faz muito bem em protestar, alertar.
    Auxiliadora, Tucuruí

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  5. Enquanto no Brasil e aqui no Pará a Alepa prima pela corrupção e pelo desvio do dinheiro público a população sofre que sofre.

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  6. Sou professor, leciono em escola pública na periferia de Belém e, quando saio de casa, dou um beijo na minha mulher e peço a ela que reze para que eu volte vivo. Senhor Malheiros, ninguém respeita ninguém na sala de aula, meninos e meninas na faixa entre 10 e 15 anos de idade praticam coisas horriveis dentro e fora do colégio: consumo de drogas, sexo, brigas, etc. Quando convocamos os pais ou responsaveis para reuniões, são poucos os que aparecem. É uma pena! Mas, não devemos desistir. Devemos fazer a nossa parte e alertar, aconselhar, enfim, livrar as crianças e adolescentes de se tornarem bandidos. - Com admiração, receba um abraço do N. V. S/bairro do Jurunas.

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  7. Saúde e ensino. Dois nós na garganta do povo brasileiro. Dr. Wilson falou bem do problema. São urgências que não podem ser postergadas.
    Sara, Santarém

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  8. PARABÉNS, DR. MALHEIROS, OS SEUS ARTIGOS SÃO 10.
    O SENHOR TOCA NA FERIDA MESMO.
    ADORO SEUS ARTIGOS,SÃO REAIS E DE GRANDE UTILIDADE PARA POPULAÇÃO.
    MAÍSA, ALTAMIRA PARÁ.

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  9. Assunto atualíssimo. Gostei. Recomendo.
    Flávio Tucurui

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  10. A educação e a saúde são fatores importantes quando um país quer ser grande. E nós estamos no zero nessas matérias. O Alerta do cronista é oportuno.

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