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sábado, 28 de maio de 2011

Quem sente no bolso, estuda mais

O jornalista Gilberto Dimenstein certa vez disse que “O pacto da mediocridade firmado entre alunos e professores na maioria das universidades brasileiras é: eu finjo que ensino e você finge que aprende. E ninguém se esforça”. Há exceções, é claro, e nelas se incluem, por exemplo, os estudantes universitários, jovens ou não, que trabalham e que custeiam os seus próprios estudos, pagando caríssimas mensalidades. Estes, com certeza, se esforçam bastante para cumprir os horários das aulas e tudo fazem para assisti-las com assiduidade, interesse e atenção. Ao contrário, os “mauricinhos”, os filhos do paizão e da mãezona que bancam tudo, não têm tanto empenho, faltam às aulas e, quando comparecem, geralmente bagunçam, perturbam o ambiente. Mas, o que causa perplexidade é que, ao final do ano letivo, todos passam, todos são diplomados numa boa.
Quanto aos professores, no dizer de José Roberto Nalini, educador dos mais talentosos, “O que se quer, o que se espera deles é que tenham paixão pelo processo educacional, pois não se conseguem fazer entender aqueles que encaram a missão de ensinar como algo burocrático, despido de entusiasmo, como mais um emprego, como um ´bico` ou mera forma de subsistência. Os educadores devem tornar cada aula a mais interessante, a mais atraente, a mais apaixonante possível. É preciso que os educadores tenham sempre em mente que à sua responsabilidade é confiado o mais valioso capital brasileiro: o futuro da juventude. Juventude que precisa ser forjada ao exercício da cidadania, com dignidade".

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