O secretário de Educação do Pará, Nilson Pinto, disse ontem, durante evento no Hangar, que muitos estabelecimentos de ensino no Estado estão precários e prometeu melhorá-los. "Eu sei que existem muitas escolas em situação precária, mas a secretaria vai colocar esses locais em boas condições de funcionamento. Os estudantes são importantes neste contexto, ao repassarem para os diretores o que pode ser feito, ajudando também a diminuir a violência nas escolas", explicou o secretário, ao informar também que os alunos das escolas públicas do Pará vão passar a usar carteirinhas. "As carteirinhas vão facilitar o controle e identificar o aluno. É outra forma de reprimir a criminalidade dentro das escolas", avaliou.
As declarações de Nilson Pinto foram feitas no evento onde estava presente também o governador Simão Jatene e mais de 1.500 estudantes da rede estadual de ensino, que assumiram a função de representantes de turma de suas respectivas escolas. A programação, que ocorreu no Hangar, fez parte do Projeto Escola Democrática. O objetivo do projeto é estimular a participação do aluno na escola e criar um canal de comunicação entre diretores, professores e os familiares dos estudantes, para ajudar na melhoria da educação. A coordenação é da Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e Pró-Paz.
O governador Simão Jatene anunciou a criação de um projeto de lei que institui o Prêmio Jovem Talento Paraense, direcionado para estudantes da rede pública. Os alunos serão premiados com um diploma, uma medalha e uma bolsa mensal, no valor de um salário mínimo. A premiação é para quem se destacar na educação, esporte ou cultura. O projeto de lei foi encaminhado à Assembleia Legislativa e a previsão é de que seja sancionado em junho. A primeira indicação do prêmio deverá ser para a aluna Letícia Caroline Sena, 14 anos, que representou o Pará no concurso "Soletrando", do programa "Caldeirão do Huck", da Rede Globo. "Acredito que (o projeto) vai melhorar a infraestrutura e a educação das escolas", disse a estudante. (No Amazônia)
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