Cerca de dois mil trabalhadores em educação pública do Pará irão paralisar as atividades hoje, além de promover uma "Marcha em Defesa e Promoção da Escola Pública", com o tema "A educação quer mais". A paralisação nacional faz parte da campanha salarial 2011, no qual o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) reivindica, principalmente, a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e da lei do Piso Salarial Profissional Nacional. Com isso, não haverá aula nas redes públicas estadual e municipal. A concentração da marcha será na praça do Operário, em São Brás, às 8h30.
Segundo o secretário-geral do sindicato, Mateus Ferreira, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu recentemente que o valor do piso salarial não pode ser inferior a R$ 1.187,97 para as 40 horas semanais (200 hora/mês) para os profissionais do magistério de nível médio. Portanto, nenhuma prefeitura ou Governo de Estado deve pagar abaixo disso. Os trabalhadores reivindicam que o Governo estadual implemente o PCCR e a lei do Piso Salarial Profissional Nacional. "Queremos o realinhamento do nosso valor base e a efetivação do valor de R$ 1.597,87. É uma paralisação nacional. É um dia de luta pela implementação da lei do piso salarial e do plano de cargos", afirma.
A marcha terá concentração na praça do Operário, em São Brás, às 8h30, seguindo até a Assembleia Legislativa do Pará, no bairro da Cidade Velha. "No percurso vamos passar pela prefeitura para exigirmos o cumprimento do acordo judicial de 2009, onde deveriam pagar R$ 100 de tíquete-alimentação para os funcionários da escola. Além do cumprimento de carreira com base no estatuto do ministério do município de Belém", afirma.
Uma nova rodada de negociação aconteceu pela manhã de ontem entre o Sintepp e o Governo do Estado. Segundo o secretário-geral do sindicato, o governo apresentou uma proposta de alteração do PCCR, que deverá ser analisada pela categoria em assembleia na próxima sexta-feira, dia 13, às 16 horas, no Centro Social de Nazaré. A próxima reunião com o Governo do Estado está marcada para o dia 18. (No Amazônia)
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