
“As pessoas não contam, têm vergonha. Mas o cirurgião percebe. Muitas mulheres acham que, se mudarem o visual, vão conseguir provocar o ex. No fundo, pode até ser uma tentativa desesperada de reconciliação. É claro que isso não funciona”, afirma o diretor do Centro de Medicina Integrada, o cirurgião Ruben Penteado. Segundo o especialista, cirurgias plásticas só devem ser feitas por pessoas que desejam melhorar a autoestima com base em um problema real. Ou seja: se só você enxerga aquele defeitinho no nariz e acha que aquilo atrapalha sua vida, a solução pode não ser um procedimento estético, mas sim um psicólogo. “Quando a queixa do paciente não condiz com o tamanho do problema, o médico deve ficar atento e até recusar a cirurgia. Se o profissional, que é treinado para enxergar defeitinhos, não os viu, é porque o paciente pode, sim, estar fantasiando por estar emocionalmente abalado”, explica Ruben.
O melhor é ser feliz - Em alguns casos, entretanto, a separação deixa de ser vilã e se torna um estímulo para que a pessoa passe a se cuidar. “Ser feliz é a melhor vingança. E se isso inclui cirurgia, não tem problema. O importante é se cuidar e estar bem consigo mesmo”, diz Ruben. Foi o caso de Carol Cardoso, 28. Depois de terminar com o namorado, a estudante perdeu 52 quilos e fez gastroplastia (redução de estômago). Agora, ela pretende colocar silicone nos seios e fazer lipoaspiração. “Quando ele me chamou de gorda, decidi que não dava mais. Fiz 6 meses de terapia e depois cirurgia. Estou muito feliz e realizada”, conta Carol.
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