Fundação Papa João XXIII (Funpapa) promoveu ontem de manhã mais uma blitz educativa da campanha "Não dê esmola - Por trás de uma criança que pede tem sempre um adulto que manda", que vem sendo realizada desde o ano passado. A blitz marcou o Dia Mundial da Erradicação ao Trabalho Infantil e ocorreu no semáforo que fica na avenida Presidente Vargas com as avenidas Nazaré e Serzedelo Corrêa. No local, cerca de 50 pessoas expuseram faixas e cartazes e distribuíram material educativo. A ação ocorreu de 9h às 12h e teve a parceria do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest).
Segundo Andréa Alves, coordenadora da Proteção Social de Média Complexidade do município, o objetivo da campanha é conscientizar a sociedade para não dar esmolas ou comprar produtos oferecidos por crianças nas ruas de Belém. "Como diz o próprio nome da campanha, por trás de uma criança dessas sempre tem um adulto, seja ele o próprio pai, um traficante ou explorador. Se a população se conscientizar e não der mais o dinheiro, as ruas deixarão de ser um atrativo", explica a coordenadora. Segundo ela, a presença de crianças nas ruas traz uma série de prejuízos, como a ausência da criança na escola e até mesmo a possibilidade de envolvimento no mundo das drogas.
Os semáforos são pontos onde se costuma verificar com frequência a presença dessas crianças ou adolescentes. "A Funpapa já vem trabalhando desde o ano passado nos sinais de Belém e conseguimos, com isso, erradicar o trabalho infantil na maioria deles", afirma Andréa. No entanto, segundo ela, ainda há pontos críticos, como o semáforo da avenida Almirante Tamandaré com Padre Eutíquio ou às proximidades do Hangar. A coordenadora alerta que outra preocupação do poder público é em relação às vans, pois tem se verificado uma grande quantidade de crianças e adolescentes trabalhando nestes veículos.
Atualmente, a prefeitura não possui um levantamento sobre a quantidade de menores de idade que pede ou trabalha nas ruas, mas a Funpapa garante que a campanha tem surtido efeito e que tem conseguido minimizar o problema. "Na fiscalização do verão passado encontramos 109 crianças trabalhando ou pedindo em seis locais. Agora, no Carnaval, fiscalizamos os mesmos locais e o número ficou em 22", afirmou. (No Amazônia)
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