O abaixo-assinado foi recebido pelo procurador-geral de justiça em exercício do MP, Jorge Mendonça. O presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, e o arcebispo Metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, foram os responsáveis pela entrega, ocorrida na sede do Ministério Público. A entrega foi acompanhada por várias entidades e sindicatos que pedem o fim da corrupção na Alepa e na política estadual. O auditório da instituição ficou pequeno para todas as pessoas que levaram faixas, aplaudiam e gritavam em coro pela prisão dos envolvidos no escândalo.
Mendonça recebeu a pilha de papéis do abaixo-assinado e assinou o protocolo de recebimento diante de todos os presentes. Ele acredita que as assinaturas representam um número significativo e são prova de que o MP está no caminho certo de atuação. O procurador-geral de Justiça em exercício também garantiu que, havendo provas sólidas e suficientes, os envolvidos terão o mesmo tratamento na Justiça que qualquer pessoa, sem distinção por nome ou cargo. "Quem está nas ruas protestando realiza um trabalho mais importante que o meu. Agradeço a presença e apoio da OAB-PA e de todos ao nosso trabalho. As primeiras prisões já foram feitas e temos até um foragido. Isso significa que estamos no caminho certo. E vamos continuar com investigações transparentes, sempre informando a população sobre nosso trabalho", comentou.
Dom Alberto afirmou que a igreja possui um papel fundamental no combate à corrupção por ser um segmento de expressão da sociedade. "A igreja não pode se furtar da vigilância permanente contra a corrupção. Todo o episódio da Alepa causa revolta e indignação. Estar nessa manifestação faz parte da missão da igreja. Nas missas temos pregado o combate à corrupção e a vigilância constante contra esses casos", comentou. O vereador Marquinho do PT coletou 3.100 das 25 mil assinaturas entregues ao MP. Para ele, este é o momento de mudança e esperança. "As pessoas me paravam nas ruas pedindo para assinar", afirmou.
Participaram da entrega do abaixo-assinado representantes do Movimento de Lutas Populares, do Movida, da CUT-PA, da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Força Sindical, da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Associação dos Moradores da Bacia do Una, da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Sindicato dos Psicólogos, do PT, do PTdoB, do PSOL e do PCdoB. (Fonte: Amazônia)
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