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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cesare Battisti deixa presídio em Brasília

Passavam cinco minutos da meia noite quando o ex-ativista italiano Cesare Battisti deixou o presídio da Papuda em Brasília, onde ficou preso nos últimos quatro anos a espera do julgamento de sua extradição pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Já no final da noite de ontem, Battisti aguardava fora da cela o alvará de soltura assinado pelo presidente do STF, Cezar Peluso. Quando policiais federais chegaram com o documento original, pôde deixar o presídio.

Battisti saiu do presídio com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que o defendeu no início de todo esse processo. Os dois seguiram de carro para um condomínio fechado em Brasília. O advogado de Battisti no processo de extradição, Luís Roberto Barroso, afirmou que a primeira coisa que o ex-ativista quis fazer ao deixar a carceragem foi tentar telefonar para as filhas. "Daqui para frente ele é um homem livre", disse Barroso ao deixar o presídio, pouco antes da meia noite.

Nesta quinta-feira, Barroso vai protocolar no Ministério da Justiça um pedido de visto permanente para Battisti. Neste momento, o ex-ativista está no Brasil como imigrante ilegal. Sem o reconhecimento de seu status de refugiado e encerrado o processo de extradição no STF, Battisti precisará regulamentar sua situação para permanecer no Brasil.

Na sessão do Supremo Tribunal Federal realizada ontem (8), o resultado do julgamento foi o seguinte:

Votaram pela liberação de Battisti os ministros: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Ayres Britto e Marco Aurélio.

Votaram pela extradição de Battisti os ministros: Gilmar Mendes (relator), Ellen Gracie, Cezar Peluso (presidente).

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