Battisti saiu do presídio com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que o defendeu no início de todo esse processo. Os dois seguiram de carro para um condomínio fechado em Brasília. O advogado de Battisti no processo de extradição, Luís Roberto Barroso, afirmou que a primeira coisa que o ex-ativista quis fazer ao deixar a carceragem foi tentar telefonar para as filhas. "Daqui para frente ele é um homem livre", disse Barroso ao deixar o presídio, pouco antes da meia noite.
Nesta quinta-feira, Barroso vai protocolar no Ministério da Justiça um pedido de visto permanente para Battisti. Neste momento, o ex-ativista está no Brasil como imigrante ilegal. Sem o reconhecimento de seu status de refugiado e encerrado o processo de extradição no STF, Battisti precisará regulamentar sua situação para permanecer no Brasil.
Na sessão do Supremo Tribunal Federal realizada ontem (8), o resultado do julgamento foi o seguinte:
Votaram pela liberação de Battisti os ministros: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Ayres Britto e Marco Aurélio.
Votaram pela extradição de Battisti os ministros: Gilmar Mendes (relator), Ellen Gracie, Cezar Peluso (presidente).
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