A crise envolvendo o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci não abalou o índice de aprovação do governo, mas a imagem da presidente Dilma Rousseff foi afetada.
De acordo com a pesquisa Datafolha realizada na semana passada, 49% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom. Porém, as expectativas com relação à economia não seguiram essa tendência: 51% dos entrevistados acham que a inflação vai aumentar.
De acordo com o levantamento, 77% acreditam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já participa das decisões do governo Dilma. E 64% concordam com essa participação. Esse endosso é mais forte entre os menos escolarizados.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 9 de junho, ouviu 2.188 em todo o país e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo informou o jornal "Folha de S.Paulo", a avaliação do governo Dilma sofreu queda somente entre aqueles que têm ensino superior. Nas demais camadas, a aprovação aumentou ou ficou estável.
A demissão de Palocci na semana passada aconteceu após três semanas de intenso desgaste político para o Planalto, causado pela suspeita de uso de tráfico de influência para enriquecimento pessoal, por meio de uma consultoria privada entre 2006 e 2010.
O Datafolha pesquisou o episódio e 33% dos entrevistados avaliaram que Dilma teve um desempenho ótimo ou bom. Outros 36% consideraram regular a atuação de Dilma para debelar a crise. Para a maioria (57%) Dilma sabia para quais empresas Palocci trabalhava. E a crise foi considerada muito ou um pouco prejudicial para o governo para 60%.
O episódio pode explicar a piora na imagem de Dilma, que, em março era vista como "decidida" (79%), "muito inteligente" (85%) e "sincera" (65%). Agora, estes índices caíram para 62%, 76% e 62%, respectivamente. O quarto item pesquisado revela que Dilma é vista como mais democrática e menos autoritária do que antes.
Segundo a pesquisa Datafolha, a expectativa de aumento da inflação passou de 41% para 51%, nos últimos dois meses. Além disso, menos pessoas disseram acreditar que a situação vai melhorar. Em março, eram 50%. Agora, 42%. O pessimismo aumentou mais entre os entrevistados que ganham até cinco salários mínimos. (Em O Globo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário