Para promover a inclusão escolar, o Ministério da Educação (MEC) decidiu que vai "induzir por meio de apoio técnico e financeiro a dupla matrícula" para crianças que tenham algum tipo de deficiência. Na prática, a ideia é fazer com que crianças e adolescentes especiais sejam estimulados, desde a educação básica até o ensino médio, a frequentar uma escola regular e tenham aulas de apoio - o chamado contraturno - em escolas especializadas ou em salas multifuncionais.
- O MEC quer garantir o acesso à escola e promover a dupla matrícula. Mas a função do ministério é indutiva, o MEC não tem mecanismo de coerção. A ideia é oferecer oportunidades a mais, para que a criança tenha atendimento integral - diz Fernando Haddad, ministro da Educação, lembrando que um terço das crianças que hoje não estão na escola são deficientes.
No Rio, onde funcionam os institutos Benjamin Constant (IBC) e Nacional de Educação para Surdos (Ines), que reúnem pouco menos de mil alunos, a proposta é que os estudantes possam ter aulas no Colégio Pedro II, que também é federal. - Primeiro, a direção do MEC declarou que a escolarização no IBC e no Ines seria finalizada este ano. Nós nos mobilizamos e o ministro Haddad decidiu que as coisas ficariam como estão - conta Maria da Glória de Souza Almeida, chefe de gabinete da direção-geral do IBC. - Claro que nós apoiamos a inclusão. A escola regular tem que existir, mas é preciso lutar por uma educação de qualidade. Numa escola regular, sem saber braile, o professor não alfabetiza. (Em O Globo)
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