Fale com este blog

E-mail: ercio.mocorongo@hotmail.com
Celular: (91) 8136-7941 e 8886-7398
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha a opção "Anônimo". Escreva o seu comentário e, preferencialmente, ao final faça constar o seu nome, cidade e bairro. Depois, é só clicar em "Postar comentário".

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Grevistas ocupam a reitoria da UFPA

A greve dos servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e os hospitais universitários Bettina Ferro e João de Barros Barreto entra hoje no 24º dia. Na manhã de ontem, 350 trabalhadores ocuparam a Reitoria da UFPA desde as 7h, impedindo o funcionamento do prédio até as 14h. Na terça-feira, o restaurante universitário foi paralisado e no dia 22, os servidores ocuparam o setor de transporte. Novas manifestações estão previstas pelo movimento, que é nacional. A greve permanece, por tempo indeterminado, caso não haja acordo na reunião prevista para o dia 5 de julho com o Ministério do Planejamento, em Brasília (DF).

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino Superior do Pará (Sindtifes-PA), Raimundo Pinheiro, disse que a Reitoria foi escolhida para a manifestação por se tratar do "coração" da administração da UFPA, que possui 3 mil servidores técnicos-administrativos. O movimento foi pacífico e não houve dano ao patrimônio. "Estamos planejando um grande ato por Belém, com todos os servidores das instituições de ensino. Mobilizações como essa vão ocorrer em todos os Estados, mas ainda não temos data definida", adiantou.

Os trabalhadores estão mantendo pouco mais de 30% dos funcionários em serviços essenciais, como os atendimentos de saúde. O RU da Ufra e as bibliotecas das instituições não estão funcionando. Alguns laboratórios também estão parados. Já as aulas estão ocorrendo normalmente. Os servidores querem reposição salarial de 25% (reajuste mais perdas acumuladas), evitar o congelamento de salários por dez anos (como prevê o projeto de lei federal 549), reajuste no tíquete alimentação e fim da avaliação por desempenho.

Outra das lutas do Sindtifes-PA é evitar a medida provisória 520, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, terceirizando os servidores e cortando os funcionários "fundacionais" (cedidos por funções de amparo, como a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa, a Fadesp, que apoia a UFPA). A MP 520 coloca em risco o emprego dos 577 funcionários ativos da Fadesp lotados no João de Barros Barreto e 144 no Bettina Ferro.

O pró-reitor de Administração da UFPA, Edson Ortiz de Matos, responsável pela Reitoria na ausência do reitor, Carlos Edilson Maneschy, afirmou que várias atividades administrativas foram prejudicadas, mas que podem ser recuperadas com cargas extras de trabalho. Dentre os serviços comprometidos ficaram o pagamento de pessoal, de empresas fornecedoras, de diárias e de passagens de professores. "O movimento deles é pacífico e civilizado. O reitor recomendou que sempre negociássemos. E as demandas deles são justas. Somos favoráveis e todos os trabalhadores têm direito de buscar melhorias. As aulas transcorrem sem problemas. A única dificuldade foi na terça-feira, 28, em que paralisaram o RU e mais de 3,5 mil refeições não foram servidas", disse. (No Amazônia)

0 comentários:

Postar um comentário