O Comitê Dorothy Stang foi responsável pela escolha de cinco pessoas para receber as medalhas e os diplomas. São elas os agricultores de Anapu que trabalharam com a irmã Dorothy, Ivonilde Souza e José Ailton Souza, o cacique Dada Borari, da tribo Borari, localizada no município de Santarém - os três foram ameaçados de morte -, o procurador da República Felício Pontes Junior e, in memorian, o casal assassinado em Nova Ipixuna, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo.
O vereador Marquinho (PT) explicou que a indicação de Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo foi feita antes do assassinato do casal. Ele lembrou que a escolha partiu do Comitê Dorothy Stang. "Doze pessoas foram escolhidas pelos vereadores de Belém, já as outras cinco foi uma decisão do Comitê Dorothy Stang, que conhece muito bem o trabalho realizado pelos ambientalistas e agricultores do Pará", informou.
A irmã de Maria , Laisa Santos Sampaio, estava na Câmara como representante do casal. "Apesar da imensa dor, estou aqui. Acredito que a homenagem impulsiona para que as pessoas continuem lutando pelos seus direitos, agindo em defesa do desenvolvimento sustentável", disse a educadora e agricultora. Laisa não ficou para receber a medalha porque precisou viajar para Brasília, onde discutiria com o representante do Ministério dos Direitos Humanos a proteção para todas as pessoas ameaçadas de morte no Pará. Quem recebeu a medalha e o diploma foi Márcia Damiana, assessora técnica do Conselho Nacional das Populações Extrativistas. O ambientalista Camillo Vianna e a secretária Municipal de Meio Ambiente (Semma), Camilla Miranda, também foram homenageados com a medalha e o diploma. Vianna, indicado pelo vereador Abel Loureiro (DEM), lembrou que cada cidadão deve fazer a sua parte na conservação do meio ambiente e disse ter ficado feliz com a homenagem. (No Amazônia)
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