Quem assistiu a última palestra de Lula, no Anhembi, em São Paulo, para 400 executivos da Tetrapak (cachê de R$ 200 mil, o que já está fazendo o ex-presidente chegar perto do seu segundo milhão de reais), achou que ele está se transformando num entertainmment man até com variantes do gênero stand-up comedy. Agora, cita menos realizações de seu governo, menos números, preferindo contar histórias, fazer piadas (muitas, conhecidas e repetidas de outras palestras) e atacar mesmo na área de auto-ajuda. No Anhembi, ele defendeu a idéia de vender garapa (caldo de cana) em caixinhas do tipo das usada para leite e sucos. “É ideal para acompanhar o famoso pastel de feira”.
E mais...Culpa do cartório
A nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu esse nome numa referência à atriz e depois princesa de Mônaco, Grace Kelly. A grafia diferente correu por conta do funcionário do cartório próximo ao bairro de Vila Lindóia, em Curitiba, onde sua família morava. Na adolescência, manifestou vontade de seguir a vida de freira, mas foi impedida pelo pai. Mais: nos corredores do Planalto, Gleisi, sempre muito bem arrumada, penteada e maquiada e com certa semelhança com a conhecida apresentadora de televisão, está sendo chamada de Barbie Eliana.
Samba no pé
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que está em alta no Planalto, é casada (segundo casamento) com o sargento do Exército Jefferson Figueiredo. E adora o carnaval de Florianópolis: sua escola do coração é a Copa Lord, na qual já desfilou, na época do primeiro mandato de Lula, como destaque, de maiô cavadão. E mostrou samba no pé.
Fora da TV
As emissoras de televisão estão atrás de Ronaldo ex-Fenômeno: querem contratá-lo como comentarista. Se topasse, a Rede Globo teria prioridade. Só que o ex-jogador quer se dedicar à sua empresa 9ine, em sociedade com a WPP (agora, está negociando com Paulo Henrique Ganso) e à fundação Criando Fenômenos, apoiando projetos sociais que já existem. Quem selecionará os projetos que serão contemplados é sua mulher, Bia Antony. Na semana passada, na festa oferecida a ele, no Pacaembu, depois do jogo, Ronaldo desabafou: “Agora, posso engordar à vontade. Ninguém poderá reclamar, nem a Bia (referindo-se à sua mulher)”.
Vale quanto pesa
O ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, ainda em férias, estuda convite para ser o CEO Internacional da Anglo American, gigante do setor de mineração e dona de grande parte das jazidas de ouro do planeta. A Anglo, para quem tem a memória curta, participou da privatização da Vale em consorcio liderado pela Votorantim. E Agnelli participava, representando o Bradesco, do consórcio liderado por Benjamin Steinbruch. Hoje, a Anglo American tem uma operação de minério de ferro no Brasil, comprada de Eike Batista. Ou seja: Agnelli pode virar concorrente da Vale e ganhar ainda mais do que ganhava lá (R$ 15 milhões/ano).
Novas trocas
Entusiasmada com a troca de Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann e pela preferência (decisão solitária) por Ideli Salvatti, a presidente Dilma Rousseff prepara modificações em seu governo, que incluirão outras trocas em ministérios, apesar de que o problema central, hoje, serem suas relações com o Congresso – e mesmo com o pessoal do PT, sempre guloso. O nome de Fernando Haddad, que vem acumulando problemas na Educação – e igualmente é uma indicação de Lula – está anotado numa lista cuidadosamente guardada na bolsinha presidencial. E gostaria de rifar já o ministro do Turismo, Pedro Novais, com o qual não despachou uma única vez nos primeiros cinco meses do governo: só que ele é do PMDB.
Energia das mulatas
Numa matéria com o título O Exterminador sem futuro, Arnold Schwarzenegger ocupa muitas páginas da nova edição de Alfa: aos 63 anos, mantendo seu físico e depois de ter perdido o governo da Califórnia e a mulher, Maria Schriver, ele garante que “não quer concorrer a mais nenhum cargo” (o que provoca risinhos até em seus assessores). Agora, ele acaba de cancelar o contrato de produção da série animada The Governator e quer se transformar em “líder mundial da sustentabilidade”. E sempre lembra, por conta do carnaval de 1983, que o Brasil tem um recurso-extra na área: “Precisamos aproveitar a energia das mulatas para produzir eletricidade para o planeta”.
Amiga das empreiteiras
Na campanha para o Senado, no ano passado, Gleisi Hoffman arrecadou sozinha mais do que todos seus adversários somados: R$ 7,3 milhões, dos quais 40,5% do total, R$ 3,2 milhões conseguidos junto a empreiteiras amigas. A Camargo Corrêa foi a maior doadora, com R$ 1 milhão e a segunda foi a OAS, com R$ 708 mil. E outras 11 empresas de construção pesada também trataram de brindar a campanha da nova ministra.
A nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu esse nome numa referência à atriz e depois princesa de Mônaco, Grace Kelly. A grafia diferente correu por conta do funcionário do cartório próximo ao bairro de Vila Lindóia, em Curitiba, onde sua família morava. Na adolescência, manifestou vontade de seguir a vida de freira, mas foi impedida pelo pai. Mais: nos corredores do Planalto, Gleisi, sempre muito bem arrumada, penteada e maquiada e com certa semelhança com a conhecida apresentadora de televisão, está sendo chamada de Barbie Eliana.
Samba no pé
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que está em alta no Planalto, é casada (segundo casamento) com o sargento do Exército Jefferson Figueiredo. E adora o carnaval de Florianópolis: sua escola do coração é a Copa Lord, na qual já desfilou, na época do primeiro mandato de Lula, como destaque, de maiô cavadão. E mostrou samba no pé.
Fora da TV
As emissoras de televisão estão atrás de Ronaldo ex-Fenômeno: querem contratá-lo como comentarista. Se topasse, a Rede Globo teria prioridade. Só que o ex-jogador quer se dedicar à sua empresa 9ine, em sociedade com a WPP (agora, está negociando com Paulo Henrique Ganso) e à fundação Criando Fenômenos, apoiando projetos sociais que já existem. Quem selecionará os projetos que serão contemplados é sua mulher, Bia Antony. Na semana passada, na festa oferecida a ele, no Pacaembu, depois do jogo, Ronaldo desabafou: “Agora, posso engordar à vontade. Ninguém poderá reclamar, nem a Bia (referindo-se à sua mulher)”.
Vale quanto pesa
O ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, ainda em férias, estuda convite para ser o CEO Internacional da Anglo American, gigante do setor de mineração e dona de grande parte das jazidas de ouro do planeta. A Anglo, para quem tem a memória curta, participou da privatização da Vale em consorcio liderado pela Votorantim. E Agnelli participava, representando o Bradesco, do consórcio liderado por Benjamin Steinbruch. Hoje, a Anglo American tem uma operação de minério de ferro no Brasil, comprada de Eike Batista. Ou seja: Agnelli pode virar concorrente da Vale e ganhar ainda mais do que ganhava lá (R$ 15 milhões/ano).
Novas trocas
Entusiasmada com a troca de Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann e pela preferência (decisão solitária) por Ideli Salvatti, a presidente Dilma Rousseff prepara modificações em seu governo, que incluirão outras trocas em ministérios, apesar de que o problema central, hoje, serem suas relações com o Congresso – e mesmo com o pessoal do PT, sempre guloso. O nome de Fernando Haddad, que vem acumulando problemas na Educação – e igualmente é uma indicação de Lula – está anotado numa lista cuidadosamente guardada na bolsinha presidencial. E gostaria de rifar já o ministro do Turismo, Pedro Novais, com o qual não despachou uma única vez nos primeiros cinco meses do governo: só que ele é do PMDB.
Energia das mulatas
Numa matéria com o título O Exterminador sem futuro, Arnold Schwarzenegger ocupa muitas páginas da nova edição de Alfa: aos 63 anos, mantendo seu físico e depois de ter perdido o governo da Califórnia e a mulher, Maria Schriver, ele garante que “não quer concorrer a mais nenhum cargo” (o que provoca risinhos até em seus assessores). Agora, ele acaba de cancelar o contrato de produção da série animada The Governator e quer se transformar em “líder mundial da sustentabilidade”. E sempre lembra, por conta do carnaval de 1983, que o Brasil tem um recurso-extra na área: “Precisamos aproveitar a energia das mulatas para produzir eletricidade para o planeta”.
Amiga das empreiteiras
Na campanha para o Senado, no ano passado, Gleisi Hoffman arrecadou sozinha mais do que todos seus adversários somados: R$ 7,3 milhões, dos quais 40,5% do total, R$ 3,2 milhões conseguidos junto a empreiteiras amigas. A Camargo Corrêa foi a maior doadora, com R$ 1 milhão e a segunda foi a OAS, com R$ 708 mil. E outras 11 empresas de construção pesada também trataram de brindar a campanha da nova ministra.
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