A Assembleia da OIT conta com a participação de representantes governamentais, das federações patronais e dos sindicatods de cada país integrante da organização que tem sede em Genebra.
A Convenção entrará em vigor assim que for ratificada por dois países. Uruguai e Filipinas já anunciaram a intenção de ratificar o texto de maneira rápida.
Para a OIT, a aprovação do texto é "histórica", já que constitui o primeiro instrumento jurídico internacional para os trabalhadores domésticos, que representam pelo menos 52,6 milhões de pessoas no mundo.
De acordo com o Instituto Doméstico Legal, embora a proposta da OIT esteja correta, no caso brasileiro poderia provocar demissões e elevar os índices de informalidade. Pesquisa realizada pela ONG em 2008 com cerca de 1,9 mil empregadores em todo o país revelou que quase metade dos entrevistados (47,9%) demitiria o empregado doméstico, caso o depósito do benefício se tornasse obrigatório. - O Brasil até pode aderir à convenção, fazendo a ressalva de que o FGTS continuará sendo opcional. Se não for assim, será uma irresponsabilidade do governo, trazendo como consequência o aumento do desemprego e da informalidade para as domésticas. Seria fazer populismo internacional - disse Mario Avelino, presidente do instituto.
Avelino argumenta que a maioria das famílias que contrata os sete milhões de empregados domésticos no país está na classe média e "não tem condições financeiras de arcar com o aumento do custo" para manter o serviço.
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