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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ruy Barata é tema do primeiro Sarau Literário da Feira do Livro

O 1° Sarau Literário, programação que antecede a XV Feira Pan-Amazônia do Livro, vai homenagear o poeta paraense Ruy Barata. Sob o tema “Pelas diversas ruas de Ruy, rios e versos”, o evento será realizado nesta terça-feira, 14, às 19 horas, no Teatro Estação Gasômetro, no Parque da Residência. O Sarau vai contar com exposição da vida de Ruy Barata – feita pela Doutora em Letras, Amarílis Tupiassú – seguida de dramatização das composições do poeta – realizada pelo Grupo Cênico Companhia do Sarau. A apresentação do evento é de Reginaldo Viana.

O mocorongo Ruy Barata nasceu em 1920 e faleceu em 1990, durante uma cirurgia em São Paulo. Mas sua obra ainda influencia muitos artistas paraenses. Além de poeta, Ruy Barata foi advogado, político e professor. Nos anos 40 lutou contra o autoritarismo de Magalhães Barata e defendeu a proteção da Amazônia. Mas apesar de ter sido tão importante política e culturalmente para o Estado do Pará, o poeta ainda é lembrado, na maioria das vezes, apenas por suas composições. “O Ruy tem importância como político, pelos princípios que teve e por buscar a democracia. Mas ainda assim é mais reconhecido pelas composições que fez. A beleza rara de sua poesia ainda não é muito estudada”, revela Amarílis Tupiassú.

E um dos objetivos do sarau é mostrar ao público o legado de Ruy Barata; não só no campo da poesia, mas no âmbito da política e combate à pobreza. Segundo Amarílis Tupiassú: “Um Sarau só é realizado quando é para falar de um autor muito importante, como é o caso de Ruy Barata. Temos sempre que lembrar dele quando o assunto é poesia Amazônica”. E essa é a intenção do Grupo Cênico Companhia do Sarau.

O grupo escolheu a água, como aspecto da Amazônia, para embasar as performances que vão realizar. Os artistas vão retratar os períodos da infância, juventude e maturidade de Ruy Barata (e as parcerias com seu filho, Paulo André Barata), relacionando-os a personagens que tenham contato com os rios, como: lavadeiras e pescadores. Para isso, o grupo preferiu não utilizar figurinos. “Nós escolhemos não usar figurinos. A nossa roupa será toda preta. O que vai dizer qual é o personagem de cada um são os acessórios”, revela a responsável pelo Grupo, Maíra Monteiro. Os artistas ainda dizem que se baseiam em Ruy Barata para retratar o universo amazônico, já que esse é o principal tema das obras do poeta. (Ag. Pará)

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