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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Terror dentro de barco: Nove piratas agrediram e assaltaram passageiros

Passageiros que viajavam em uma embarcação que zarpou de Soure para Belém viveram, ontem à tarde, momentos de terror quando um grupo de nove piratas armados invadiu a embarcação e assaltou todos a bordo. Agindo com violência, os acusados roubaram objetos e dinheiro e aterrorizaram os passageiros com ameaças de morte e tiros disparados para o alto. Os acusados fugiram em rabetas. Apesar da violência, ninguém saiu ferido.

De acordo com a polícia, no barco viajavam cerca de 200 pessoas. Os piratas, que estavam em embarcações do tipo rabeta, invadiram a embarcação na Vila do Camará. Segundo o gerente da empresa Banave, César Pantoja, os assaltantes chegaram a atirar para o alto, para amedrontar os passageiros. Os piratas também agrediram alguns deles, obrigando, inclusive, a tirarem as roupas.

Ainda segundo César, o comandante do barco se escondeu no momento do assalto e conseguiu entrar em contato com ele e também com a polícia para pedir socorro. A Capitania dos Portos foi avisada.

De acordo com o Centro Integrado de Operações da Polícia (Ciop), embarcações com equipes das polícias Civil e Militar estiveram no canal do Anaraí, local onde o barco foi abandonado, mas não localizaram os piratas. A lancha "Ventania" foi enviada ao local.

O barco, que ficou à deriva após o assalto e foi resgatado por equipes das polícias Civil e Militar do Estado no canal do Anaraí, aportou no galpão dez da Companhia das Docas do Pará (CDP) por volta das 19h30. Segundo os dirigentes da empresa, uma ambulância foi acionada para atender alguns passageiros que haviam passado mal. Parentes e amigos das vítimas foram ao local saber notícias.

Lancha da polícia não prestou socorro

A mulher do comandante da embarcação, Elisângela Santos, disse que relatos de alguns passageiros davam conta de que alguns deles foram agredidos pelos assaltantes porque os bandidos pensavam que eles estivessem fazendo ligações para a polícia. Segundo Elisângela, os piratas ficaram cerca de uma hora e meia na embarcação saqueando os passageiros e tripulantes.

Contrariando o que a polícia informa, Elisângela afirma que nenhuma lancha da polícia socorreu as vítimas. "A todo momento a polícia dizia que uma lancha estava a caminho, mas as informações que tivemos dos passageiros é que nenhuma lancha chegou no local para rebocar a embarcação. Um barco da empresa foi mandado para dar apoio ao navio assaltado. O próprio mecânico que estava a bordo conseguiu fazer o motor funcionar e o barco voltou a navegar para Belém".

Parentes de passageiros estavam aflitos acompanhando notícias publicadas na tarde de ontem pelo Portal ORM. Ao desembarcar em Belém, um dos passageiros, que não quis se identificar, contou que teve um prejuízo de mais de R$ 10 mil. O prejuízo total não foi calculado.

O gerente César afirma que a embarcação foi danificada e que a navegação nos rios paraenses está cada vez mais perigosa. "Alguns passageiros me ligaram afirmando que eles quebraram partes da embarcação. O rádio do barco foi retirado e jogado no rio para que não houvesse comunicação, o som da lanchonete também foi levado. A navegação no Estado do Pará está vivendo um momento de terror. Assim fica difícil", lamenta César. (No Amazônia)

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