De 2 a 11 de setembro será realizada a XV Feira Pan-Amazônica do Livro. A poetisa Dulcinéa Paraense será homenageada na versão 2011 do evento que acontece no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, tendo a Itália como país convidado. A Feira Pan-amazônica do Livro é uma realização do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura - Secult.
Na décima quinta edição da feira, o livro volta a ser o centro da intensa programação elaborada pelos técnicos da Secult para difusão do livro, este produto da interação perfeita entre as mãos e a técnica. "Estamos retornando ao foco, ao principal objetivo do evento, em que o livro volta a ser o protagonista. Sai a muvuca cultural e entra em cena o autor. Em lugar do populismo devasso, a seriedade cultural", declarou o Secretário de Cultura, Paulo Chaves Fernandes.
Com área total de 4.700 m² e 192 stands, a feira terá cerimônia de abertura com a Amazônia Jazz Band apresentando músicas italianas, e as presenças confirmadas do embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, e da escritora homenageada, Dulcinéa Paraense.
O Secretário de Cultura conta um fato inusitado: o filósofo Benedito Nunes, em sua última semana de vida, no leito da Beneficente Portuguesa, foi consultado por Paulo Chaves sobre três escritores indicados para ser o homenageado nesta edição. Em voz baixa, audível e sem titubear: Dulcinéa Paraense.
Dulcinéa Lobato Paraense nasceu em Belém, em 2 de janeiro de 1918, e tem uma intensa produção literária. Em seguida, saiu pelo País a mostrar seu talento. Radicada no Rio de Janeiro, completou, em janeiro último, 93 anos. É autora de: "Semeadura de versos e de sonhos", "Momentos íntimos", "Dez cenas brasileiras", "Flor revelada", "Mística", "Momentos" e "Estrela de vidro".
Crédito possibilita aquisição de docente
Considerada a quarta feira de livros mais importante do País, a Pan-Amazônica do Livro apresenta um crescimento anual de 15%, tanto em área, quanto em público e volume de vendas. A partir da literatura, uma série de atividades paralelas, como oficinas, cursos, cinema, teatro, música, fotografia, em programação sedutora que atrai um público diversificado, assim como alunos da rede pública para o mundo do imaginário, do lazer e do entretenimento, da cultura e da educação.
Por meio do bônus Crédi-livro, a oportunidade do professor adquirir livros no período de dez dias, contribuindo desse modo para o crescimento e desenvolvimento intelectual do cidadão por meio do acesso aos bens culturais regionais, nacionais e universais, e, este ano, especialmente à cultura italiana, em homenagem do Governo do Estado ao Momento Itália Brasil.
"Espero que esse ano tenha mais espaço e variedade nas editoras. E também que não se repita a confusão de valores culturais, como a venda de produtos sem relação alguma com o livro, bem como os shows que provocavam uma verdadeira bagunça no entorno, concentrando um público com pouco ou nenhum interesse pelo livro", observa Elias Neves, professor da rede pública estadual de ensino. (No Amazônia)
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