O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) se reúne hoje em assembleia geral na Praça Santuário, em Nazaré, às 9 horas. São esperados cerca de 2 mil professores, que devem votar pela paralisação das aulas ou não nas escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A intenção da greve seria acelerar a instituição do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), aprovado ano passado pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), mas que ainda não foi implementado pela secretaria.
Se houver greve, mais de 27 mil servidores da educação cruzarão os braços e 1.200 escolas vão ficar fechadas. Aproximadamente 1,2 milhão de alunos serão prejudicados. Nesta manhã, é possível que em parte dos colégios estaduais os alunos sejam liberados antecipadamente.
De acordo com a coordenadora do Sintepp, a professora Conceição Hollanda, as negociações com a Seduc avançaram desde a paralisação ocorrida no dia 17 deste mês, quando os professores fizeram uma marcha na rodovia Augusto Montenegro. "Há pontos do PCCR que foram modificados, como por exemplo, a gratificação paga ao ensino modular na área rural, mas não podemos aprovar nada sem consultar a categoria", diz. "Nós temos a palavra da Seduc que o plano será praticado a partir de outubro. Pode ser que até lá, sejam pedidos novos prazos. Depois que conseguimos a aprovação da lei, se passou mais de um ano e agora, novamente, estamos tentando garantir que esta legislação seja cumprida", enfatiza a coordenadora.
A Seduc informa por nota enviada pela assessoria de imprensa que a rotina de atividades pedagógicas ocorre normalmente nas escolas da rede estadual. Alunos e professores estão cumprindo o calendário escolar divulgado pela secretaria no início do ano, que afirma trabalhar para cumprir o ano letivo e prevenir qualquer prejuízo aos estudantes da rede pública estadual. (No Amazônia)
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