Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular/watsap: (91) 989174477
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

sábado, 16 de novembro de 2013

Cresce nos EUA número de hotéis especializados em ‘desintoxicação digital’

A cada par de semanas um grupo de pessoas – comumente uma dezena de profissionais do Vale do Silício e Wall Street, acadêmicos e gente de Hollywood – paga pelo privilégio de abandonar seus smartphones, laptops, PCs e tablets, e passar alguns dias num hotel na Califórnia, para uma 'desintoxicação digital'.
Sem suas telas, eles caminham, nadam e praticam ioga num esforço deliberado para restabelecer algum equilíbrio nas suas vidas, após terem ido longe demais nos atos de navegar, mandar mensagens de texto e “tuítar”.

Essas escapadas são cada vez mais comuns. Chamadas de dieta digital, desconexão, desintoxicação ou abandono da rede, elas fazem parte de um movimento crescente para ajudar os americanos ligados demais a se afastar um pouco da tecnologia e das mídias digitais.

Alguns hotéis fizeram experiências criando pacotes para visitantes que querem ficar livres da tecnologia. O “check-in” e o “check-out” no Lake Placid Lodge nas montanhas de Adirondacks, em Nova York, por exemplo, exige que os hóspedes deixem seus aparelhos eletrônicos na recepção e os substituam por atividades como aulas de culinária, pesca e leitura de um livro best-seller em papel.

Os hotéis Marriott e Renaissance, no Caribe e no México, estabeleceram áreas sem tecnologia chamadas “Braincation Zones” (um trocadilho com as palavras cérebro e férias, em inglês), onde os hóspedes são incentivados a conversar, ler e jogar jogos.

Nos últimos quatro anos, uma organização chamada Reboot (reiniciar, em inglês) organizou um “Dia Nacional de Desconexão”. Durante 24 horas, começando no entardecer da primeira sexta-feira de março, os participantes do evento prometem fazer uma pausa total da internet.

Ironicamente, existem até aplicativos que podem ser baixados para se desconectar. Um programa chamado Freedom bloqueia o acesso à internet no seu computador por até oito horas. Outro, chamado SelfControl, permite que você bloqueie websites específicos por 24 horas de uma só vez.

Steve Lambert, fundador do SelfControl, diz que o valor do seu aplicativo é que ele deixa os usuários conscientes do seu comportamento – vendo-se bloqueados cada vez que tentam entrar no Facebook, por exemplo, eles percebem como é frequente esse comportamento.

Levi Felix, fundador do Digital Detox, diz que o objetivo desses retiros sem tecnologia não é desligar completamente as pessoas, mas ajudá-las a serem mais “conscientes” do uso da tecnologia.

Em 2011, mais de 27% dos americanos estavam “conectados em alto grau”, ou seja, estavam conectados à internet a partir de múltiplos locais e aparelhos, segundo o US Census Bureau.

Já a consultoria Nielsen diz que 60% dos americanos possuem smartphones – dando a eles a capacidade constante de acessar a internet, e-mails e as redes sociais. Algo que traz a expectativa de estar sempre online.

Nenhum comentário:

Postar um comentário