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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Câmara entra com ação contra regra do STF para julgar parlamentares

A Câmara dos Deputados ingressou nesta quinta-feira (30) com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal pedindo que o julgamento de deputados seja feito pelo plenário e não pelas turmas do STF.

Na ação, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), defende que o foro competente para julgar deputados é o plenário, composto por 11 ministros, e não as turmas, que funcionam com cinco magistrados (o presidente do STF não participa). Na prática, um quórum menor pode aumentar a chance de uma condenação.

A ação questiona a legitimidade de uma mudança feita em maio no regimento do Supremo que transferiu o julgamento de ações penais contra parlamentares para as turmas sob pretexto de agilizar a análise dos processos. A justificativa para a alteração no regimento foi a de priorizar no plenário o julgamento de matérias constitucionais ou com repercussão geral (que afetam automaticamente ações semelhantes em tramitação no país).

No último dia 21, por um placar de três a zero, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) teve recurso negado pela Segunda Turma em um processo que o condenou pelo vazamento de informações sigilosas, em 2008, da Operação Satiagraha, que investigou desvio de verbas públicas e crimes financeiros. Na época, Protógenes era delegado da Polícia Federal. Na eleição deste ano, ele não conseguiu se reeleger deputado.

Quebra de isonomia
Com a mudança no regimento do Supremo Tribunal Federal, passaram para as turmas as ações penais contra deputados, senadores e ministros de Estado. Continuam a ser julgados pelo plenário presidente e vice-presidente da República; presidentes de Senado e Câmara; ministros do Supremo; e o procurador-geral da República.

Na ação proposta ao STF, a Câmara argumenta que a alteração no regimento do tribunal provocou uma quebra de isonomia ao fazer distinção entre parlamentares "do mesmo corpo legislativo" (presidente e demais deputados).

Segundo o texto da ação, “a distinção criada entre o mandato do presidente da Câmara dos Deputados e o mandato dos demais membros da Casa colide com o espírito da Norma Constitucional, lastreado no entendimento já sedimentado na doutrina e na vida política do país de que todos os mandatos têm o mesmo valor representativo e merecem o mesmo tratamento”.

No entendimento da Câmara, o tratamento desigual enseja “desarmonia interna e constrangimento perante o eleitorado”. O texto acrescenta ainda que a Constituição “sempre dispensou tratamento isonômico a todos os deputados federais, independentemente do número de votos recebidos nas urnas, dos partidos a que pertençam e dos cargos ocupados na administração da Casa”.

Nesta quarta-feira (29), Henrique Alves se reuniu com o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, para tratar do assunto.

“Apenas três ministros julgaram a ação, quando a Constituição diz que é o pleno do Supremo, com 11, [que deveria decidir]. Não chegou nem a ser metade, nem um terço”, criticou o presidente da Câmara ao final do encontro.  (G1)

Endividados, candidatos pedem socorro a Dilma

Amargando dívidas milionárias referentes à disputa eleitoral deste ano, candidatos a governador aliados ao governo federal pedem agora socorro ao comando da campanha de Dilma Rousseff à reeleição.

Os apelos são suprapartidários: vão do PT ao PSB de Marina Silva, como é o caso do governador reeleito da Paraíba, Ricardo Coutinho."Devo e não nego. Pagarei quando puder", afirma o governador.

O comitê de campanha de Coutinho recorreu à equipe da presidente no segundo turno. Os petistas recomendaram a um doador que colaborasse com R$ 2 milhões para a campanha do pessebista.

Os pedidos mais insistentes partem dos próprios petistas, sobretudo os derrotados. Terceiro na corrida para o governo de São Paulo, Alexandre Padilha encerrou a disputa com um buraco de cerca de R$ 30 milhões.

Nos dois primeiros meses de campanha, a candidatura angariou R$ 4,2 milhões, menos de um terço do que arrecadou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) no período.

Além de Padilha, o senador Lindbergh Farias também pede ao PT ajuda para liquidar suas dívidas de campanha ao governo do Rio. Segundo ele, o rombo pode superar R$ 6 milhões.

"É muito ruim perder. Os doadores acabam fugindo", lamenta Lindbergh.

As prestações de contas finais dos candidatos que não foram ao segundo turno deverão ser entregues à Justiça Eleitoral até terça-feira (4).

O prazo para os que disputaram o segundo turno é maior: 25 de novembro. As dívidas pendentes devem ser assumidas pelos partidos.  (Brasil 247)

Velha raposa
Renan Calheiros é o que se pode chamar de velha raposa da política, expressão usada pelos políticos mais veteranos. Em menos de 24 horas, disse que poderá não disputar sua reeleição para a presidência do Senado, garantiu que a Casa ratificará decisão da Câmara contra os conselhos populares, os sovietes tupiniquins e, de quebra, comentou que Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, “não sabe nem o que fala”, quando rotula a derrota no Planalto, nesse episodio, de “vitória de Pirro”. Ele sabe que Eduardo Cunha será mantido na liderança do partido na Câmara, devendo ser seu próximo presidente e espera o pedido de socorro de Dilma. Para ajudá-la, o preço é o apoio à sua reeleição à presidência do Senado.
Novas prisões
A tensão da base governista, que não sabe exatamente quem Alberto Youssef entregou, em sua delação premiada, é grande. Cerca de 80 políticos – e não apenas congressistas – estariam envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Operação Lava Jato. Também executivos de empresas flagradas no propinoduto não dormem, especialmente porque não têm direito a foro especial. E todas sabem que, à qualquer momento, novas prisões deverão ser feitas pela Polícia Federal, porque Youssef teria fornecido planilhas e comprovantes de transferência de recursos.
Impeachment
As redes sociais que levaram quase 10 mil pessoas a uma manifestação (sem a presença de Aécio Neves, mas contando com FHC, Ronaldo Fenômeno e outros) em São Paulo, no Largo da Batata e depois, na avenida Faria Lima, às vésperas das eleições, estão convocando para uma manifestação amanhã, na avenida Paulista, em frente ao Masp, cujo objetivo é pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Detalhe: serão empunhados centenas de cartazes com a reprodução da capa de Veja.
Fazendo as contas
Por força das delações premiadas de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e outros, mais de R$ 200 milhões deverão ser devolvidos ao Erário. Paulo Roberto já se comprometeu a devolver R$ 70 milhões, Youssef, outros R$ 55 milhões e Julio Camargo, da Toyo-Setal, R$ 40 milhões. Ministério Público e Policia Federal ainda contariam com mais R$ 50 milhões de outras delações em andamento. E acreditam que, com novas prisões que estão sendo aguardadas, esses números poderão dobrar.
À distancia
Regressando de seu descanso, a presidente Dilma Rousseff será mantida à distancia do Congresso por conta da Operação Lava Jato. Depois da derrota dos conselhos populares e a reação contrária ao plebiscito para a reforma política, da qual a Chefe do Governo já recuou, ela continua em busca de apoio da sociedade civil, certa de que logo virão novas denúncias dos delatores. A própria reforma do ministério permanece em ritmo de espera: o Planalto tem informações de que há integrantes do atual governo citados nos depoimentos.
Contra a corrupção
Novo levantamento da Controladoria-Geral da União mostra que, de 2003 até hoje, mais de 3,3 mil servidores públicos foram expulsos de seus cargos por corrupção ou improbidade administrativa. Além disso, 1.107 postos ficaram vagos por abandono, falta de assiduidade ou acumulação ilícita de cargos no período.
Dinheirama
A previsão de gastos com pessoal da União até dezembro deverá ser de R$ 241,7 bilhões. Até agora, já foram pagos R$ 174,5 bilhões. Em relação ao ano passado, houve uma alta de R$ 11,8 bilhões, considerada que até outubro do ano passado tinham sido gastos R$ 162,7 bilhões. Hoje, 2.159.021 servidores estão no quadro da União. Há um ano, eram 2.125.603 pessoas. Ou seja: houve um aumento de 33.418 funcionários no efetivo. Equivale a mais 90 funcionários novos por dia.
A mais rica
De acordo com o site The Richiest, Madonna é a mais rica do mundo das cantoras com um patrimônio avaliado em US$ 1,1 bilhão, equivalente a R$ 2,6 bilhões. Barbara Streisand é a segunda com US$ 650 milhões, seguida de Celine Dion com US$ 600 milhões. A veterana Cher aparece em quinto lugar com US$ 450 milhões.
Não quer
O presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (PMDB), derrotado na corrida ao governo do Rio Grande do Norte, já avisou o vice-presidente Michel Temer e presidente de seu partido, que não quer nenhum ministério no segundo governo de Dilma. E Edison Lobão, ainda titular de Minas e Energia – e citado na delação premiada de Paulo Roberto Costa – já assume que não permanecerá no posto e voltará ao Senado, onde ainda tem mais quatro anos pela frente.
Novo round
A constituição do novo ministério de Dilma significará novo round entre ela e o ex-presidente Lula. A Chefe do Governo quer um “governo de coalizão” e necessita de um ministério forte, com titulares de Pastas com representatividade política ou reconhecimento da sociedade. Ou seja: o PT não será uma prioridade. E Lula acha que, com 39 ministérios, dá para fazer as duas coisas, com prestigio maior aos petistas.

"O diabo existe, não é um mito", diz papa Francisco

No Vaticano, Papa Francisco recebe os organizadores, jogadores e convidados do 'Jogo da Paz', que será realizado nesta segunda-feira (01), no Estádio Olímpico de Roma
O papa Francisco disse em sua homilia nesta quinta-feira no Vaticano que “o diabo não é um mito” e a vida cristã é uma "batalha contra o satanás, o mundo e as paixões da carne”. Não é a primeira vez que o sumo pontífice fala da existência do diabo e, segundo especialistas na Igreja Católica ouvidos pelo jornal italiano La Repubblica, nenhum dos últimos seis papas têm falado tantas vezes das tentações do mal como o papa argentino. Como bom jesuíta, Francisco têm constantemente alertado os fiéis sobre "as ciladas do diabo".

"Não se pode pensar em uma vida espiritual, uma vida cristã, sem resistir às tentações, sem lutar contra o diabo, sem o uso da armadura de Deus, como disse São Paulo", afirmou o papa. Ele também sublinhou que a vida em Deus deve ser defendida e a luta contra as tentações e o mal “não é um simples confronto, mas uma batalha sempre em curso". Em uma crítica à sociedade contemporânea, o sumo pontífice disse que "esta geração têm sido levada a acreditar que o diabo é um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o mal existe e devemos combatê-lo”.

Proposta extingue auxílio-reclusão

Aguarda relatório na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) proposta de emenda à Constituição que retira o auxílio-reclusão da relação de benefícios previdenciários. O autor da PEC 33/2013, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), diz representar o pensamento de uma parte expressiva da sociedade contrária ao pagamento do benefício.

O parlamentar diz que o assunto é polêmico e relata que uma das principais queixas dos trabalhadores que contribuem com a Previdência é a de “pagar a conta” para que famílias de presos recebam o auxílio-reclusão. O benefício, no entanto, só é devido às famílias de presos que também são contribuintes da Previdência. - “Para a sociedade não é fácil aceitar pacificamente a concessão do benefício àqueles que cometeram crimes”, argumenta o senador.

Para Nascimento, é necessária a aprovação de emenda constitucional, inclusive para se evitar a invocação de direito adquirido no futuro, além de se desonerar a Previdência Social. O relator da matéria na CCJ é o senador José Pimentel (PT-CE).

Auxílio

Segundo o Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps), em 2012 o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pagou R$ 434 milhões em auxílio-reclusão.

O auxílio-reclusão é pago mensalmente aos dependentes do trabalhador preso em regime fechado ou semiaberto que vinha contribuindo de forma regular para a Previdência Social. O objetivo é garantir a sobrevivência da família na ausência temporária do provedor.

O valor do benefício é dividido entre todos os dependentes legais do segurado. O cálculo é feito de acordo com a média dos valores de salário de contribuição. O benefício varia entre R$ 724 (valor atual do salário mínimo) até R$ 971,78, ou seja, para famílias de baixa renda, como preceitua o texto constitucional.

O auxílio-reclusão deixa de ser pago com a morte do segurado, em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto. (Ag. Senado)

Presidente vai vetar prazo de quatro anos para municípios acabarem com lixões

Os municípios poderão ter mais dois anos e contar com recursos federais para se adaptarem à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a lei que, entre outras mudanças, prevê o fim dos lixões. A decisão foi anunciada na noite de quarta-feira (29) pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) durante o debate da Medida Provisória (MP) 651/2014.

A medida trata de questões tributárias, mas veio da Câmara dos Deputados para o Senado com um artigo que joga de agosto deste ano para agosto de 2018 o prazo para os municípios cumprirem a legislação aprovada em julho de 2010, depois de tramitar no Congresso por 21 anos. Embora a MP tenha sido aprovada pelos senadores, o líder do governo, José Pimentel (PT-CE), avisou que a presidente Dilma Rousseff está decidida a vetar o artigo no momento de transformar o projeto em lei (sanção).

Segundo Jucá, o governo vai aproveitar a tramitação da Medida Provisória (MP) 656/2014, que trata de contribuições ao PIS/Pasep e da Cofins, para mudar as regras de adaptação dos municípios, inserindo ali um novo artigo para compensar o veto da presidente ao adiamento por quatro anos, tempo considerado muito longo para um país que precisa urgentemente resolver o problema dos lixões.

O adiamento em dois anos, associado à ajuda orçamentária, é uma solução para contemplar as reivindicações dos municípios que afirmam não terem condições de cumprir o que determina a Lei 12.305/2010, conforme uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A maioria dos municípios não instalou ou tem dificuldades em instalar aterros sanitários para a destinação adequada dos resíduos sólidos.  (Ag.Senado)

Renan descarta votação de 'pauta-bomba'


O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse ontem (30) que o Senado não votará matérias que comprometam o equilíbrio fiscal das contas públicas.

- Não haverá pauta-bomba no Senado. Temos uma aliança e ela vai preponderar haja o que houver. Mas aliança não significa pensar igualmente sobre tudo - explicou.

Renan Calheiros destacou a necessidade de um entendimento entre Congresso e Executivo na criação de uma agenda nacional que leve em conta os interesses do país

- Chegou a hora de esfriar os ânimos. As eleições passaram. É hora de construir uma convergência, uma agenda nacional. Mas isso não cai do céu, precisa de mais interlocução de lado a lado. O Congresso fez sua parte e está aberto ao dialogo - disse.

Renan também confirmou a votação em Plenário, na próxima quarta-feira (5), do projeto que altera o indexador das dívidas dos estados com a União (PLC 99/2013). A troca do indexador é uma reivindicação antiga dos governadores e prefeitos.  (Agência Senado)

Propaganda não precisa mencionar candidato para se caracterizar como eleitoral

É propaganda eleitoral antecipada a veiculação institucional com propósito de relacionar programas de uma entidade a programas de governo, ainda que a propaganda não faça menção direta à disputa eleitoral ou a candidato. O entendimento é do Tribunal Superior Eleitoral ao condenar a Caixa Econômica Federal a multa de R$ 25 mil por propaganda eleitoral feita fora do prazo legal, com uso inadequado de propaganda institucional.

Na corte, a ação gerou um debate entre os ministros sobre a necessidade de menção expressa à eleição ou ao candidato para que fosse caracterizada a propaganda eleitoral. Venceu o entendimento do ministro Gilmar Mendes, de que não é necessária a menção direta. No caso específico, o ministro concluiu que houve mensagem subliminar.

A representação foi apresentada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que alegou que a Caixa veiculou propaganda com intuito de influenciar as eleições de 2014 em benefício da presidente Dilma Rousseff, ao enaltecer os programas do governo federal "Minha Casa, Minha Vida" e "Minha Casa Melhor".

Órgãos públicos estaduais e municipais só vão funcionar em sistema de plantão hoje

O governo do Estado do Pará transferiu o feriado do Dia do Servidor Público, celebrado na última terça-feira, 28, para hoje (31). Os servidores da área de arrecadação, saúde e defesa social, entre outras áreas essenciais para a população, trabalharão em regime de escala, para não comprometer o atendimento à comunidade.

As delegacias, tanto na capital quanto no interior, terão funcionamento normal, feito por equipes plantonistas de investigadores, delegados e escrivães. As seccionais de polícia também funcionarão em regime de plantão. Serviços como 190 e 181 funcionarão normalmente, e os casos de prisão em flagrante serão encaminhados às Centrais de Flagrante de São Brás, Marambaia, Cidade Nova (em Ananindeua), Marituba e Icoaraci. A Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) do bairro da Terra Firme também manterá o atendimento 24 horas. A Delegacia da Mulher e a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) atenderão em regime de plantão.

A prefeitura de Belém também decretou ponto facultativo para as secretarias, coordenadorias e repartições públicas municipais para a comemoração do feriado.

Os órgãos de Administração Direta e Indireta deverão encaminhar servidores ligados aos serviços administrativos, financeiro e contábil para atender demanda em regime de plantão durante o dia. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Pará, a Secretaria de Controle Interno e Auditoria e a Seção de Protocolo Geral, também funcionarão em regime de plantão, hoje, amanhã e domingo, para validar e protocolizar os processos de prestação de contas das eleições 2014. Eles funcionarão no horário de 16 às 19 horas. O prazo final para a apresentação de prestação de contas termina na próxima quarta-feira, dia 4.

PSDB pede auditoria especial do resultado das eleições

O PSDB entrou hoje (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de auditoria especial do resultado da eleição presidencial. Em nota divulgada à imprensa, o partido diz que tem “absoluta confiança” de que o tribunal garantiu a segurança do pleito, mas pretende tranquilizar eleitores que levantaram, por meio das redes sociais, dúvidas em relação à lisura da apuração dos votos.

O PSDB pede que o TSE crie uma comissão formada por integrantes dos partidos políticos para fiscalizar todo o processo eleitoral, desde a captação até a totalização dos votos. O partido não pede a recontagem dos votos.

O resultado oficial das eleições para a Presidência da República foi proclamado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, na terça-feira (28). A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, obteve 51,64% dos votos válidos e Aécio Neves, do PSDB, recebeu 48,36%.

Com a homologação do resultado, Dilma poderá ser diplomada pela Justiça Eleitoral. A data ainda não foi definida pelo TSE, mas a diplomação tem de ocorrer até 19 de dezembro, prazo estipulado pela Lei Eleitoral.

Confira o que funciona no Dia de Finados em Belém

SHOPPINGS
- Castanheira Shopping Center: praça de alimentação e salas de cinemas funcionarão de 12h às 22h, lojas estarão fechadas.
- Boulevard Shopping: lojas fechadas. Praça de Alimentação e Lazer funcionam das 12h às 22h e restaurantes das 12h às 0h. As salas de cinema funcionam de acordo com a programação dos filmes em cartaz.
- Parque Shopping: praça de alimentação e lazer funcionarão das 11h às 22h e restaurante das 12h às 0h. O cinema funcionará de acordo com a programação dos filmes.
- Pátio Belém: praça de alimentação e salas de cinemas funcionarão das 12h às 22h, lojas estarão fechadas.
SUPERMERCADOS
- A Associação Paraense de Supermercados (Aspas) informou que todos os estabelecimentos funcionarão das 08h às 14h e que o serviço será normalizado na segunda-feira (3).
COMÉRCIO
- O centro comercial de Belém estará fechado.
LAZER
- Espaço São José Liberto: não funcionará.
- Estação das Docas: funcionará de 09h às 00h.
- Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves: não funcionará.
- Mangal das Garças: funcionará das 09h às 18h.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Lá vem a Santa


Homenageando a festividade de Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos santarenos, o talentoso escritor e compositor Renisson Murilo Vasconcelos (foto), escreveu a letra e a excelente cantora Jana Figarella gravou a música "Lá vem a Santa". Para quem não sabe, informamos que o "Círio da Conceição" acontecerá no dia 23 de novembro próximo.
Novembro chegou
Trouxe o céu colorido de amor
Bandeirinhas tremulando no ar
E, no chão, meu joelho a dobrar
Na berlinda estás ornada
Virgem mãe Imaculada

Refrão:
Lá vem a Santa em procissão
Mãe e Santa de Santarém
Nossa Senhora da Conceição
Traz o amor, a paz, o bem.

Cai a chuva de papel
Desce a bênção lá do céu
Tenho tanto a pedir
E a promessa vou cumprir
Ergo a voz pra agradecer
E Maria bendizer

É tão grande a multidão
Rainha do Tapajós
De mãos postas a rezar
Para nos abençoar
Minha prece, o meu terço
Tanta graça não mereço

Lá vem a corda, esse é o Círio
Enfeita a Santa a rosa, o lírio
Estou descalço, mostrando o pé
Caminho sempre com muita fé!
Ouça a bela música no facebook:

Collor aconselha Dilma: ‘saiba ouvir o Parlamento’

Foto: Sheyla Leal/ Agência Senado (14/04/2014):  
Reeleito senador pelo PTB de Alagoas, o ex-presidente da República Fernando Collor aconselha a presidente Dilma Rousseff a ouvir o Parlamento em sua segunda gestão. Segundo ele, a fluidez do diálogo institucional e o respeito à independência dos Poderes é que vão “pavimentar a correta leitura das circunstâncias que envolvem o ato de governar”. Leia abaixo:
Sentido da realidade
Ao reassumir o poder, será hora de a presidenta absorver o sentido da realidade da população, sem retóricas de ocasião ou mágoa política

O amadurecimento político com a redemocratização brasileira, a partir da nova Constituição, e a experiência pessoal como primeiro presidente da República eleito diretamente pela população após o fim do regime militar me permitem elencar três requisitos essenciais para que a presidenta reeleita Dilma Rousseff continue sem percalços seu segundo mandato.

Primeiro, que assimile ainda mais a postura estadista que exige, além de serenidade e liturgia, o conhecimento da relação direta entre as possibilidades da ação política e as reais circunstâncias que a determinam. Trata-se do sentido da realidade que deve nortear os programas de governo e a atuação política para viabilizá-los. Ou seja, a capacidade de assimilar a realidade e o ambiente político como são, e não como deveriam ser.

Sem dúvida, os ensinamentos do seu primeiro mandato permitirão à presidenta aperfeiçoar esse fator.

Um segundo requisito para que a presidenta não se torne apenas uma gerente do país, e sim uma estadista com visão de longo prazo, é a leitura correta do cenário internacional para perceber que o mundo estagnou à espera de um novo concerto das nações e de um premente conserto de suas noções, tanto no campo da diplomacia como no terreno das relações comerciais.

A inserção do Brasil como "global player", a quebra de reservas e monopólios e a abertura do mercado que promovi a partir de 1990 foram possíveis por essa condição.

O eleitor enviou o recado de que o Brasil de hoje clama mais por políticas realistas e planejadas do que por ações ideológicas e improvisadas. É aí que surge o terceiro e principal requisito à chefe do Executivo: relacionar-se adequada e permanentemente com os demais Poderes e saber ouvir o que o Parlamento tem a dizer.

Só assim discernirá factualmente as reais e iminentes demandas da sociedade expressadas pelos seus legítimos representantes.

Aprendi que a sintonia entre Executivo e Legislativo, a fluidez do diálogo institucional, o respeito à independência dos Poderes e a busca pela harmonia entre eles é que vão pavimentar a correta leitura das circunstâncias que envolvem o ato de governar. É certo que a presidenta reeleita também já percebeu isso e saberá mais ainda cumprir esse salutar convívio democrático.

As mensagens, expectativas e aspirações do eleitor foram transmitidas às autoridades nos últimos tempos. Ao reassumir o poder, será hora de a presidenta reconhecer com franqueza e absorver com humildade aquele sentido da realidade na sua mais profunda essência, sem retóricas de ocasião, debates ideológicos ou mágoa política.

Educação e infraestrutura eficazes; enxugamento do Estado, planejamento e desburocratização; previsibilidade das regras e respeito aos contratos; equilíbrio econômico e fiscal, descentralização e simplificação tributária, além de transparência política e respeito às instituições são remédios mais do que conhecidos para a enfermidade brasileira.

Mas para aplicá-los corretamente o país precisa, antes, de um plano de ação imediato que viabilize um projeto duradouro de nação. Sinto ser esse o maior desafio, a mais intrigante missão que a presidenta Dilma Rousseff terá de enfrentar, impreterivelmente.

Assim, não poderá insistir em eventuais erros das atuais políticas econômica e externa. A real política, na sua mais pura acepção, e o diálogo franco com o Parlamento é que sustentarão o sentido da verdade dos fatos. Com isso, a presidenta poderá reconhecer a singularidade de cada problema para, então, planejar e imprimir sua própria ação singular.

Por fim, pela prática dos diversos mandatos que exerci, uma última palavra cabe ser dita, sob a inspiração de Edmund Burke: "Quando desejardes agradar a qualquer povo, deveis dar-lhe o benefício que ele pede, e não aquilo que pensais que é melhor para ele".

Papa Francisco: estar do lado dos pobres é Evangelho, não comunismo

"Estar do lado dos pobres é Evangelho, não comunismo"
Terra, casa, trabalho: esses foram os três pontos fundamentais em torno dos quais desenvolveu-se o longo e articulado discurso do Papa Francisco aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, recebidos terça-feira (28) na Sala Antiga do Sínodo, no Vaticano. O Pontífice ressaltou que é preciso revitalizar as democracias, erradicar a fome e a guerra, assegurar a dignidade a todos, sobretudo aos mais pobres e marginalizados.

Tratou-se de um veemente pronunciamento, ao mesmo tempo, de esperança e de denúncia. Um discurso que, por amplidão e profundidade, tem o valor de uma pequena encíclica de Doutrina Social. Ademais, era natural que os Movimentos Populares solicitassem este encontro com o Papa Francisco.

Efetivamente, na Argentina, como bispo e depois como cardeal, Bergoglio sempre se fez próximo das comunidades populares como as de "catadores de papel" e "camponeses". No fundo, nesta audiência retomou o fio de um compromisso jamais interrompido.

O Santo Padre evidenciou já de início, no discurso, que a solidariedade – encarnada pelos Movimentos Populares – encontra-se "enfrentando os efeitos deletérios do império do dinheiro".

O Papa observou que não se vence "o escândalo da pobreza promovendo estratégias de contenção que servem unicamente para transformar os pobres em seres domésticos e inofensivos". Quem reduz os pobres à "passividade", disse, Jesus "os chamaria de hipócritas". Em seguida, deteve-se sobre três pontos chave:"Terra, teto, trabalho. É estranho – disse –, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o Papa é comunista. Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho." Portanto, acrescentou, terra, casa e trabalho são "direitos sagrados", "é a Doutrina social da Igreja".

Dirigindo-se aos "camponeses", Francisco disse que a saída deles do campo por causa "de guerras e desastres naturais" o preocupa. E acrescentou que é um crime que milhões de pessoas padeçam a fome, enquanto a "especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando esses alimentos como qualquer outra mercadoria". Daí, a exortação do Papa Francisco a continuar "a luta em prol da dignidade da família rural".

Em seguida, o Santo Padre dirigiu seu pensamento aos que são obrigados a viver sem uma casa, como experimentara também Jesus, obrigado a fugir com sua família para o Egito. Hoje, observou, vivemos em "cidades imensas que se mostram modernas, orgulhosas e vaidosas". Cidades que oferecem "numerosos lugares" para uma minoria feliz e, porém, "negam a casa a milhares de nossos vizinhos, incluindo as crianças".

Com pesar, Francisco ressaltou que "no mundo globalizado das injustiças proliferam-se os eufemismos para os quais uma pessoa que sofre a miséria se define simplesmente 'sem morada fixa'".

O Papa denunciou que muitas vezes "por trás de um eufemismo há um delito". Vivemos em cidades que constroem centros comerciais e abandonam "uma parte de si às margens, nas periferias".

Por outro lado, elogiou aquelas cidades onde se "segue uma linha de integração urbana", onde "se favorece o reconhecimento do outro". Em seguida, foi a vez de tratar da questão do trabalho:"Não existe – ressaltou – uma pobreza material pior do que a que não permite ganhar o pão e priva da dignidade do trabalho." Em particular, Francisco citou o caso dos jovens desempregados e ressaltou que tal situação não é inevitável, mas é o resultado "de uma opção social, de um sistema econômico que coloca os benefícios antes do homem", de uma cultura que descarta o ser humano como "um bem de consumo".

Falando espontaneamente, ou seja, fora do texto, o Pontífice retomou a Exortação apostólica "Evangelii Gaudium" para denunciar mais uma vez que as crianças e os anciãos são descartados. E agora se descartam os jovens, com milhões de desempregados, disse ainda. Trata-se de um desemprego juvenil que em alguns países supera 50%, constatou. Todos, reiterou, têm direito a "uma digna remuneração e à segurança social".

Aqui, disse o Pontífice, encontram-se "catadores de papel", vendedores ambulantes, mineiros, "camponeses" aos quais são negados os direitos do trabalho, "aos quais se nega a possibilidade de sindicalizar-se". Hoje, afirmou, "desejo unir a minha voz à de vocês e acompanhá-los em sua luta".Em seguida, Francisco ofereceu sua reflexão sobre o binômio ecologia-paz, afirmando que são questões que devem concernir a todos, "não podem ser deixadas somente nas mãos dos políticos". O Santo Padre afirmou mais uma vez que estamos vivendo a "III Guerra Mundial", em pedaços, denunciando que "existem sistemas econômicos que têm que fazer a guerra para sobreviver": "Quanto sofrimento, quanta destruição _ disse o Papa –, quanta dor! Hoje, o grito da paz se eleva de todas as partes da terra, em todos os povos, em todo coração e nos movimentos populares: Nunca mais a guerra!"Um sistema econômico centralizado no dinheiro – acrescentou – explora a natureza "para alimentar o ritmo frenético de consumo" e daí derivam feitos destrutivos como a mudança climática e o desmatamento.

O Papa recordou que está preparando uma Encíclica sobre a ecologia assegurando que as preocupações dos Movimentos Populares estarão presentes nela. O Pontífice perguntou-se por qual motivo assistimos a todas essas situações:"Porque – respondeu – neste sistema o homem foi expulso do centro e foi substituído por outra coisa. Porque se presta um culto idolátrico ao dinheiro, globalizou-se a indiferença." Porque, disse ainda, "o mundo esqueceu-se de Deus que é Pai e tornou-se órfão porque colocou Deus de lado".

Em seguida, o Papa exortou os Movimentos Populares a mudarem este sistema, a "construírem estruturas sociais alternativas". Francisco advertiu que é preciso fazê-lo com coragem, mas também com inteligência. Com tenacidade, porém, sem fanatismo. Com paixão, mas sem violência". Nós cristãos, disse, temos um bonito programa: as Bem-aventuranças e o Cap. 25 do Evangelho segundo Mateus. Francisco reiterou a importância da cultura do encontro para derrotar toda discriminação e disse que é preciso uma maior coordenação dos movimentos, sem, porém, criar "estruturas rígidas":"Os Movimentos Populares – afirmou – expressam a necessidade urgente de revitalizar nossas democracias, muitas vezes sequestradas por inúmeros fatores." É "impossível", frisou, "imaginar um futuro para uma sociedade sem a participação protagonista da grande maioria" das pessoas.É preciso superar "o assistencialismo paternalista" para ter paz e justiça, prosseguiu, criando "novas formas de participação que incluam os movimentos populares" e "sua torrente de energia moral".

O Pontífice concluiu seu discurso com um premente apelo:"Nenhuma família sem casa. Nenhum camponês sem terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá" – disse.Entre os participantes, no Vaticano, do encontro dos Movimentos Populares figura também o presidente da Bolívia, Evo Morales.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, explicou que, nesta ocasião, a visita do chefe de Estado boliviano não foi "organizada mediante os habituais canais diplomáticos" e que o encontro "privado e informal" no final da tarde desta terça-feira entre o Papa Francisco e o presidente deve ser considerado "uma expressão de afeto e proximidade ao povo e à Igreja boliviana e um apoio à melhoria das relações entre as Autoridades e a Igreja no país". (JB)

Clonando Pensamento: "A Esperança não tem idade nem partido"

"Desenvolvimento, Harmonia e Paz Social não se conseguem com ordem unida, mas com o respeito à diversidade de opiniões, de culto e culturas, de raças e classes, de sabores e cores. O povo brasileiro, notadamente depois da Copa do Mundo/2014, passou a ser mais conhecido no mundo inteiro justamente por sua hospitalidade, alegria e rica cultura popular. Não vamos deixar que a política e algumas de suas tenebrosas transações contaminem a "alma" do povo, dividindo a Nação entre esquerda e direita, bons e maus, brancos e negros, amarelos e pardos, petistas e tucanos, índios e caras-pálidas...Os rótulos caem em desuso pela ´fadiga dos materiais`, pela renovação das ideias e dos ideais e pela dinâmica da vida. A esperança não tem idade, nem partido, nem cor. Ordem unida só mesmo no quartel, onde antiguidade ainda é posto."  (Francisco Sidou, jornalista)

Confira como ficarão as bancadas no Senado

Encerradas as eleições, o PMDB confirmou seu papel como a maior bancada no Senado: 19 parlamentares. Logo em seguida, vem o partido da presidente eleita. O PT deve começar a nova legislatura, em fevereiro, com 12 senadores, número que pode mudar se a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy, voltar à Casa (nesse caso, Antonio Carlos Rodrigues, do PR, retorna à suplência).

A terceira maior bancada será a do PSDB, com 10 senadores — dois a menos do que antes do pleito. O PSB tinha quatro senadores e vai a seis. O partido perdeu uma cadeira, com a eleição de Rodrigo Rollemberg para o governo do Distrito Federal, mas obteve vitórias com Romário (RJ), Fernando Bezerra (PE) e Roberto Rocha (MA). Será a quinta maior bancada do Senado. A quarta será a do PDT.

Em seguida virá o DEM, que compensou a saída de Jayme Campos (MT), que conclui seu mandato, com as chegadas de Ronaldo Caiado (GO) e Davi Alcolumbre (AP). Terá cinco senadores, mesmo número do PP.

Em sua primeira eleição para o legislativo federal, o PSD, criado em 2011, somou dois senadores e agora terá quatro membros na Casa.

Quem mais perdeu cadeiras foi o PTB. O partido, que integrou a coligação presidencial de Aécio Neves, perderá metade de sua bancada de seis parlamentares. Mozarildo Cavalcanti (RR) e Gim (DF) fracassaram em suas tentativas de reeleição. Epitácio Cafeteira (MA) e João Vicente Claudino (PI) encerraram seus mandatos, mas este foi substituído pelo correligionário Elmano Férrer.

O PCdoB perderá um de seus dois senadores, com a saída de Inácio Arruda (CE). Terá apenas um senador, como PPS, PRB, Pros, PSOL e SD.

Senado aprova MP de incentivo à economia

O Plenário do Senado aprovou, ontem (29), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 15/2014, decorrente da Medida Provisória (MP) 651/2014. A MP trata da desoneração da folha de pagamento de cerca de 60 setores da economia e da abertura de uma nova etapa do Refis da Crise — programa em que empresas e pessoas físicas podem parcelar seus débitos tributários. A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 14 e tinha validade até o dia 6 de novembro.

A partir do momento em que for publicada a lei resultante da medida provisória, os contribuintes terão mais 15 dias para se beneficiar das condições previstas no Programa de Recuperação Fiscal (Refis), como o parcelamento em 180 meses. Com o objetivo de estimular a adesão ao Refis, a MP afasta a fixação de honorários advocatícios e de verbas de sucumbência nas ações judiciais que forem extintas em decorrência da adesão do devedor ao parcelamento.

Outra novidade da MP é a possibilidade de o contribuinte utilizar crédito de prejuízos fiscais e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fazer quitação antecipada de débitos parcelados pela Receita Federal ou pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Para o senador Walter Pinheiro (PT-BA), trata-se de uma matéria importantíssima, pois “mexe na economia”. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que presidiu a comissão mista da MP, disse que o texto atende diversos setores com desoneração e incrementa a economia nacional.

66º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Belém

Belém recebe até sexta-feira (31), no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, o 66º Congresso Brasileiro de Enfermagem, promovido pela Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), tendo como tema central "O protagonismo da enfermagem na atenção à saúde". O secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, participou da solenidade de abertura, na última terça-feira (28), compondo a mesa juntamente com a presidente da Aben Nacional, Ângela Maria Alvarez, entre outras autoridades.

A presidente da Aben no Pará, Elizabeth Teixeira, informou que é a terceira vez que Belém é sede do congresso, a primeira em 1963 e a segunda em 1988. “Ter o congresso aqui é um sonho realizado da enfermagem paraense”, afirmou, descrevendo os principais momentos do evento e os espaços disponíveis para os participantes, como a Feira Tecnológica, formada por 40 estandes e onde estão a Oca Paulo Freire, para rodas de conversa, e o espaço de Saúde e Bem-Estar, com atividades cuidativas, afetivas, estéticas e relaxantes.

Elizabeth Teixeira também informou que 2.061 trabalhos científicos foram inscritos e ressaltou que o congresso coincide com os 70 anos da Escola de Enfermagem Magalhães Barata da Uepa. A presidente da Aben Nacional, Ângela Alvarez, disse que o congresso é um momento importante de congraçamento entre profissionais e estudantes de enfermagem de todo o Brasil, reunindo-se, desta vez, na Amazônia brasileira, para construção das políticas de enfermagem. “É um oportunidade de atualização profissional, concepção científica, atividade política e troca de experiências”, ressaltou.

Ângela Alvarez também reivindicou piso salarial e melhores condições de trabalho para os enfermeiros no serviço público. O representante do Ministério da Saúde, Heider Pinto, leu uma mensagem do ministro da Saúde, Arthur Chioro, enaltecendo o trabalho dos enfermeiros na consolidação do SUS, como verdadeiros protagonistas e participantes de todas as políticas de saúde.  (Ag.Pará)

Pará lidera acidentes fatais com moto

Pará lidera acidentes fatais com moto (Foto: Alzyr Quaresma)
Um levantamento realizado recentemente pelo Grupo Segurador BB E Mapfre, em parceria com o Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), aponta que o Pará é o Estado da região Norte com maior registro de acidentes fatais envolvendo motocicletas. Responsável pela maior frota da região e a 11ª do país, o Estado registra 8,8% dos casos de todo o país. Em segundo lugar entre os Estados da região está Rondônia, com 3,6% dos acidentes, seguido por Tocantins, que registrou 3,3% das colisões envolvendo motocicletas.

Segundo dados do Departamento de Trânsito (Denatran) referentes a agosto deste ano, o Pará liderava o ranking da frota de motocicletas na região Norte, com 643.872 veículos, sendo que 93.575 circulavam em Belém, 30.650 em Ananindeua e 6.701 em Marituba.

Com esse número elevado de motos que rodam na cidade, o número de acidentes aumenta cada vez mais. Diariamente, cerca de 10 vítimas de acidentes de moto são atendidas no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, na Região Metropolitana de Belém.

Ainda segundo o estudo, toda a região Norte concentra 16,3% das colisões do país, sendo que detém 8,6% da frota brasileira de motocicletas, motonetas e ciclomotores. No contexto nacional, está em terceiro lugar no índice de acidentes. A imprudência dos motociclistas no trânsito é fator principal de muitos acidentes acontecerem.  (Dol)
A volta de Lula
Poucos dias depois de dizer que não sabe como estará sua saúde em 2018 e a cena política nacional até lá, o ex-presidente Lula resolve espalhar que será candidato á sucessão de Dilma Rousseff, quando estará com 73 anos de idade. É uma estratégia para impedir a proliferação de pré-candidatos que começa a surgir, antes mesmo da presidente reeleita assumir seu segundo mandato. Ele acha que, com isso, esse festival de supostos presidenciáveis se encolha e o assunto saia das rodas. “Nunca vi tanta gente se achando candidato natural em tão pouco tempo”. Mais: se Lula não sair, quer escolher o sucessor de Dilma, repetindo manobra de seu segundo governo. Na época, liquidadas as possibilidades de José Dirceu e Antonio Palocci, tirou o nome de Dilma do bolso.
Cabelos brancos
José Dirceu, considerado pelo ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, “chefe do esquema criminoso do mensalão”, a partir da semana que vem, cumprirá sua pena em prisão domiciliar. Continuará trabalhando no escritório do advogado José Gerardo Grossi, devendo se submeter a outras determinações do STF. Na Papuda, os cabelos de Dirceu ficaram mais brancos. Agora, sua mulher Simone Patrícia Tristão Pereira pensa em pintá-los: quer que ele volte para casa mais jovem – e menos abatido.
Addio, Brasile
A decisão da Corte de Apelação de Bolonha de libertar Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão do lado de cá, e não extraditá-lo é uma espécie de troco dado ao governo brasileiro por se recusar a extraditar o terrorista Cesare Battisti. Ninguém dúvida que Pizzolato tenha recursos lá fora para se manter, além de três apartamentos na Europa. Poderá continuar morando em Modena ou até escolher nova residência, com sua mulher Andrea Hass. Na prisão, Pizzolato melhorou seu italiano: está quase falando fluentemente.
Frase famosa
O governo deverá recorrer da decisão da justiça italiana de não extraditar Henrique Pizzolato. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avisa que o argumento a ser apresentado será de que o país tem como oferecer condições adequadas para que ele cumpra pena em um presídio daqui. Cardozo é o mesmo que, em novembro de 2012, foi mais do que sincero: “Do fundo do meu coração, se eu fosse cumprir muitos anos em alguma de nossas prisões, preferia morrer”.
Impeachment de Dilma
Cresce nas redes sociais o abaixo assinado coordenado pela ONG Avaaz (opera em 16 línguas e tem mais de 30 milhões de membros espalhados por 194 países) pedindo o impeachment de Dilma Rousseff por conta da delação de Alberto Youssef em Veja: está chegando a dois milhões de adesões. Há 14 pedidos de impeachment de Dilma protocolados na Câmara: no geral, a maioria governista na Casa arquiva todos. Antes, outros 11 pedidos foram arquivados pelos presidentes da Câmara no governo Dilma, Henrique Alves (PMDB) e Marco Maia (PT).
Barraco é pouco
Vira e mexe, figuras do showbiz promovem barracos públicos: agora, Zilu Godoi, ex-mulher de Zezé di Camargo, aparece num vídeo no programa Balanço Geral e diz que nunca será amiga da namorada dele, Graciele Lacerda: “Não dá. Eles foram amantes nove anos”. Do seu lado, o sertanejo, que tem 52 anos, anda radiante com o seu affair, de 33 anos: “O que me faltava na vida era um mulher bem bonita e mais novinha do que eu. Para cavalo velho, capim novo”.
Não volta
A cúpula da Globo trata Xuxa Meneghel, afastada do vídeo por um problema num de seus pés (usa bota ortopédica), com muito cuidado e carinho, reconhece todos seus anos de trabalho na emissora. E ainda não encontrou o momento certo de lhe dizer que ela não mais terá nenhum programa. Permanecerá contratada e fará participações. A emissora considera Xuxa, depois de várias tentativas, uma atração esgotada.
Nova ofensiva
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), derrotado para o governo do Rio Grande do Norte, devido a ação eleitoral do ex-presidente Lula, mostrou que ainda tem a força, derrotando a presidente Dilma e derrubando o decreto dela de criação dos conselhos populares – e o Senado manterá a votação. E ele já prepara nova ofensiva: submeterá ao plenário o orçamento impositivo para as emendas parlamentares. O orçamento foi uma promessa de campanha de Henrique Alves, há dois anos, quando foi eleito presidente da Câmara.
Mais férias
O ainda ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que não elegeu o filho ao governo do Maranhão, esticou por mais uma semana seu período de férias, sob a desculpa de tratamento de saúde. Ele já sabe que pelos depoimentos de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Fernando Baiano, sua cabeça está à prêmio.

Região Norte tem a maior taxa de fecundidade do país

O estudo Saúde Brasil, divulgado ontem (29) pelo Ministério da Saúde, mostra que entre 2000 e 2012 o número de nascimentos no país caiu 13,3%. Mostra ainda que desde 2005 o número de filhos tem sido menor que 2,1 por mulher, índice considerado necessário para que a população não diminua no futuro.

Esse índice, chamado taxa de reposição, só é ultrapassado na Região Norte, onde a taxa de fecundidade é 2,24 filhos por mulher. A Região Sul é onde as mulheres menos têm filhos, com 1,66 filho em média por mulher, seguida do Sudeste (1,67), do Centro-Oeste (1,8) e do Nordeste (1,85). A média nacional é 1,77 filho por mulher.

De acordo com o estudo, seguindo essa tendência, o processo de envelhecimento da população deverá se intensificar, e em duas décadas o crescimento demográfico será estabilizado. Depois disso, a perspectiva é de redução do tamanho da população brasileira, o que confirma tendência verificada anteriormente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lira Maia fala sobre resultado das eleições

No Repórter 70 - Jornal O Liberal, edição desta quarta-feira
Vice-Ar da Graça
Candidato a vice na chapa do PMDB, o multiprocessado deputado federal Lira Maia deu o ar de sua graça, ontem, falando na rádio da família Barbalho. Foi a primeira e única vez que lhe abriram os microfones desde o início da campanha eleitoral. Separatista de carteirinha, Lira Maia esperneou o quanto pôde com o resultado da eleição, disse que o Baixo Amazonas só ficará satisfeito com a criação do Estado do Tapajós e soltou uma "pérola".
Potoca
Para Lira Maia, Helder Barbalho deveria ser o governador do Estado pelo fato de ter obtido maior votação na maioria dos 144 municípios paraenses. Quer dizer, propõe que o que determine o resultado de uma eleição não seja o número de votos obtidos por um candidato, mas o número de município em que foi votado. É o mesmo joguinho que tenta fazer para dividir o Pará.

Maiores votações de Jatene e Helder

O governador Simão Jatene teve as maiores votações, em índices superiores a 65%, em municípios como Melgaço (70,95% x 29,05%), Castanhal (68,38% x 31,62%), Tailândia (69,19% x 30,81%), São Caetano de Odivelas (66,42% x 33,58%), Igarapé-Açu (75,16% x 26,84%) e São João de Pirabas (68,47% x 31,53%).

Helder Barbalho obteve as maiores votações em Santa Maria das Barreiras (80,25% x 19,75%), Óbidos (67,98% x 32,02%), Aveiro (72,48% x 27,52%), Novo Repartimento (74,11% x 25,98%) e Itupiranga (76,3% x 23,7%).

Se considerados os dez maiores colégios eleitorais do Estado, Jatene foi o mais votado em cinco, inclusive nos dois maiores - Belém e Ananindeua. Confira abaixo:

1 - BELÉM - 1.023.169 eleitores
Simão Jatene (PSDB): 63,58%
Helder Barbalho (PMDB): 36,42%
Quem venceu no 1º turno: Jatene (57,10%)

2 – ANANINDEUA: 264 mil eleitores
Simão Jatene (PSDB): 62,38%
Helder Barbalho (PMDB): 37,62%
Quem venceu no 1º turno: Jatene (57,01%)

3 – SANTARÉM: 201 mil eleitores
Helder Barbalho (PMDB): 64,5%
Simão Jatene (PSDB): 35,56%
Quem venceu no 1º turno: Helder (68,64%)

4 – MARABÁ: 151 mil eleitores
Helder Barbalho (PMDB): 66,46%
Simão Jatene (PSDB): 33,54%
Quem venceu no 1º turno: Helder (67,44%)

5 – PARAUAPEBAS: 135 mil eleitores
Helder Barbalho (PMDB): 60,77%
Simão Jatene (PSDB): 39,23%
Quem venceu no 1º turno: Helder (64,29%)

6 – CASTANHAL: 112 mil eleitores
Simão Jatene (PSDB): 68,38%
Helder Barbalho (PMDB): 31,62%
Quem venceu no 1º turno: Jatene (65,92%)

7 – ABAETETUBA: 99 mil eleitores
Simão Jatene (PSDB): 54,97%
Helder Barbalho (PMDB): 45,03%
Quem venceu no 1º turno: Jatene (53,94%)

8 – CAMETÁ: 81 mil eleitores
Helder Barbalho (PMDB): 51,17%
Simão Jatene (PSDB): 48,83%
Quem venceu no 1º turno: Helder (52,04%)

9 – BRAGANÇA: 77 mil eleitores
Simão Jatene (PSDB): 64,82%
Helder Barbalho (PMDB): 35,18%
Quem venceu no 1º turno: Jatene (58,78%)

10 – TUCURUÍ: 72 MIL
Helder Barbalho (PMDB): 61,40%
Simão Jatene (PSDB): 38,60%
Quem venceu no 1º turno: Helder (66,17%)

Lula outra vez em 2018

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Desde a vitória (reeleição) da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula não esconde mais seu desejo de voltar ao poder em 2018. A ideia foi publicamente defendida pelo presidente do PT, Rui Falcão, e pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Ele teria dito a aliados que pretende atuar de forma mais efetiva no segundo mandato de Dilma Rousseff para evitar maiores desgastes do governo com a base aliada, como tem ocorrido nos últimos anos. Busca também corrigir o distanciamento dos movimentos sociais, o afastamento com empresários e o excesso de centralização nas ações.

Lula afirma que quer ser mais ouvido quando em situações de crise e dificuldades com o Congresso. Em entrevista ontem (28) ao SBT, Dilma disse que "o que o Lula quiser ser, eu apoiarei".  (Brasil 247)

Mulher de Suzane Richthofen é temida na cadeia

Suzane Richthofen, 30, foi condenada pela morte dos pais em outubro de 2002
Casada na cadeia com Suzane von Richthofen (foto) desde setembro, a detenta Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão por sequestro, é temida na Penitenciária Feminina I de Tremembé, para onde foi enviada após perder, em fevereiro de 2011, o direito ao regime semiaberto. Ela foi punida por agredir um agente penitenciário no Centro de Ressocialização Feminino de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Considerada uma presa violenta, Sandra dispõe de algumas regalias – a principal delas é ficar na ala destinada a casais de detentas, uma área mais tranquila e maior.

Antes de assumir o romance com Suzane, Sandra Regina, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, mantinha relacionamento com Elize Matsunaga, que cumpre pena por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, em 2012.

O romance teria sido o motivo pelo qual Suzane desistiu de migrar para o regime semiaberto e pedir para a Justiça mantê-la no presídio de Tremembé – em regime fechado. Condenada a 38 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane foi beneficiada com a progressão para o semiaberto na segunda quinzena de agosto. Para continuar na cadeia, ela alegou que não se sentiria segura em outra unidade prisional e que precisa do salário que recebe pelos serviços prestados dentro da penitenciária. (Veja)

Pra sempre gabriela

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Responsável por eternizar Gabriela e Dona Flor, Sonia Braga vai aterrissar em Salvador, diretamente de NY, para a inauguração da Fundação Casa de Jorge Amado, no próximo dia 9/11. A casa onde viveram o escritor e Zélia Gattai, no Pelourinho, ficou dez anos fechada antes de se tornar um memorial aberto à visitação. O imóvel comprado em 1961 foi dividido em 20 espaços temáticos, com cenografia assinada por Gringo Cardia e obras com vídeos, efeitos de som e interatividade com o público. Todas contando as histórias de Jorge e Zélia por ali, incluindo a do jardim, onde estão enterradas as cinzas dos dois escritores. Além de Sonia Braga, globais como Mariana Ximenes e Marisa Orth devem baixar na capital baiana para a ocasião. No mesmo dia da abertura do museu, todos ainda devem seguir para uma festa em homenagem a Iemanjá. Axé!  (Glamurama)

Comenda “Maestro Carlos Gomes” para Vicente Fonseca

O Desembargador Vicente Malheiros da Fonseca, santareno, decano e presidente do TRT8, foi agraciado com a Comenda da Ordem de Mérito Cultural “Maestro Carlos Gomes”, outorgada pela Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino (SBACE), em São Paulo. Igual honraria foi atribuída ao maestro Wilson Fonseca, o Isoca, seu pai, em reconhecimento à relevância de sua contribuição à cultura nacional. Na ocasião, o presidente do Conselho da Ordem do Mérito Cultural Carlos Gomes, saudou o magistrado e compositor e e seu ilustre pai, "pelo brilho com que representam o nobre estado do Pará, no zênite da cultura musical brasileira". Recentemente, Vicente Fonseca recebeu também o título de Honra ao Mérito da Subseção da OAB de Santarém, sua terra natal. (Fonte: Blog da Franssinete Florenzano)

Plantando sovietes
O primeiro a não concordar com o plebiscito anunciado por Dilma Rousseff para a reforma política é o vice reeleito e constitucionalista Michel Temer. Na nova Câmara, as chances são igualmente reduzidas. Dos 513 deputados federais, 290 são políticos reeleitos e 25 estão de volta. Dos novos 138 deputados, quase todos são ex-prefeitos e ex-deputados estaduais e outros, herdeiros de veteranos grupos políticos. Grande parte já foi contra o plebiscito no ano passado. E Eduardo Cunha, certamente futuro presidente da Câmara, já adverte que a tentativa é nova semente da implantação dos conselhos populares, que decidiriam acima do Legislativo, inspirados nos sovietes da velha Rússia.
Fusões em marcha
Preparando-se para a nova legislatura, muitos partidos articulam fusões: de cara, PSB, PPS e Solidariedade já estudam criação de nova legenda que, dando certo, reunirá 59 deputados. O governador Cid Gomes, do Ceará, pensa na fusão de seu partido, o Pros com o PDT e do PCdoB. Ele acha que Lula não concorrerá ao Planalto em 2018 e já quer entrar na fila dos pré-presidenciáveis, certo de que ganhará um ministério no novo governo de Dilma. Já o DEM, se não se acertar com o PSDB, reúne vários nanicos e lança nova legenda.
Bloco poderoso
Os tucanos terão no Senado seu mais poderoso bloco de oposição contra o governo Dilma Rousseff: lado a lado, estarão Aécio Neves, José Serra, Antonio Anastasia, Aloysio Nunes Ferreira, Tasso Jereissati e Álvaro Dias, reeleito. Geraldo Alckmin será grande liderança entre os governadores (de olho em 2018), mais Beto Richa (Paraná), Marconi Perilo (Goiás), Simão Jatene (Pará) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), eleito com grande força de Aécio.
Piada do dia
Rola na internet uma piada, com direito até a cartoon dos envolvidos, mostrando uma figura careca e já veterana que vai pedir ajuda à presidente Dilma sobre um emprego. E diz: “Vou ficar desempregado por causa da minha idade, o mercado está cheio de concorrentes e o que a senhora me recomenda?” E ela: “Ora, Mantega, vá procurar o Pronatec”.
Atrás de Sarney
Durante toda a campanha, José Sarney sentiu-se abandonado, à medida que anunciou que não disputaria sua reeleição no Senado, por Dilma Rousseff na campanha de Lobão Filho (PMDB), derrotado por Flávio Dino (PCdoB), ao governo do Maranhão. Contudo, o Estado proporcionou à presidente um recorde de 78,6% dos votos e agora, ela resolveu se reaproximar de Sarney. Quer sua ajuda para organizar o PMDB no Senado. Só com Renan Calheiros, não vai dar.
Salário de treinador
Os tempos em que os técnicos de futebol chegavam a ganhar até R$ 1 milhão por mês, certamente, não voltam mais. Levantamento feito no setor revela que, hoje, os mais bem pagos recebem cerca de R$ 500 mil por mês, como é o caso de Muricy Ramalho, Abel Braga e Mano Menezes. A nova média para os grandes nomes, atualmente, fica em torno de R$ 300 mil mensais, o que já é considerado uma fortuna, especialmente diante dos resultados. Vanderlei Luxemburgo, hoje no Flamengo, ganha R$ 300 mil e sem contrato até o final do ano. Para continuar, quer R$ 700 mil – e o Flamengo não quer pagar.
A mais sexy
Bruna Marquezine, 19 anos, acaba de ser eleita a mulher mais sexy do mundo na eleição deste ano da revisa Vip. Deixou para trás Beyoncé, Gisele Bündchen, Carolina Dieckman, Cleo Pires e Fernanda Lima, entre outras tantas.

Câmara dos Deputados derruba decreto sobre conselhos populares

A Câmara dos Deputados derrubou ontem (28) o decreto presidencial  que estabelece a consulta a conselhos populares por órgãos do governo antes de decisões sobre a implementação de políticas públicas. A rejeição à proposta ocorre dois dias após a reeleição da presidente Dilma Rousseff e é a primeira derrota do Palácio do Planalto no Congresso após as eleições.

Por meio de votação simbólica, os parlamentares aprovaram um projeto de decreto legislativo apresentado pelo DEM que susta a aplicação do texto editado por Dilma. A discussão da matéria durou cerca de três horas, mas o texto ainda precisa de aprovação no Senado para que o decreto presidencial perca a validade.

O decreto sofreu críticas desde que foi editado pelo Palácio do Planalto, em maio deste ano. A proposta, que institui Política Nacional de Participação Social (PNPS), não cria novos conselhos, mas determinava que os órgãos do governo levem em conta mecanismos para a consolidação "da participação popular como método de governo".
Segundo o decreto, os conselhos devem ser ouvidos “na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas e no aprimoramento da gestão pública”.

Oposicionistas acusavam o governo de tentar, com o decreto, aparelhar politicamente entidades da administração pública, além de diminuir o papel do Legislativo. Para pressionar a inclusão do tema na pauta, eles ameaçaram travar as votações na Casa até que a matéria fosse a plenário.

Para o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), o decreto presidencial é uma “forma autoritária de passar por cima do Congresso”. “Ela [Dilma] propõe ampliar o diálogo com todos os setores, mas impõe, via decreto presidencial, uma consulta aos conselhos. São esses órgãos que vão dar a última palavra”, declarou o líder, fazendo referência ao discurso de Dilma após ser reeleita, em que ela se disse "disposta ao diálogo".

Com a proposta em discussão no plenário, deputados do PT tentararam impedir que a votação fosse adiante, adotando vários mecanismos para obstruir a pauta, como a inclusão de requerimentos para serem votados e a uso da fala na tribuna para estender a sessão.

O líder do partido na Casa, Vicentinho (PT-SP), apresentou vários requerimentos, incluindo pedido de retirada de pauta, adiamento da votação e votação do decreto artigo por artigo. Um a um, porém, todos os requerimentos acabaram derrubados.

Na tentativa de atrasar a votação, parlamentares da base aliada se revezavam no microfone para defender o decreto da Dilma. Entre os defensores da proposta estavam o deputado Afonso Florence (PT-BA), que argumentou que a medida servia “para fiscalizar o Executivo”.

Sibá Machado (PT-AC), que foi um dos que pediram a palavra várias vezes, alegou que o decreto, “em nenhum momento, fere prerrogativas deste Congresso”.

A todo momento, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), intervinha e tentava apressar os discursos. “Não vou permitir esse tipo de manobra”, disse. Mais cedo, antes da sessão, ao comentar a inclusão na pauta de um tema incômodo ao Planalto, Alves negou se tratar de retaliação ao governo.

Nas eleições, Alves disputou o governo do Rio Grande do Norte, mas saiu derrotado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a gravar propaganda eleitoral para o seu adversário.

“Tem três meses que está na pauta [esse projeto]”, justificou Alves em referência à aprovação, em julho, do pedido de urgência para votar o decreto.  (G1)

Em discurso no Senado, vice de Aécio rechaça diálogo com Dilma

O candidato derrotado a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves (PSDB), senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), disse nesta terça-feira (28) que não aceita a proposta de diálogo com a presidente reeleita Dilma Rousseff. Da tribuna do Senado, o tucano fez duras críticas à campanha do PT e classificou o plebiscito sugerido por Dilma como “lenga-lenga”.

Em seu primeiro pronunciamento após ser confirmada como presidente reeleita do Brasil, neste domingo (26), Dilma disse estar "disposta ao diálogo". Nesta segunda, em entrevista ao Jonal Nacional, a presidente voltou a defender um plebiscito para aprovação de uma reforma política, o que classificou como prioridade para o próximo mandato.

Aloysio Nunes, que é líder do PSDB no Senado, afirmou que, durante a campanha eleitoral, o PT transformou as redes sociais em um "esgoto fedorento para destruir adversários" e contava com o consentimento da presidente para isso.

"Todo mundo percebia as insinuações que ela fazia nos debates e os coros nos debates sociais, dizendo que o Aécio batia em mulheres, era drogado. Quem faz isso não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas", declarou o senador no primeiro dia de retorno das atividades legislativas após as eleições.

O senador afirmou ter sido pessoalmente agredido por "canalhas escondidos nas redes sociais" a serviço da candidatura do PT. “Eu devo essa satisfação às minhas famílias, amigo e à nação. Não faço acordo. Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto", disse.

Em entrevista a jornalistas, após o discurso em plenário, Aloysio foi questionado sobre o pedido de “união” feito por Dilma. Ele respondeu que a oposição “não tem que se unir com o governo” e acrescentou que “o diálogo com o governo é muito difícil porque não há sinceridade”. (G1)

Mensalão: José Dirceu cumprirá restante da pena em casa

O ex-ministro José Dirceu poderá cumprir pena no regime aberto por bom comportamento e por já ter cumprido um sexto da pena à qual foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. A progressão foi assinada nesta terça-feira (28/10) pelo ministro Roberto Barroso, relator do processo no Supremo Tribunal Federal. Ele avaliou que o réu atende todos os requisitos para a mudança de regime.

Dirceu (foto) deve cumprir pena em regime domiciliar, porque não há casas de albergado no Distrito Federal. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão, ele começou a cumprir a pena em novembro de 2013 no Complexo Penitenciário da Papuda e conseguiu compensar 142 dias com “atividades laborativas e educacionais, devidamente comprovadas e reconhecidas pelo Juízo da Execução Penal do Distrito Federal”, conforme Barroso.

A defesa apontou que o ex-chefe da Casa Civil fez cursos oferecidos pela unidade prisional em convênio com um centro de educação profissional. O Ministério Público Federal já havia concordado com a solicitação, mediante condições impostas pela Vara de Execução.

Em julho, Dirceu passou a trabalhar como auxiliar no escritório do advogado José Gerardo Grossi. O aval para o trabalho atrasou depois da divulgação de notícias relatando que o réu usou um celular dentro da prisão, mas a investigação acabou arquivada pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal.

Outros condenados no processo já conseguiram o benefício, como o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro da sigla, Delúbio Soares.
Clique aqui para ler a decisão.

Medida provisória que dá reajuste a policial federal é aprovada

O Senado aprovou ontem (28/10) a Medida Provisória 650/14, que altera as carreiras da Polícia Federal e concede aumento a agentes, escrivães e papiloscopistas. A MP, que também concede aumento aos peritos federais agrários, foi aprovada no último dia de vigência. Depois desse prazo, perderia a validade. O texto havia passado na Câmara dos Deputados no início do mês.

A MP recebeu sinal verde sem manifestações contrárias no plenário. Quando o texto do Executivo não é alterado, é promulgado pelo presidente do Senado, sem necessidade de sanção presidencial, e vira lei.

Com a aprovação, agentes, escrivães e papiloscopistas passam a ser reconhecidos como servidores de nível superior. Os policiais em inicio de carreira, que ganhavam R$ 7.514,33 antes da Medida Provisória, começaram a receber R$ 8.416,05 em junho deste ano e chegarão a R$ 8.702,20 em janeiro de 2015. Os da classe especial, que ganhavam R$ 11.879,08, estão recebendo R$ 13.304,57 e passarão a receber R$ 13.756,93 em 2015.

A justificativa do aumento de 15,8% é o fato de agentes, escrivães e papiloscopistas não terem recebido o reajuste concedido a outras categorias em 2012 e 2013, que foi de 15,8%. Com informações da Agência Câmara Notícias. 
Clique aqui para ler a íntegra do texto

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dilma isola radicais e obtém tempo e trégua

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No day after das eleições mais acirradas da história do Brasil, prevaleceu o chamado à união feito tanto pelo candidato derrotado, Aécio Neves, como, especialmente, pela presidente reeleita Dilma Rousseff. Para quem temia incidentes políticos, provocados por setores descontentes com o resultado, as ocorrências foram iguais a zero. Nem mesmo no epicentro do nervosismo econômico, a Bolsa de Valores de São Paulo, o discurso fim do mundo assustou os investidores além da conta. Após chegar a cair mais de 6%, o índice Bovespa se recuperou parcialmente e fechou em -2,77%.

Não houve nada parecido, no entanto, com uma fuga de capitais ou pânico entre investidores. É certo que as ações da Petrobras caíram 12%, mas isso foi visto como apenas maios uma nova rodada da especulação que já vinha ocorrendo nos últimos dois meses. O dólar, por outro lado, chegou a R$ 2,50, atingindo um pico em três anos. A alta se deu sem qualquer intervenção do Banco Central.

Na política, as reações foram de tranquilidade diante da reeleição de Dilma. Os chefes do PSDB, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra seguiram pela linha da discrição, sem pronunciamentos na segunda-feira 27. Na véspera, Aécio considerou que a missão "prioritária" é a de unir o País. Alckmin seguiu tocando a agenda de São Paulo, enquanto Serra declarou estar se preparando para ter "muito trabalho" no Senado, onde pretende elaborar e aprovar projeto como da Nota Fiscal Brasileira.

Até mesmo a ex-candidata Marina Silva, que tinha bons motivos para manter suas críticas ao governo, manifestou que voltará aos seus tempos de militante política.

Da parte do PT, as manifestações ficaram restritas à própria Dilma. Em entrevistas ao Jornal da Record, da emissora do mesmo nome, e ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Dilma outra vez pregou a união entre os setores da sociedade:

- Minha palavra de ordem é diálogo. Quero dialogar com os empresários, com o setor financeiro, com o agronegócio e com os movimentos populares, de modo a fazer o que o povo brasileiro me demandou nas urnas: mudanças e reformas.

À tarde, a presidente chamou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Palácio da Alvorada, de onde despachou ao longo do dia. Ele entrou para a conversa como o nome que deverá ser trocado por Dilma, conforme ela mesma prometeu ao longo da campanha. E saiu na mesmíssima condição. Ele segue como comandante da economia, mas Dilma, com um novo estilo mais pausado e calmo, adiantou que não arquivou a ideia de injetar sangue novo no coração da área econômica:

- Eu tenho medidas para o crescimento que serão apresentadas no tempo exato, disse Dilma ao Jornal da Record.

- Eu não vou trocar apenas um ministro, mas fazer uma mudança em todo o ministério, para fazer, como eu disse na campanha, um governo novo com ideias novas, completou a presidente.

MUDANÇAS EM NOVEMBRO - Ao Jornal Nacional, Dilma foi mais precisa:
- Farei as mudanças antes do final do ano, no mês que começa na próxima semana, disse ela referindo-se a novembro.

Com isso, a presidente reeleita conseguiu ter um protagonismo positivo no primeiro dia como presidente reeleita. Os políticos deram um passo atrás para esperar pelos movimentos dela. Dilma, por sua vez, não se precipitou nem, tampouco, deixou de prestar contas aos eleitores que votaram e não votaram nela.

- Como eu disse na campanha, repetiu a presidente, doa a quem doer eu vou investigar todos os casos de corrupção. Não vai sobrar pedra sobre pedra.

Com coerência entre a prática do primeiro dia e o discurso dos palanques, a presidente deu um passo pela unidade nacional, obteve uma trégua não declarada dos principais adversários e ainda ganhou uma semana para iniciar, antes mesmo de janeiro, seu segundo mandato.

Pode parecer pouco, mas para quem saiu das urnas sob análises de que o País se dividiu no domingo 26, a presidente agiu como articuladora da união. Ponto para ela.  (Brasil 247)
Herança maldita
O Brasil que Dilma Rousseff terá pela frente, em seu segundo mandato, é o mesmo que ela permitiu que alcançasse níveis ameaçadores. Há uma desindustrialização e desorganização da economia, tudo indicando que o crescimento do PIB será zero – ou negativo. A inflação está acima da meta, não está controlada, as contas publicas estão maquiadas, as parcerias público-privadas de infraestrutura permanecem no papel, cresce a divida publica e o déficit externo. Ou seja: tudo o que ela negou na campanha vai desembarcar em seu colo. E não será a simples mudança de um ministro da Fazenda que irá consertar isso tudo. Resumo da ópera: é a chamada herança maldita que Dilma recebe dela própria.
Prêmio de consolação
A derrota de Henrique Eduardo Alves (PMDB) no Rio Grande do Norte é atribuída ao esforço de Lula a favor de Robinson Faria (PSD). Ele volta a presidir a Câmara Federal até o final do ano – e mais furioso do que nunca. Cabe, agora, ao vice-presidente eleito Michel Temer convencê-lo de que Alves ganhará um ministério no segundo mandato de Dilma. Eventualmente, o da Previdência: Garibaldi Alves quer voltar ao Senado.
Punho fechado
Antes mesmo de começar seu discurso, anunciando sua vitória, a presidente Dilma Rousseff, entusiasmada, levantou o braço e fechou o punho, repetindo gesto de José Dirceu e José Genoíno quando entraram na Papuda. Depois, também André Vargas (ex-PT), acusado de ter relações com o doleiro Alberto Youssef, fez o mesmo gesto na Câmara para provocar o então presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.
Menos para Segurança
Nos últimos 13 anos – e esse assunto ganhou destaque nos debates da corrida presidencial – as unidades orçamentárias que possuem relação direta com a segurança publica, deixaram de desembolsar R$ 21 bilhões para o setor. Recursos autorizados no período somaram R$ 137,9 bilhões e os desembolsos alcançaram R$ 116,9 bilhões. Para as obras e equipamentos, R$ 23,4 bilhões foram autorizados pelo orçamento no período e R$ 13 bilhões foram executados. Este ano, não deverá ser diferente: R$ 3,7 bilhões das unidades não foram desembolsados e nos investimentos, outros R$ 888,1 milhões não foram aplicados.
Lula mandou
O discurso de Dilma Rousseff, depois de anunciada sua vitória, estava escrito e ela já recebera telefonema de Aécio Neves. Aí, perguntou a Lula se deveria citar o mineiro, de maneira republicana. E o ex-presidente: “Nem pensar”.
Vai renunciar
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, que não trabalhou pela reeleição de Dilma e que era uma das defensoras do movimento Volta, Lula, deverá renunciar nos próximos dias. Já sabe que, no segundo mandato da presidente, seu cargo deverá ser preenchido por Juca Ferreira, que participou do bloco que atuou na campanha da vencedora. Volta ao Senado, onde tem ainda mais quatro anos pela frente.
Chimarrão, não
Quando foi votar em Porto Alegre, um dos mesários ofereceu chimarrão para a presidente Dilma Rousseff tomar. Ela aceitou, deu alguns goles e demorou o tempo suficiente apenas para se fotografada e filmada pelos repórteres. Mineira de nascimento e gaucha por adoção, a Chefe do Governo não é nem um pouco chegada ao chimarrão. Acha que o risco de queimar os lábios sempre existe e considera a bebida muito amarga.
Olho na saúde
Quando confessa não ter certeza se disputaria eleições presidenciais em 2018 é que Lula não sabe como estará sua saúde até lá, malgrado faça ginástica todos os dias, embora não exibindo o vigor físico de antes. Na época do próximo pleito presidencial, o ex-chefe do Governo estará com 73 anos de idade e a família não quer que ele concorra. Mais: Lula toma água toda hora. Depois dos tratamentos na época do câncer, produz menos saliva.
Fortalecido
Malgrado muitos tucanos de São Paulo já considerem Geraldo Alckmin candidato ao Planalto em 2018, o resultado das eleições colocam o mesmo Aécio Neves na corrida. Sai da eleição fortalecido, com 51,4 milhões de votos, continua senador e presidente nacional do PSDB, podendo ser reconduzido ao cargo no meio do caminho. Teria tempo de reconquistar Minas Gerais e avançar no Nordeste. Mais: hoje, sabe exatamente onde acertou e onde errou – e não deu tempo para consertar.