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sábado, 12 de novembro de 2016

Abaixo-assinado tenta dar vitória a Hillary Clinton no 'tapetão'

Enquanto milhares saem às ruas dos Estados Unidos para protestar contra a eleição de Donald Trump, muitos se agarram a um fio de esperança para evitar que ele assuma a Presidência. Em pouco mais de 24 horas, mais de 2,8 milhões de pessoas assinaram uma petição online pedindo que o Colégio Eleitoral ignore o resultado da eleição e eleja a democrata Hillary Clinton.

Trump é mentiroso e um predador sexual sem nenhuma experiência de governo que porá o país em risco, diz o abaixo-assinado. "Hillary ganhou no voto popular e deve ser a presidente", conclui.

Não há eleição direta para presidente nos EUA. Trump garantiu a Presidência ao conquistar pelo menos 290 dos votos no Colégio Eleitoral, mas perdeu de Hillary no voto popular, incendiando ainda mais os que não aceitam o resultado da eleição.

Vinte e um Estados não requerem que seus representantes no Colégio Eleitoral votem no candidato presidencial de acordo com o resultado em seus pleitos, o que incentivou um eleitor de Hillary da Carolina do Norte, Elijah Berg, a iniciar o abaixo-assinado contra Trump.

Esta é apenas a quinta vez na história em que um presidente é eleito nos EUA sem ganhar no voto popular. A última havia sido em 2000, quando o então vice-presidente democrata, Al Gore, perdeu a eleição no Colégio Eleitoral para George W. Bush apesar de uma diferença de mais de 500 mil votos a seu favor. Estima-se que a vantagem de Hillary será maior, de mais de um milhão.

Não há precedente histórico, porém, de uma disputa presidencial decidida pelos chamados "eleitores sem fé", como são conhecidos os representantes do Colégio Eleitores que mudam o resultado obtido nos Estados.

Esse é um dos motivos pelos quais especialistas consideram mínimas as chances de uma virada quando o colégio escolher o presidente, no dia 19 de dezembro. Além disso, a medida exigiria a mudança da Constituição, e atualmente o Partido Republicano de Trump tem maioria nas duas casas do Congresso.

"É extremamente improvável", afirmou à Folha Rebecca Green, professora de direito da universidade William & Mary, na Virgínia, uma das mais antigas do país, anterior à Constituição. "É como querer mudar as regras depois que o jogo já acabou", concorda o cientista político Michael Traugott, da Universidade de Michigan.

Apesar das chances mínimas, a esperança de uma mudança do resultado no tapetão atraiu milhões de pessoas, incluindo celebridades como a cantora Lady Gaga, e forneceu mais combustível para os protestos contra Trump, que também viraram um repúdio a um sistema eleitoral de mais de 200 anos.

"Queremos um sistema que reflita o desejo da maioria", disse o estudante Alexander Oman, enquanto protestava com um grupo de amigos em frente à Trump Tower, quartel general do presidente eleito, em Nova York.

Por trás do sistema estabelecido em 1788 pela Constituição está a ideia de dar poder proporcional aos Estados e o temor dos pais fundadores da nação de que a democracia direta pudesse levar um demagogo à Presidência, o que para os manifestantes anti-Trump é exatamente o que aconteceu em 2016. Ironicamente, o bilionário que se beneficia do mecanismo já foi um crítico feroz dele. "O Colégio Eleitoral é um desastre para a democracia", atacou Trump em 2012.

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