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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Governo do Estado quer vender Cosanpa e aquífero Alter do Chão

A sinalização do Governo do Estado do Pará sobre uma possível privatização da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), além dos servidores que temem a demissão em massa, virou motivo de preocupação também para estudiosos e ambientalistas, que veem no repasse da estatal para iniciativa privada, uma forma de venda do Aquífero Alter do Chão, para grandes corporações, inclusive com a possibilidade de internacionalização, como aconteceu com a exploração do pré-sal.

Segundo o professor e pesquisador Antônio Carlos Tancredi, que realizou estudos no início da década de 90, o Aquífero Alter do Chão possui extensão de aproximadamente 500 mil quilômetros quadrados. Na região de Santarém, Vila de Alter do Chão e Belterra, o estudo feito em uma área de 900 quilômetros quadrados, mostrou que o volume de água disponível nessa área é de mais de 86,55 bilhões de metros cúbicos. “Portanto, um volume colossal. Ele é um aquífero importante não somente pelo seu tamanho, mas também pela boa produção de água. A Agência Nacional de Água (ANA) fez um estudo que ainda será publicaao, sobre o Aquífero Alter do Chão em toda a região Amazônica. Provavelmente ele irá ultrapassar o Guarany, que atualmente é tido como um dos maiores do mundo”, observa o pesquisador.

Para o estudioso, o simples fato de se pensar na privatização de uma estatal que realiza a captação de água subterrânea nesta região, é motivo para fazer uma alerta relevante a toda população, bem como aos governantes.

“Atualmente a água potável está ficando casa vez mais valorizada, então, grandes companhias estão voltando suas atenções às grandes reservas de água pelo mundo. Provavelmente daqui a algumas décadas, muitas indústrias virão para nossa região por causa da água. Então, o que acontece é que água está se tornando um bem supervalorizado, e as grandes corporações querem ter o controle destas reservas. Estudos revelam que 97,5% da água no planeta é água salgada; o restante, 2,5% é água doce, deste, 1,5% estão nas calotas polares, e dos 1% restante, 70% são reservas subterrâneas, como por exemplo, a do Aquífero Alter do Chão”, acrescenta Tancredi.
Mais aqui >Governo do Estado quer vender aquífero Alter do Chão
E aqui >Cosanpa deverá ser privatizada

Um comentário:

  1. Só faltava essa.
    Dentro do meu analfabetismo, raciocino da seguinte maneira:
    O Brasil está “vendendo” campos do pre sal por que o que restou da Petrobrás não pode, de forma nenhuma, por absoluta falta de recursos, “bancar” a exploração de qualquer um dos chamados “bancos” dessa substancia oleosa. Seria como se continuasse sentada em cima da riqueza, sem conseguir fazer desfrutar dessa própria riqueza.
    Além do mais, não há negar que por motivos que se estendem desde a necessidade de “limpar” o ar que respiramos, a fim de evitar que as consequências da queimação indiscriminada dos chamados “combustíveis fósseis” nos faça morrer afogados em água, a expectativa é que esses combustíveis estão com os dias contados.
    A conclusão conclusiva conclui que, em um tempo previsível, poderemos, perfeitamente, viver sem a presença dos tais combustíveis fósseis.
    E a água ?
    Bom ! A primeira regra dos humanos é que eles não podem viver sem a água.
    No momento em que você detém um pote dágua e vende esse pote dágua para o seu vizinho, você está assegurando que o seu vizinho tem muito mais possibilidades de viver mais do que você. É uma conclusão absolutamente primária.
    Depois, você ficará escravo do seu vizinho e terá de pagar a ele o preço que ele entender de cobrar por alguma coisa da qual depende a sua vida ou a sua morte.
    Ou o nosso inteligente Governador não entende assim ?
    Que tal se ele raspasse o cavanhaque ?

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