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terça-feira, 15 de novembro de 2016

O suicídio da América

Por Arnaldo Jabor - Estadão
Só nos resta uma ridícula esperança: “Ahhh... vai ver ele não é tão mau assim... talvez ele seja legal... bonzinho...”.

Mas, o que aconteceu é gravíssimo, é a prova de uma nova era terrível não apenas na América, mas no mundo. A democracia liberal que floresceu com o fim da Guerra Fria, com a queda da União Soviética, vai acabar. Será? Ninguém sabe, mas é provável, com a vitória desse palhaço da TV que a democracia (!) transformou no homem mais poderoso da Terra.

É inacreditável, mas aconteceu. Os avanços políticos e culturais da América serão jogados 50 anos para trás. Foi a vitória da ‘lunatic fringe’ – os loucos que espreitavam das margens da opinião pública. O Congresso e o Judiciário estarão em suas mãos, as 40 mil ogivas estarão em suas mãos, o mais poderoso exército do mundo em suas mãos pequenas, os códigos nucleares estarão sob aquele horrendo dedinho que ele ostentou o ano todo. Agora, teremos de ver a cara desse rato por 4 anos, a menos que ele morra, pois nem impeachment será possível. Os democratas fizeram o possível para defender o governo Obama, o melhor das últimas décadas nos EUA, mas isso não comove as massas que ainda sofrem com o desemprego que o Bush deixou como a herança maldita que o Obama conseguiu consertar em grande parte. Não reconhecem isso, pois são estúpidas, desinformadas, que formam um país subterrâneo que agora irrompeu, como um esgoto. Vai explicar a essa gente o quebra-cabeças do mundo atual, nesta fase delicadíssima de guerras localizadas e de multidões-bomba. Sua vitória estava escrita na insatisfação mundial com a democracia globalizada. O irracionalismo surge como uma forma rápida de resolver tensões e crises. Chega de ‘razão’, chega de ‘sensatez’. Trump é um resultado. 

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