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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Vale a pena viver?

Há poucos dias encontrei-me com um dileto colega de trabalho dos bons tempos do BASA - Agência Belém Centro. Disse-me que está quase cego, com a coluna em frangalhos, safenado, crises de sinusite e problemas circulatórios. O médico que o assiste, recomendou: adeus churrascarias, carne de porco é veneno, feijoada, maniçoba e frituras, nem pensar. Deve comer apenas um peitinho de frango ou um peixinho cozido e sem sal. Arroz só se for integral. Farinha, nem um pouquinho. Bebidas alcoólicas devem ser esquecidas para sempre. E fumar? Se o fizer deve logo encomendar o caixão. Transar pode? Jamais!...
Vale a pena viver assim, ou é preferível morrer? Expresse a sua opinião, leitor(a).


3 comentários:

  1. Sempre vale a pena viver! Franguinho grelhado, peixinho cozido, comidinhas gostosas. Sem sal, é verdade, mas o sal pode ser substituído por outros gostosos temperos. Bebida? Um suco é mais saboroso. Cigarro? Que horror! Sexo? Sempre chega o dia de parar. Por tudo isto, acho que nosso colega deve continuar aproveitando a vida em tudo que ela nos oferece de bom, como amor, carinho, amigos, natureza, tranquilidade.

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  2. Ha casos ainda mais delicados. Pessoas que presos ao leito de um hospital ou nos chamados home carre (em casa), apenas respiram e se alimentam com drogas industrializadas, mas, também, como o colega a quem o Ercio se refere, presume-se, não quer morrer. Muitos são os casos dos que vivem em sequelas neurológicas, por e (congênita ou adquirida), por exemplo, ão mais podem fazer juízo do querer ou não continuar vivendo mas que, inertes, acabam sendo inocentes úteis para satisfazer desejos de terceiros, as vezes diametralmente opostos: o primeiro, porque a família, vivendo o egoísmo próprio da natureza humana, se distanciam da realidade nua, crua dolorosa mas verdadeira que é a finitude da vida humana (mais cedo ou mais tarde), indiferentes ao sofrimento do ente amado, preferem-no vivo; o segundo, o mero interesse comercial do mercado de prestação de serviços de saúde que, dia a dia, vai tomando conotação cada vez mais mercenária. Lamentável, mas, a medicina outrora praticada por vocação quase sacerdotal vem passando por um regime de galopante migração às vocações de ordem apenas mercantil, desgraçadamente mercerizada.

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  3. Caso o colega esteja lúcido e seja sua vontade, apesar das restrições que você citou, concordo com o prolongamento do sofrimento, a escolha é dele.Caso contrário, unicamente numa vida vegetativa não tem cabimento mantê-lo.

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