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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Interpol prende em Miami operadores do PMDB alvos da Lava Jato

O paraense lobista Jorge Luz, com sua namorada Ariadne Coelho, a rainha das quentinhas em foto tirada no Paraguai em 1993. Reproducao ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM*** 
O paraense lobista Jorge Luz, em foto no Paraguai de 1993
A Interpol prendeu ontem (24) em Miami, nos Estados Unidos, os operadores Jorge Luz e Bruno Luz, alvos da última fase da Operação Lava Jato.

Suspeitos de serem operadores do PMDB na Petrobras, eles eram considerados foragidos desde esta quinta (23). O advogado Gustavo Teixeira afirma que os dois não estão detidos, mas apenas sendo interrogados, e que voltarão espontaneamente ao Brasil, como haviam prometido. O regresso, segundo a defesa, a chegada a Brasília está prevista para a manhã deste sábado (25).

Atuação
A ligação de Luz com o PMDB começou durante a ditadura militar. Em 1972, trabalhava no Rio como desenhista industrial na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), que daria origem à Telemar, atual Oi.

Articulado e viajando muito pela CTB, começou a fazer contatos com políticos, especialmente no Pará, sua terra natal, onde conheceu o conterrâneo Jader Barbalho, atualmente senador pelo PMDB.

Luz passou a ser contratado para consultoria de municípios em projetos de infraestrutura. Com a proliferação dos clientes, abriu nos anos 1980 a Rota Engenharia.

A partir daí, as visitas de prefeitos e governadores tornaram-se constantes em seu escritório de Ipanema, no Rio.

Em 1986, durante o governo de José Sarney, o engenheiro iniciou seu lobby na Petrobras, segundo contou Paulo Roberto Costa em sua delação.

No fim daquela década, decidiu apostar no então candidato à Presidência Fernando Collor de Mello, que fez algumas de suas viagens de campanha em aeronaves da Rota Engenharia.

Políticos contam que Luz chegou a indicar nomes para o ministério de Collor.

Em 1994, abriu a Dema Participações, com escritório na Barra da Tijuca. Um deputado do PMDB do Rio conta que, em época de eleição, havia uma romaria para conversar com o empresário no local –inclusive de políticos de outros Estados.

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