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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Assédio: Juliana Paes, Victor e Zé Mayer: o machismo em todas suas frentes

Por Nana Soares - Estadão
Somente na última semana 3 famosos deram o que falar com relação a (des)igualdade de gênero: Juliana Paes, em entrevista à Veja, criticou o que chamou de “excessos do feminismo”; Zé Mayer foi denunciado por assédio sexual em coluna da Folha de S. Paulo e enviou carta aberta admitindo o ocorrido; e o cantor Victor foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por agressão após um vídeo revelar a violência contra sua mulher Poliana. Em comum nos três casos o descaso pela luta feminista e a certeza de que não podemos parar.

Tanto Victor quanto Zé Mayer gozaram de seu privilégio social quando denunciados pelas vítimas: homens, brancos, heterossexuais, classe alta. O topo da pirâmide. O descaso, a dúvida e a ofensa caíram todos sobre as mulheres: “Mas será que é verdade mesmo? Muito estranho esse caso aí…” e por aí vai. Embora seja verdade que casos com celebridades sempre nos choquem e que o princípio constitucional seja de inocência até que se prove ao contrário, isso não basta para explicar a proteção a Zé Mayer e a Victor.

O assédio sexual e a violência contra a mulher são crimes historicamente silenciados no Brasil. Os perpetradores das violências são tão blindados quanto as vítimas são desacreditadas.

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