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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Copa do Mundo da corrupção saqueou arenas construídas pelo Brasil

A Operação Lava Jato também chegou às arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014. Delações de ex-executivos das construtoras Odebrecht, divulgadas recentemente, e da Andrade Gutierrez citam nove dos 12 estádios utilizados como “palco’’ de crimes como cartel, pagamento de propinas e também caixa 2. Apenas os particulares Beira-Rio e Arena da Baixada se “salvaram’’. A Arena Pantanal não foi mencionada nessas delações, mas também já foi alvo de denúncias.

A corrupção rendeu aos acusados de ter se beneficiado de tal filão, políticos e autoridades, pelo menos R$120,9 milhões. O cálculo é bastante conservador. Foi feito com base em quantias e porcentagens citados em depoimentos - várias menções não vieram seguidas de cifras.

O valor pode ser até considerado pequeno diante dos R$ 8,3 bilhões que custaram as arenas, de acordo com a versão final da Matriz de Responsabilidades e, principalmente, do oceano de dinheiro roubado em outras ações ilegais desvendadas pela Lava Jato. Confirma, porém, que corruptos e corruptores não perdem oportunidade. “Parafraseando Milton Nascimento (compositor), o corrupto vai aonde o dinheiro está. E, por ocasião da Copa, estava nas arenas e nas obras de mobilidade necessárias para o evento’’, diz Gil Castelo Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas. 

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