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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Ser livre, ser feliz...

Por: Ercio Bemerguy
No Senadinho do Clube do Remo, ouvi a conversa travada entre dois amigos já idosos, daqueles que a juventude dourada e sarada, considera “quadrados”. Um deles, demonstrando indignação, dizia: “Ontem, assisti em DVD pirata o filme ´Cazuza`, que mostra lances da vida desse famoso e polêmico cantor e compositor. Na capa consta uma sugestiva chamada publicitária que eu até decorei: ´Você verá, nesta fita, um belo exemplo de vida de um jovem que se propôs a vencer todos os preconceitos, todas as barreiras, para viver livre, totalmente livre e feliz`. Égua! Que exemplo chocante! Era um rapaz talentoso, sim, porém, era contumaz usuário de todo tipo de drogas, bebidas alcoólicas, completamente irresponsável, completamente louco, inclusive preferia a companhia de homens, com os quais transava abertamente, beijando-os na boca, enfim, se entregando aos vícios mais absurdos, causadores da sua prematura morte.” E prosseguiu: “Para que tenhas uma idéia do comportamento escrachado desse tal Cazuza, em uma das cenas do filme ele manda a mãe dele ´tomar no c...` e o pai pra ´p...que pariu` Legal, né? Quem quiser ter um filho assim e só mandar o ´garoto` assistir esse filme. Ele ficará motivado, prontinho para entrar na onda da mais completa depravação e sacanagem” .
Eu, que raramente vou ao cinema ou assisto filme em casa, fiquei curioso, e, então, pedi ao feroz crítico que contasse mais detalhes sobre a fita, porém, apressado e já engolindo rápidamente a ´saideira`, despediu-se dizendo a todos: “Por hoje, The End, fui.” Coincidentemente, naquele instante, no som ambiente da sede do “Mais Querido”, ouvia-se a voz de Cazuza interpretando uma das suas inteligentes composições: “(...) o tempo não pára/ não pára não, não pára./ Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro/ transformam um país inteiro num puteiro/ pois assim se ganha mais dinheiro./ A tua piscina está cheia de ratos/ tuas idéiais não correspondem aos fatos/ o tempo não pára...”Aliás, sobre Cazuza, guardo na lembrança uma frase que ele usou por ocasião de uma entrevista que concedeu à Marília Gabriela: “A única perfeição da vida é a alegria”. Gosto de ouvir as suas músicas e considero que ele, com o seu jeito irreverente exerceu o seu direito democrático de ser diferente. Grande Cazuza!

Um comentário:

  1. Você tem razão, o sujeito que esperneou na tertúlia, não entende de nada.

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