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sexta-feira, 9 de junho de 2017

A vitória da derrota nos espreita

Por Reinaldo Azevedo - Folha de SP
Antes ainda de a Lava Jato completar seis meses, o jogo perigoso praticado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal surgiu à minha frente com uma clareza de tal sorte fulgurante que me perguntei se eu não estava numa daquelas operações mentais a que toda pessoa está sujeita: imaginar uma conspiração e, depois, torcer os fatos para que estes endossem o suposto engenho, a exemplo do que fazem os "cegos de tanta luz".

Ao constatar as prisões preventivas em massa, raramente ancoradas no artigo 312 do Código de Processo Penal, mas endossadas pela segunda instância, tive a certeza de que caminhávamos para uma situação muito delicada. "Descobriu isso só agora, Reinaldo?, depois da queda de Dilma?" Consultem o arquivo do meu blog e desta Folha, por exemplo, e vocês constatarão que não.

A primeira percepção, pois, foi um insight mesmo, algo que, como escreveu o poeta, "se soube de repente".

Mas depois me tranquilizei –em relação à minha suposta paranoia apenas– ao submeter o que estava em curso a alguns valores que constituem a base do meu, vá lá, pensamento. E eu tenho por princípio que, numa democracia, não me servem procedimentos que transbordem dos marcos institucionais –muito especialmente, das leis.

Formulei definições próprias para "progressista" (esquerdista) e "conservador" (direitista) –sempre considerando um regime democrático, já que, numa ditadura, quase tudo é relativo. O primeiro promove, como um ato de vontade, a transgressão aos limites legais. As alegorias prediletas a justificar seus crimes são a justiça e a igualdade. Oh, quantos crimes de corrupção passiva lavagem de dinheiro se cometeram em nome de tal dupla, não é, PT?

Um comentário:

  1. De onde saiu esta teoria de pé quebrado que implica em "transgressão aos limites legais", quando se procura promover a justiça e a igualdade, num país com regime democrático? Os "crimes" do PT foram cometidos em nome da justiça e da igualdade, e os crimes praticados por outros partidos, foram escorados em que princípios? Segundo um conhecido jornalista, como o Reinaldo Azevedo, "A democracia moderna é constituída por quatro poderes: o legislativo, o executivo, o jurídico e o dinheiro. Sendo que este funciona com todos os outros poderes e pode funcionar sem nenhum dos outros". É só perguntar para os irmãos da JBS, que eles explicam como funciona o "esquema".

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