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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cracolândias se espalham por ruas e bairros de Belém

 
As cracolândias, como são conhecidos os pontos de uso e venda de drogas muitos comuns na região Sudeste do País, estão se espalhando por Belém. Nas ruas e praças da Cidade Velha, Umarizal e Reduto, grupos de dependentes químicos se multiplicam rapidamente e amedrontam, moradores, comerciantes e trabalhadores que circulam nessas áreas. Pesquisas do Programa Belém Pela Vida, da Prefeitura de Belém, revelam que o número de usuários de drogas em Belém é crescente e hoje existem cerca de 600 moradores de rua, dos quais 90% consomem drogas.

Os dependentes químicos consomem crack e outras drogas nas ruas, sem nenhum constrangimento, de manhã, à tarde ou à noite nos locais onde as cracolândias estão instaladas. Na Cidade Velha, por exemplo, algumas vias como a rua General Gurjão e Riachuelo estão completamente dominadas por vários grupos de usuários que se reúnem em bandos para negociar a compra de drogas e utilizá-las no meio da rua, sem se incomodar com os transeuntes ou com a possibilidade de serem detidos pela Polícia.

Para os moradores, as cracolândias se tornaram um pesadelo 24 horas. Mesmo quem mora há pouco tempo nesses locais não aguenta mais a situação. “A minha casa fica o tempo inteiro trancada, no cadeado. Qualquer hora do dia eles estão usando drogas na frente de todo mundo. Eu fico morrendo de medo, mal saio de casa agora. Faz pouco tempo que a gente mora aqui, cerca de três meses apenas, mas a gente já está procurando uma casa para mudar, pois não existe mais condições de viver no meio disso”, lamenta uma moradora. “Fica um ambiente muito ruim para morar, para conviver. A gente não pode receber visitas, todo mundo tem medo de andar por aqui. A gente tem criança em casa, fica um cheiro podre de droga aqui perto, uma sujeira. É horrível”, revela, pedindo para não ser identificada .

Para muitos comerciantes que trabalham no local, além de incômodas e perigosas, as cracolândias são, ainda, sinônimo de muito prejuízo, já que muitos clientes evitam transitar na área, com medo da violência.

Um comerciante que trabalha na rua General Gurjão diz que a cracolândia faz parte da rotina de descaso das autoridades com a via há cerca de um ano. “Esta situação está insustentável. À noite, eles brigam entre si, fazem confusão, assustam as pessoas. Muita gente tem medo de andar aqui, passam pela outra rua. Para nós, trabalhadores, atrapalha e muito os negócios. Desde que eles, os usuários de drogas, se mudaram para cá, o movimento diminuiu e muito. Os grupos ficam se deslocando e onde eles param, deixam este estigma de abandono, de medo para o lugar. Eles afastam todo mundo”, contou.

Outro comerciante, que atua no bairro há mais de 20 anos, diz que a presença constante dos usuários de drogas está arruinando os comércios. “Ele puxam faca um para o outro, se ameaçam, colocam medo nas pessoas. Eu trabalho aqui há mais de duas décadas e nunca vi uma situação tão ruim quanto agora, por conta deste pessoal. Não tem hora: de dia, de noite, eles estão sempre aqui fazendo confusão, sujeira, trazendo tudo o que não presta para cá. Eles não mexem com as pessoas, mas assustam quem passa. Ninguém mais quer comprar aqui. Isto está destruindo os comércios do entorno”, queixa-se.

A Polícia Militar do Pará informou que “o Comando do 2° Batalhão PM destina diária e exclusivamente para a área citada e, adjacências, policiamento em viatura com a missão de rondas ostensivas preventivas e repressivas” e disse que a população pode ligar para o 190 e 181 para fazer denúncias. (Ormnews)

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