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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Alunos de ensino médio vão ter livro digital a partir de 2015

A partir de 2015, o aluno do ensino médio da rede pública poderá acessar seu livro didático em um tablet ou computador e, ao clicar em uma gravura ou trecho da obra, será direcionado para um gráfico interativo ou um vídeo sobre o tema em estudo.

Essa possibilidade está prevista em edital lançado pelo MEC para compra de 80 milhões de livros para alunos do ensino médio. É a primeira vez que o livro digital está previsto na compra de obras didáticas feita pela pasta. Isso não substituirá o livro impresso. - "Estamos comprando a obra multimídia. Ela é formada por um livro impresso e um livro digital, que reúne o mesmo conteúdo do impresso mais os objetos digitais integrados na mesma tela", disse Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

A editora que não tiver em seu catálogo a obra digital poderá inscrever apenas a versão impressa, além do PDF da obra didática.

Nesse edital também foi incluída pela primeira vez a previsão de compra de livros de arte. Outra novidade é a maior interação entre as diferentes disciplinas. - "O que está sendo pedido é que cada livro de uma determinada disciplina faça referências a outras disciplinas da mesma área de conhecimento e a outras áreas do conhecimento", disse Torino.

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) defendeu o novo perfil do edital. - "É uma linguagem que vai, do nosso ponto de vista, estimular cada vez mais essa nova geração que está buscando os caminhos digitais para se comunicar", afirmou durante seminário com o norte-americano Salman Khan.

O educador ganhou destaque internacional com os milhões de acessos ao seu site de videoaulas gratuitas. Mercadante disse que a pasta estuda reproduzir a experiência no ensino superior, gravando aulas e seminários nas universidades federais e disponibilizando na internet gratuitamente. (Folha de SP)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dilma sanciona lei que cria vale-cultura de R$ 50 para trabalhador

A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou na tarde desta quinta-feira (27) o projeto de lei que cria o vale-cultura. A nova lei concede R$ 50 por mês a trabalhadores (entre eles servidores públicos federais e estagiários) que recebem até cinco salários mínimos (R$ 3,39 mil, considerando salário a partir de 2013).

O dinheiro poderá ser gasto na compra de ingressos para shows e espetáculos e também na aquisição de produtos como livros e DVDs.
Dilma sanciona lei que criou vale-cultura (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência) 
Dilma sanciona lei que criou vale-cultura (Foto:
Roberto Stuckert Filho / Presidência)
Somente receberão o benefício os empregados das empresas que aderirem ao projeto, e o trabalhador terá um desconto de até 10% (R$ 5) do valor do vale. O funcionário pode optar por não receber o valor. A lei prevê também que o pagamento seja feito a aposentados no valor de R$ 30.

O texto sancionado por Dilma foi aprovado no Senado no dia 5 de dezembro. Agora, abre-se prazo de 180 dias para que o governo federal publique uma regulamentação que esclareça como funcionará o programa.

De acordo com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, a quantia passará a ser recebida a partir de julho do próximo ano. Até lá, disse a ministra, o governo negociará com empresas para favorecer a maior adesão ao projeto. O governo federal vai desembolsar cerca de R$ 500 milhões em 2013 em incentivos. - “Pode ser que saia antes, mas nosso limite é julho. Acredito que até julho o trabalhador possa estar com este recurso em mãos. Isto não é obrigatório para as empresa, como não é obrigatório para o trabalhador”, disse a ministra.

O projeto tem por objetivo promover a universalização do acesso a serviços culturais, e estimulará a visitação a estabelecimentos e serviços culturais e artísticos, além de incentivar o acesso a eventos e espetáculos.

“Vale para livro, vale para dança, vale para toda a atividade cultural. É um benefício em duas pontas. Na primeira, coloca na mão do trabalhador a escolha do que ele quer consumir para a cultura e, para o produtor cultura, porque ele vai ter mais pessoas podendo a assistir sua produção”, avaliou Marta Suplicy.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.

Os resultados foram estruturados a partir de notas de testes efetuados por estudantes dos países entre 2006 e 2010. Também foi considerado pela pesquisa a quantidade de alunos que ingressam na universidade e foram empregados.

Conhecidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam as duas primeiras colocações do ranking e, na sequência, figuram Hong Kong, Japão e Cingapura. Alemanha (15), Estados Unidos (17) e França (25) estão em grupo intermediário e México (38), Brasil (39), e Indonésia (40) integram as posições mais baixas. Entre os sul-americanos, Chile (33), Argentina (35) e Colômbia (36) estão em melhor colocação que o Brasil.

O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos e, por isso, apresenta um cenário com atraso estatístico frente à realidade atual.

Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo. O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.

O Ministério da Educação (MEC) informou desconhecer a pesquisa realizada pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).
Conheça o Ranking Pearson-EIU > Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Lucy Gorayeb toma posse como acadêmica

Lucy Gorayeb já deveria ter sido empossada na APL há muito tempo dado o amor que ela sempre teve por esta casa, inclusive, participando sempre das nossas reuniões". Com essas palavras, o presidente da Academia Paraense de Letras (APL), Alcyr Meira, empossou, ontem à noite, a escritora e articulista de O LIBERAL, Lucy Gorayeb Mourão, na cadeira de número 6, cujo patrono é Bezerra de Albuquerque e o último ocupante tinha sido Leonam Cruz. Aos 81 anos de idade, Lucy Gorayeb se emocionou na cerimônia, prestigiada por acadêmicos, familiares dela (o filho José Mourão Neto, a neta Sandra Marina Mourão e a nora Sílvia Mourão) e convidados. "Essa é a realização de um sonho", afirmou, Lucy Gorayeb, aplaudida durante a cerimônia.

Como destacou a 1ª secretária da APL e que saudou Lucy, Edy-Lamar D´Oliveira, a nova imortal da Academia nasceu e viveu na mesma casa na rua Manoel Barata, estudou nos colégios Rui Barbosa e Paes de Carvalho e no IEP. Formou-se em Pedagogia e História pela UFPA e em Direito pela Unama. "A APL é uma escola que abre as portas para todo cidadão no mundo", ressaltou Lucy Gorayeb, autora de cinco livros já editados e um no prelo (em impressão), que vai marcar a fase de romance da escritora. (Jornal Amazônia - foto: arquivo deste blog)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

APL homenageia maestro Isoca

José Wilson, orador oficial
A Academia Paraense de Letras promoveu, ontem à noite, uma sessão especial em homenagem ao centenário de nascimento do acadêmico, maestro, compositor e poeta Wilson Dias da Fonseca, mais conhecido como maestro Isoca. O santareno, falecido em 2002, aos 89 anos, é considerado um dos principais nomes da música paraense.

A sessão de homenagem teve como orador o filho mais velho do maestro, o desembargador aposentado José Wilson Malheiros da Fonseca, que também é membro da Academia Paraense de Letras. "Se desconhece no Brasil um caso em que pai e filho ocuparam ao mesmo tempo um lugar na academia de letras. Eu me sinto muito honrado, pois além de filho, posso dizer que sou parceiro do meu pai em várias composições. Momentos como este são valiosos porque representam uma forma de manter vivo o seu trabalho e trajetória de vida", afirmou José Wilson Malheiros da Fonseca.

Ainda segundo José Wilson, o Maestro Isoca compôs ao longo da vida 1600 canções de diversos estilos, de óperas a musicas populares. "Ele era uma pessoa religiosa, afável, carismática e um líder nato. Autodidata, aprendeu a tocar os instrumentos musicais sozinho", afirmou.

Wilson Dias da Fonseca nasceu em 17 de novembro de 1912 e faleceu no dia 24 de março de 2002. A habilidade musical herdou do pai, o também maestro José Agostinho da Fonseca. Maestro Isoca entrou para a história por seu trabalho e empenho pela cultura do Estado. (Jornal Amazônia)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Chip em aluno de escola pública do DF confere presença

Pais e responsáveis por alunos de uma escola pública em Samambaia, cidade a 40 quilômetros de Brasília, no Distrito Federal, são avisados da entrada e saída dos estudantes por meio de mensagens texto em seus telefones celulares. O projeto começou a funcionar na semana passada em uma turma de 42 alunos do primeiro ano do ensino médio. A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirma que a ação é uma iniciativa da escola e ainda sequer foi comunicada oficialmente ao governo.
Chip é fixado no uniforme dos alunos e reconhecido por um sensor, ligado ao portão da escola - Valter Campanato/ABr
Chip é fixado no uniforme dos alunos e reconhecido por um sensor, ligado ao portão da escola

O sistema funciona com um chip fixado no uniforme dos alunos. Ao passar pelo portão da escola, onde há um sensor, é registrada a entrada e a saída, e os pais e responsáveis são avisados por mensagem de texto. A direção da escola também recebe a informação sobre a presença, mas o dado não tem sido utilizado como controle de frequência.

A intenção da escola é aumentar o tempo de permanência dos alunos em sala de aula e o modelo foi debatido com os pais antes da implantação. No próximo mês, a instituição pretende enviar um relatório à Secretaria de Educação sobre os resultados da experiência. Se aprovado, o sistema pode ser estendido no próximo ano para toda a escola, que tem 1,8 mil alunos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dilma sanciona lei que cria cota de 50% nas universidades federais

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta-feira (29), com apenas um veto, a lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas.

De acordo com a lei, metade das vagas oferecidas serão de ampla concorrência, já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar. As universidades terão quatro anos para se adaptarem à lei. Atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais. Além disso, apenas 25 delas possuem reserva de vagas ou sistema de bonificação para estudantes negros, pardos e indígenas.

A cota racial será diferente em cada universidade ou instituto da rede federal. Estudantes negros, pardos e índios terão o número de vagas reservadas definido de acordo com a proporção dessas populações apontada no censo do IBGE de 2010 na unidade da federação em que está a instituição de ensino superior.

As demais vagas reservadas serão distribuídas entre os alunos que cursaram o ensino médio em escola pública, sendo que no mínimo metade da cota (ou 25% do total de vagas) deverá ser destinada a estudantes que, além de ter estudado em escola pública, sejam oriundos de famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita. A proposta exige que as instituições ofereçam pelo menos 25% da reserva de vagas prevista na lei a cada ano.

Segundo informou a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, Dilma fez apenas uma alteração no texto aprovado pelo Senado no último dia 7 e determinou que a seleção dos estudantes dentro do sistema de cotas seja feita com base no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Dilma vetou o artigo 2º do texto, que previa que a seleção dos estudantes pelo sistema de cotas será feita com base no Coeficiente de Rendimento (CR), obtido a partir da média aritmética das notas do aluno no ensino médio.

“Foi um veto que resultou de uma opinião unânime do governo federal na medida que o MEC (Ministério da Educação) tem trabalhado para constituir o Enem como a forma universal de acesso a universidades federais”, afirmou Luiza Bairros.

A lei deverá ser publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (29), data a partir da qual começa a contar o prazo de quatro anos para as universidades se adaptarem à lei. (G1)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Educação: Pará quer melhorar índice.

No jornal Amazônia
Para tentar reverter as condições que renderam às escolas públicas do Pará as colocações mais baixas no ranking nacional do Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) planeja investimentos massivos para os próximos dois anos. O governo, por meio da Seduc, informou ontem que o Pará deve contar com o financiamento de US$ 300 mil do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para realizar ações voltadas para a melhoria da educação no Estado, fortalecendo programas existentes e iniciando novos projetos. Os detalhes serão apresentados durante uma coletiva de imprensa na manhã de hoje.

Os números do Ideb 2011 (o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) colocam o Pará entre as piores unidades da Federação. O Estado só cumpriu a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) nas séries iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Apesar de ter superado a projeção do MEC em 0,7 pontos, com nota de 4,2 (em uma escala de zero a dez), o Pará registrou a sexta pior nota entre todos os Estados. A situação é ainda mais preocupante nas séries finais do ensino fundamental, cuja média foi de 3,1, e, sobretudo, no ensino médio, onde a nota de 2,8, foi a pior de todo o País.

Para a Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), vale observar a progressão das notas nas turmas iniciais do ensino fundamental. Desde 2007, as notas têm aumentado, saltando de 2,8 para 4,2 no último Ideb, superando, inclusive, a projeção do MEC para 2015. Já em relação aos grupos de 6ª a 9ª séries e de ensino médio, que não alcançaram a meta estipulada e registraram notas inferiores ao Ideb de 2009, a Seduc destacou que não são casos isolados do Pará, uma vez que o mesmo ocorre na maioria dos outros Estados.

A Seduc informou ainda que, para sair da última posição no ranking, conquistada no Ideb passado, um plano de capacitação para educadores do ensino fundamental foi adotado, com a realização de simulados para melhorar a nota do Ideb. Segundo a secretaria, isto causou uma evolução nos resultados do ensino fundamental, que em 2011 conseguiu ter média igual a do restante da região Norte, se considerarmos as séries iniciais.

MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUDESTE OBTIVERAM AS MELHORES MÉDIAS
De acordo com os dados do Ideb, somente três municípios paraenses tiveram notas superiores a 5 nos anos iniciais do ensino fundamental. E todos são da região sudeste do Estado. São os casos das redes públicas e municipais de Dom Eliseu e de Ourilândia do Norte, que alcançaram, individualmente, a média de 5,2. Em seguida aparece Ulianópolis, com nota 5,1. Completam o rol das dez melhores notas do Pará: Parauapebas (4,9), Altamira (4,8), Paragominas (4,7), Santarém (4,7), Novo Progresso (4,6), Tomé-Açú (4,6) e Ananindeua (4,6).

Belém surge na 17ª posição, com indicador de 4,4. Já outros trinta municípios não tiveram nota divulgada, porque 50% dos alunos da rede municipal não compareceram na Prova Brasil - base dos dados do Ideb.

A melhor escola nesse primeiro ciclo do ensino fundamental, com nota 6,5, também é do sudeste paraense. Trata-se do Colégio Municipal Sistema Objetivo de Uruará - 13ª melhor Ideb (4,5) no ranking estadual. A segunda melhor é a Escola Municipal de Ensino Fundamental Presbiteriana Francisco Soares Emerique de Dom Eliseu, com média de 6,4. Altamira tem a terceira escola melhor conceituada do Estado, o Centro Educacional Batista Independente, com 6,2. Já as duas posições seguintes são de representantes da capital: Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (6,1) e Escola Estadual de Ensino Infantil e Fundamental Tenente Rego Barros (6,1).

Entre o grupo de 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, Bannach apresentou a maior nota do Estado (4,7), seguido por Ananindeua (4,5), Altamira (4,4) e Parauapebas (4,4). O destaque entre as escolas foi a belenense Tenente Rego Barros, com nota 5,6. Nas posições posteriores surgem a Escola Municipal de Ensino Fundamental José Maria Morais e Silva, de Ananindeua, com 5,4; o Colégio Sistema Objetivo de Ensino, de Uruará, com 5,4, e a Escola Municipal de Educação Infantil Professora Maria do Carmo Barbosa Monteiro, também de Ananindeua, com avaliação no Ideb de 5,3.

No geral, 63 municípios não tiveram as notas divulgadas, inclusive Belém, pela elevada ausência de alunos nas provas.

BOAS NOTAS COM POUCOS RECURSOS - Municípios cujas escolas se saíram bem na Prova Brasil e que aparecem com destaque no ranking nacional do MEC.

Dom Eliseu 5,2
Ourilândia do Norte 5,2
Ulianópolis 5,1
Paraupebas 4,9
Altamira 4,8
Paragominas 4,7
Santarém 4,7
Novo Progresso 4,6
Tome-Açu 4,6
Ananindeua 4,6

'Dona Flor e seus dois maridos' será apresentado no Hangar, em Belém

"Dona Flor e seus dois maridos" será exibido pela primeira vez no Hangar, em Belém. (Foto: Divulgação) 

“Flor”, “Vadinho” e “Theodoro”, personagens eternizados por Jorge Amado, poderão ser vistos de perto pelo público de Belém. Pela primeira vez, o Hangar Convenções e Feiras da Amazônia recebe o espetáculo teatral “Dona Flor e seus dois maridos”. As sessões serão realizadas nos dias 17, 18 e 19 de agosto. A classificação do espetáculo é de 16 anos.

A história acontece na Bahia, ambientada nos anos 40, com as músicas de Dorival Caymmi. Muita dança, comidas e festas também fazem parte do espetáculo. A peça, que integra a programação do centenário do autor Jorge Amado, é dirigida por Pedro Vasconcelos e tem no elenco Fernanda Vasconcelos, como Flor, Marcelo Faria como Vadinho e Duda Ribeiro como Dr. Theodoro, além de mais 11 atores.

Os ingressos já estão à venda em uma loja nos shoppings da cidade. Também são vendidos no Hangar, nos dias 15 e 16 de agosto, das 09h às 19h, e nos dias 17 e 18 de agosto, das 09h às 21h, horário em que começa a sessão. No dia 19 será vendido das 09h às 20h.
Informações: (91) 8744-7093 ou 8379-3640.  (G1PA)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ideb cai em nove estados no ensino médio

O ensino médio piorou em nove estados brasileiros na comparação com 2009. É o que mostra o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os estados que tiveram nota menor que a observada há dois anos são: Acre, Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Outros sete estados se mantiveram estáveis, sem qualquer evolução.

O ministro da educação, Aloizio Mercadante, admitiu que, mesmo os estados que conseguiram boas pontuações na avaliação do ensino fundamental, não obtiveram desempenho equivalente no ensino médio. “O ensino médio continua sendo um grande desafio ao sistema educacional”, afirmou.

A média nacional subiu apenas 0,1% e ficou em 3,7. Nenhuma região superou a meta, sendo que o Sul do país diminuiu o seu índice de 4,1, em 2009, para 4, em 2011. Mercadante justificou o desempenho pífio do país com o “sobrecarregado” currículo escolar desta fase, que tem 13 disciplinas obrigatórias e, em algumas escolas, diz ele, chegam a 19. “Isso não contribui para o aluno focar nas disciplinas tradicionais, como matemática, português e ciências”, diz.

Ele também citou como impeditivos ao crescimento a falta de professores com qualificação adequada à matéria que lecionam e o fato de muitos alunos estudarem à noite, já cansados após trabalharem o dia todo. Outros, repetentes, ansiariam por entrarem logo no mercado de trabalho.

Para o ministro, a falta de qualidade do ensino médio poderia ser resolvida com “educação em tempo integral”. “É a grande resposta. A rede vai avançar a medida que o ensino integral avançar”, diz. Ele ponderou, porém, que ainda são necessários estudos sobre os custos que tal medida acarretaria aos cofres públicos.

Diferentemente do ensino fundamental, em que todas as escolas são avaliadas, os dados do ensino médio são feitos por amostragem. Dos 2,2 milhões de estudantes, 70.000 passaram por avaliação. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Escolas particulares vão à Justiça contra Lei das Cotas

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) afirmou, nesta quinta-feira, que pretende entrar com uma ação na Justiça para questionar a nova Lei das Cotas para faculdades federais.

Aprovada na quarta-feira (8) pelo Senado, a Lei das Cotas prevê que 50% das vagas de todos os cursos oferecidos pelas entidades federais sejam reservadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Parte dessas vagas deve ser dedicada a negros, pardos e índios (o número deve corresponder à porcentagem dessas populações em relação ao total de habitantes de cada região) e outra parcela a alunos de famílias com renda abaixo de 1,5 salário mínimo.

A presidente da Fenep, Amábile Pacios, disse que a lei desrespeita a igualdade de acesso que deve existir para toda a população. De acordo com Amábile, caso a sanção ocorra, o governo federal vai reconhecer que oferece um ensino público de má qualidade, incapaz de preparar seus alunos para o vestibular. "As escolas particulares deveriam ser uma escolha da família, e no Brasil é a única opção para os alunos que desejam ser aprovados em vestibulares mais rigorosos, como o das universidades federais. A lei não só desrespeita a igualdade de acesso como facilita a entrada de apenas uma parcela dos estudantes brasileiros", argumentou Amábile.

A presidente Dilma Rousseff tem 15 dias para sancionar o texto, que também foi rebatido pelos reitores das universidades federais. Eles alegam que a medida fere a autonomia universitária.
Leia também:
Lei das cotas deve afetar o vestibular já neste ano
Cota para aluno de escola pública causa divergência
Senado aprova cota de 50% em todas as federais

terça-feira, 12 de junho de 2012

Duas obras ma-ra-vi-lho-sas

Do meu dileto amigão Petronilio Oliveira, ganhei dois excelentes livros:  
Taperinha: sobre a história da Fazenda Taperinha, "um dos poucos lugares onde restam ainda matas originais da região amazônica, além de possuir o que é provavelmente um dos maiores sambaquis de água doce do mundo, e a única casa ´bandeirantista` da Amazônia", conforme narram os organizadores desta obra: Nelson Papavero e William L. Overal. 
Santarém no Embalo dos Anos 60 o autor é o competente escritor e professor Jairo Linhares, santareno da gema, que brinda os leitores com várias crônicas, entre elas: 
-Um dia na escolinha da professora Zuzu
-Os incríveis vesperais do Cinema Olimpia
-Santarém no embalo da Jovem Guarda
-Na onda do Domingo Após a Missa
-Ercio Bemerguy e Edinaldo Mota: ícones mocorongos de uma época
-Memorias impagáveis do Alvaro Adolfo

Ao professor Jairo, meu prezado amigo, agradeço as referências elogiosas sobre a minha atuação no rádio santareno nas décadas de 60/70.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Aula gravada em computador no lugar de professor

Na falta de professores de Ensino Médio para disciplinas de Física, Química, Biologia e Matemática, o Ministério da Educação (MEC) pretende solucionar o déficit, no segundo semestre, com aulas gravadas e transmitidas pelo computador.

“Não temos professores disponíveis no mercado para atender a demanda. Com a educação digital pretendemos dar conta desse grande desafio que é o Ensino Médio”, reconheceu o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após evento na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas, ontem, no Rio.

O ministro afirmou que vai distribuir 600 mil tablets com projetores digitais para professores de escolas públicas em todo o País. Segundo o ministro, atualmente existem 170 mil professores que não têm formação nas matérias que lecionam.

O ministro pretende levar o programa Mais Educação, que oferece atividades extras no contraturno, para 30 mil escolas este ano. Mercadante defendeu que pelo menos 30% da arrecadação dos royalties sobre a exploração de petróleo da camada de pré-sal sejam destinados ao financiamento das áreas de educação, ciência e tecnologia.

O aumento da arrecadação seria a saída para o Plano Nacional de Educação, que eleva de 5% para 8% do Produto Interno Bruto os recursos destinados à educação. Mercadante prevê que comissão na Câmara aprove o plano até o fim do mês.  (O Dia Online)

Mais de 500 livros disponíveis para download gratuito

Mais de 500 obras literárias estão disponíveis para download gratuito no portal Universia Brasil. Entre elas, oito dos nove livros cobrados pelas bancas da Fuvest e da Unicamp no vestibular. O único que ainda não ganhou versão digital é Capitães da Areia, de Jorge Amado. 

Ao todo foram publicados 521 arquivos em formato PDF, que pode ser lido em computadores, tablets e e-readers. As obras são dos mais variados estilos: há desde biografias de cineastas até textos científicos sobre comunicação, passando, claro, por grandes clássicos da literatura.

Segundo a gerente de conteúdo do portal, Alexsandra Müller, o objetivo da iniciativa é incentivar a leitura e democratizar o acesso ao conhecimento. "A gente acredita no poder de transformação da leitura, do ponto de vista pessoal e acadêmico", afirma.

Vestibular - Estão disponíveis para download os seguintes livros da Fuvest e da Unicamp:
- A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
- O Cortiço (Aluísio Azevedo)
- Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
- Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
- Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
- Til (José de Alencar)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Vidas Secas (Graciliano Ramos)  

As obras de Aluísio de Azevedo são destaque entre o material. São 17 livros do romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista nascido no Maranhão. Além disso, pode ser feito o download de 27 livros de José de Alencar, 18 de Eça de Queirós, 13 de Fernando Pessoa, 8 de Lima Barreto.

Quem quiser treinar o inglês poderá baixar 15 livros do poeta inglês William Shakespeare.
O portal também oferece uma série com 20 livros sobre cinema nacional, como biografias de cineastas e roteiros de filmes de destaque.

Ainda há outras 30 obras sobre comunicação, entre as quais Jornalismo e Convergência: Ensino e Práticas Profissionais, de Cláudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Laranjeira, e Comunicação e Política, de João Carlos Correia.

Para acessar a lista completa e baixar os arquivos, basta acessar o site http://noticias.universia.com.br/tag/livros-gr%C3%A1tis/ e salvar o material.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Professores culpam pais e alunos por nota baixa

 A professora Marcele Kloper (em pé, à esquerda) ao lado de Joelma de Lima, mãe de Felipe e Camila, alunos da rede pública em São Gonçalo Foto: Rafael Andrade / O Globo
A professora Marcele Kloper (em pé, à esquerda) ao lado de Joelma de Lima, mãe de Felipe e Camila, alunos da rede pública em São Gonçalo

O aluno não aprende porque os pais não o acompanham? Para 88% dos professores do nível fundamental da rede pública no país, sim. Quase 81% também acreditam que um aluno não vai bem na escola porque não se esforça. Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo Movimento Todos Pela Educação em respostas dadas por professores da rede pública na Prova Brasil, do Inep. E levantam a questão: num sistema educacional público com má remuneração para o magistério e escolas mal equipadas, que recebem estudantes em que a própria família já tem, em geral, baixa escolaridade e frágil nível cultural, de quem é a culpa pelo mau aluno?

No Questionário do Professor da Prova Brasil de 2009, os professores receberam uma lista de possíveis causas para problemas de aprendizagem dos estudantes, para dizer com quais causas mais concordavam. Quase todos concordaram com as respostas "Falta de assistência e acompanhamento da família nos deveres de casa e pesquisas do aluno" e "Desinteresse e falta de esforço do aluno". Respostas que poderiam mostrar a responsabilidade do professor ou da escola — "Baixo salário dos professores, que gera insatisfação e desestímulo para a atividade docente" e "Escola oferece poucas oportunidades de desenvolvimento do aluno" — tiveram 30,5% e 27,4%, respectivamente. — Como a educação depende de vários setores, é esperado que um jogue a responsabilidade para o outro. Se você for perguntar para muitos pais, eles vão dizer que a escola não ensina direito. Mas, apesar de esperada essa responsabilização do outro, é preocupante que o professor coloque a culpa na família, se pensarmos que, nas escolas públicas, em diversas vezes não lidamos com crianças imersas no mundo letrado. Jogar a culpa para a família, nesses casos, é o professor falar "não consigo lutar contra isso". Nesse tipo de realidade, a função da escola pública é essa mesmo, é exercer um papel que a família e o meio em que o aluno vive não estão conseguindo cumprir. O contrário seria condenar a criança pobre a não aprender — analisa Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação.

Novas formas de participação - Se a família não consegue acompanhar a educação do aluno, diz Priscila, o papel da escola seria achar maneiras de estimular esse acompanhamento. — Não podemos partir da suposição de que a família não apoia porque não quer. Às vezes é porque não sabe mesmo, em muitos casos os pais estudaram menos do que o filho. Além disso, a escola reclama que os pais não vão às reuniões, mas as marca na terça às 9h. A classe trabalhadora trabalha na terça às 9h — destaca Priscila, para quem o baixo número de respostas de professores colocando a responsabilidade no nível salarial e no desestímulo que isso provoca também era esperado. — Seria até antiético, eles estariam admitindo que dão uma aula ruim.

Em áreas com indicadores sociais críticos, como Norte e Nordeste, a falta de acompanhamento da família às vezes tem a ver com problemas como o analfabetismo. Ramone Maria do Nascimento, do bairro de Afogados, em Recife, tem duas filhas na escola, Vanessa e Vandressa, alunas do colégio municipal Mércia Albuquerque. A mãe não sabe sequer escrever o nome todo: — Vanessa precisou de muita ajuda na escola. Pedia às colegas para ensinar, pois não sei ler.

Vanessa, de 11 anos, escreve com desenvoltura, mas não sabe pontuar. Não leu um só livro em 2011 ou este ano.

Na casa de Cássia Cristina da Silva, no mesmo bairro, são quatro os filhos na escola. Com pai pedreiro com pouco estudo e ela analfabeta, as crianças só não tiveram mais dificuldades porque os pais pagaram reforço. — Hoje um reforço aqui no bairro está entre R$ 35 e R$ 45 por aluno. A gente não pode mais — reclama Cássia, que este ano comemorou o fato de a filha Cassiana ter conseguido um colégio com tempo integral.

No Mércia Albuquerque, a diretora Maria José Moura acha que atribuir culpa aos pais ou alunos é raciocínio distorcido: — São vários fatores em comunidades como esta, com histórico de violência. A maioria dos alunos não tem pai. Outros estão com o pai preso ou envolvido com o tráfico. A comunidade não tem banheiro. Muitos alunos passavam muito tempo no banheiro, e descobri que era para aproveitarem o chuveiro, a torneira, que não têm em casa.

Mudar a forma de participação da família parece ser a saída, afirmam pesquisadores. — Nas séries iniciais, acredito que a responsabilidade maior pela educação da criança seja da escola, porque são alunos mais interessados. A partir da adolescência, o interesse da família em acompanhar ganha peso maior. Agora, é mais fácil culpar os pais, quando a leitura correta é: como a escola pode mudar para conquistar esses pais? — diz João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto. — A escola trata o pai mal, só fala mal do filho. O pai não volta a segunda vez. Quando a escola poderia, em vez disso, falar sobre o que o filho tem de bom. Se o aluno picha, como converter aquilo num trabalho com artes, por exemplo. Em vez de chamar o pai só para reuniões, chamá-lo para falar de cursos para esse pai. — A família de aluno de rede pública em geral participa pouco. O problema são as condições de participação, que afetam a qualidade dela. A escola tem de melhorá-las — afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. — Estudos mostram que o chamado efeito-família tem peso similar no aprendizado ao do efeito-escola. Mas, no Brasil, o efeito-família tem um obstáculo, a baixa escolaridade de boa parte das famílias. Aí, a escola é que tem de ser a diferença.

No bairro Jockey, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, o modo que a Escola Estadual Professora Odyssea Silveira de Siqueira encontrou para atrair a família foi, além das tradicionais reuniões de pais, chamar para palestras sobre temas como drogas e gravidez; e para comemorações como desfiles ou o aniversário da escola. No início de 2011, quando o colégio ficou sem diretor por alguns meses, pais de alunos chegaram a se reunir para ajudar na limpeza e na manutenção do espaço. — Não adianta a escola ser bilíngue se a família não mostra ao filho o valor de ter um projeto de vida. E a escola, em regiões como a nossa, precisa também educar os pais para isso — diz a professora de Ciências Marcele Kloper Balado, coordenadora do projeto Os Pais na Escola, criado há um ano no Odyssea. — Chamar o pai só para reclamar do filho não funciona. Tem de saber como chamar esse pai — acrescenta o diretor do colégio, Carlos José Pestana Moreira, destacando a melhora dos resultados da escola nas provas do Saerj em 2011, ficando acima das notas médias do estado.

Quando o filho explica o dever - Mãe de dois alunos do Odyssea, a dona de casa Joelma de Lima, que estudou até a antiga 3 série primária, diz que aprendeu a fazer o casal de filhos explicar para ela o dever de casa: — Explicaram raiz quadrada, que para mim era coisa do outro mundo, e uma coisa de ciência que gostei muito, sobre evolução do ser humano. Se deixar as criança por ela mesma, ainda mais a mais velha, não vai estudar como deveria — diz Joelma, concordando que não há pai ou mãe que goste de só ouvir falarem mal do filho. — Fico mais tranquila, porque não chamam só nesses momentos.

A resposta "Carência de infraestrutura física e pedagógica da escola" recebeu apenas 28% da concordância dos professores no levantamento da Prova Brasil. Mas, para Danilo Serafim, professor de Sociologia da rede estadual do Rio e coordenador geral do Sindicato dos Professores do Estado do Rio (Sepe), esse é um dos principais itens que demonstram que o culpado não é nem o pai nem o professor: — É o sistema educacional. As políticas educacionais, que não põem contraturno nas escolas, laboratórios... Estive numa escola de Valença recentemente, e, quando chove, o professor tem de levar os alunos para o banheiro, o único lugar onde não chove lá dentro. É claro que há diferença do aluno de uma família que participa para um que tem família ausente. Mas estou perplexo com o fato de a maioria dos professores ter respondido que a causa está nos pais. Se o professor ficar apontando dedo para a família, e a família, para o professor, os reais responsáveis só vão ficar assistindo a isso de camarote. (O Globo)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ensino de música passa a ser obrigatório em todo o país

O ensino de música nas escolas públicas e privadas de educação básica agora passa a ser obrigatório. O prazo para o cumprimento da lei nº 11.769, sancionada em agosto de 2008, que prevê a implementação do conteúdo às escolas terminou no ano passado. Por isso, a partir deste ano, esta nova disciplina deverá fazer parte da grade curricular dos alunos da educação infantil e fundamental de todo o País.

O Ministério da Educação (Mec) recomenda que o ensino da disciplina aborde noções básicas de música, cantos cívicos nacionais e sons de instrumentos de orquestra. Os alunos deverão aprender ao longo do ano cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos. Célia Brandão, do Conselho Nacional de Educação, aponta que esta disciplina ajuda no desenvolvimento da sensibilidade dos estudantes do ensino infantil e fundamental e que incentiva o aprendizado. 'A música compõe um conjunto de conhecimentos importantíssimo para a formação humana. As próprias diretrizes curriculares nacionais da educação básica já estabelecem que os currículos tenham uma dimensão nacional e uma dimensão regional específica, de acordo com o espaço em que eles estão inseridos', explica.

No entanto, não necessariamente o ensino de música poderá ser uma disciplina à parte, podendo integrar artes. A música passa a ser o único conteúdo obrigatório da disciplina, mas não de maneira exclusiva. Célia conta que esta proposta depende da organização pedagógica. 'A lei não propõe uma disciplina; ela propõe o conhecimento da área da música juntamente com a área de artes. A música é uma forma de comunicação e de despertar para a reflexão. No entanto, sozinha, ela não vai fazer isso tudo', afirma.

Com a obrigatoriedade do ensino de música, o MEC terá que lidar com outro desafio que é a formação de professores. Por lei, estão autorizados a dar aulas na educação básica apenas os professores com formação superior, que tenham cursado licenciatura em Música em universidades ou demais instituições de ensino superior. Há, porém, grande carência de profissionais capacitados com esse perfil. Segundo dados do Censo da Educação Superior (2006), o Brasil tem 42 cursos de licenciatura em Música, que oferecem 1.641 vagas. Em 2006, 327 alunos formaram-se na área no Brasil.

Clélia adianta que uma saída provisória é pensar em formas e regimes de colaboração durante o momento de transição até que se chegue a compor quadros de profissionais com a formação exigida por lei. (Amazônia)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Escritor santareno lança livro em sua terra natal

Alexandre, o talentoso escritor santareno

O santareno Alexandre Augusto Silva, 27 anos, residente em Manaus (AM) teve a gentileza de comunicar a este blog que, no dia 20 do mês de janeiro p.passado, fez o lançamento do seu primeiro livro de contos, cujo título é "Além do Azul". O lançamento ocorreu no Museu João Fona, em Santarém.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Marabá terá curso de Medicina

Em agosto de 2013, começam as aulas da primeira turma de Medicina de Marabá pela Universidade Federal do Pará (Uepa). A informação foi dada na manhã de ontem em momento solene, antes da Aula Magna (recepção dos calouros da instituição), reunindo autoridades do Estado e do município de Marabá e região. O curso de Medicina é um dos que farão parte do Polo de Saúde do campus de Marabá, já que depois também serão implantados os cursos de Enfermagem e Educação Física.

A solenidade foi para assinar o documento de doação do terreno (de 1.600m²) anexo ao campus da Uepa para construção do polo. A prefeitura de Marabá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, foi quem doou a área para que as obras sejam realizadas entre maio deste ano e abril do ano que vem, segundo o secretário estadual de Educação, Nilson Pinto.

“R$ 20 milhões já estão em nosso poder para implantar o curso em Marabá e fazer outras implementações no campus. Depois desse período de obras, que acaba em abril de 2013, inicia-se a fase de equipar a estrutura necessária ao curso. Paralelo ao período de construção será ofertada especialização aos interessados a se candidatar ao quadro de docentes do curso, mas no fim deste ano já terá vestibular para Medicina e os alunos começam a estudar em agosto do ano que vem”, garante o secretário.

A reitora da Uepa, Marília Brasil Xavier, destacou que a presença da universidade é um importante fator para o crescimento e que, assim como em Santarém (onde foi implantado o primeiro curso de Medicina no interior do Estado), esse é um importante passo para a região. “É um grande prazer fazer parte desse momento de realização de um sonho não só da Uepa, mas também da população regional, e temos consciência de que sem educação não há desenvolvimento endógeno de um povo”, observou Marília, anunciando ainda a reforma do prédio que já existe no campus, implantação de laboratórios, construção de um ginásio poliesportivo e de uma piscina semiolímpica.

O prefeito de Marabá, Maurino Magalhães, ressaltou que não mediu esforços para viabilizar a doação do terreno e que a prefeitura continua à disposição para ajudar em outras necessidades em torno da implantação do curso e também para firmar outras parcerias. Ele também aproveitou a oportunidade para agradecer à Uepa por ter cedido o professor Ney Calandrini, que faz parte do quadro docente da instituição, para que o mesmo pudesse assumir a Secretaria de Educação de Marabá.

Por sua vez, Calandrini elogiou a iniciativa do prefeito marabaense em repassar uma grande área que permitirá a ampliação da Uepa. O secretário lembrou que o retorno dos cursos da área de saúde para o município sempre foi um desejo seu, desde a época em que coordenava a universidade. “Marabá ganha não só na área da educação, mas também com a formação de novos profissionais para o setor da saúde, que ainda é muito carente”.

O campus de Marabá foi criado há 18 anos e conta, até agora, com sete cursos de graduação regulares, que são: Engenharia de Produção, Engenharia de Alimentos, Tecnologia Agroindustrial (Hablitações em Alimento e Madeira), Licenciatura em Matemática, Licenciatura em Química e Biomedicina, com a primeira turma iniciando em agosto de 2012.

Pelo Plano de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), executado em parceria com o Ministério de Educação (MEC), são ofertados os cursos de Educação Física, Pedagogia, Licenciatura em Biologia, Licenciatura em Letras e Licenciatura em Geografia.
(DOL)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Obidense na A.P.L.I.

No mês passado, por unanimidade de votos, Célio Simões de Souza, ilustre obidense, foi eleito para integrar a Academia Paraense Literária Interiorana (A.P.L.I). Na mesma ocasião, foram também eleitos: Bernardino Santos, Ednaldo Tocantins Lobato, Anne Veloso Monteiro e Aurino Quirino (Pinduca)
Registre-se que, Célio, de conformidade com o principal objetivo da A.P.L.I, ou seja, a valorização da arte, da literatura e da música dos municípios do interior paraense, fundou, em abril de 2009, a Academia Artística e Literária de Óbidos (A.A.L.O), da qual ainda é presidente.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Professores do ensino médio serão os primeiros a usar o tablet nas escolas públicas

O uso de tablet na rede pública de ensino vai começar pelos professores do ensino médio. A partir do segundo semestre, o Ministério da Educação (MEC) deve iniciar a distribuição dos equipamentos para 598.402 docentes.

Os primeiros da lista são os professores de escolas que já têm internet em alta velocidade (banda larga), que somam 58.700 unidades. A ideia é o computador portátil chegar a 62.230 escolas públicas urbanas.

Para o MEC, o programa tem mais chances de sucesso se o professor dominar o equipamento e o seu uso, antes de chegar ao aluno. “A inclusão digital tem que começar pelo professor. Se ele não avançar, dificilmente a pedagogia vai avançar”, disse o ministro Aloizio Mercadante.
Cursos de capacitação presencial e à distância vão ser oferecidos ao professor, assim que o aparelho começar a ser distribuído.

Com o tablet, o professor poderá preparar as aulas, acessar a internet e consultar conteúdos disponíveis no equipamento - revistas pedagógicas, 60 livros de educadores, principais jornais do país e aulas de física, matemática, biologia e química da Khan Academy, organização não governamental que distribui aulas on-line usadas em todo o mundo.

As aulas preparadas no tablet, segundo o ministro, serão apresentadas por meio da lousa digital, espécie de retroprojetor combinado com computador, que muitas escolas já usam desde o ano passado. No decorrer de 2011, foram entregues 78 mil desses equipamentos.

Para o ministro, a tecnologia do tablet, em que os comandos podem ser acionados por meio de toques na tela, é mais “amigável” para leitura e acesso à internet em comparação a outros computadores.

Com a novidade, Mercadante espera também tornar a sala de aula mais atrativa para os adolescentes. “O ensino médio é o grande nó da educação. Os indicadores não são bons e a evasão escolar é alta. A escola não está atrativa para o jovem. Esses equipamentos fazem parte do esforço para melhorar o ensino médio”, diz.

Para levar o tablet à sala de aula, o MEC irá desembolsar de R$ 150 milhões a R$ 180 milhões para comprar até 600 mil unidades este ano. Em dezembro passado, o ministério abriu licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos de fabricação nacional, de 7 e 10 polegadas, com câmera, microfone e bateria de seis horas de duração.

O governo pagará quase R$ 300 pelo tablet de 7 polegadas e aproximadamente R$ 470, pelo de 10 polegadas. No mercado, conforme o ministério, o equipamento de 7 polegadas custa cerca de R$ 800.

Apesar do processo de compra ter sido iniciado no ano passado, Mercadante destaca o programa como uma de suas primeiras ações no comando do ministério. “Esse programa foi desenhado nesse período que estou aqui”, disse, explicando que a gestão do antecessor, Fernando Haddad, lançou o edital de compra para atender pedidos de estados e municípios.

As empresas Digibrás e a Positivo venceram a licitação. O contrato deve ser fechado somente em abril, após o Inmetro avaliar se os produtos atendem às exigências do edital.

Depois de distribuir para os professores do ensino médio, o ministro quer entregar os aparelhos para os docentes do ensino fundamental. Ainda não há previsão sobre quando os alunos receberão o equipamento.

Apesar da chegada do tablet nas escolas, Mercadante garante que isso não significa o fim do Programa Um Computador por Aluno (UCA), que distribui laptop aos estudantes. (Fonte: Agência Brasil