Três pessoas foram presas acusadas de participação em um esquema de fraude em documentos para expedição de alvará de soltura a presos do sistema penal do Pará. Ronaldo Santos da Silva, Maria Clara Lobato da Silva e Sandro Cunha Macedo foram detidos por policiais da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), ontem de manhã, no centro de Belém. Os policiais civis cumpriam mandado de busca e apreensão nas residências dos acusados, onde foram apreendidos um notebook e vários documentos que comprovam a fraude. Rosalina Lobato da Silva, mãe de Maria Clara e suspeita de participar do esquema, continua foragida.
Segundo informações policiais, o grupo entrava em contato com familiares de presos do sistema penal do Estado e prometiam a liberação dos detentos por meio de alvarás de soltura. "O Ronaldo e a esposa dele, Maria Clara, ligavam para as famílias dos presos e negociavam a expedição de alvarás de soltura, que eram cobrados em valores a partir de R$ 10 mil", disse o delegado Rogério Moraes, da Dioe. "O problema é que esses documentos eram falsos, tanto que eles conseguiram expedir um alvará falso em nome de um juiz de Araguaína, no Tocantins. Investigamos a situação e comprovamos que o alvará era falso. Nenhum preso chegou a ser solto durante o esquema, mas conseguimos um comprovante de um depósito efetuado pela esposa de um dos presos e que comprova o pagamento de valores ao grupo", explicou o delegado.
Ainda segundo ele, as informações de familiares dos internos eram fornecidas ao casal por intermédio de Sandro Macedo, gerente do Núcleo de Execução Criminal (Nec) da Superintendência do Sistema Penal do Pará. "Eles tinham acesso a informações privilegiadas da situação dos detentos por que o Sandro repassava tudo de dentro da Susipe. O esquema era completo com a participação da Rosalina, que trabalhava na Vara de Execuções Penais e facilitava a liberação dos documentos falsos. Ela ainda não foi localizada, mas já foi afastada de suas funções na Vara de Execuções. Agora a situação será repassada à justiça, que dará continuidade ao caso", explicou Moraes.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Superintendência do Sistema Penal do Pará (Susipe), mas, segundo informou a assessoria, a instituição ainda não iria se pronunciar sobre o caso. (No Amazônia)
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