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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Belém sediará o Encontro das Cidades Criativas da Unesco

A capital paraense vai sediar, de 7 a 11 de novembro, o Encontro das Cidades Criativas da Unesco, evento internacional que, pela primeira vez, será realizado no continente americano. Os sabores regionais são o centro da programação, que trará à capital do Pará chefs de diversas regiões do mundo para conhecer a tradição gastronômica e cultural local.

Com uma das culinárias mais autênticas do planeta, ao aliar a influência portuguesa à indígena e africana, Belém traz no paladar ingredientes da exuberante floresta amazônica e vê sua identidade e história conectadas diretamente a essa profusão de sabores: ervas, jambu, tucupi, peixe, açaí, cupuaçu, camarão, bacuri, castanha e pimentas de cheiro.

Estratégias para potencializar negócios e a sustentabilidade no setor da culinária na região são o foco do encontro, o primeiro grande evento que será realizado após Belém ter conquistado o título mundial de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, em 2015, concedido a apenas 18 localidades em todo o mundo.

Para o encontro realizado em Belém, já está confirmada a participação de 16 representantes da Unesco vindos da China, Líbano, Colômbia, Estados Unidos, Suécia, México, Coréia do Sul, Irã, Itália, Espanha e Turquia.

“Fazer parte da Rede das Cidades Criativas da Unesco integra Belém a uma comunidade internacional em uma promissora e intensa troca de conhecimento, experiências e de negócios”, destaca João Cláudio Klautau, coordenador do Comitê Cidades Criativas da Unesco.

Valorização do Pará
O encontro busca impulsionar toda a cadeia produtiva do setor gastronômico, desde os pequenos produtores de insumos orgânicos, as indústrias processadoras e exportadoras de alimentos, passando por toda a logística envolvida nessa dinâmica, até chegar às mesas de bares, restaurantes e hotéis.

“Um evento desta grandiosidade e inédito nas Américas coloca Belém na vitrine do mundo. Reunir especialistas internacionais aqui para pensar caminhos de estimular o setor da culinária fortalece o setor, atrai turismo e estimula a qualificação do mercado, para que a gente produza com mais qualidade, atenda ainda melhor e compreenda nossos pontos fortes no mercado estrangeiro”, pontua Klautau.

Neste sentido, o encontro propôs a criação de uma ampla rede de chefs paraenses que irão participar do Circuito Gastronômico Cidade Criativa da Gastronomia. Mais de 30 restaurantes de Belém irão oferecer pratos exclusivos, criados para o evento, que valorizam ingredientes locais.

Programação

Realizada pela Prefeitura de Belém com apoio do Governo do Estado, a imersão culinária e cultural contempla uma diversificada programação, que levará a comitiva da Unesco para conhecer a produção ribeirinha de alimentos, apresentará a pluralidade de cheiros e sabores do Ver-o-Peso, a cultura indígena e a riqueza musical do Pará.

A abertura do Encontro das Cidades Criativas da Unesco será realizada no Palácio Antônio Lemos no dia 7 de novembro, com show de Dona Onete e apresentação da Banda da Guarda, com repertório do Maestro Waldemar Henrique.

No dia 8, a comitiva visita a ilha do Combu, onde conhecerá a cadeira produtiva da mandioca e do cacau. No Ver-o-Rio, povos indígenas apresentam sua cultura com danças, artesanato e pintura. Aberta ao público, a noite segue ainda com show de carimbó e escola de samba.

Dia 9 haverá o “Workshop Biodiversidade: Diálogos com a gastronomia”, no Pólo Joalheiro. Em seguida, será realizado um dos momentos altos da programação, o “Desafio ao vivo de chefs – Cooking Show”, que reunirá chefs internacionais da comitiva da Unesco a chefs paraenses e outros convidados de diversas regiões do Brasil. Os chefs visitantes terão que cozinhar usando ingredientes típicos do Pará e de outras regiões do mundo, criando, ao vivo, pratos inusitados e inéditos.

No dia 10 a comitiva conhecerá o maior mercado a céu aberto da América Latina. A programação no Ver-o-Peso promoverá ainda um intercâmbio dos chefs com as boieiras da feira. A cantora Fafá de Belém encerra a noite com show aberto ao público no Portal da Amazônia, com carimbó e guitarrada

No último dia do Encontro, 11, o grupo visitará as ruínas do Murucutum e o Festival Fartura, que reúne produtores, mercados e chefs para provar novas receitas e também pratos típicos de diversas cidades do Brasil.
(Com informações do G1Pará)

2 comentários:

  1. Tenho certeza de que nós – Belém – poderíamos viver apenas às custas do turismo.
    Procure-se uma cabeça que entenda disso.
    Infelizmente a cabeça dos nossos políticos locais é muito pequena pra entender a riqueza turística que está à nossa disposição.

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  2. Que saudade de Antônio Lemos.

    Antonio Lemos foi eleito para a intendência (prefeitura) da capital do Estado em 1897, tendo administrado a cidade de Belém por cerca de 14 anos.

    Para uma pálida idéia do que era Belém, veja-se o que disse o próprio Lemos na oportunidade de comentar os primeiros 5 anos de seu Governo:

    “... as ruas todas, ainda mais as centrais, ofereciam repugnante aspecto, e não era isto o mais próprio para estimular o zelo de uma parte da população que não compreende bem o seu dever de colaborar com o poder publico para o asseio geral” (Relatório de Intendência. Belém: A.A. Silva, 1897-
    1902)

    Exercendo as suas inteligência e determinação, o seu o poder de assimilação e a sua capacidade de “ver” além do hoje, Lemos procurou materializar em Belém aquilo que teve oportunidade de vivenciar no “mundo moderno” daquela ocasião, diga-se Europa, e que era ou totalmente desconhecido ou fôra ignorado por seus antecessores.

    Sob a sua administração, cercado de profissionais entre os quais alguns com pós graduação no velho mundo, promoveu em Belém um salto monumental na direção da modernidade, em meio a lutas políticas que exaltavam o seu principal adversário, Lauro Sodré.

    Veja-se o emblemático espanto demonstrado pelo escritor Euclides da Cunha, ao descrever o cenário que encontrou na passagem por Belém em 1904:

    “Nunca São Paulo e Rio de Janeiro terão as suas avenidas monumentais, largas de 40 metros e sombreadas de filas sucessivas de árvores enormes. Não se imagina no resto do Brasil o que é a cidade de Belém, com os seus edifícios desmesurados, as suas praças incomparáveis e com a sua gente de hábitos europeus, cavalheira e generosa. Foi a maior surpresa de toda a viagem”. (Enfoque Amazonico)

    Infelizmente, Lemos acabou se deixando enredar pelo lixo da politicalha e, em meio a essa lixarada teve de renunciar à “prefeitura” diante da grande revolta popular que se espalhou pela cidade, quando “inventou” que todos deveriam colocar o seu próprio lixo em ... caixas de lixo.

    Fazer o que !!!

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