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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Jornal O Estado de São Paulo indica o Marajó como passeio imperdível

No Pará
Belém se firmou como polo de gastronomia no Brasil. Fora da região metropolitana, a Ilha de Marajó, na pequena cidade de Salvaterra, a três horas de barco de Belém, é um canto peculiar da Amazônia. É a maior ilha do Brasil, com 40 mil km², no tríplice encontro dos rios Amazonas e Tocantins com o Oceano Atlântico. Na Praia do Goiabal, você pode deitar à beira-mar, montar na garupa de búfalos, navegar de canoa em rios e riachos ou mesmo observar tucanos, saguis, pica-paus e guarás, pássaro vermelho da região. Não deixe de provar o açaí in natura, sem açúcar, consumido com farinha de tapioca e peixe seco. Ah, a época menos molhada para visitar o Pará é entre julho e setembro (anote bem essa informação!). O roteiro completo você confere nesta reportagem, premiada pela Secretaria de Turismo do Pará.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Entenda o que muda na emissão dos vistos americanos para brasileiros

O mesmo decreto que baniu viagens de cidadãos de sete países com maioria mulçumana para os Estados Unidos, assinado pelo presidente Donald Trump, endureceu as regras para a emissão de vistos para brasileiros. No entanto, segundo o presidente da Associação das Agências de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF), Carlos Vieira, as mudanças não foram muitas e atingem só dois pontos. 

A primeira alteração diz respeito à exigência de entrevista para quem vai renovar o visto. Antes, era dispensado da entrevista quem desse entrada na renovação até 48 meses após o vencimento da licença. Esse prazo, agora, diminuiu para 12 meses. Ou seja, quem estiver com o visto vencido há mais de um ano, precisará passar por nova entrevista na hora de renová-lo.

A outra mudança é que, a partir de agora, somente quem tem menos de 14 ou mais de 79 anos está dispensado da entrevista (mesmo quando solicita o visto pela primeira vez). Antes, a dispensa valia para adolescentes de 14 e 15 anos e idosos acima de 66 anos, que não precisavam realizar a entrevista no consulado.

A regra foi publicada na sexta-feira (27/1) e colocada em prática nesta segunda-feira (30/1) pelo Consulado Americano Brasileiro. De acordo com Donald Trump, as medidas foram tomadas para proteger os americanos de ameaças estrangeiras. “Os Estados Unidos devem garantir que as pessoas admitidas neste país não tenham atitudes hostis contra ele e seus princípios fundadores”, diz o texto do decreto. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Lava Jato: Turismo

A Operação Lava Jato está tentando limpar o país da corrupção, mas também pode ajudar no crescimento do país, pelo menos no turismo do Paraná. Lá existe uma agência de viagem que vende pacotes que mostrar os pontos onde a operação atua, como à Procuradoria-Geral da República, Complexo Médico Penal, onde os investigados estão presos, mas os pontos alvos são onde o juiz federal Sérgio Moro fica, como a sede da Justiça Federal e até a Universidade Federal do Paraná, onde Mora dá aulas. O passeio dura cinco horas e custa R$ 375.

Decreto de Trump dificulta visto para brasileiros

O decreto sobre imigração anunciado pelos EUA afetou também o visto americano para brasileiros. A ordem executiva firmada pelo presidente Donald Trump prevê, entre outras medidas, o fim de todos os tratados de isenção de entrevistas para a requisição de vistos estabelecidos com governos estrangeiros.

Com o Brasil, era mantido um acordo do tipo que dizia que os solicitantes com até 15 anos ou com idade igual ou superior a 66 anos poderiam se qualificar para a isenção da entrevista. As isenções para brasileiros foram determinadas pelo ex-presidente Barack Obama há cerca de dois anos.

Agora, a possibilidade de concessão de visto mais rápida, sem a necessidade de entrevista, valerá apenas para menores de 14 e maiores de 79 anos, de acordo com um porta-voz do Consulado dos EUA em São Paulo.

A regra vale para quem solicita o visto para turismo ou negócios e nunca teve um visto negado. Havia ontem relatos de brasileiros com esse perfil que foram orientados a fazer entrevistas que antes eram desnecessárias. As entrevistas de visto são feitas exclusivamente nos consulados americanos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

Também mantiveram a isenção de entrevistas solicitantes que anteriormente tinham um visto na mesma categoria, mas que expirou menos de 12 meses antes do novo pedido, além de brasileiros que solicitarem vistos diplomáticos e oficiais de governos estrangeiros e organizações internacionais.

Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o decreto assinado na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos que dificulta a emissão de vistos para turistas do Brasil. De acordo com a assessoria do Itamaraty, esse é um tipo de decisão que não envolve comunicação entre os governos.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Leitorado: Falta divulgação

De Celso M.T, santareno, residente no bairro do Jurunas, em Belém.
"Desde o início deste mês de janeiro, em jornais, rádios e televisões de Belém, fartamente é divulgada a programação, meios de transporte, opções e preços de hospedagem para o carnaval no interior paraense, como Mosqueiro, Salinas, Marudá, Salvaterra, Soure, Breves, Cametá e Bragança, o que sem dúvida alguma motiva as pessoas que gostam da folia a se deslocarem de Belém para essas localidades. Sobre o carnaval em Santarém, Óbidos e outras cidades do Oeste do Pará, nada é dito ou mostrado. De quem é a culpa? Claro que é da secretaria de turismo, da secretaria de cultura ou de qualquer outro órgão do poder público municipal responsável pela promoção desse e de outros eventos capazes de gerar emprego e renda. É uma pena! Espera-se que com a mudança de prefeitos ocorrida recentemente, isto seja corrigido."

sábado, 5 de novembro de 2016

Empresa deixa de operar linha entre Belém e o Marajó

OrmNews
A empresa Tapajós Expresso Hidroviário não vai mais operar as linhas com destino ao arquipélago do Marajó, compreendido pelos municípios de Breves, Ponta de Pedras, Salvaterra e Soure. Por meio de uma nota publicada em seu site oficial (viacaotapajos.com.br), a empresa afirma que as características de navegação, nesta época do ano, prejudicam a manutenção das embarcações e colocariam em risco a qualidade do serviço prestado. No entanto, a empresa não esclarece se o serviço será retomado quando as “características de navegação” forem favoráveis.

A Tapajós informa ainda que os clientes que compraram passagens antecipadas terão seu dinheiro devolvido. Para isso, é necessário que o cliente dirija-se até as hidroviárias da Tapajós Expresso, com as passagens em mãos, para solicitar o reembolso.

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) afirma que foi a própria empresa Expresso Tapajós, que opera os trechos Belém-Soure-Belém e também o de Belém-Ponta de Pedras-Belém, que solicitou a suspensão dos serviços por ela prestados. Para a próxima semana, haverá uma reunião entre os representantes da empresa, Setran e Arcon para tentar soluções para o problema. Ainda não foram fechadas, nem data, local ou horário da reunião.

A linha operava com uma lancha rápida (catamarã), que fazia o trajeto Belém-Soure em apenas duas horas. Apesar do preço mais alto da passagem, tratava-se de uma viagem bem mais confortável do que as quatro horas necessárias para fazer o mesmo trecho de navio, já que, de barco, o passageiro desce no porto de Camará e precisa seguir viagem de van ou carro até a balsa que atravessa de Salvaterra para Soure.
Atualização às 09h17 
Na edição de hoje do jornal O Liberal é comunicado que, a partir da próxima quinta-feira (10), a lancha rápida voltará a operar, mas apenas no horário da manhã: sai de Belém às 8h e retorna de Soure às 11h. A mudança é justificada devido à maré.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Turismo: Voo na rota Belém-Soure, no Marajó

O Governo do Estado lançou ontem (3), o voo para Soure, na Ilha do Marajó. A iniciativa faz parte do programa 'Voe Pará', uma das medidas do programa Pará 2030, anunciado pelo governador Simão Jatene em junho. 
 
Os voos na rota Belém-Soure sairão do hangar nas segundas e sextas-feiras, às 11 horas, com chegada às 11:20. No retorno, a decolagem será às 11:40, com pouso às 12 horas. O preço da passagem é R$ 165.

Uma das companhias aéreas participantes do programa Voe Pará é a TWO, empresa responsável por essa linha Belém-Soure. Ela também vai operar voos para os municípios de Breves (às terças e quintas-feiras) e Paragominas (às quartas-feiras).

Além da TWO, mais três empresas de aviação estão credenciadas a receber o incentivo fiscal por parte do Governo, com a desoneração de uma parcela significativa do combustível da aviação que é trabalhada através da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefa), com o acompanhamento dos planos de trabalho através da Setur.

Os voos para Soure, Breves e Paragominas serão realizados no Cessna Grand Caravan, uma econômica, robusta e segura aeronave monomotor turboélice, com capacidade para nove pessoas. O voo inaugural para Breves acontecerá nesta terça-feira (4), e o para Paragominas, na quarta-feira (5).

As vendas estão sendo realizadas através do site adm@bonnaviagens.com.br ou pelos fones (91) 32466691, 32469301 e 30863964.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lisboa é a nova Miami dos brasileiros

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Lisboa é a nova Miami, pelo menos para os brasileiros de classe média alta. Explicação: é que no segundo trimestre de 2016, nada menos que 10% das compras de imóveis em Portugal feitas por estrangeiros foram realizadas por cidadãos do Brasil, que só ficam atrás dos franceses (25%) e ingleses (19%) na procura por casas e apartamentos por lá. Suíços (8%) e chineses (7%) também aparecem entre os maiores compradores de imóveis na terrinha.

Os dados são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, conhecida pela sigla APEMIP. Entre os brasileiros, a capital portuguesa é a cidade mais buscada, enquanto os ingleses preferem o Algarve e os franceses, Porto. Vale lembrar que Portugal concede vistos de residência por até cinco anos para estrangeiros que adquirem imóveis em transações a partir de € 500 mil (R$ 1,86 milhão), soma que pode ser financiada por até 30 anos, o que explica a alta demanda do setor imobiliário do país entre os não europeus.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Lancha rápida entre Belém e Porto de Camará

Ontem (12), começou a operar uma lancha rápida que fará viagens entre o Terminal Hidroviário de Belém e o Porto Camará, localizado no município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó. A lancha tem capacidade para 136 passageiros sentados.

A lancha, que pertence à empresa Rodofluvial Banav Ltda, irá operar de domingo a domingo, em dois horários, com saída às 7 h do Porto Camará e chegada prevista para 8h15 no Terminal Hidroviário de Belém. O outro horário é de retorno ao Marajó, com saída às 15 h e chegada prevista em Camará às 16h15, com o preço da passagem a R$ 35,00.

Mais informações sobre a viagem podem ser obtidas pelo telefone (91) 3269-4494 ou pelo e-mail contato@banav.com.br

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O que você precisa saber para ir a Alter do Chão

Por Ricardo Freire - Coluna Viagem - Estadão
Alter do Chão, o balneário a 30 km de Santarém, no Pará, precisou encabeçar uma lista das 10 praias mais bonitas do Brasil no jornal inglês The Guardian para entrar no mapa de desejos de viagem de muitos brasileiros. Aproveitando uma ida ao Festival de Parintins, dei um pulinho em Alter do Chão para atualizar meus registros. A foto, abaixo, mostra a Ponta do Pindobal, um dos lugares para curtir o Rio Tapajós em Alter do Chão.
Vale a pena ir em julho? Normalmente, em julho as águas do Rio Tapajós ainda estão muito altas e a Ilha do Amor – o banco de areia em frente à vila que aparece durante os meses da vazante – pode estar submersa. Este ano, no entanto, a falta de chuvas não chegou a cobrir totalmente a ilha, e pelo menos metade das barracas já está funcionando. Há outras faixas de areia descobertas ao longo do Tapajós – incluindo a Ponta do Pindobal, uma das mais procuradas, que está a meia hora de lancha da vila. Em anos de chuva regular, as praias do Tapajós aparecem em agosto e podem ser curtidas até janeiro, quando começa a chover de novo. 

Como se chega? A rota mais curta para quem sai do Sudeste ou do Sul é via Brasília, de onde a Latam voa direto a Santarém em 2h30. A rota mais comum é via Belém (1h10 de voo). A viagem também pode ser estendida a Manaus (1h20 de voo). No aeroporto de Santarém, a cooperativa de taxistas cobra R$ 120 até Alter do Chão, mas você pode baixar esse valor para R$ 90 se combinar um transfer com sua pousada. Para quem quer chegar de maneira roots, Santarém está a 36 horas de barco de Belém e 48 horas de Manaus.

Onde se hospedar? Nem a badalação dos últimos anos conseguiu ‘gourmetizar’ a hospedagem. A luz branca impera. O hotel mais estruturado ainda é o Belo Alter, numa praia privativa no Lago Verde, com piscina e bom restaurante. A pousada mais charmosa é a do Tapajós, que tem quartos privativos e coletivos. A três quadras da beira-rio, a pousada Sombra do Cajueiro tem um quintal irresistível. 

Quanto custa passear? Os roteiros dos passeios de lancha combinam praias do Tapajós com alguma experiência de floresta – pode ser um passeio por igapós ou uma visita a uma das comunidades da Flona, a Floresta Nacional do Tapajós. Nas agências, os passeios em grupo custam a partir de R$ 100 por pessoa, dependendo do número de passageiros; informe-se sobre quais saídas estão programadas para a sua estada. Você também pode combinar os passeios diretamente com os barqueiros, na orla. Uma lancha inteira pode ser negociada entre R$ 250 (na baixa temporada) e R$ 600 (na altíssima temporada).

terça-feira, 29 de março de 2016

Marajó, agora mais perto, mais rápido

 
Praia do Pesqueiro - Soure
Por Ricardo Freire - Estadão/VIAGEM
Até pouco tempo atrás, a única opção para visitar a Ilha de Marajó era o barco lento (ou “navio”, como chamam os paraenses), que leva três horas até o porto de Camará. De lá, a viagem continua por mais 20 minutos em van até Salvaterra, onde os passageiros com destino a Soure ainda precisam atravessar o Rio Paracauari, de balsa ou ‘rabeta’ (o barquinho local). No total, são quase 4 horas de viagem de Belém a Soure. Desde o fim do ano passado, porém, um catamarã reduziu o tempo de percurso pela metade: em 2 horas você vai do reformado Terminal Hidroviário de Belém ao centro de Soure. A passagem custa R$ 50 e pode ser comprada em tapajosexpresso.com.br. O catamarã sai diariamente de Belém às 8 horas e volta de Soure às 14h45.

Soure ou Salvaterra? As duas principais cidadezinhas da ilha têm usos distintos. Para o visitante de outro Estado, Soure se apresenta como a melhor escolha: é mais pitoresca, e está mais próxima dos principais passeios. Salvaterra funciona mais como um balneário para os paraenses – e é o ponto de partida para passeios de carro às ruínas jesuíticas de Joanes (20 km) e ao Museu Marajoara de Cachoeira do Ariri (70 km).

Quando ir? A estação seca começa em julho e vai até dezembro. O ideal é ir no começo do verão amazônico, entre julho e agosto, quando os campos das fazendas de búfalos ainda estarão inundados, mas a chuva não atrapalha seus passeios.

Onde ficar? Em Soure, a pousada O Canto do Francês tem acomodações básicas e preços amigáveis (R$ 160 o casal). A Casarão da Amazônia tem piscina e ganhou recentemente um banho de loja (diárias de R$ 150 a R$ 350).

O que fazer? Ficando duas noites na ilha, é possível fazer os dois passeios essenciais, à Fazenda São Jerônimo (um circuito completo de campo, mangue e praia, que inclui um trecho montado em búfalo) e à Fazenda Bom Jesus (o mais bonito campo de búfalos, culminando com revoada de guarás ao entardecer), e ainda dar um pulinho na Praia do Pesqueiro. Com mais dias, dá para aproveitar mais a praia e fazer os passeios dos lados de Salvaterra. O Viagem esteve lá no ano passado; veja a reportagem em bit.ly/ilhademarajo.

O que comer? Não saia da ilha sem comer o filé de búfalo com queijo do Marajó (experimente no restaurante da Nalva) e provar o turu, um molusco que vive na madeira e rende um delicioso caldo no tucupi (prove no Solar do Bola) e um belo espaguete com turu (no Casarão da Amazônia). Mototáxis levam da sua pousada a qualquer restaurante por R$ 5.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Projeto de lei no Congresso Nacional quer tornar Parintins a capital nacional do Boi-Bumbá

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), do Senado Federal, aprovou nesta terça-feira (1º), em caráter terminativo, o Projeto de Lei do Senado 539/2015, que confere ao município de Parintins, no Amazonas, o título de Capital Nacional do Boi Bumbá. De autoria do Senador Omar Aziz (PSD-AM), o projeto vai contribuir tanto economicamente quanto na área do turismo para incentivar o Festival Folclórico de Parintins.

“Tal iniciativa, além de reconhecer a importância e o significado do evento para o Município de Parintins, também homenageia os artistas, os profissionais e o povo da região que mantêm vivos o folclore, a tradição e a cultura da região amazônica”, explicou Omar Aziz.

Com a aprovação da matéria em caráter terminativo no Senado, o projeto deve seguir diretamente à análise da Câmara dos Deputados.

Parintins ganha visibilidade
Para o presidente da Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso, Joilto Azêdo, o projeto poderá ajudar o município a atrair mais investimentos. “É de grande importância a aprovação deste projeto. Parintins tem uma marca muito forte em todo o Brasil devido a nossa cultura e, com esse reconhecimento, nossa festa terá ainda mais sucesso, principalmente no campo econômico. Nossa cidade tem na festa do boi-bumbá um dos mais importantes meios para a entrada de recursos”, destacou o dirigente.

Já o presidente da Associação Folclórica do Boi Bumbá Garantido, Adelson Albuquerque, a iniciativa de tornar o município de Parintins a capital nacional do Boi Bumbá é totalmente positiva. “Sabemos que os bois de Parintins são considerados a maior expressão folclórica do Estado. Então é justo que Parintins receba esse título que já tem de fato e agora também terá de direito.

O Festival Folclórico de Parintins é o maior espetáculo de ópera a céu aberto da América Latina e o maior de folclore no mundo. Durante o festival é representada uma rivalidade quase centenária entre o Boi Garantido e o Boi Caprichoso, que encenavam nas ruas de Parintins o folclore do boi-bumbá, uma variação do bumba-meu-boi nordestino.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Visite a bela cidade de Santarém/Pará
 
 
 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Búfalos, mar e rios e o sabor do açaí

No Pará, um roteiro pela Ilha de Marajó
O centro da cidade de Soure, onde as bicicletas rivalizam com os búfalos como meio de transporte
Para os mais corajosos, há a opção de atravessar o braço do rio que corta a fazenda São Jerônimo no lombo do búfalo.
Por Diego Moura/Estadão - O Estado de S. Paulo
O sol já ia alto quando nos preparávamos para desembarcar na Ilha de Marajó, na pequena cidade de Salvaterra. À primeira vista, um lugar inóspito. Do barco, vê-se apenas um porto de atracação de cimento cercado por um lamaçal. Ali perto, um porco se divertia tranquilo no chiqueiro, sob a sombra de uma palafita.

À segunda vista, a Ilha de Marajó é incrível: o calor amazônico grudento – mais 500 quilômetros para cima e chegamos à linha do Equador –, os búfalos que pastam nas esquinas das ruas poeirentas, o culto ao açaí in natura, consumido sem açúcar, granola ou banana, mas com farinha de tapioca e fatias de peixe seco, o povo atencioso, tudo embebido pelo cheiro da maresia.

É uma terra envolta em sensações. Suas atrações compõem um roteiro para além do turismo de massa, do tipo que entope estradas no feriado prolongado. É preciso experimentar, descalçar os sapatos de concreto das grandes cidades e vestir a bota do vaqueiro, para encarar os 40 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica da maior ilha do Brasil e maior ilha fluviomarítima do mundo, ali, no tríplice encontro do desemboque dos rios Amazonas e Tocantins com o Oceano Atlântico.

São pouco mais de três horas de barco, partindo de Belém, até Salvaterra. A embarcação zarpa da capital paraense duas vezes por dia: às 6h30 e às 15 horas, de segunda a sábado, e às 15 horas no domingo – normalmente, a volta mantém os horários. No entanto, por via das dúvidas, sempre cheque antes. Em geral, as passagens já estão inclusas no pacote contratado, mas é bom saber que dá pra atravessar a Baía de Marajó no assento comum – de plástico duro e sem ar condicionado, R$ 35 – ou com mais conforto na “área vip” (R$ 45), que tem poltrona estofada reclinável, ar condicionado e televisão.

Esse é um ponto importante, aliás. Dá pra ser aventureiro e criar seu próprio roteiro sem agências? Dá. O site Tour Pará, da Secretaria de Turismo do Estado, indica as cidades e o que fazer nelas em termos de passeios, onde se hospedar e onde comer. Entretanto, também é apresentada uma lista com 15 agências de viagem que oferecem pacotes abertos e fechados. A velha história: contratar uma agência elimina uma porção de eventuais problemas logísticos, especialmente se seu roteiro vai além da dobradinha Belém-Marajó (há pacotes a partir de R$ 1.500, sem passagens aéreas). Vai da escolha de cada um.

Desembarcamos em Salvaterra. Até Soure temos meia hora de ônibus, com uma pequena travessia de balsa. Vamos lá?

5 dicas importantes:
1.Arraia à vista
Em Soure, quando a maré “vaza” há perigo de arraias nas praias. Informe-se sempre com seu guia ou com o pessoal local sobre o melhor horário para o banho.
2.Luz e escuridão
Durante os três dias que passei em Soure, foram cerca de dez quedas de energia – você pode ficar órfão do ar condicionado em alguns momentos.
3. Banho de água fria
Há pousadas – como a Maruanases, em que me hospedei – que não têm chuveiro elétrico. Se você não gosta de água fria, lembre de perguntar antes de fechar o pacote.
4. Celular e cartão
Em muitos lugares o celular não funciona (os moradores dizem que a Vivo tem uma cobertura melhor). O cartão de crédito não é aceito em muitos endereços de Soure; leve dinheiro em espécie.
5. Filé especial
Em Salvaterra, o restaurante da Pousada dos Guarás serve filé de búfalo com queijo de Marajó, acompanhado de macaxeira frita. Imperdível delícia.

De canoa ou no lombo do búfalo para desbravar a quentura de Soure
Ainda em Belém, um paraense que sabe das coisas alertou: “o Pará tem duas estações no ano, a que chove todo dia e a que chove o dia todo”. Pois armava-se uma tempestade sobre nosso barco enquanto costeávamos a capital paraense ao som do carimbó, ritmo tradicional da região que lembra a banda Calypso (o calipso, aliás, é um gênero musical do Pará). Em resumo: o período menos molhado para visitar o Estado é entre julho e novembro. De janeiro em diante, a água corre solta.

Cheguei a Soure na transição de outubro para novembro, com calor sufocante e chuva zero. A cidade tem cerca de 20 hospedagens, do Hotel Ilha, com piscina, Wi-Fi e jeitão mais urbano (R$ 500 por pessoa para 2 dias e 1 noite), à Pousada Maruanases, na Fazenda Araruna, onde ficamos hospedados. Nossos vizinhos eram três araras barulhentas, dezenas de búfalos e bois, galinhas e galos ciscando. Dona Nilda, a anfitriã, ofereceu café da manhã com sucos de frutas típicas do Pará (bacuri, taperebá), bolo de fubá quentinho e manteiga de búfala. O chuveiro elétrico quase não faz falta. Diárias para casal desde R$ 150.

Depois de atravessarmos o Rio Paracauari de balsa, nossa primeira escala foi a Fazenda São Jerônimo, onde dona Jerônima e seu Raimundo Brito, os proprietários, vieram nos receber com bolo de macaxeira, queijo e doce de leite de búfala. A dez minutos do centro de Soure, além de hospedagem, o local oferece passeios de canoa, trilhas e cavalgada em búfalos. Pela Boeing Turismo, R$ 690 por pessoa, incluindo a travessia de barco de Belém a Marajó, hospedagem por dois dias e uma noite e três passeios, sem alimentação.
  
Uma passarela com mais de um quilômetro por entre raízes aéreas do manguezal e árvores de 40 metros de altura leva à Praia do Goiabal, dentro da Fazenda São Jerônimo. No local, deserto, só se ouvem os sons do vento forte e das ondas quebrando.

É lá que temos o primeiro contato com os búfalos, sob a supervisão de vaqueiros que amansam os bichos. Quer subir no lombo de um deles e tirar foto? Dá. Fazer uma trilha de 20 minutos cavalgando? Pode ser. E nadar com ele? Se você tiver coragem, é plausível, desde que a maré autorize. Tudo na Ilha de Marajó depende das marés.
   
Na praia, podemos cruzar a Boca da Glória, braço de rio que vai dar na Baía de Marajó, montados no búfalo, que vai nadando, sem colocar as patas no chão. Sem sela, você se agarra no lombo e vai com fé. Eles seguem o líder, um simpático búfalo chamado Louro José: se ele andar, todos andam; se parar, todos param; se ele te derrubar, bem, aí, foi azar. 

Também é possível navegar em canoa nos rios e riachos dentro da São Jerônimo. Ao som dos remos batendo na água, observe tucanos, saguis, pica-paus e guarás, pássaro vermelho da região.

Muito extremo? Ficar largado à beira-mar, comendo uma porção de caranguejo toc-toc e bebendo uma Cerpa (a cerveja regional) também é possível. A Praia do Pesqueiro oferece tudo o que tem numa praia paulista ou do Rio de Janeiro pela metade do preço (que tal pagar R$ 2 por uma água de coco?).

O guia Robson Espírito Santo Lima explica que Pesqueiro e Barra Velha têm estruturas turísticas sedimentadas e esportes de vento, como o kitesurfe, em desenvolvimento. Já as praias de Araruna, do Céu e Cajuuna são vilas de pescadores, sem quiosque ou restaurante. “O cara quando tá aventureiro aluga uma moto e sai por dentro da fazenda, mas aí tem que levar tudo, água, comida.”

SALVATERRA - A pequena Salvaterra, cidade com a segunda maior produção de suculentos abacaxis do Pará, oferece outro encanto da região: o açaí. “A Toca do Açaí é um espaço onde a gente vai mostrar todo o processo exploratório da fruta”, explica Marcileia Correa, uma das integrantes da Unidade de Turismo Rural Açaí Nativo (Utran).

O pequeno Lucas, de 8 anos, faz uma demonstração ao vivo. Coloca a peconha, tira de pano amarrada às pernas para firmar o corpo na árvore, e escala o açaizeiro. Desliza para cima até o galho sem dificuldades. A uns 10 metros do chão não consegue quebrar a ramificação e, um pouco frustrado, desce. Precisaria de faca, ele explica. É assim que os adultos colhem o açaí.

Na sede da Utran, além de conhecer as nuances do plantio, o visitante pode (e deve) participar de uma novidade, criada em setembro último: a degustação de produtos feitos com a fruta roxinha. Tem bolo, brigadeiro, licor, geleia, açaí com queijo e a versão ao natural com farinha de tapioca – roxa e branca, porque, sim, existe açaí que não é roxo. O bufê custa R$ 150 por pessoa, mas o preço pode ser negociado para grupos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Passeios de barco são opção para conhecer Belém

 
Por Bruno Molinero - Folha de SP
O calor é de matar. Os termômetros marcam 40ºC, mas é a roupa grudada na pele suada que dá o melhor indício da temperatura. O sol amazônico castiga o asfalto de Belém, capital paraense cujo aniversário de 400 anos foi comemorado no último dia 12, e transforma a cidade em uma verdadeira estufa.

A falta de ventos, bloqueados pelos altos prédios que foram erguidos nos últimos anos, só deixa uma opção ao belenense e ao turista: pegar um barco, singrar os rios e descansar à sombra da mata de uma das 47 ilhas que formam a região metropolitana.

À medida que a embarcação se afasta da cidade pelas águas enlameadas do rio Guamá, os edifícios dão lugar a palmeiras de açaí e castanheiras que podem chegar a 80 metros de altura.

Ruas se transformam em igarapés e em furos –pequenos rios com casas à margem. As motocicletas se tornam rabetas (lanchas), enquanto ônibus viram os popopôs: barcos de madeira que transportam a população entre Belém e os arredores e que recebem esse nome por causa barulho repetitivo do motor.

Um dos principais destinos é a ilha do Combu. Nos fins de semana e feriados, moradores da cidade atravessam o 1,5 quilômetro que separam a capital e o lugar em busca dos diferentes restaurantes e bares para comer, beber e, é claro, dançar tecnobrega.

Lembre-se: estamos na terra de Joelma, Ximbinha (que adotou o "X" desde o fim da banda Calypso) e Gaby Amarantos. Mesmo na mata, o som dos pássaros rivaliza com a batida eletrônica.

Para o turista, uma das opções é o restaurante Saldosa Maloca (assim mesmo, com "L"), com comidas típicas como tambaqui na brasa (R$ 75, para duas pessoas) e o prato Dom Alcides (R$ 63, a porção individual), que leva arroz com jambu, um vegetal usado na gastronomia local que pode deixar a boca dormente.

Entre o almoço e a sobremesa, de preferência um picolé de açaí, é possível entrar no rio e se refrescar.

Seguindo pelas águas do furo, a mata passa a ficar mais densa e a abafar as caixas de som dos restaurantes. É onde está a propriedade de dona Nena, que planta cacau à beira do rio e produz um chocolate concentrado usado em receitas de restaurantes como os do chef Alex Atala, em São Paulo.

O visitante é recepcionado com uma mesa farta de café regional, feito por ela com produtos plantados ali. As visitas precisam ser agendadas pelo telefone (91) 99616-0648 e custam de R$ 40 a R$ 70.

Outros moradores também abrem as portas de suas casas, onde é possível conhecer de perto a vida dos ribeirinhos. Em Boa Vista do Acará, ainda no rio Guamá, é seu Ladir, 74, quem recebe os turistas.

Há mais de dez anos ele se senta em um banquinho no quintal e mostra castanhas-do-pará recém-caídas no solo a grupos curiosos. Com um facão, corta a casca até aparecer a carne branca da semente. As galinhas ficam em polvorosa para tentar roubar algum pedaço.

Após passar por igapós, áreas alagadas propícias para o nascimento de palmeiras de açaí, é hora do show de Ladir. Ele pega uma das folhas dessa árvore e a amarra aos pés. Usando-a como apoio, escala rumo ao topo do tronco, que pode chegar a mais de 20 metros de altura. "Só caí quatro vezes", garante.

O pôr do sol é sinal de que é hora de voltar a Belém. No barco, à medida que prédios surgem no horizonte, não é difícil ver rabetas com caixas de som prateadas rumo às festas de aparelhagem, os famosos shows de tecnobrega. A noite está só começando no Pará.