Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular: (91) 8136-7941
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Corrupção, impeachment e reforma

Editorial - Estadão
Tomar os desejos pela realidade é um costume tipicamente petista do qual o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu um magnífico exemplo em entrevista publicada neste jornal. É claro que um ministro de Estado, principalmente da área política, tem de ter o dom de manejar com habilidade as palavras, o que implica responder sempre o que lhe convém e não necessariamente o que foi perguntado. Mas o abuso desse recurso retórico pode se tornar uma faca de dois gumes. Ao tomar a iniciativa – em quatro respostas sucessivas a questões que não se referiam exatamente ao impeachment – de trazer o assunto à baila para desqualificá-lo, Cardozo revelou uma preocupação obsessiva com o tema do afastamento da presidente, o que contradiz a tranquilidade que procurou sempre, por dever de ofício, aparentar em relação à grave crise política que o governo impopular de Dilma Rousseff enfrenta.

Para o ministro da Justiça, “as condições para um processo de saída da crise agora estão dadas”, o que significa que “a realidade política começa a ser pacificada” e “começa, cada vez mais, a se caracterizar a rejeição de um impeachment”. “Ou seja, fica cada vez mais claro que o impeachment não é solução.” Ora, ninguém com um mínimo de bom senso e responsabilidade pode achar que o impeachment de Dilma Rousseff é uma “solução”. Trata-se de um recurso constitucional de absoluta excepcionalidade que se oferece a uma sociedade livre e democrática não como um fim em si mesmo, mas como um meio para atingir objetivos maiores. No caso, para a remoção de uma presidente que cometeu crime capitulado em lei e também de um obstáculo ao efetivo combate à crise política, econômica, social e moral que infelicita o País por obra e graça da irresponsabilidade populista, do sectarismo ideológico e da absoluta incompetência da chefe do ministro.

Mas para o titular da Justiça o processo de impeachment, defendido por dois em cada três brasileiros, é apenas um ato de “vingança” de Eduardo Cunha, que “não tem fundamento” legal. Para Cardozo, ser favorável ao impeachment é “defender o quanto pior melhor”, expressão corrente na retórica petista dos momentos difíceis, a que o ministro recorreu mais de uma vez na entrevista.

É bizarra também a posição do auxiliar de Dilma em relação à corrupção que contamina hoje praticamente toda a administração pública. Chega a ser tocante a delicadeza com que se refere à participação do PT nos esquemas de corrupção que já botaram atrás das grades dois de seus ex-presidentes e dois ex-tesoureiros: “É evidente que o PT sofrerá críticas e será acusado por um eventual erro que alguns dos seus dirigentes e militantes fizeram”. Ou seja, o mensalão e a farra da propina na Petrobrás, para citar apenas os exemplos mais luzidios, foram apenas “eventual erro” de dirigentes – e não uma estrutura criminosa montada na administração pública para garantir os recursos necessários à realização do “projeto de poder” do PT.

O mais notável, porém, é a sutil tentativa de Cardozo de relativizar a responsabilidade do PT nos casos de corrupção com o argumento de que esses malfeitos só estão sendo investigados e punidos porque os governos do PT assim o quiseram. Mais ou menos assim: a corrupção não existe porque é praticada. Existe porque é descoberta.

Mas José Eduardo Cardozo, justiça seja feita, é extremamente crítico do sistema político que elegeu e tem mantido o PT no poder: “É um sistema que gera corrupção e que gera problemas estruturais no âmbito da governabilidade”. Mais: “Eu tenho que atacar as causas, como também tenho que combater os efeitos. Combatem-se os efeitos punindo e prendendo os corruptos. A lei vale para todos. Mas tenho que atacar as causas. E elas, em larga medida, remontam a questões estruturais de nosso sistema político. Isso só pode ser enfrentado com uma reforma”.

Pena que o PT, há 13 anos no poder, jamais tenha cogitado a sério colocar sua influência, hoje decadente, a serviço da concretização de uma ampla reforma política. Dilma Rousseff, por exemplo, prefere continuar praticando o toma lá dá cá e arcando com os “problemas estruturais no âmbito da governabilidade”. Como revolucionária que ainda é, a palavra “reforma” causa-lhe engulhos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

É verdade!

Do leitor Marcos Nascimento - bairro Nazaré - Belém
Sou do tempo que os padres rezavam missa no altar-mor, de costas para os fiéis, falavam em latim e as mulheres comungavam de véu branco ou preto. Hum... Hoje se pega a hóstia na mão, se entra na igreja de bermudão e havaiana. Tempos modernos, né, gente?!

A marchinha campeã


Veja o vídeo, ouça a música e decore a letra de uma candidata a campeã do Carnaval de 2016: Marchinha do Japonês da Federal.

Preferências nacionais

Por Nelson Motta 
O futebol, a música e a política sempre andam juntos no Brasil. Como preferências da nacionalidade e da identidade cultural, se integram e se complementam para expressar o momento do país.

A conquista da Copa de 1958 não só nos livrou do complexo de vira-latas rodrigueano como deu solidez política ao otimismo visionário de JK, enquanto o samba-canção melancólico dava lugar à bossa nova leve, elegante e moderna.

Nos anos Collor, uma das piores seleções de todos os tempos foi eliminada nas oitavas justamente pela Argentina, vivíamos o confisco do Plano Collor, a inflação explodindo e o domínio absoluto do sertanejo mais vulgar. Deu no que deu.

Em 1970, a melhor seleção de todos os tempos foi tricampeã no México, o governo Médici era campeão de repressão e tirania, mas a economia bombava, e a MPB de Chico, Gil e Caetano vivia momentos de glória e fazia história.

A seleção de 1982, de Zico, Sócrates e Falcão, uma das melhores de todos os tempos, representou a vibração da campanha das Diretas Já e os estertores da ditadura, enquanto o rock explodia no Brasil com Lulu Santos, Lobão, Blitz e Paralamas. Assim como a campanha das Diretas, a seleção empolgou e fez bonito, mas acabou derrotada.

A vitória em 2002, com o espetacular time de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, celebrava a passagem de Fernando Henrique para Lula em paz e democracia, movida a esperança de novas conquistas, com o samba vivendo grande momento e nossos ritmos se misturando à eletrônica e ganhando o mundo.

O 7 x 1 na “Copa das Copas” já prenunciava um ano turbulento para o governo Dilma, com o ambiente político degradado por uma campanha selvagem e um estelionato eleitoral que derrubou a popularidade e a credibilidade da presidente. Enquanto o furacão da Lava-Jato devastava o mundo político, a música brasileira vivia um dos piores anos da sua história.

O que está pior hoje? O campeonato brasileiro, a CBF ou a seleção de Dunga? O governo Dilma, a Câmara de Cunha ou o Senado de Renan? O pagode romântico, o sertanejo universitário ou o funk popozudo?

Desejar um feliz ano novo pode parecer ironia, mas é sincero.

No Diário do Poder - Claudio Humberto

Bandidagem na rua
Dilma assinou um decreto que permite bandidos condenados a se beneficiarem do indulto de Natal permanentemente: os condenados que tiverem menos de 8 anos de pena a cumprir (6 anos nos casos de reincidência) podem aproveitar o indulto e nunca mais voltar.
Mensaleiros na rua
Os maiores beneficiados do decreto de Dilma que criou um libera geral nas cadeias brasileiras serão os condenados pelo Mensalão: José Dirceu, Valdemar Costa Neto, Pedro Henry etc. O mensaleiro José Genoino já havia ganhado liberdade através de outro decreto de Dilma.
Pergunta na Justiça
Editar decreto que solta criminosos condenados pela Justiça não é interferência no Poder Judiciário? 

Condenado do Lava Jato casará filha com festa para 600 pessoas

Daniel Maluhy e Roberta Camargo, filha de Julio Camargo, lobista investigado pela Java Jato e delatorno no processo. (Reproducao/Facebook) ORG XMIT: 7RQB6d5NYqWZ1bXiOtdZ ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM*** 
 O casal Daniel Maluhy e Roberta Camargo, filha do delator Julio Camargo
Júlio Carmargo
No dia 30 de janeiro, às 18h30, Daniel Maluhy, 37, estará no altar da tradicional Nossa Senhora do Brasil, uma das mais concorridas igrejas de São Paulo, à espera da noiva, Roberta Camargo, 32.

Ela entrará com o pai, Julio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, condenado no escândalo da Lava Jato e um dos delatores da operação.

As revelações do lobista foram a principal origem da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Camargo admitiu fazer parte do esquema de pagamentos de propina à Petrobras e foi multado em R$ 40 milhões, a serem pagos à União.

O ex-consultor, em depoimento à Justiça Federal em julho, disse que foi pressionado pelo presidente da Câmara a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda com a estatal fosse viabilizado. Relatou que, desse valor, o parlamentar peemedebista se disse merecedor de US$ 5 milhões. Cunha nega todas as acusações.

Em agosto, Julio Camargo foi condenado a 14 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, pena que, em virtude da colaboração, foi comutada para cinco anos em regime aberto, sem necessidade de uso de tornozeleira.

Assim, ele poderá aproveitar a cerimônia e uma festa para 600 convidados no Jockey Clube de São Paulo, que já presidiu interinamente.

Old Friends - No Jockey, dois salões estão reservados para a festa desde o início de 2015, embora os responsáveis por organizar eventos no local tenham tentado convencer o casal a remarcar a data no mesmo dia, o Jockey recebe a Prova Especial Tito Mello Zarvos, uma das mais importantes do seu calendário anual.

Um funcionário do clube argumentou que não era chique realizar a festa em horários de prova, que se estendem das 12h30 às 19h, mas a noiva foi irredutível.

Roberta é, com o irmão, Julio Belardi de Almeida Camargo, o Julinho, sócia do pai no haras Old Friends. De acordo com documento da Junta Comercial de São Paulo, a participação dela na empresa é de R$ 2.000 em um capital de R$ 200 mil.

Fundado em 1994, o haras é um dos principais criadores de cavalos de competição, daí a ligação da família com o Jockey. Julinho é integrante da diretoria que comandará o clube até 2017.

O noivo, Maluhy, tem uma loja de artigos religiosos em Aparecida, interior paulista. Na Junta Comercial de São Paulo consta que o capital da empresa é de R$ 20 mil.

Brinde - O aluguel dos dois salões reservados pelo casal custa entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, segundo a Folha apurou.

Funcionários envolvidos na organização do evento relataram que Roberta e Daniel desembolsaram R$ 350 por convidado para o bufê, comandado pelo chef francês Pascal Valero. As bebidas alcoólicas não estão incluídas no pacote de R$ 210 mil.

Os convites começaram a ser entregues na semana passada, às vésperas do Natal, logo depois que Roberta e Daniel fizeram o casamento civil, no dia 17 de dezembro.

Um dos presentes mais caros da lista é um fogão de cinco bocas de R$ 15 mil. Artigos de luxo da grife Tânia Bulhões, como um porta-requeijão (R$ 520), um porta-guardanapos (R$ 690) e um porta-adoçantes (R$ 1.160), feitos de prata, além de um aparelho de jantar em porcelana (R$ 6.780), também constam da lista de pedidos do casal.
Leia também>O fim de ano dos ladrões da Lava Jato e das famílias dos desempregados

Um retrato da Justiça

Editorial - Estadão
O crescimento vertiginoso do número de processos em tramitação nos 91 tribunais brasileiros compromete a eficácia dos 3 mecanismos processuais – a súmula vinculante, a cláusula impeditiva de recursos e o princípio da repercussão geral – introduzidos há mais de 10 anos pela Emenda Constitucional 45, com o objetivo de desafogar o Poder Judiciário. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, há nos foros um processo em andamento para cada dois habitantes. São mais de 100 milhões de ações judiciais para uma população de 204 milhões de pessoas. Medida pelo número de processos, entre 2009 e 2014, a litigiosidade aumentou num ritmo duas vezes superior ao do crescimento da população. Além disso, a taxa de congestionamento continua elevada – de cada 100 processos em tramitação no ano passado, 71 ficaram sem solução definitiva.

Tendo começado 2015 com um estoque de mais de 351 mil ações e registrado no decorrer do ano um aumento significativo no número de recursos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) – que é a última instância da Justiça Federal – decidiu mudar o regimento interno e investir em racionalização administrativa para tentar conter o excesso de processos levados à Corte. Só no primeiro semestre, foram protocolados 127,3 mil recursos, que se somaram aos 389 mil pendentes desde 2014. Em média, cada um dos ministros recebeu, para relatar, um número de recursos 20% superior ao volume de trabalho de 2014. Um desses recursos – o Recurso Especial n.º 0142548-2 – tinha a seguinte ementa: “Embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso especial”. A ementa sintetizava uma sucessão de recursos que pleiteavam a reabertura de uma sentença já julgada em caráter definitivo num caso criminal. Ela foi classificada pelo sistema eletrônico do tribunal da seguinte forma: “EDcl nos EDcl nos EDcl no AgRg no Recurso Especial”.

Com a mudança do regimento, o STJ pretende convocar 53 juízes federais para auxiliar os 33 ministros da Corte. Até agora, só era permitida a convocação de magistrados para auxiliar a Corte Especial, integrada pelos 15 ministros mais antigos do STJ. Outra medida é a ampliação do Núcleo de Repercussão Geral e Recursos Repetitivos, com o objetivo de identificar nas instâncias inferiores da Justiça Federal causas que podem possibilitar a entrada de milhares de novos processos na última instância.

Essa identificação já vem sendo feita por meio de um contato permanente entre o STJ e outros tribunais sobre os chamados processos de massa. Um dos casos identificados foi a discussão da legalidade dos serviços de pontuação de crédito. Juízes de Porto Alegre, onde tramitavam mais de 28 mil processo sobre a matéria, pediram ao STJ que classificasse o tema como recurso repetitivo. A sugestão foi aceita e a decisão do caso foi aplicada a 200 mil ações que tramitavam em outras instâncias.

Outra forma de identificação dos processos repetitivos é a promovida pelos próprios ministros do STJ. “Eles identificam os temas repetitivos e se a ação demora para ser colocada em pauta, entramos em contato com o relator e pedimos que julgue a questão mais rapidamente”, diz o coordenador do Núcleo, ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Com base nessas medidas, o STJ tenta se antecipar na escolha de ações cujo teor é comum a milhares de outras. Além disso, a Corte implantou outro núcleo para fazer uma avaliação inicial dos recursos. A ideia é identificar, antes de serem distribuídos, ações fora do prazo, ações que não tiveram recolhimento de custas e ações que tratem de temas que já estão em repercussão geral. “Faz-se uma triagem do cumprimento dos requisitos formais do recurso, para tirar-se os inadmissíveis”, afirma o ministro Luis Felipe Salomão.

Os esforços da Corte para conter a enxurrada de processos retratam um sistema judicial excessivo em formalidades. Apesar das reformas a que a legislação processual civil tem sido submetida, essas formalidades continuam, resultando numa profusão de expedientes protelatórios para evitar condenações definitivas.

Prezado leitor, querida leitora...

 
Poema de Carlos Drummond de Andrade chamado "Receita de Ano Novo":

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo,
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
 novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome, você, meu caro,  tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre".

domingo, 27 de dezembro de 2015

Tristeza: Morre o Mestre Izauro

Faleceu ontem (26), em Santarém, IZAURO FARIAS DE SOUZA, artesão, membro da Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS).
Mestre Izauro, como era chamado, nasceu em Santa Izabel do Pará, no dia 21 de maio de 1924 e desde 1974 fixou residência em Santarém. Em 2008 foi contemplado com o Prêmio Mestres da Cultura Popular, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. IZAURO FARIAS foi agraciado com a comenda pela sua valorosa produção na arte de trabalhar a cerâmica e reproduzir conhecimentos. Era membro vitalício da Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS), onde teve ingresso no dia 28 de dezembro de 2004, como titular da cadeira Nº 05, cujo patrono é o fotógrafo Apolônio Alves Pereira Fona. Mestre Izauro, tornou-se conhecido internacionalmente. As peças produzidas por ele estão espalhadas pelo mundo. Uma das cerâmicas do artista foi dada de presente ao Papa Bento XVI, em Roma, na Itália. Grande parte da obra do artesão também pode ser encontrada na Europa, em museus da França. 
 
Aos seus familiares, transmitimos as nossas condolências.

2015 está chegando ao fim. Poucos, felizes, rindo à toa. E multidões com fome, sem amor, sem assistência, sem emprego e, o que é pior, pobres até de esperanças. Mas, a vida continua. Almejo que 2016 seja bem melhor para todos, ricos e pobres.

Às queridas leitoras e aos prezados leitores deste blog desejamos que a paz de DEUS e o frescor do ESPÍRITO SANTO estejam em seus pensamentos. Que JESUS se manifeste de uma maneira jamais experimentada por vocês. Que seus desejos sejam atendidos, inclusive seus sonhos mais íntimos e suas orações sejam respondidas.

Nossa oração é para que vocês tenham FÉ. Nossa oração é para que seus espaços sejam aumentados, nossa oração é pela paz, cura, saúde, felicidade, prosperidade, alegria e um verdadeiro e eterno amor a DEUS.

Mulheres, façam a escolha certa no Ano Novo.

Foi-se o tempo em que as mulheres usavam calcinha amarela para ter sorte e abundância no Ano Novo. As opções são muitas e recorremos à sabedoria da Ciça Bueno para descobrir qual cor combina melhor com o seu signo, mulher. Confira e faça a sua escolha:

Aries – signo de fogo, regido por Marte, que adora os tons avermelhados, sangrentos, alaranjados fortes. O tecido: não importa, o que importa é chocar!
Touro – signo de terra, regido por Vênus, que prefere tecidos naturais e cores mais discretas ou tradicionais como o rosa, bege ou mesmo o amarelo claro de sempre!
Gêmeos – signo de ar, regido por Mercúrio, que opta sempre por algo jovem, estampadinho, listradinho ou coloridos cítricos, que andam tão na moda.
Câncer - signo de água, regido pela Lua, que prefere cores românticas como rosa-claro ou rosa antigo com rendinhas. Ou ainda na cor prata.
Leão - signo de fogo, regido pelo Sol, que sempre vai escolher um amarelo forte ou mesmo o dourado, brocado ou de oncinhas.
Virgem – signo de terra, também regido por Mercúrio, que costuma optar por algo confortável e discreto em malha de algodão, nas cores bege, cor de carne ou branca.
Libra – signo de ar, também regido por Vênus , que aprecia a beleza, o charme e a sensualidade, vai escolher branca ou rosa com rendas ou em seda.
Escorpião – signo de água, regido por Marte e Plutão, que adora provocar com cores quentes e supersensuais como vermelho,  púrpura ou preto, de preferência com rendas ou transparências.
Sagitário – signo de fogo, regido por Júpiter, que prefere as cores fortes e quentes como laranjas, ocres, uvas ou dourados.
Capricórnio – signo de terra, regido por Saturno, que vai escolher cores mais discretas como bege escuro, cor de carne, chumbo ou cinza.
Aquário – signo de ar, regido por Urano, que costuma ser exótico e diferente vai buscar estampas inusitadas, cores cítricas, chocantes e irreverentes.
Peixes – signo de água, regido por Netuno, romântico e espiritualizado pode optar por cores sofisticadas como esmeralda, vinho, púrpura, lilás ou mesmo prata.
Fonte: Glamurama

O fim de ano dos ladrões da Lava Jato e das famílias dos desempregados

Opinião - Jornal do Brasil
No ano em que o Papa Francisco enalteceu, durante missas de Natal, a misericórdia, criticando uma sociedade "intoxicada pelo consumo e pelo prazer, pela abundância e pelo luxo", e lembrando que o menino Jesus nasceu "na pobreza do mundo", um profundo e desconcertante contraste evidencia que ainda estamos longe de atingir este ideal. Neste fim de ano, enquanto milhares de famílias de desempregados mal tiveram a chance de celebrar o Natal, as família dos ladrões da Lava Jato aproveitaram fartas ceias em suas mansões. Pois são estes os ladrões que, com seus roubos, detonaram uma profunda crise econômica no país, que fez disparar os índices de desemprego.

Na sexta-feira (25), os investigados da Lava Jato que ainda estão presos tiveram o direito a visita e a refeições especiais. Já os que tiveram o direito a passar as festas de fim de ano em suas casas, brindaram com caras champagnes e saborearam raras iguarias.

O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, foi um dos liberados. Ele viajou para o Rio, mas seu paradeiro não foi divulgado. Sabe-se que ele tem uma casa em Itaipava, onde passava boa parte dos seus dias nos fartos tempos de Petrobras. Apenas uma das denúncias contra Cerveró aponta recebimento de propina na ordem de US$ 40 milhões.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que circula livremente apesar de ser réu confesso, foi flagrado recentemente em um SPA em Petrópolis. Sequer usava tornozeleira, mas provocou a debandada de hóspedes, indignados com sua presença. Somente nas contas de Barusco em paraísos fiscais, a Lava Jato encontrou US$ 61,5 milhões, que agora estão voltando aos cofres públicos. Neste Natal, é possível que Barusco tenha saboreado uma bela ceia em sua mansão, na elitizada Joatinga, na Barra.
. 
Mansão de Pedro Barusco, na Joatinga
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa já foi liberado até da prisão domiciliar e está em regime semiaberto diferenciado. Pode passar o dia fora de casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Sabe-se que ele possui uma mansão em um condomínio de luxo na Barra, onde deve ter reunido a família. A Procuradoria Geral da República calcula em R$ 357 milhões o total de propina recebida por Costa e pelo Partido Progressista. 
Casa de Paulo Roberto Costa (ao centro), na Barra da Tijuca
Estas são algumas das cifras que despontam nas investigações. Um buraco sem fundo, onde as únicas certezas são que há muito mais por vir, e que roubos nesta proporção levaram o país a uma grave crise econômica e a uma paralisia que coloca milhões de trabalhadores na rua.

Por causa desses corruptos, e por causa dos corruptores que comandam a roubalheira há décadas, milhões de brasileiros não tiveram nada para colocar nas suas mesas nas ceias de Natal. Não puderam sequer molhar um pão no leite, ou comer uma batata doce pensando que fosse castanha. Chega a ser cínico e hipócrita afirmar que as ceias dos ladrões da Lava Jato que permaneceram na prisão foi simples e sem luxo.

Enquanto isso, 16 milhões de brasileiros que perderam seus trabalhos passam as festas de Natal na prisão do desemprego, imobilizados, sem ter o que pôr na mesa, sem poder comprar presentes para seus filhos, à espera de um milagre de fim de ano.

A assistente social Lorena Magalhães, de 33 anos, é um exemplo disso. Demitida da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio, que passa por grave crise financeira, ela já vinha vivendo o drama dos salários e contas atrasados. "Não tenho mais como pagar o aluguel. Vou ter que entregar meu apartamento e voltar para a casa dos meus pais. Além disso, vou ter de parar um tratamento médico", diz Lorena.

Ela destaca que é apenas uma das milhares de trabalhadoras afetadas pelo escândalo da Lava Jato: "Enquanto eu sou obrigada a pedir dinheiro emprestado, pedir ajuda à família, enquanto eu não tenho condições de pagar um plano de saúde, quem provocou tudo isso está lindo, belo, maravilhoso, usufruindo do dinheiro desviado. Os grandões, os responsáveis, os que meteram a mão, os que roubaram estão aí, comendo bem, bebendo bem, vivendo bem. Esta é a grande realidade que estamos vivendo."

Clonando Pensamento

"Desejar Feliz Ano Novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes. O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários para tratar seu rebanho espera que o próximo tenha também um Feliz Ano Novo?"
(Frei Betto)

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 280 milhões no dia 31 de dezembro

Nenhuma apostador acertou as seis dezenas do concurso 1.774 da Mega-Sena, realizado na noite de ontem (26). Com isso, o prêmio estimado, que era de R$ 6 milhões, será somado a quantia da Mega da Virada, que será realizada no dia 31 de dezembro, e tem estimativa de prêmio de R$ 280 milhões.
As dezenas sorteadas foram: 01 - 12 - 20 - 30 - 52 - 60. Apesar de nenhum bilhete ter acertado as seis dezenas, 37 apostadores fizeram a quina e vão levar R$ 35.035,75 cada um. Outros 2.707 fizeram a quadra e vão receber R$ 684,11 cada um.
MEGA DA VIRADA - A partir deste domingo (27), todas as apostas para a Mega-Sena concorrerão ao super prêmio da modalidade, inclusive as feitas em volantes regulares. A estimativa do prêmio da Mega-Sena da Virada, edição especial no último dia do ano, teve superar a quantia de R$ 280 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. 

As apostas para o sorteio podem ser efetuadas até as 14h do dia 31 de dezembro em qualquer uma das mais de 13 mil lotéricas do país. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 3,50. A Mega-Sena da Virada será sorteada na véspera do Ano Novo, às 20h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pela televisão. 

De acordo com a Caixa, o concurso é especial e o prêmio não acumula. Se não houver ganhador com as seis dezenas sorteadas, o prêmio será distribuído entre os acertadores da quina –cinco números. Se não houver ganhadores nesta faixa, o prêmio será dividido com quem acertar a quadra, e assim sucessivamente.

Lula, o informante

Editorial - Estadão
Em depoimento à Polícia Federal (PF) no dia 16 passado, no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecia falar de um outro governo, e não daquele cuja chefia ele exerceu ao longo de oito anos. Todas as suas respostas às autoridades, relativas a seu conhecimento do escândalo do petrolão, invariavelmente indicavam ignorância ou envolvimento apenas incidental. A responsabilidade, segundo ele, sempre foi dos outros – a começar por seu ministro José Dirceu.

Como Lula prestou depoimento na condição de “informante”, conforme consta no despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, esperava-se que ele tivesse ao menos alguma contribuição a dar para o esclarecimento dos fatos. Em sua oitiva, no entanto, Lula, a exemplo do que já fizera no caso do mensalão, preferiu fazer os brasileiros de tolos, ao dizer que nunca soube de nada a respeito de desvios na Petrobrás quando era presidente. “Esses fatos não eram também do conhecimento dos órgãos de fiscalização e controle, bem como da própria imprensa”, justificou-se Lula. Não consta que tenha corado. Com isso, Lula pretende convencer o País de que ele, como presidente da República, estava sendo enganado tanto quanto os cidadãos comuns, embora um dos principais beneficiados pelo assalto à Petrobrás tenha sido seu partido, o PT.

Mas a exibição pública da essência de seu caráter e o insulto à inteligência alheia não pararam por aí. Lula explicou à PF que “cabia à Casa Civil receber as indicações partidárias” para preencher as diretorias da Petrobrás, que estão no centro do escândalo. O chefão petista lembrou que o ministro da Casa Civil na época era José Dirceu, a quem coube “escolher a pessoa que seria nomeada”.

Lula disse que não participava, em nenhum momento, desse processo de nomeação – ele apenas “recebia os nomes dos diretores a partir de acordos políticos firmados”. Tais acordos eram feitos, declarou ele, “pelo ministro da área, pelo coordenador político do governo e pelo partido interessado na nomeação”. Para Lula, não havia nada de errado nisso, pois “em uma política de coalizões presume-se que haja distribuição de Ministérios e cargos importantes do governo para os partidos políticos que compõem a base de apoio”.

Somente quando tudo era resolvido entre todas as partes, disse o ex-presidente, é que o nome do escolhido lhe era submetido – e Lula então resolvia se “concordava ou não com o nome apresentado” conforme os “critérios técnicos que credenciavam o indicado”. Ou seja, o ex-presidente quer mesmo fazer todo mundo acreditar que a Petrobrás foi assaltada por diretores nomeados exclusivamente por suas qualidades técnicas.

Além disso, a estratégia do “informante” petista é, como sempre foi, desmoralizar as investigações. Ele sugeriu que os ex-diretores da Petrobrás que delataram o esquema não contaram a verdade, e sim somente aquilo que os investigadores queriam ouvir, em troca dos “benefícios que a colaboração premiada dá ao delator”. Tudo isso faria parte de um maligno “processo de criminalização do PT”, acusou Lula.

Mas o ex-presidente, mesmo sendo mestre na arte de dissimular, teve de admitir à polícia que de fato é amigo do pecuarista José Carlos Bumlai – aquele que está preso e confessou ter participado de um esquema envolvendo um contrato da Petrobrás para abastecer os cofres do PT com R$ 12 milhões. Lula garantiu, porém, que “jamais tratou com Bumlai sobre dinheiro ou valores” – e isso, disse o petista, era “algo merecedor de respeito”.

O depoimento de Lula é repleto de embustes dessa natureza. Em seus melhores momentos, o ex-presidente declarou que “nunca tratou com qualquer liderança de qualquer partido sobre a indicação de algum nome para cargo na administração pública” e que o apoio dos partidos da coalizão governista era “baseado na afinidade dos partidos com o programa de governo”. Depois disso, a Polícia Federal deve ter se convencido de que é impossível extrair de Lula alguma informação útil ou relevante, pois o chefão petista é simplesmente incapaz de dizer a verdade.

Atenção galera jovem: Bolsas de estudo: 70 opções imperdíveis

O ano novo está quase chegando e agora é a hora de você começar a se preparar para estudar fora. Especialmente se quer se candidatar a uma bolsa de estudos no exterior.

Os processos de seleção são complexos e exigem muito dos interessados. Fluência no idioma com proficiência comprovada e excelente desempenho acadêmico são apenas dois dos requisitos das universidades internacionais. Cada oferta de bolsa tem suas próprias demandas e você vai precisar ir fundo para conquistar o seu lugar ao sol.

Comece por conferir a lista de instituições, fundações e órgãos governamentais brasileiros e internacionais que oferecem bolsas de estudo anualmente. Estude cada uma das opções com atenção e cuidado e escolha quais são as melhores para você.

Lembre-se: as ofertas de bolsas, requerimentos e prazos de candidatura variam a cada ano – você deve checar os sites periodicamente para saber quais estão abertas para inscrição.
Confiram a lista aqui >Bolsas de estudo

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

E assim se passaram... 45 anos

Abençoados pelo saudoso bispo Dom Tiago Ryan, casamos, em Santarém, no dia 25 de dezembro de 1970.
Com o filho Ercio e as filhas Ellen, Christine e Elaine
Albanira e eu estamos completando neste dia de Natal, 45 anos de união matrimonial (Bodas de Rubi), agradecendo a Deus pela graça de podermos viver felizes, desfrutando da companhia e do carinho de nossas filhas - Christine, Ellen e Elaine; de nosso filho Ercinho; de nossos genros Eric e Robson; de nossa nora Elane; de nossas queridas netas  Giovanna, Maytê, Lívia e Maya; e de nosso adorado neto Igor. Uma família maravilhosa!

Papa Francisco celebra Missa do Galo e pede busca pelo equilíbrio

Papa Francisco celebra a Missa do Galo no Vaticano
O papa Francisco celebrou ontem, a terceira Missa do Galo de seu pontificado na Basílica de São Pedro. Durante a sua fala, o papa pediu que as pessoas cultivassem a justiça e buscassem o equilíbrio.

"Em uma sociedade tão frequentemente intoxicada pelo consumismo e hedonismo, de extravagâncias e de luxo, de aparência e de narcisismo, Ele nos chama a ter um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de compreender e viver o que é importante", disse o papa.

Durante a missa, assistida por centenas de peregrinos e religiosos, Francisco falou sobre um dos grandes males da sociedade moderna: a indiferença. "Diante de uma cultura de indiferença, que muitas vezes acaba sendo cruel, nosso estilo de vida deve estar pleno de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, que extraímos a cada dia do poço da oração", disse o papa, que pediu aos católicos que deixem de sentir medo e classificou Jesus como o "príncipe da paz".

Presos da Lava Jato passarão o Natal sem benefícios


O senador Delcídio Amaral (PT-MS) completa um mês na cadeia na manhã de Natal
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) completa um mês na cadeia na manhã de Natal
O senador Delcídio Amaral (PT-MS), o primeiro político preso preventivamente no exercício do mandato, completa um mês na cadeia na manhã de Natal. Como ele, os investigados pela Operação Lava Jato que permanecem detidos não terão a rotina alterada devido ao período de festas de fim ano.

Após ter a detenção preventiva mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador vai passar as festividades de fim de ano sem a família. Delcídio permaneceu em uma cela improvisada na Superintendência da Polícia Federal por 24 dias e depois foi transferido para o Batalhão de Policiamento de trânsito do Distrito Federal a pedido de sua defesa.

Um amigo próximo relatou que a nova acomodação é “mais humana e muito melhor”. O senador ocupa parte do alojamento de oficiais da Polícia Militar. Definido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como um “grande relações-públicas”, o petista adora conversar, mas teve as visitas limitadas à família, advogados e poucos amigos. Passa a maior parte do tempo envolto em livros dos mais variados, além de ler reportagens sobre o governo e que envolvam o seu nome. A seleção é feita pelo assessor, Eduardo Marzagão. “Na situação dele, qualquer coisa que não seja uma boa notícia vem com o peso triplicado”, afirma.

Delcídio foi preso pela Polícia Federal acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato contra ele após ser flagrado em conversa com Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, sugerindo a fuga para o Paraguai do ex-funcionário da estatal.

Após 11 meses preso, Cerveró deixou a carceragem da PF nessa quarta-feira, 23, e passará em casa, no Rio de Janeiro, com tornozeleira eletrônica, as festas de Natal e Réveillon. O benefício foi obtido graças ao acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo. Ele ficará no Rio até 2 de janeiro.

Banqueiro - Preso no mesmo dia que Delcídio, mas solto por decisão do Supremo, o ex-controlador do Banco BTG Pactual André Esteves não poderá passar o Natal na casa de parentes ou amigos, pois está proibido de deixar o local onde mora.

Embora tenha um apartamento de 550 metros quadrados de frente para a praia de Ipanema (zona sul do Rio), onde foi preso em 25 de novembro, André Esteves passará o Natal em sua casa de São Paulo, por ser a cidade de residência informada à Justiça. Esteves não pode sair de casa e deve se apresentar à Justiça de 15 em 15 dias.

Ele deixou o presídio Bangu 8, na zona oeste, na última sexta-feira. É acusado também de tentativa de obstrução da Lava Jato junto com o senador. Investigadores da Lava Jato apuram se Esteves seria o responsável por financiar a fuga e a permanência de Cerveró fora do País. O banqueiro nega todas as acusações.

O antigo advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, também foi preso preventivamente e está em Bangu 8, onde passará o Natal. Segundo informações da Secretaria de Administração Penitencíária (Seap), o advogado divide a cela com mais 32 detentos. Como as visitas ocorrem às quartas-feiras e sábados, Ribeiro não receberá visitas na véspera e no dia de Natal.

Liberado da prisão pouco antes das festas de fim de ano, o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva passou a cumprir prisão domiciliar. O juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, aceitou os argumentos da defesa de que o almirante tem 76 anos, que sua mulher sofre de Mal de Alzheimer e que ele já está afastado Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. Pinheiro pode circular pelo condomínio onde mora, na Barra da Tijuca (zona oeste), mas não tem autorização para se afastar do entorno do edifício. Ele é acusado receber pelo menos R$ 4,5 milhões em propinas para facilitar a contratação de empresas para as obras da usina nuclear de Angra 3, mas nega as acusações.

Curitiba - A rotina também será mantida na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, e no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana da capital curitibana, onde estão detidos 19 envolvidos na Lava Jato.

O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, os ex-deputados André Vargas e Luiz Argôlo, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari passarão o Natal no presídio. A visita será mantida nesta sexta-feira, das 13h30 às 16 horas. As famílias poderão levar carne, desde que sem osso, arroz, macarrão e um panetone. Os presos podem cadastrar pessoas para visitá-los, mas somente duas poderão entrar nas celas.

Continuam presos também no Complexo Médico Penal os ex-diretores da Petrobrás Jorge Luiz Zelada (Abastecimento) e Renato Duque (Serviços); os ex-dirigentes da Odebrecht Mario Faria e Rogério Araújo; o lobista João Augusto Henriques, e os doleiros Renê Pereira e Carlos Charter.

Saída temporária - O doleiro Alberto Youssef permanece na carceragem da PF em Curitiba, onde está desde 17 de março do ano passado. Ele abriu mão do direito que tinha de passar o Natal e o Ano Novo com sua família, por conta de um acordo feito com a Justiça, de delação premiada. Youssef considerou muito rigorosas as regras para sua saída, especilmente quanto ao contato com parentes. “Fazendo uma análise dos benefícios que seriam propostos e dentro do que se interpretou na condição em que se deu o benefício ele entendeu que haveria um rigor excessivo na forma que se interpretaram as cláusulas ali contidas no acordo”, explicou seu advogado, André Luis Pontarolli.

Estão detidos ainda na carceragem da PF o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), também condenado no escândalo do mensalão; o presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo e o ex-executivo da empresa Elton Negrão; o publicitário Ricardo Hoffmann, as doleiras Nelma Kodama e Yara Galdino da Silva.

Governo de uma nota só

Editorial - Estadão
O desavisado que ouvisse o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, fazendo o balanço do governo de Dilma Rousseff em 2015, na terça-feira passada, poderia até acreditar que ele falava de uma gestão muito bem-sucedida, com muitas realizações. Mas o principal feito de Dilma no primeiro ano de seu segundo mandato, celebrado pelo ministro com incontida felicidade, não foi a aprovação de alguma reforma estrutural importante, nem a realização das obras de infraestrutura tão necessárias ao País, tampouco a melhoria da saúde e da educação, muito menos a superação da terrível crise econômica. Ele festejou unicamente o fato de que o rolo compressor do Planalto conseguiu, ao menos por enquanto, dificultar o andamento do processo de impeachment.

Nisso, de fato, Dilma teve premiado seu descomunal esforço – afinal, a presidente não fez mais nada em 2015 a não ser pensar, “diuturna e noturnamente”, segundo uma de suas inesquecíveis expressões, em como se safar do impeachment. E não se diga que ela foi obrigada a isso porque a oposição não a deixou governar e tudo fez para apeá-la do poder, conforme alegam os petistas.

Quem trouxe o tema do impeachment para o coração do Planalto, em primeiro lugar, foi a própria Dilma – que no começo do ano levou a sério a campanha de grupos radicais que defendiam seu afastamento, pleito que naquele momento não tinha nenhum apoio dos partidos de oposição. Em março, quando crescia a hostilidade popular à presidente, capitaneada por esses grupos, Dilma, em vez de colocar água na fervura, chamou a imprensa para citar a palavra maldita – impeachment – numa tentativa de desqualificar os protestos, totalmente legítimos. Foi a petista, portanto, quem deu corpo à discussão sobre seu afastamento, especialmente quando ela viu nos manifestantes a intenção de promover uma “ruptura democrática”.

Desde então, Dilma só pensa nisso e só trabalha em função disso. É tão grande o ímpeto da presidente em defender seu mandato dessa ameaça – que, no início do ano, somente ela enxergava – que um observador mais maldoso poderia concluir que se trata de estratégia deliberada. Afinal, sem ter o que mostrar como governante, incompetente para resolver os problemas básicos da administração e incapaz de dar um rumo a seu desgoverno, Dilma escolheu encarnar a vítima de “forças golpistas”. Em vez de ser presidente, função para a qual ela não tem o menor traquejo, a petista quer ser vista como uma espécie de mártir da democracia – papel para o qual ela julga ser talhada, graças a seu passado de presa política no regime militar.

Com esse script na ponta da língua, Dilma aproveita todo evento público para dizer que foi eleita por 54 milhões de votos e que vai “enfrentar todos aqueles que acham que o melhor jeito para chegar à Presidência da República é atropelar a democracia”, como declarou no dia 22 passado em mais uma cerimônia de entrega de casas do Minha Casa, Minha Vida. Seus ministros e os principais dirigentes petistas também martelam essa mensagem a todo momento. Até no programa obrigatório A Voz do Brasil, que o governo deveria usar exclusivamente para falar de suas realizações, o tema do impeachment é pauta diária.

Não surpreende, assim, que o ministro Jaques Wagner, ao fazer um resumo do que foi o ano de 2015 para Dilma, tenha praticamente se limitado a falar das vitórias do Planalto em relação ao impeachment. Para Wagner, esse assunto foi o “elemento desagregador”, mas o governo deu a volta por cima – e agora, jactou-se, “é só botar para votar na Câmara dos Deputados que a gente enterra”. Wagner festejou o “renascimento do governo” e disse que Dilma daqui em diante terá “liberdade para poder atuar”.

Nem é preciso lembrar que, quando teve “liberdade para atuar”, no primeiro mandato, Dilma criou as condições para a maior recessão da história recente do País. Em cinco anos, a petista demonstrou ser competente apenas para, por ora, escapar do impeachment, à base de surrentos conchavos que abastardam a Presidência, o Congresso e a própria democracia.