Os ingressos para o jogo Clube do Remo x Águia de Marabá do próximo domingo (31) já estão à venda desde ontem na sede social remista, na avenida Nazaré. Os primeiros lotes serão destinados aos sócios torcedores ao preço de R$30 a arquibancada e R$ 50 a cadeira. A partir de hoje (27) a venda será aberta aos demais torcedores, ainda com preço promocional e, no sábado, dia 30, os preços estarão mais caros: R$ 40 a arquibancada e R$ 60 a cadeira. As meias-entradas para estudantes são vendidas pela internet.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Mídia familiar desaba no impresso e até no digital
Entre janeiro e dezembro, a Folha caiu 14,1% no impresso e 16,3% no digital, o que gerou uma queda média de 15,1%, superior à do Estado de S. Paulo (8,9%) e à do Globo (5,5%).
Na lista do IVC, que contempla ainda publicações como Correio Braziliense, Zero Hora, A Tarde, O Povo, Valor Econômico, Gazeta do Povo e Super Notícia, todos – sem exceção – caíram. Alguns cresceram no digital, mas partindo de bases pequenas.
Os dados revelam vários fatores. Os jornais, naturalmente, foram afetados pela crise econômica que ajudaram a amplificar. Mas hoje enfrentam uma concorrência crescente de veículos puramente digitais.
Além disso, o modelo de cobrança por conteúdo, dos chamados paywalls (muros de cobrança para quem assina determinada quantidade de artigos), tem tido pouca receptividade no Brasil.
Um outro fator, que pode vir a ser considerado na análise, é o grau de engajamento político dos jornais da imprensa familiar, que passaram a substituir o jornalismo pelo proselitismo político, afugentando uma parcela de seus leitores.
Vale a pena ler: Ei, a crise é muito grave mesmo
Por Hélio Doyle, jornalista - Brasil 247
Bastar ler os jornais, ouvir as notícias no rádio e na televisão, ou acompanhar os portais e as redes sociais. Para os mais atentos, basta ver o que se passa no nosso cotidiano: preços mais altos, amigos e conhecidos desempregados, salários atrasados, lojas fechando, obras paralisadas, restaurantes mais vazios e por aí vai. A gravíssima crise econômica e financeira pela qual passa o país está à vista de todos. Crise que se reflete, para baixo, nos estados e nos municípios. E, que, embora não causada exclusivamente por fatores externos, reflete o que acontece em praticamente todo o mundo, a começar das potências China e Estados Unidos.
Por incrível que pareça, porém, muita gente no Brasil parece não ter ainda consciência do que está acontecendo. Ou parece não acreditar no que se vê a olho nu ou pelos meios de comunicação. Pensam e agem como se nada estivesse acontecendo, nem em sua cidade, em seu estado, no país e no mundo. E, entre esses muitos, não estão só pessoas desinformadas, ou alienadas da realidade. Estão também pessoas de alta responsabilidade pública, mas essas com uma diferença crucial: não podem alegar desconhecimento, ou idiotice crônica. Essas sabem muito bem o que está ocorrendo e o que mostram, ignorando a crise, é irresponsabilidade e descompromisso que beiram a prática de ações criminosas.
Ter a consciência de que existe uma crise grave é o primeiro passo para enfrentá-la. Se não há essa consciência, nada se faz para melhorar a situação. A superação da crise exige medidas duras e que afetam as pessoas, e que por isso tendem a ser rechaçadas pelos grupos que se consideram prejudicados. A questão, em toda crise, é quem vai perder mais e quem vai perder, porque todos vão perder alguma coisa. Um governo à esquerda tende a proteger os trabalhadores e os mais pobres, um governo à direita tende a defender os interesses do empresariado e dos mais ricos. Bancos e banqueiros, geralmente, são um caso à parte: sempre estão ganhando.
Quando há uma crise, é preciso fazer ajustes, mas também pensar em como retomar a normalidade e avançar. É preciso cortar gastos, desde que não sejam essenciais ao atendimento de necessidades básicas da população, especialmente dos mais pobres, e que por isso mais precisam do Estado. É preciso reprogramar despesas, para cortar supérfluos e investir os recursos economizados em algo fundamental. Mas, antes de tudo, é preciso ter a disposição de enfrentar a crise.
Hoje, no Brasil, entre os que ignoram a crise, ou fingem ignorá-la, estão, por exemplo, o Poder Judiciário e o Ministério Público, que mantêm suas mordomias, como o absurdo auxílio-moradia. Ou senadores, deputados e vereadores que impedem, com discursos demagógicos e populistas, que os governos tomem medidas adequadas. Ou governantes que continuam gastando no que não devem, e deixando de atender às questões básicas em áreas como saúde, educação e segurança.
Nessa turma dos desinformados, alienados, irresponsáveis ou idiotas crônicos, estão também sindicalistas que exigem aumentos salariais e benefícios para trabalhadores e servidores que já recebem remunerações elevadas. E até, ressalvando aqui o esquerdismo infantil e a imaturidade juvenil de seus protagonistas, o que releva as bobagens que dizem, os que falam em tarifa zero nos transportes coletivos, como se isso fosse factível no momento em que vivemos.
O governo tem a obrigação de sair da paralisia medrosa e apresentar, para o debate público, suas propostas para enfrentar a crise. O Congresso tem a obrigação de decidir logo se vai continuar com um bandido presidindo a Câmara e se vai ou não destituir a presidente da República. O Poder Judiciário tem de voltar das imerecidas férias disposto a fazer horas extras para tomar as decisões que vão desatar os nós que ficam dependendo de suas excelências. A população tem de entender que o momento pelo qual passa o mundo, o país, cada estado e cada município, não comporta reivindicações irreais e definidas por uma visão equivocada do que seja o bem comum e por estratégias pseudo-esquerdistas e pseudo-revolucionárias, de um lado, ou neoliberais e elitistas, de outro.
Bastar ler os jornais, ouvir as notícias no rádio e na televisão, ou acompanhar os portais e as redes sociais. Para os mais atentos, basta ver o que se passa no nosso cotidiano: preços mais altos, amigos e conhecidos desempregados, salários atrasados, lojas fechando, obras paralisadas, restaurantes mais vazios e por aí vai. A gravíssima crise econômica e financeira pela qual passa o país está à vista de todos. Crise que se reflete, para baixo, nos estados e nos municípios. E, que, embora não causada exclusivamente por fatores externos, reflete o que acontece em praticamente todo o mundo, a começar das potências China e Estados Unidos.
Por incrível que pareça, porém, muita gente no Brasil parece não ter ainda consciência do que está acontecendo. Ou parece não acreditar no que se vê a olho nu ou pelos meios de comunicação. Pensam e agem como se nada estivesse acontecendo, nem em sua cidade, em seu estado, no país e no mundo. E, entre esses muitos, não estão só pessoas desinformadas, ou alienadas da realidade. Estão também pessoas de alta responsabilidade pública, mas essas com uma diferença crucial: não podem alegar desconhecimento, ou idiotice crônica. Essas sabem muito bem o que está ocorrendo e o que mostram, ignorando a crise, é irresponsabilidade e descompromisso que beiram a prática de ações criminosas.
Ter a consciência de que existe uma crise grave é o primeiro passo para enfrentá-la. Se não há essa consciência, nada se faz para melhorar a situação. A superação da crise exige medidas duras e que afetam as pessoas, e que por isso tendem a ser rechaçadas pelos grupos que se consideram prejudicados. A questão, em toda crise, é quem vai perder mais e quem vai perder, porque todos vão perder alguma coisa. Um governo à esquerda tende a proteger os trabalhadores e os mais pobres, um governo à direita tende a defender os interesses do empresariado e dos mais ricos. Bancos e banqueiros, geralmente, são um caso à parte: sempre estão ganhando.
Quando há uma crise, é preciso fazer ajustes, mas também pensar em como retomar a normalidade e avançar. É preciso cortar gastos, desde que não sejam essenciais ao atendimento de necessidades básicas da população, especialmente dos mais pobres, e que por isso mais precisam do Estado. É preciso reprogramar despesas, para cortar supérfluos e investir os recursos economizados em algo fundamental. Mas, antes de tudo, é preciso ter a disposição de enfrentar a crise.
Hoje, no Brasil, entre os que ignoram a crise, ou fingem ignorá-la, estão, por exemplo, o Poder Judiciário e o Ministério Público, que mantêm suas mordomias, como o absurdo auxílio-moradia. Ou senadores, deputados e vereadores que impedem, com discursos demagógicos e populistas, que os governos tomem medidas adequadas. Ou governantes que continuam gastando no que não devem, e deixando de atender às questões básicas em áreas como saúde, educação e segurança.
Nessa turma dos desinformados, alienados, irresponsáveis ou idiotas crônicos, estão também sindicalistas que exigem aumentos salariais e benefícios para trabalhadores e servidores que já recebem remunerações elevadas. E até, ressalvando aqui o esquerdismo infantil e a imaturidade juvenil de seus protagonistas, o que releva as bobagens que dizem, os que falam em tarifa zero nos transportes coletivos, como se isso fosse factível no momento em que vivemos.
O governo tem a obrigação de sair da paralisia medrosa e apresentar, para o debate público, suas propostas para enfrentar a crise. O Congresso tem a obrigação de decidir logo se vai continuar com um bandido presidindo a Câmara e se vai ou não destituir a presidente da República. O Poder Judiciário tem de voltar das imerecidas férias disposto a fazer horas extras para tomar as decisões que vão desatar os nós que ficam dependendo de suas excelências. A população tem de entender que o momento pelo qual passa o mundo, o país, cada estado e cada município, não comporta reivindicações irreais e definidas por uma visão equivocada do que seja o bem comum e por estratégias pseudo-esquerdistas e pseudo-revolucionárias, de um lado, ou neoliberais e elitistas, de outro.
Sergio Moro desmente texto no qual teria dito ter provas para prender Lula
O juiz federal Sergio Moro, responsável pela condução da maior parte dos processos da operação “lava jato”, negou ontem (26/1) ter dado entrevista ao jornal Correio da Manhã (que é um dos jornais mais importantes de Portugal) afirmando já possuir provas suficientes para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na notícia falsa, que circula no WhatsApp e em páginas do Facebook com nomes como "Meupartidoé Brasil", "Direita Já" e "Que absurdo, estou revoltado", o suposto entrevistador do Correio da Manhã conta que Moro “concedeu gentilmente esta entrevista na manhã deste sábado, dia 24/01/16 [na realidade, dia 24 foi domingo]”. O texto já contabiliza dezenas de milhares de compartilhamentos.
O repórter imaginário destaca que não foi fácil combinar a conversa: teve que esperar mais de um ano para tanto, passar por um detector de metais no local do bate-papo e ser revistado duas vezes pelos seguranças do juiz. Isso tudo tem uma justificativa, explica o Sergio Moro da fábula virtual: “Estou jurado de morte”. O autor do texto ilustra o medo como num romance: “Ele agita a perna direita numa rapidez angustiante. Lança olhares frequentes em direção à janela, como se alguém pudesse escalar até a janela”.
De acordo com o hipotético relato, o juiz da “lava jato” é direto ao falar do ex-presidente. "Pode escrever aí: irei prender o Lula. Já tenho todas as provas documentais reunidas, é um material robusto de 14 mil páginas. Não há escapatória para Lula e sua família. Como juiz, serei obrigado a pedir sua prisão”.
Contudo, o Moro virtual reconhece no conto que tal medida causará comoção popular, uma vez que Lula ainda tem muitos apoiadores no Brasil. Como se o juiz fosse uma fada a atender pedidos, a publicação pede que as pessoas compartilhem o texto, para que o petista seja preso. "Hoje nós temos a internet como importante meio de manifestação, o Facebook em especial. As postagens na rede são um bom termômetro da vontade popular. É preciso que milhares, milhões de pessoas peçam a prisão do Lula para ela efetivamente se concretize. Isso pode ser feito pela internet. Precisamos de uma postagem que atinja a marca de um milhão de compartilhamentos para ganharmos força e legitimidade", diz o juiz, na falsa entrevista.
Porém, o Moro real não deixou que esse mito se propagasse por muito tempo, e emitiu nota nesta terça desmentindo a reportagem. O problema será chegar perto do número de compartilhamentos da falsa entrevista.
Clique aqui para ler a íntegra da nota da Justiça Federal do Paraná.
Na notícia falsa, que circula no WhatsApp e em páginas do Facebook com nomes como "Meupartidoé Brasil", "Direita Já" e "Que absurdo, estou revoltado", o suposto entrevistador do Correio da Manhã conta que Moro “concedeu gentilmente esta entrevista na manhã deste sábado, dia 24/01/16 [na realidade, dia 24 foi domingo]”. O texto já contabiliza dezenas de milhares de compartilhamentos.
O repórter imaginário destaca que não foi fácil combinar a conversa: teve que esperar mais de um ano para tanto, passar por um detector de metais no local do bate-papo e ser revistado duas vezes pelos seguranças do juiz. Isso tudo tem uma justificativa, explica o Sergio Moro da fábula virtual: “Estou jurado de morte”. O autor do texto ilustra o medo como num romance: “Ele agita a perna direita numa rapidez angustiante. Lança olhares frequentes em direção à janela, como se alguém pudesse escalar até a janela”.
De acordo com o hipotético relato, o juiz da “lava jato” é direto ao falar do ex-presidente. "Pode escrever aí: irei prender o Lula. Já tenho todas as provas documentais reunidas, é um material robusto de 14 mil páginas. Não há escapatória para Lula e sua família. Como juiz, serei obrigado a pedir sua prisão”.
Contudo, o Moro virtual reconhece no conto que tal medida causará comoção popular, uma vez que Lula ainda tem muitos apoiadores no Brasil. Como se o juiz fosse uma fada a atender pedidos, a publicação pede que as pessoas compartilhem o texto, para que o petista seja preso. "Hoje nós temos a internet como importante meio de manifestação, o Facebook em especial. As postagens na rede são um bom termômetro da vontade popular. É preciso que milhares, milhões de pessoas peçam a prisão do Lula para ela efetivamente se concretize. Isso pode ser feito pela internet. Precisamos de uma postagem que atinja a marca de um milhão de compartilhamentos para ganharmos força e legitimidade", diz o juiz, na falsa entrevista.
Porém, o Moro real não deixou que esse mito se propagasse por muito tempo, e emitiu nota nesta terça desmentindo a reportagem. O problema será chegar perto do número de compartilhamentos da falsa entrevista.
Clique aqui para ler a íntegra da nota da Justiça Federal do Paraná.
Correios vão oferecer serviço de telefonia móvel de baixo custo
O edital para contratação de serviços de telefonia móvel como operadora virtual, chamada de MVNO (Mobile Virtual Network Operator) foi publicado ontem pela segunda vez, pois o primeiro foi cancelado. A empresa receberá propostas das operadoras interessadas em participar do projeto até o dia 17 de março. Para concorrer, a operadora deve estar presente em pelo menos 50% dos municípios brasileiros.
Segundo o presidente da comissão de licitação, Ara Minassian, os Correios retomam o processo seletivo com um novo edital, aperfeiçoado com sugestões recebidas pelas operadoras.De acordo com o edital, após a abertura das propostas, todas as empresas poderão fazer novos lances.
Os Correios avaliarão as propostas considerando o somatório do maior valor de remuneração dos chips pré-pagos e do maior percentual de comissão pela venda de recargas realizadas. O valor mínimo previsto para a operação pretendida é de R$ 282 milhões, para um período de cinco anos. O funcionamento do sistema de “operadoras virtuais” é regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Diversificação - A entrada dos Correios neste setor é mais uma iniciativa decorrente da Lei 12.490/11, que permitiu a diversificação das atividades da estatal e a modernização de seus serviços, em meio ao declínio do negócio de entrega de correspondências e redução de faturamento.
O balanço da empresa no ano passado, que ainda não foi fechado, estava no vermelho até novembro. As despesas ficaram em R$ 18,747 bilhões, enquanto que a receita somou R$ 17,032 bilhões.
PT terá cláusula em que candidato será responsável por financiamento de campanha, diz Rui Falcão
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou ontem, 26, que o partido vai introduzir, na carta compromisso dos candidatos petistas nas eleições municipais de outubro, cláusula em que se declaram "plenamente responsáveis" por sua campanha, principalmente pelo financiamento. O objetivo é evitar que o partido seja responsabilizado por atos de corrupção eleitoral praticados por algum de seus integrantes.
"Não é desconfiança de ninguém, mas, como muitas vezes há um erro, um deslize, não queremos que haja nenhuma responsabilização do partido", afirmou Falcão em entrevista coletiva, durante reunião da Executiva Nacional do PT. Segundo ele, diante das novas regras que não permitem o financiamento privado, o partido pretende "fiscalizar bastante" toda a campanha, para evitar que o financiamento empresarial continue.
"A campanha vai exigir criatividade, ampla participação da militância, da sociedade organizada, dos movimentos sociais. Vai requerer formas criativas de financiamento", disse. De acordo com o dirigente petista, diante desse cenário, o partido pretende ampliar o leque de candidaturas, incluindo mais candidaturas de mulheres, da juventude e de movimentos sociais, para que haja mais espaço para defesa sigla.
"Não é desconfiança de ninguém, mas, como muitas vezes há um erro, um deslize, não queremos que haja nenhuma responsabilização do partido", afirmou Falcão em entrevista coletiva, durante reunião da Executiva Nacional do PT. Segundo ele, diante das novas regras que não permitem o financiamento privado, o partido pretende "fiscalizar bastante" toda a campanha, para evitar que o financiamento empresarial continue.
"A campanha vai exigir criatividade, ampla participação da militância, da sociedade organizada, dos movimentos sociais. Vai requerer formas criativas de financiamento", disse. De acordo com o dirigente petista, diante desse cenário, o partido pretende ampliar o leque de candidaturas, incluindo mais candidaturas de mulheres, da juventude e de movimentos sociais, para que haja mais espaço para defesa sigla.
Mesmo licenciado, Marco Polo Del Nero mantém poder na CBF
Nunes chegou à presidência da entidade com a articulação de Del Nero, enquanto este se mantém licenciado, preparando a defesa na Justiça americana, na qual é réu acusado de corrupção. Na prática, porém, mesmo afastado oficialmente, Del Nero mantém participação ativa nas principais decisões. Ele nega.
Qualquer assunto que dependa de aprovação, entretanto, é remetido "aos presidentes" (Del Nero e Nunes), expressão recorrente nos corredores da CBF.
Escolhidos por Del Nero, o secretário-geral Walter Feldman e Rogério Caboclo, diretor-executivo, são chamados de "ministros". Fazem os contatos com as federações e tomam decisões administrativas.
Conforme apurou a Folha, em geral, Nunes só empresta seu nome para sacramentar as decisões da CBF, o que ficou evidente no imbróglio que envolve a Primeira Liga, que organiza torneio a partir desta quarta (27).
Enquanto acontecia reunião no Rio nesta segunda (25), na CBF, da qual Del Nero participou e que resultou na divulgação de comunicado expressando a reprovação à competição organizada pela Primeira Liga, o coronel Nunes estava em São Paulo, assistindo ao Flamengo ser campeão da Copinha.
Após a decisão, Nunes teve breve conversa com o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, na qual afirmou "ver com bons olhos" a realização da Primeira Liga e prometeu mandar um representante da CBF para a abertura da competição.
Horas depois, porém, a CBF soltou nota dizendo que só autorizaria Primeira Liga como oficial a partir de 2017 (os organizadores do torneio decidiram manter a competição mesmo com a discordância da CBF).
Ao chegar ao Paraguai para a eleição da Conmebol, Nunes revelou desconhecimento sobre o que havia assinado – seu nome consta no documento no site da CBF. "Vou me inteirar", disse aos jornalistas no Paraguai.
Também na segunda (25), Del Nero recebeu o ganhador do prêmio Puskas, Wendell Lira. A CBF publicou em seu site fotos do encontro, mas ocultou a presença do dirigente licenciado, que entregou uma placa ao jogador.
"Conversei por telefone com o presidente Nunes na segunda (25) sobre os detalhes da Primeira Liga. Ele está inteirado e concorda com tudo. No Paraguai, não quis tocar no assunto, apenas isso", disse Walter Feldman.
É a segunda licença de Del Nero. A primeira foi no início de dezembro e indicou para a presidência outro vice, o capixaba Marcus Vicente.
Vicente, porém, tomou as rédeas em alguns departamentos, o que irritou Del Nero, que voltou ao cargo só para, alguns dias depois, indicar o coronel Nunes.
Leia também >Nunes diverte o Brasil. Conte outra, coronel!
STF sinaliza a governo não haver elementos para afastar Cunha
O governo da presidente Dilma Rousseff recebeu sinalização do STF (Supremo Tribunal Federal) de que hoje não há elementos para afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.
Segundo a Folha apurou, o portador da mensagem foi o próprio presidente da corte, Ricardo Lewandowski, que conversou com integrantes do governo e com colegas do Judiciário sobre a decisão que deve ser tomada pelo plenário do STF em fevereiro.
O Palácio do Planalto, porém, não entendeu a fala de Lewandowski como um veredito. Aliados de Dilma dizem que, apesar de o ministro ter dado a entender que falava com base em uma avaliação "ampliada", como se apontasse a tendência da maioria dos ministros da corte, ainda não há consenso entre eles.
Aliados de Lewandowski, por sua vez, dizem que ele reflete uma "visão geral" dos colegas, mas que as discussões sobre o tema se mantêm restritas aos ministros.
Dos 11 integrantes da corte, seis precisam votar a favor do afastamento de Cunha para que ele deixe o cargo de presidente da Câmara.
Nos bastidores, o Planalto faz as contas para justificar que não é hora de bater o martelo: os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli podem seguir a tese de Lewandowski e votar pelo não afastamento de Eduardo Cunha.
Enquanto isso, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e o relator do caso, Teori Zavascki, devem ser favoráveis a afastar o peemedebista. Já os votos dos ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Cármen Lúcia são considerados incógnitas até este momento.
Em 16 de dezembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF o afastamento cautelar de Cunha, sob argumento de que o presidente da Câmara faz uso do cargo para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e as apurações do Conselho de Ética da Casa, que analisa o pedido de cassação de seu mandato.
Segundo o documento que chegou a Teori, relator do caso, o afastamento de Cunha visa impedir que ele possa "destruir provas, pressionar testemunhas, intimidar vítimas ou obstruir as investigações de qualquer modo".
Cunha é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro e é suspeito de ocultar contas na Suíça irrigadas com dinheiro desviado do esquema da Petrobras.
O que tem ecoado nos bastidores do Supremo é que a peça de Janot é um "somatório de tudo" o que Cunha foi acusado, mas ainda não há denúncia, o que poderia contar a favor do peemedebista.
Divisão no Governo - No núcleo político do governo ainda há divergência sobre qual desfecho do caso Cunha seria melhor para a presidente Dilma.
Há quem defenda que a saída dele do cargo seria um importante ativo para que o governo supere a crise política e, consequentemente, econômica.
A tese é defendida inclusive por Dilma, que tem dito a aliados que o peemedebista dificulta a aprovação de projetos importantes para o governo e não quer mais viver "sob chantagem". Alguns auxiliares, no entanto, ainda preferem que Eduardo Cunha permaneça no cargo.
Segundo eles, caso o peemedebista perca o protagonismo no Legislativo, Dilma também perde seu antagonista e, assim, os holofotes da crise voltam-se mais uma vez somente ao Planalto. Hoje, para esse grupo, Cunha funciona como uma espécie de anteparo para a presidente. (Folha de SP)
Segundo a Folha apurou, o portador da mensagem foi o próprio presidente da corte, Ricardo Lewandowski, que conversou com integrantes do governo e com colegas do Judiciário sobre a decisão que deve ser tomada pelo plenário do STF em fevereiro.
O Palácio do Planalto, porém, não entendeu a fala de Lewandowski como um veredito. Aliados de Dilma dizem que, apesar de o ministro ter dado a entender que falava com base em uma avaliação "ampliada", como se apontasse a tendência da maioria dos ministros da corte, ainda não há consenso entre eles.
Aliados de Lewandowski, por sua vez, dizem que ele reflete uma "visão geral" dos colegas, mas que as discussões sobre o tema se mantêm restritas aos ministros.
Dos 11 integrantes da corte, seis precisam votar a favor do afastamento de Cunha para que ele deixe o cargo de presidente da Câmara.
Nos bastidores, o Planalto faz as contas para justificar que não é hora de bater o martelo: os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli podem seguir a tese de Lewandowski e votar pelo não afastamento de Eduardo Cunha.
Enquanto isso, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e o relator do caso, Teori Zavascki, devem ser favoráveis a afastar o peemedebista. Já os votos dos ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Cármen Lúcia são considerados incógnitas até este momento.
Em 16 de dezembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF o afastamento cautelar de Cunha, sob argumento de que o presidente da Câmara faz uso do cargo para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e as apurações do Conselho de Ética da Casa, que analisa o pedido de cassação de seu mandato.
Segundo o documento que chegou a Teori, relator do caso, o afastamento de Cunha visa impedir que ele possa "destruir provas, pressionar testemunhas, intimidar vítimas ou obstruir as investigações de qualquer modo".
Cunha é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro e é suspeito de ocultar contas na Suíça irrigadas com dinheiro desviado do esquema da Petrobras.
O que tem ecoado nos bastidores do Supremo é que a peça de Janot é um "somatório de tudo" o que Cunha foi acusado, mas ainda não há denúncia, o que poderia contar a favor do peemedebista.
Divisão no Governo - No núcleo político do governo ainda há divergência sobre qual desfecho do caso Cunha seria melhor para a presidente Dilma.
Há quem defenda que a saída dele do cargo seria um importante ativo para que o governo supere a crise política e, consequentemente, econômica.
A tese é defendida inclusive por Dilma, que tem dito a aliados que o peemedebista dificulta a aprovação de projetos importantes para o governo e não quer mais viver "sob chantagem". Alguns auxiliares, no entanto, ainda preferem que Eduardo Cunha permaneça no cargo.
Segundo eles, caso o peemedebista perca o protagonismo no Legislativo, Dilma também perde seu antagonista e, assim, os holofotes da crise voltam-se mais uma vez somente ao Planalto. Hoje, para esse grupo, Cunha funciona como uma espécie de anteparo para a presidente. (Folha de SP)
Servidores do Estado recebem a partir desta quarta-feira, 27
Os funcionários públicos estaduais, da administração direta e
indireta, começam a receber os salários de janeiro a partir desta
quarta-feira, 27.
Pagamento do salário mínimo - O reajuste do salário mínimo de 11,6%,
em vigor desde 1º de janeiro, será aplicado no total da remuneração dos
servidores que recebem abaixo de R$ 880,00, incluidos aí os 5.247 mil
servidores que receberão o abono de diferença do salário mínimo que será
incorporado no vencimento do mês de abril, data base geral dos
servidores do Estado.
Determinação - O pagamento do salário mínimo atende a
determinação publicada nos acórdãos nº 54.763, de 26 de maio de 2015, e
nº 54.785, de 28 de maio de 2015, do Tribunal de Contas do Estado
(TCE). Assim sendo, o Governo do Estado passa a aplicar o entendimento
do Supremo Tribunal Federal (STF), que na súmula vinculante 16 esclarece
que a remuneração total (vencimento mais as gratificações) do servidor
público não pode ser inferior ao valor do salário mínimo.
Já a súmula vinculante 15/2009 estabelece que o cálculo de
gratificações e outras vantagens não incidem sobre o abono para se
atingir o salário mínimo do servidor público. Portanto, segundo o
entendimento dos órgãos de controle das contas públicas, o reajuste do
salário não implica em aumento automático do vencimento base e das
gratificações. Ainda de acordo com o artigo 37, inciso XIII da
Constituição Federal, é vedada a vinculação ou equiparação do salário
mínimo para qualquer fim. Portanto, o reajuste automático é considerado
vinculação, o que obriga o Estado a rever seus procedimentos.
Confira o calendário de pagamento de janeiro/2016:
27/01 - Inativos militares e pensionistas militares/ Inativos civis,
pensionistas civis e pensionistas especiais da Sead/ Auditoria Geral,
Casa Civil, Casa Militar, Defensoria Pública, Gabinete da
Vice-governadoria, Procuradoria Geral, Sedap, Sectet, Sead, Sefa,
Seplan, Semas, Secult, Seel, Sedeme, Sejudh, Sedop, Sespa, Seaster,
Setran, Secom, Setur e NAC.
28/01 - Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Segup,
Adepará, Arcon, Asipag, Codec, Ceasa, Cohab, CPC Renato Chaves, Detran,
EGPA, Emater, FCG, FCP, Fasepa, Funtelpa, Fapespa, Hospital de Clínicas,
Hospital Ophir Loyola, Hemopa, Imetropará, Iasep, Igeprev, Imprensa
Oficial do Estado, Iterpa, Jucepa, Prodepa, Santa Casa, Susipe, Uepa,
Ideflor-Bio, CPH, NGTM, Fundação Pro Paz.
29/01 – Seduc (capital e interior)
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Advogados discordam sobre os passos a serem seguidos após a cassação de José Melo no TRE
Mandato de José Melo foi cassado pelo TRE-Am
O advogado Yuri Dantas, que defende José Melo (Pros) e Henrique Oliveira (SDD) no processo por compra de votos que resultou na cassação dos mandatos dos dois, disse que vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). A declaração foi dada logo após o término da sessão da Corte, nesta segunda-feira (25). Segundo Yuri Dantas, ficará a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir se haverá uma nova eleição para o governo. Do outro lado, Daniel Nogueira, advogado da chapa de Eduardo Braga (PMDB), candidato derrotado no segundo turno, defende a posse do segundo colocado.
Os dois advogados discordam sobre a aplicação da minirreforma eleitoral aprovada em 2015 no Congresso Nacional, que garante a realização de novas eleições no caso de cassação, nas eleições de 2014.
Ambos aguardarão o acórdão - O defensor da chapa Melo/Henrique afirmou que, primeiramente, vai aguardar a publicação do acórdão para decidir qual recurso será o mais adequado"A partir da publicação do acórdão iremos decidir qual o meio recursal que iremos utilizar – se serão os embargos de declaração eles serão protocolizados aqui pelo TRE e se for um recurso extraordinário será pelo TSE", disse.
Yuri Dantas reforçou que a decisão foi pela condenação por prática de conduta vedada e captação ilícita de sufrágio e que não trata de afastamento imediato de Melo do cargo. "É isso que o acórdão vai trazer [a cassação] e nada referente a realização de uma nova eleição ou coisa parecida, não foi isso que foi decidido".
"A cassação está aí, o que a gente pode esperar é que havendo recurso para o TSE, havendo efeito suspensivo ou sendo deferido esse efeito suspensivo por cautelar, os efeitos da cassação ficam suspensos até que o TSE decida", afirmou.
"O que vai definir a aplicação da minirreforma eleitoral neste caso será a natureza da norma introduzida. Se ela é de natureza material, então não vai se aplicar. Se é de direito processual então ela vai ser aplicar. É um debate muito teórico e nada prático por hora", finalizou.
Daniel Nogueira, por sua vez, classificou a decisão como histórica e votou a defender que seu cliente assuma o governo. Segundo ele, a jurisprudência do TSE determina que a nova regra só vale para as eleições a partir de 2016.
"Há uma discussão teórica sobre a aplicabilidade da lei da minirreforma, mas do outro há também uma decisão recente do TSE dizendo que esse dispositivo do segundo colocado da minirreforma não se aplica as eleições que já tiverem ocorrido. E essa é uma decisão recente. Então, por mais que aja um posicionamento doutrinário, acadêmico, no qual, o meu colega (Yuri Dantas) precisa se apegar, eu prefiro acreditar na posição jurisprudencial do TSE", disse Nogueira.
"Neste momento cabe recurso, principalmente da parte derrotada. Mas também podemos e vamos analisar a possibilidade de oferecer recurso para majorar as outras penas, que não a de cassação, então ambas as partes podem recorrer dessa decisão", acrescentou.
"A histórica decisão de hoje é uma mensagem eloqüente de que a sociedade brasileira não aceita mais a corrupção eleitoral, não interessa de onde ela venham. Me parece que esse foi um poderoso golpe contra a impunidade, mas me parece também que isso é um aviso inequívoco de que a Justiça Eleitoral vai exigir respeito a moralidade eleitoral a quem quer que seja, inclusive do governador do Estado", afirmou o advogado de Eduardo Braga.
Críticos do papa Francisco só querem constrangê-lo, diz parceiro em livro
O jornalista Andrea Tornielli é recebido pelo papa Francisco no Vaticano com a edição italiana do livro
Folha de SP
O vaticanista Andrea Tornielli, 51, do diário italiano "La Stampa", diz que se sente incomodado por passar a impressão de "bancar o defensor" do papa Francisco, mas acaba fazendo uma comparação bíblica ao falar dos críticos do pontífice.
"Eles me lembram o que os fariseus e outros oponentes de Jesus tentavam fazer, colocar diante dele questões cujo único objetivo é pô-lo em dificuldade", afirmou Tornielli em entrevista telefônica à Folha.
Conversas do vaticanista com o papa sobre misericórdia se transformaram no primeiro livro lançado por Francisco após assumir o pontificado, com o título "O Nome de Deus é Misericórdia", que chega ao Brasil em fevereiro pela Editora Planeta.
Tornielli diz ainda que a oposição ao atual chefe da Igreja Católica não difere tanto da enfrentada por outros papas recentes e adverte contra interpretações excessivamente políticas do debate sobre os rumos da Igreja estimulados pelo atual pontífice.
"Eles me lembram o que os fariseus e outros oponentes de Jesus tentavam fazer, colocar diante dele questões cujo único objetivo é pô-lo em dificuldade", afirmou Tornielli em entrevista telefônica à Folha.
Conversas do vaticanista com o papa sobre misericórdia se transformaram no primeiro livro lançado por Francisco após assumir o pontificado, com o título "O Nome de Deus é Misericórdia", que chega ao Brasil em fevereiro pela Editora Planeta.
Tornielli diz ainda que a oposição ao atual chefe da Igreja Católica não difere tanto da enfrentada por outros papas recentes e adverte contra interpretações excessivamente políticas do debate sobre os rumos da Igreja estimulados pelo atual pontífice.
Folha - A introdução do livro dá a impressão de que foi fácil convencer o papa a conceder entrevistas. Foi mesmo?
Andrea Tornielli - Sim. É claro que me ajudou o fato de já termos
um contato, eu já o havia entrevistado antes. Mas é verdade, uma vez
que propus o projeto, não tive grandes dificuldades. No texto, assim
como em suas homilias, o papa assume uma postura de pároco de cidade
pequena, com raciocínio muito simples e direto.
Os críticos de Francisco dizem que um dos problemas dele é esse, não
alcançar um nível de pensamento teológico e filosófico elevado. O que o
sr. pensa a esse respeito?
Não quero bancar o defensor do papa e não sou teólogo. Minha impressão é
que faz esse tipo de crítica talvez não conheça tanta teologia e não
diferencie o profundo do simplesmente complicado.
Ao longo da história da Igreja, os grandes teólogos e os grandes santos
sabiam dizer as coisas de maneira a tocar o coração das pessoas, e isso
só é possível quando se fala com simplicidade.
O papa às vezes é deliberadamente ambíguo naquilo que diz, na sua opinião?
De novo, não acho que me caiba defender o papa.
Se alguém acha que essa ambiguidade existe, deve questionar o próprio
Francisco, ou o padre [Federico] Lombardi [porta-voz papal e chefe de
imprensa da Santa Sede], e assim por diante.
Sinceramente, não percebo isso nas homilias que ele faz nas missas na
Casa Santa Marta ou em seus discursos. O que noto é o que parece ser uma
tentativa de reforma da Igreja que tenta voltar o máximo ao Evangelho.
Os críticos mais severos de Francisco às vezes me lembram o que os fariseus e outros oponentes de Jesus tentavam fazer com ele.
É como quando perguntam a Jesus se era lícito curar um doente no sábado
[a lei de Moisés proibia trabalhar nesse dia], ou quando trazem uma
adúltera diante dele e questionam se ela deve ser apedrejada ou não.
É claro que tudo pode ser criticado, mas não vejo ambiguidade geral —no
máximo, alguns ruídos em declarações extemporâneas, no avião ou em
situações parecidas.
A impressão que tenho é que, para alguns, o papa nunca faz nada bom. Às
vezes acertam, mas um relógio parado também acerta a hora duas vezes por
dia.
O sr. pode dimensionar a força dos opositores de Francisco no
Vaticano e na Igreja italiana hoje? Seriam apenas os mais
tradicionalistas?
Opositores existem, mas isso não é uma novidade. Todos os papas dos
últimos 60 anos, 70 anos sofreram uma oposição forte dentro e fora da
Cúria [a burocracia do Vaticano], como foi o caso de Paulo 6º [pontífice
de 1963 a 1978] e do próprio Bento 16.
É claro que os clérigos fortemente tradicionalistas se sobressaem no
caso de Francisco, mas não creio que sejam seus únicos opositores.
Como o sr. interpreta o resultado do Sínodo da Família,
reunião de bispos que discutiu, por exemplo, se era possível que fiéis
divorciados comungassem? É simplista dizer que os membros do sínodo
próximos de Francisco tentaram uma posição mais ousada e tiveram de
recuar?
Sim, acho que essa seria uma interpretação excessivamente política do sínodo.
É claro que não se pode esquecer que o resultado do sínodo teve de ser
aprovado por dois terços dos participantes, ou seja, é um documento de
consenso que naturalmente foge dos extremos.
Pode-se discutir se o confronto foi entre esperanças de mudança e uma
certa nostalgia, mas não se deve esquecer que as discussões não foram
como as de um parlamento, mas as de uma assembleia eclesial, muito
diferente.
O que esperar do documento no qual o papa fará sua análise do sínodo?
Francisco tem defendido a necessidade de uma Igreja mais colegial, com
mais participação dos bispos nos rumos do catolicismo. Seria
contraditório que ele não ratificasse o que o sínodo propôs?
É muito difícil dizer qualquer coisa a esse respeito. Mas lembre-se de
que o sínodo é um organismo consultivo, não deliberativo. É claro que o
papa levará em conta as conclusões do sínodo, mas em última instância o
poder de decidir é sempre do papa.
Como vaticanistas como o sr. reagiram ao processo criminal aberto pelo Vaticano contra os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi,
cujas publicações denunciaram corrupção e malversação de dinheiro na
Cúria? Não é contraditório um papa como Francisco processá-los?
A decisão partiu da magistratura vaticana, por causa da divulgação de documentos considerados sensíveis pelo Estado do Vaticano.
Se resolvo publicar informações consideradas segredo de Estado, não
posso esperar que nada me aconteça, seja no Vaticano ou nos EUA.
Além disso, não me parece que o processo tenha a ver a com a publicação
das informações em si, mas sim com a tentativa de averiguar se os
jornalistas exerceram alguma pressão indevida para obtê-los.
Inscrições para o Fies 2016 começam nesta terça
As inscrições para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) do primeiro semestre começam nesta terça-feira (26) e se estendem até as 23h59 da próxima sexta (29).
Para participar, os candidatos devem ser inscrever apenas pela internet, no site do Fies. O estudante pode se inscrever, sem cobrança de taxas, em um único curso e turno –ao longo do processo, é possível alterar a escolha.
O resultado será divulgado em 1º de fevereiro. Estudantes que não forem selecionados ficam em lista de espera, a ser utilizada caso tenham vagas não-preenchidas na disputa.
Para concorrer, o estudante precisa ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 450 pontos, além de nota acima de zero na redação. O estudante deve ainda ter renda familiar mensal per capita de até 2,5 salários mínimos (R$ 2.200).
A pasta ainda não divulgou o número de financiamentos disponíveis nesta edição do Fies, mas já indicou que a oferta total em 2016 deve ser semelhante ao ano passado, quando foram ofertados cerca de 314 mil contratos.
Para participar, os candidatos devem ser inscrever apenas pela internet, no site do Fies. O estudante pode se inscrever, sem cobrança de taxas, em um único curso e turno –ao longo do processo, é possível alterar a escolha.
O resultado será divulgado em 1º de fevereiro. Estudantes que não forem selecionados ficam em lista de espera, a ser utilizada caso tenham vagas não-preenchidas na disputa.
Para concorrer, o estudante precisa ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 450 pontos, além de nota acima de zero na redação. O estudante deve ainda ter renda familiar mensal per capita de até 2,5 salários mínimos (R$ 2.200).
A pasta ainda não divulgou o número de financiamentos disponíveis nesta edição do Fies, mas já indicou que a oferta total em 2016 deve ser semelhante ao ano passado, quando foram ofertados cerca de 314 mil contratos.
Governo vai anunciar novas linhas de crédito via bancos públicos
Dentro de sua estratégia de se reaproximar do empresariado, a presidente Dilma Rousseff vai anunciar, durante a reunião do Conselhão na quinta (28), a criação e o reforço de linhas de crédito para exportadores e micro e pequenas empresas.
Ela vai também divulgar a liberação de recursos do Banco do Brasil para financiamento do pré-custeio da próxima safra agrícola e da Caixa Econômica Federal para o setor habitacional.
Essas ações estão sendo elaboradas pelo ministro Nelson Barbosa (Fazenda) com os bancos públicos por determinação de Dilma, na tentativa de tentar fazer a economia voltar a crescer ainda neste ano.
Em 2016, o mercado prevê que o país possa registrar uma retração de 3%, depois de enfrentar um tombo no PIB próximo de 4% no ano passado.
Segundo assessores, a presidente decidiu não lançar um pacote de medidas econômicas na reunião do Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, para evitar críticas de que não é aberta ao diálogo e sempre apresenta um "prato feito" aos empresários.
O órgão estava sem reunir desde meados de 2014 e foi, segundo seus integrantes, esvaziado pela própria presidente. Está sendo reativado agora na busca de melhorar o relacionamento da petista com empresários, trabalhadores e outros setores da sociedade num momento de crise política e econômica.
Os recursos para exportadores e micro e pequenas empresas serão bancados pelo BNDES. Os empréstimos serão corrigidos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), de 7,5% ao ano, mais uma taxa. Ao final, o custo dos empréstimos deve ficar entre 15% e 18%, pouco acima da taxa Selic, de 14,25% ao ano.
O financiamento para exportadores é uma aposta no setor para que possa liderar a recuperação da economia diante de um dólar mais valorizado. Dilma quer focar ainda suas próximas medidas na área da construção civil, com a liberação de mais crédito habitacional pela Caixa, porque o setor reage mais rápido à injeção de recursos e gera mais empregos no curto prazo.
Ela vai também divulgar a liberação de recursos do Banco do Brasil para financiamento do pré-custeio da próxima safra agrícola e da Caixa Econômica Federal para o setor habitacional.
Essas ações estão sendo elaboradas pelo ministro Nelson Barbosa (Fazenda) com os bancos públicos por determinação de Dilma, na tentativa de tentar fazer a economia voltar a crescer ainda neste ano.
Em 2016, o mercado prevê que o país possa registrar uma retração de 3%, depois de enfrentar um tombo no PIB próximo de 4% no ano passado.
Segundo assessores, a presidente decidiu não lançar um pacote de medidas econômicas na reunião do Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, para evitar críticas de que não é aberta ao diálogo e sempre apresenta um "prato feito" aos empresários.
O órgão estava sem reunir desde meados de 2014 e foi, segundo seus integrantes, esvaziado pela própria presidente. Está sendo reativado agora na busca de melhorar o relacionamento da petista com empresários, trabalhadores e outros setores da sociedade num momento de crise política e econômica.
Os recursos para exportadores e micro e pequenas empresas serão bancados pelo BNDES. Os empréstimos serão corrigidos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), de 7,5% ao ano, mais uma taxa. Ao final, o custo dos empréstimos deve ficar entre 15% e 18%, pouco acima da taxa Selic, de 14,25% ao ano.
O financiamento para exportadores é uma aposta no setor para que possa liderar a recuperação da economia diante de um dólar mais valorizado. Dilma quer focar ainda suas próximas medidas na área da construção civil, com a liberação de mais crédito habitacional pela Caixa, porque o setor reage mais rápido à injeção de recursos e gera mais empregos no curto prazo.
Ministro da Saúde acumula falas polêmicas e se desgasta
As expressões acima fazem parte do repertório de observações e conselhos do atual ministro da Saúde, o médico psiquiatra e deputado federal licenciado Marcelo Castro, desgastado no governo por causa de suas declarações.
Ontem (25), ele gerou insatisfação novamente no Planalto ao afirmar que o Brasil estava perdendo "feio" no combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. - "Nós estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo feio a batalha para o mosquito", afirmou, ao lembrar que o país registrou recorde de casos de dengue em 2015, com mais de 1,6 milhão de casos.
Não foi a primeira vez que o ministro fez críticas à falta de ações contra o Aedes. Em dezembro, ele afirmou ver uma certa "contemporização" do governo e sociedade no combate ao mosquito. "Ficamos sempre na loteria."
Deslizes - Psiquiatra, Castro passou a se dedicar à política em 1982. Atuava como deputado federal pelo PMDB quando assumiu o ministério, em outubro, em um gesto da presidente Dilma Rousseff para ampliar o espaço do partido no governo.
Desde então, Castro colecionou falas polêmicas. Em uma delas, disse que iria "torcer para que as mulheres peguem zika" antes da idade fértil, "aí ficariam imunizadas pelo próprio mosquito" e não precisariam de vacina.
Em outra ocasião, ao comentar a articulação e apoio do Exército no combate ao Aedes, Castro sugeriu como piada, em reunião interna, usar também a Marinha, "porque o mosquito se reproduz na água", e a Aeronáutica, "porque ele voa".
Não à toa, o ministro tem sido figura ausente na maioria das coletivas de imprensa da Saúde. A maioria dos anúncios fica a cargo de diretores e secretários -o ministro optou por falar em viagens ou após encontros oficiais. Nessas ocasiões, o discurso se repete. Tentando estimular o uso de roupas compridas, uma das estratégias recomendadas contra o Aedes, diz notar que "os homens se protegem mais que as mulheres" no vestuário.
Já mulheres com intenção de engravidar precisam saber que, diante da microcefalia, "sexo é para amador, gravidez é para profissional", diz.
Receita Federal vai cobrar CPF de dependentes
A Receita Federal reduziu para 14 anos a idade obrigatória de inscrição no CPF para dependentes na declaração do Imposto de Renda. A decisão foi publicada ontem (25) no Diário Oficial da União. Antes, a exigência era para brasileiros com 16 anos ou mais.
De acordo com o Fisco, a mudança tem o objetivo de reduzir o risco de fraudes relacionadas à inclusão de dependentes fictícios na declaração e à inclusão de um mesmo dependente em mais de uma declaração.
A nova regra já valerá para as declarações do IR feitas neste ano, relativas ao exercício fiscal do ano passado.Em 2015, cerca de 890 mil dependentes tinham 14 ou 15 anos, informou a Receita.
De acordo com o Fisco, a mudança tem o objetivo de reduzir o risco de fraudes relacionadas à inclusão de dependentes fictícios na declaração e à inclusão de um mesmo dependente em mais de uma declaração.
A nova regra já valerá para as declarações do IR feitas neste ano, relativas ao exercício fiscal do ano passado.Em 2015, cerca de 890 mil dependentes tinham 14 ou 15 anos, informou a Receita.
Meu Deus! Belém é 26ª cidade mais violenta do mundo
O estudo detalha que das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras.
Essa lista é divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, que faz a análise de número de homicídios por 100 mil habitantes, incluindo as localidades com 300 mil habitantes ou mais. Países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque, foram excluídos.
Fortaleza é a primeira cidade brasileira a aparecer na lista, ocupando o 12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.
Belo Horizonte saiu da lista, mas outras três cidades foram incluídas: Feira de Santana (27º), Vitória da Conquista (36º) e Campos dos Goytacazes (39º).
Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).
AABA/CAPAF/BASA: Os "velhinos" merecem ganhar um presente
A Associação dos Aposentados do Banco da Amazônia (AABA), promoverá no próximo dia 30 (sábado), das 8 até às 10h, um café da manhã no restaurante Spazzio Verdi, localizado na Avenida Braz de Aguiar, em comemoração ao Dia do Aposentado.Os convites, aos associados, estão sendo distribuídos na sede da entidade, até dia 28.
Certamente o presidente do BASA será convidado para o referido evento. Presente ou não, sugerimos ao presidente Marivaldo Melo, que proporcione aos "velhinhos da AABA", uma alegria imensa, ou seja, o anuncio de que a Sala de Lazer dos aposentados e pensionistas na sede da Capaf, será reaberta a partir do primeiro dia de fevereiro.
Pedimos ao presidente da AABA, Agildo Monteiro, que faça chegar ao gabinete do Sr. Marivaldo, esta postagem.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Joelma e Ximbinha: Nova polêmica
Depois do conturbado fim de relacionamento com o músico Ximbinha, Joelma
foi envolvida em nova polêmica. Dessa vez, a primeira música de
trabalho da carreira solo da artista, Ai coração, é o motivo. Uma
cantora chamada Jade usou o Facebook para afirmar que já havia gravado a
mesma canção. "O trabalho ficou pronto entre o final de novembro e o
começo de dezembro do mesmo ano (2015)", diz o texto.
A composição é de autoria de Louro Santos, que afirma ter cedido a obra
para Joelma. Como o álbum de Jade foi produzido por Ximbinha, os fãs da
loira passaram a culpar o guitarrista.
Diante
das acusações, a assessoria de comunicação de Jade explicou que os dois
não sabiam da coincidência. "É uma honra que a talentosa e grande
cantora Joelma também grave uma composição de Louro Santos, a qual já
faz parte do repertório do álbum da cantora Jade desde julho de 2015,
conforme exposto. Contudo, alguns fãs de Joelma (uma minoria,
ressalte-se) andam destilando, nas redes sociais, ódio contra Jade, o
produtor Ximbinha e sua equipe, em redes sociais. E o pior: sem a menor
necessidade. Jade não pode modificar sua playlist, que já está gravada.
Prouni 2016: candidatos podem consultar primeira lista de aprovados
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda (25) a primeira chamada
de pré-selecionados para o Programa Universidade para Todos (Prouni). Os
candidatos podem conferir os resultados no site http://siteprouni.mec.gov.br/, na central de atendimento (0800-616161) e nas instituições de ensino que integram o programa.
Prefeito de cidade do Pará é morto a tiros durante velório
De acordo com a versão de testemunhas, logo depois que João Gomes chegou ao velório, dois homens, ambos com capacete, chegaram em uma motocicleta e adentram o local, sendo que um deles sacou uma arma e disparou seis tiros na cabeça do prefeito, que teve morte instantânea. Logo após a execução, os assassinos fugiram do local.
Após o crime, policiais civis e militares de Goianésia e municípios vizinhos iniciaram uma caçada aos criminosos e fecharam as principais estradas da região. No entanto, ninguém foi preso até o momento. A equipe de policiais civis sob a coordenação do superintendente da corporação em Tucuruí, delegado Eduardo Paizane, foi deslocada para o município a fim de apurar as circunstâncias do crime.
João Gomes , o 'Russo', que era filiado ao Partido da República (PR), tinha 62 anos e estava em seu primeiro mandato. Natural de Barras, no Piauí, ele se preparava para disputar a reeleição no pleito eleitoral de outubro deste ano. Com a morte do prefeito, assume o cargo o vice, Antonio Pego, conhecido como 'Tonhão'. A Câmara de Vereadores do município deverá se reunir hoje para providenciar a mudança de comando. Goianésia do Pará foi emancipada em 1991 e tem cerca de 35 mil habitantes. (OrmNews)
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