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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Após um ano afastado, Anderson Silva retorna aos octógonos neste sábado

Spider Luta Bonnar
Depois de um ano longe dos octógonos, Anderson Silva faz seu grande retorno aos octógonos amanhã (27) para fazer a luta principal do UFC Fight Night 84 contra o inglês Michael Bisping. O confronto será em Londres, mas a torcida será em grande estilo por aqui, tudo armado pelo UFC e o Canal Combate.

A expectativa para o regresso de Anderson é grande, já que o atleta é considerado um dos maiores lutadores da história do MMA.

Na programação, os lutadores Thomas Almeida e Rogério Minotouro ainda participam de uma mesa-redonda ao lado de Paula Sack, apresentadora do Combate, debatendo os melhores momentos da carreira de Anderson, que em 2016 completa 10 anos no UFC. O evento tem início às 14h45min e o card principal começa às 18h. Go, Spider! 

Caça continua: PF cumpre mandados em desdobramento da Lava Jato

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A Polícia Federal lançou operação nesta sexta-feira contra construtoras para investigar o suposto pagamento de propina nas obras das ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, informou a polícia em comunicado.

Segundo a PF, serão cumpridos sete mandados de condução coercitiva e 44 mandados de busca nos Estados do Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Goiás, além do Distrito Federal.

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em um prédio da Odebrecht no Rio de Janeiro e, em São Paulo, foram à sede da Constran e à casa de um ex-funcionário da Serveng, segundo reportagens.

Acrônimo, Zelotes e Lava Jato em ofensiva conjunta

Por Tereza Cruvinel 
Na esteira da prisão do publicitário João Santana pela Lava Jato, a Operação Zelotes entrou em cena determinando o depoimento coercitivo de André Gerdau no inquérito que apura a compra de sentenças no CARF para driblar a Receita. Como Santana, ele também já havia se colocado à disposição das autoridades, que não viram muita graça nisso. Não pode faltar cobertura e espetáculo. Não foi mera coincidência. Daqui até o fim de maio, as operações Lava Jato, Zelotes e Acrônimo planejam intensificar suas ações, criando condições para o desejado “golpe final”. A PF avalia que depois as atenções da mídia estarão voltadas para as Olímpiadas e as operações perderão espaço na ribalta.
 

Segundo fonte da PF, o que se planeja é uma “blietzkrieg”, uma série planejada de operações-surpresa com alvo certo e repercussão garantida. O termo surgiu na Alemanha, a partir da invasão da Polônia, em 1939, para designar ofensivas contra os inimigos baseadas em pelo menos quatro elementos: efeito-surpresa, manobras rápidas, brutalidade no ataque e desmoralização do adversário. De “blitzkrieg” deriva a expressão “blitz” em referência às ações policiais ou de trânsito.

A Lava Jato dispensa apresentações. A Zelotes começou investigando grandes empresas que subornaram conselheiros do CARF/Receita Federal mas mudou de foco e passou a investigar suposta compra de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma, colocando no alvo o ex-presidente e um de seus filhos. A Acrônimo tem como alvo mais brilhante o governador de Minas, Fernando Pimentel e outros políticos mineiros, além do empresário brasiliense Benedito Rodrigues.

Todas elas buscam produzir elementos que atendam à estratégia política da oposição: viabilizar o impeachment de Dilma pelo Congresso, com a posse do vice Michel Temer, ou a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, o que levaria à realização de novas eleições se isso acontecer antes de outubro, além de alguma forma de condenação e desmoralização do ex-presidente Lula, tirando-o da disputa eleitoral de 2018.

Além das Olímpiadas, a partir de julho, pelo calendário eleitoral, os candidatos registrados às eleições municipais de outubro não poderão ser presos, o que também pode limitar o raio de ação das operações. Então, vem por aí muita turbulência.

Repatriação é "Lei João Santana"

No site O Antagonista
Mônica Moura, a Dona Xepa, esposa do publicitário João Santana, disse à Polícia Federal que estava tentando regularizar sua situação financeira no exterior desde 2014, mas que "aguardava a promulgação da lei da repatriação" para declarar os depósitos na Suíça.

Agora ficou claro que a "Lei de Repatriação de Recursos não Declarados" foi criada para atender especialmente o marqueteiro preferido do PT. O Antagonista propõe que a Lei 13.254/2016 seja rebatizada para "Lei João Santana".

No blog do GIBA UM

Crime leve, não
Para Fabio Tofic, advogado de João Santana e sua mulher, eles estão presos por conta não declarada no exterior. “É um crime pelo qual não existe uma pessoa presa no país. Não vou dizer que é um crime leve, mas não enseja a prisão de qualquer cidadão”. Faz lembrar Lula, na explosão do mensalão, dizendo que caixa dois era pratica corriqueira em qualquer partido. Na época, o ex-tesoureiro Delubio Soares, ironicamente, rebatizou a alternativa criminosa de “recursos não contabilizados”. No julgamento do mensalão, a ministra Carmen Lucia foi direta: “Caixa dois é crime, é agressão à sociedade brasileira”.
Porta aberta
O programa do PMDB criticou erros da gestão Dilma e o escândalo da roubalheira na Petrobrás. Parecia oposição, só que não rompeu com o governo. Deixou a porta aberta, defendendo pacificação, diálogo, união para tirar o Brasil da crise. Para Dilma, é um posicionamento que agrada – mesmo dando muito trabalho.
Calculo furado
A cadeia Hilton tem 4,3 mil hotéis em 100 países e um faturamento de US$ 10 bilhões por ano. No Brasil, nos últimos anos, nada vai bem. Fechou Belém, São Paulo (no centro da cidade) e Minas Gerais, tem o Hilton do Morumbi e a unidade da Barra da Tijuca, com a qual pretendia faturar muito com os Jogos Olímpicos. Contudo, até agora, as reservas são apenas 50% e sem muitas perspectivas de aumentar.
Mãe é mãe
Francis Piovani, mãe de Luana Piovani, está entusiasmada com o ensaio que a filha, de 39 anos, vai fazer para a nova Playboy. “A pessoa não ganha cachê, o corpo da mulher não tem preço. Não existe nu frontal, deverá ser um nu artístico”. Depois , retifica: “Poderá ter nu frontal se a pessoa quiser, não é obrigatório  como na época em que os cachês eram milionários, a pessoa vendia até a alma”.
Devagar
A volta de Caetano Veloso e Paula Lavigne, que foram casados 20 anos e estavam separados há 10 anos, ainda não inclui a agenda profissional dele que, no passado, era ela quem cuidava. Na separação, esse lado pesou: Caetano achava que a mulher, como manager, agia com excesso de liberdade.

O desprestígio de Lula

Editorial - Estadão
Nunca antes na história deste país o prestígio popular de Luiz Inácio Lula da Silva esteve tão baixo, o que dá razão a Abrahão Lincoln quando afirmava que é impossível enganar a todos por todo o tempo. Mais de 13 anos depois de um operário de origem humílima ter feito a proeza de se eleger presidente da República, 61% dos brasileiros – praticamente dois em cada três – garantem que não dariam de jeito nenhum seu voto para recolocar Lula no Palácio do Planalto. É o que revela pesquisa do Ibope divulgada com exclusividade pelo colunista José Roberto Toledo neste jornal.

Essa rejeição sem precedentes àquele que já foi o maior líder popular brasileiro sinaliza o fim do ciclo do populismo petista que, depois de ter atingido seu fastígio no segundo mandato de Lula, feneceu quando os desacertos do governo Dilma Rousseff – que, na verdade, eram continuação do governo que o antecedeu – mergulharam o País em profunda crise política, econômica e moral.

A rejeição crescente a Lula, que de outubro para cá aumentou seis pontos, certamente se explica em boa parte pela conjuntura econômica adversa que o País enfrenta. Mas a responsabilidade maior por esse desastre cabe, obviamente, ao desgoverno do poste inventado por Lula. E os brasileiros sabem disso, tanto que a popularidade de Dilma é muito mais baixa do que a de seu criador e apenas 1 em cada 10 brasileiros aprova sua administração. A decadência do prestígio popular de Lula, portanto, deve-se não apenas à percepção da responsabilidade que lhe cabe pelo desastre político e econômico – com reflexos graves no campo social –, mas também pela falência moral que resultou da propagação de seus métodos de ação por toda a máquina pública. Foi ele, afinal, o responsável pela corrupção generalizada que desmoraliza o País e corrói a economia nacional – e da qual ele é beneficiário, a julgar pelas evidências relacionadas a mal explicadas transações.

Em português claro: a polícia está nos calcanhares do clã Da Silva e até agora não se ouviram explicações convincentes para o desprendimento com que empreiteiras envolvidas até o pescoço na corrupção investiram somas consideráveis em imóveis que Lula garante que não lhe pertencem. São naturais e inevitáveis, portanto, as especulações de que, em sua obstinada luta contra a pobreza, o chefão do PT se tenha permitido o direito de colher os benefícios generosos, mas de maneira nenhuma desinteressados, colocados à sua disposição por bons amigos. Que mal há nisso, como têm candidamente argumentado os petistas?

O fato é que a distinção entre o público e o privado – que o clã Da Silva tem certa dificuldade em perceber – acaba se impondo à percepção até dos mais desatentos. E, assim, comprova-se falsa a firme convicção de Lula de que o brasileiro é idiota e acredita em tudo que ele queira fazer crer.

Hoje, só 1 em cada 5 brasileiros, 19%, se mantém fiel a Lula e votaria nele “com certeza”. Eram 23% há quatro meses e 33% há menos de dois anos. Mas embora Lula seja o campeão da rejeição, com 61%, outros cinco presidenciáveis têm índices altos de desaprovação: José Serra, 52%; Geraldo Alckmin, 47%; Ciro Gomes, 45%; Aécio Neves, 44%; e Marina Silva, 42%. O que leva à conclusão óbvia de que, se está insatisfeito com Lula e o PT em particular, o brasileiro também não bota muita fé nos políticos em geral.

Nesse quadro, e partindo do princípio de que tudo é muito relativo em política, muitos dos seguidores de Lula ainda confiam em sua capacidade e carisma para tirar-se e ao PT do buraco. Afinal, o apoio firme de um quinto do eleitorado é cacife respeitável. Argumentam os petistas que em 2006, como decorrência do mensalão, Lula havia perdido popularidade, mas conseguiu se reeleger. O fato, porém, é que naquele ano o País se beneficiava com indicadores econômicos e sociais amplamente positivos. Hoje, a recuperação eleitoral de Lula passa, necessariamente, pela recuperação da economia, algo extremamente improvável de acontecer em tempo hábil para impedir, em 2018, o fim de um ciclo. Pois foi a esses tempos de vacas magras que o lulopetismo, afinal, nos condenou.

Janot recomenda perdão da pena de oito "mensaleiros" corruptos

O procurador-geral da República Rodrigo Janot
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o perdão da pena de oito condenados do mensalão do PT, mas disse que só vai se pronunciar sobre a concessão de indulto natalino ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, quando a Suprema Corte decidir se ele deve ou não voltar a cumprir a condenação em regime fechado.

Os pareceres de Janot, com base no decreto do indulto de Natal, assinado pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado, beneficiam Delúbio Soares, Romeu Queiroz, Valdemar Costa Neto, Bispo Rodrigues, Vinícius Samarane, Rogério Lanza, João Paulo Cunha e Pedro Henry. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso, relator dos processos, decidir sobre a concessão do perdão aos oito condenados.

Embora também tenha pedido o indulto, Dirceu, no entanto, voltou a ser preso preventivamente em agosto do ano passado por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Por causa disso, ele precisará esperar o Supremo decidir sobre um pedido da PGR para que o ex-ministro volte a cumprir o restante da pena do mensalão na cadeia.

Para a defesa de Dirceu, ele tem direito ao indulto porque foi condenado à pena menor que 8 anos, já cumpriu mais de 26 meses da condenação e, além disso, não é reincidente. Esses são pré-requisitos para que um condenado tenha o perdão da pena, segundo o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado.

Mea Culpa

Por Fernanda Torres - atriz e escritora
Venho aqui pedir desculpas pelo artigo Mulher que publiquei no Blog Agora É Que São Elas, da Folha de SP. Jamais pensei que ele seria uma afronta tão profunda a nós mulheres. Não o teria escrito se achasse que era esse o caso.

As críticas procedem, quando dizem que eu escrevi do ponto de vista de uma mulher branca de classe média. É o que sou.

Minha mãe sempre trabalhou, teve um casamento que nunca cerceou o seu direito profissional, eu cresci num ambiente de extrema liberdade, conquistada, diga-se, com a ajuda de movimentos feministas anteriores a mim. Era uma época de um machismo muito arraigado, do qual guardo heranças, mas que, lamentavelmente, ainda à época não estava identificado de forma direta com o estupro e a violência.

Entendi com as respostas ao meu artigo que, hoje, os movimentos feministas lutam para que essa associação seja clara. Inclusive no que se refere ao direito de ir e vir sem assédio.

Esperava-se de uma voz feminina que tem um espaço para se posicionar, uma opinião menos alienada e classista diante da luta pelo fim de tanta desigualdade e sofrimento que as mulheres enfrentaram e enfrentam pelos séculos.

Refleti durante toda semana e o que me cabe são profundas desculpas. Procurarei estar atenta e comprometida com essas reinvindicações.

Entendi que existe uma discussão maior, que vai da cidadania ao direito ao próprio corpo, e, acima de tudo, uma luta pela erradicação da violência contra a mulher num país já tão violento, discussão essa que não comporta meios termos.

Sou contra o estupro, a violência, o baixo salário, o racismo, e reafirmo a importância dos movimentos que lutam pela melhoria das condições de vida da mulher e das minorias no Brasil.

Sou mulher e não gostaria de ser vista como inimiga desses movimentos, e nem de vê-los como tal, porque isso não corresponde à realidade do meu sentir.

Toda vontade de mudança parte do indivíduo, é o que estou fazendo aqui. Sem a coletividade é impossível avançar.

Prometo estar atenta. Perdão por ter abordado o assunto a partir da minha experiência pessoal que, de certo, é de exceção. Mea culpa.

Vale a pena ler: Fala, Marcelo Odebrecht!

Por Reinaldo Azevedo - Folha de SP
A racionalidade aponta que Marcelo Odebrecht chegou a uma encruzilhada: ou vai ser o anti-herói por excelência dessa quadra infeliz da história brasileira, arcando com o peso de muitos anos de cadeia e condenando a verdade à poeira do tempo, ou contribui para elucidar os fatos. Farei agora uma aparente digressão para chegar à essência da coisa.

Há eventos que, na sua singularidade até besta, indicam uma mudança de estágio. Algo aconteceu nas consciências com a prisão do marqueteiro João Santana e de sua mulher, Mônica Moura. E com poder para incendiar de novo as ruas. O decoro, meus caros, é sempre uma necessidade. O que a cultura nos dá de mais importante é um senso de adequação, mesmo nos piores momentos, nos mais constrangedores.

Nunca se viram no Brasil presos como João e Mônica. Ele surgiu com o rosto plácido, sorridente, como se estivesse no nirvana. Ela, mascando um chiclete contidamente furioso, exibia um queixo desafiador. Nem um nem outro buscaram ao menos fingir a compunção dos culpados quando flagrados ou dos inocentes quando injustiçados.

O pesar, quando não se é um psicopata, não distingue culpa de inocência. Mesmo os faltosos não escapam da vergonha se expostos. Coloque-se no lugar de um preso, leitor. Não deve ser fácil ter de lidar com a censura, a decepção e a tristeza daquelas pessoas que compõem a sua grei sentimental e que legitimam o mundo que o cerca. Quando se trata de um inocente, então, aí a coisa pode ser ainda pior. Junta-se à dor a revolta contra a injustiça.

A tristeza passou longe de João e Mônica! Viu-se apenas um riso sardônico.

Não estou aqui a exigir a humilhação pública deste ou daquele. Abomino esse tipo de espetáculo. Também não quero transformar expressões faciais em prova de culpa. Mas uma coisa é certa: marido e mulher são especialistas em cuidar da imagem das pessoas. Suas empresas se orgulham de eleger postes. Eles conhecem o peso dos símbolos. Mas, tudo indica, não conseguiram esconder uma natureza.

Trata-se, infiro, de um tipo psíquico, incapaz de sentir vergonha ou culpa. Se inexiste essa dupla para conter os apetites, então tudo é permitido.

Volto a Marcelo. Em seu depoimento, Mônica afirmou ter recebido, pelo caixa dois, US$ 3 milhões da Odebrecht e US$ 4,5 milhões do lobista Zwi Skornicki. O primeiro montante seria pagamento por campanhas eleitorais em Angola, Panamá e Venezuela; o segundo estaria relacionado apenas à jornada angolana.

Venham cá: se empreiteira e marqueteiros têm esse comportamento em outros países, por que não o adotariam por aqui mesmo? Para preservar o PT, a si mesma e ao marido, Mônica torna ainda mais gravosa a situação da Odebrecht, que, então, segundo o seu testemunho, burla regras em eleições mundo afora.

Desde a primeira hora, recomendo que empreiteiros, Marcelo Odebrecht em particular, se lembrem do publicitário Marcos Valério e da banqueira Kátia Rabelo, que pegaram as duas maiores penas do mensalão. Os criminosos da política já estão flanando por aí, alguns a delinquir de novo, mas os dois mofam na cadeia. Até parece que poderiam ter feito o mensalão sem o concurso dos políticos.

Marcelo terá de decidir se vai ser o cordeiro que expia os pecados do PT e de todos os empreiteiros, os seus próprios também, ou se explicita a natureza do jogo que Mônica, tudo indica, tentou esconder. Fala, Marcelo Odebrecht! Não há como o Brasil não melhorar.

No "Painel" da Folha de SP

Olha o acordão aí A cúpula do Senado decidiu fazer operação-padrão para não julgar Delcídio do Amaral ao menos até que o STF se pronuncie sobre a denúncia contra o petista. O plano é enrolar o processo no Conselho de Ética, empurrando com a barriga a nomeação do novo relator do caso e esticando os prazos da comissão. Para os caciques do Senado, prosseguir com os trâmites agora abriria um precedente perigoso para os demais implicados na Lava Jato, entre eles o presidente Renan Calheiros.
Vai que eu vou Em conversas reservadas, Renan tem questionado: se o Supremo ainda não se posicionou sobre o caso de Delcídio do Amaral, por que o Senado teria de se antecipar?
Sobrevivência Os principais partidos da Casa compartilham o barco da Lava Jato. Estão nele três nomes do PMDB, Renan, Valdir Raupp e Romero Jucá; três do PT, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa e Delcídio; dois do PP, Ciro Nogueira e Benedito de Lira, e um do PTB, Fernando Collor.
Espírito de corpo A oposição também não fica de fora: Aloysio Nunes, do PSDB, é alvo de inquérito desmembrado da operação. José Agripino, do DEM, também tem inquéritos abertos no Supremo, mas fora da Lava Jato.

Certos artistas confundem vanguarda com chatice, diz Erasmo Carlos

Erasmo Carlos em sua casa, no Rio 
Folha de SP
Aos 74, Erasmo Carlos já não perde mais cabelos por causa das críticas na internet –em 2014, os "haters" inspiraram a música que dá título ao álbum "Gigante Gentil", uma resposta a quem o chamava de ultrapassado. "Fico torcendo para inventarem coisas novas. Me chamar de zumbi já deu", diz.

Não é para menos: o Tremendão está mais conectado do que nunca. Cuida pessoalmente de suas redes sociais, escreve um livro de poesias, prepara disco novo e estreia show em São Paulo no sábado (27).
 
Em entrevista a este jornal ele falou sobre os novos trabalhos, o direito autoral em tempos de streaming, o futuro do rock no Brasil e Wesley Safadão. 

Folha - O que mudou em sua sensação ao subir ao palco depois de 50 anos de carreira?
Erasmo Carlos - Não é como antes. A parte física não acompanha a mente. Me satisfaço com o melhor que consigo fazer nas circunstâncias. Havia também o rádio. Todos o mundo cantava as músicas.
Ainda há representatividade do rock no Brasil?
O Brasil é complicado, porque é rico em influências. Há muitas variações. É diferente da Inglaterra, por exemplo, onde rock é rock. Aqui há sertanejo, axé, lambada, tecnobrega... É muita mistura.
É possível que surjam novos Mutantes, por exemplo?
Capacidade há. O que não tem é oportunidade. Os meios de comunicação estão muito fechados para o novo. As pessoas têm dificuldade para mostrar seus trabalhos. E Mutantes não aparecem toda hora. Além de uma concepção musical nova, é preciso uma mente nova. Tem que ser ousado, vanguardista. E muitos artistas confundem vanguarda com coisa chata. Mas há gente boa por aí. Gosto muito de O Terno e Vanguart.
O que representam fenômenos como Wesley Safadão, que acredita-se ter um dos maiores cachês do país?
Coisas da época. O sucesso imediato, e também espontâneo, é fruto da massificação da internet. O tempo é o que faz um artista durar ou não.
Você costumava dizer que o rock é um gênero machista. Isso mudou?
Era um gênero feito, em sua grande maioria, por homens. Por isso tinha letras realmente muito machistas no início, talvez ainda tenha. Mas hoje há muito mais mulheres cantando. E elas mudaram a concepção das letras. Também porque o pop se misturou um pouco com o rock.
O politicamente correto, que ganhou força com a internet, prejudica a música?
Não só a música, como também o humor, a literatura... É algo discutível, claro. Há temas muito polêmicos. Mas eu acho chato para caramba.
Alguns dos principais músicos do mundo hoje reclamam do baixo custo dos direitos autorais na era do streaming. Qual sua posição nessa discussão?
Quando surgiu a internet, as gravadoras não entenderam. O desprezo gerou o problema que há hoje. Acho que, a longo prazo, chegaremos a uma normalidade. Enquanto isso, ainda é mínimo o que pagam o iTunes, Spotify e outros aos músicos.
Em que pé está seu projeto de lançar um livro de poesias?
Estou no 54º poema. Queria lançar no meu aniversário [em junho], mas adiei. São poesias que eu sento e vou escrevendo. Tem muita coisa romântica, erótica e crítica.
Dessas poesias, pode sair algo para um disco novo?
Já estou selecionando músicas. Quero sim experimentar para ver se alguma poesia dá canção. Quem sabe ainda saia um disco neste ano. Mas não é certo. Tem essa vantagem não ter patrão.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Atenção, noveleiras (os)! FINAIS DE ‘A REGRA DO JOGO’

casal
Fique por dentro de alguns dos finais da novela ‘A Regra do Jogo’, de João Emanuel Carneiro, uma semana antes da trama das 21h, da Globo, chegar ao fim — o último capítulo será exibido dia 11.

Chineses oferecem salário de R$ 2 milhões a Fred

O futebol chinês faz nova investida para contratar Fred, craque do Fluminense. A proposta é tentadora: dois anos de contrato, com salário de 6 milhões de euros (R$ 26 milhões) por temporada. Ou seja: R$ 2,2 milhões por mês.

A janela de transferências da China está aberta até sexta-feira, mas, apesar de ter ficado balançado, Fred já avisou a amigos que não aceitará a proposta. O tricolor faz planos de encerrar a carreira no Fluminense e pretende continuar por lá como treinador ou coordenador.

Senadores articulam adiar julgamento de Delcídio do Amaral indefinidamente

A licença médica de Delcídio do Amaral (PT-MS) caiu bem para os senadores, que já articulam adiar indefinidamente o julgamento do parlamentar petista no Conselho de Ética do Senado. Sem a presença de Delcídio no Congresso Nacional, que pode adiar a licença quantas vezes achar necessário, seu processo fica parado.

O entendimento é que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou prender Delcídio e o Senado endossou, autorizando a ordem. Na semana passada, o mesmo Supremo determinou a soltura do senador. Caberia, agora, ao Supremo, e não ao Senado, julgar o parlamentar que foi preso e solto por ordem da Corte.

Enquanto o julgamento não vem, Delcídio seguirá o conselho de alguns senadores: vai adotar o estilo Jader Barbalho quando retornou ao Senado, depois de renunciar ao mandato. A avaliação é que a submersão faz parte da estratégia. O petista vai evitar exposição pública e confronto com quem decidirá o seu futuro.

CBF reajusta salário de presidentes de federação em 67%

Por Lauro Jardim - O Globo
Antonio Carlos Nunes, o coronel Nunes, o novo presidente da CBF, tem se provado uma mãe. Acaba de autorizar um aumento na ajuda de custo que os presidentes de federações estaduais recebem mensalmente. O internamente chamado de "salário" está sendo reajustado de R$ 15 mil para R$ 25 mil.

O objetivo é um só: fazer um agradozinho extra para aqueles que votam na próxima eleição da CBF. E abafar um movimento, ainda incipiente, que tem como epicentro a Federação Paulista de Futebol: no final de janeiro, alguns presidentes de federação se reuniram na FPF para articular um candidato à sucessão do coronel Nunes.

A CBF esclarece que o reajuste foi para R$ 20 mil. A coluna, no entanto, mantém o que escreveu, pois alguns presidentes de federação já foram comunicados pela entidade que, a partir de março, o salário passa a R$ 25 mil)

Supremo libera quebra de sigilo bancário pelo Fisco sem autorização judicial

Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal decidiu ser constitucional a Lei complementar 105/2001, que permite aos órgãos da administração tributária quebrar o sigilo fiscal de contribuintes sem autorização judicial. Ficaram vencidos no julgamento os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio. Saiu vencedor o entendimento de que a norma não configura quebra de sigilo bancário, mas sim transferência de informações entre bancos e o Fisco, ambos protegidos contra o acesso de terceiros.

Segundo o STF, como bancos e Fisco têm o dever de preservar o sigilo dos dados, não há ofensa à Constituição Federal. Na decisão também foi destacado que estados e municípios devem regulamentar, assim como fez a União no Decreto 3.724/2001, a necessidade de haver processo administrativo para obter as informações bancárias dos contribuintes.

Os contribuintes também deverão ser notificados previamente sobre a abertura do processo e ter amplo acesso aos autos, inclusive com possibilidade de obter cópia das peças. Além disso, os entes federativos deverão adotar sistemas certificados de segurança e registro de acesso do agente público para evitar a manipulação indevida das informações e desvio de finalidade.

Vitória da Fazenda Nacional - Em nota à imprensa, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmou ter obtido "importante vitória perante o Supremo Tribunal Federal" com o reconhecimento da constitucionalidade do art. 6º da LC 105/2001.

"O STF entendeu que o poder de fiscalização inserido no Texto Constitucional autoriza o Fisco a obter os dados bancários dos contribuintes a fim de buscar elementos indicadores da sua capacidade contributiva e, assim, aferir a correção do recolhimento tributário, sem que se possa reputar contrariado o direito do cidadão à intimidade e à privacidade", afirma o órgão.Segundo a PGFN, a decisão reafirma o zelo pelo devido processo legal e a preservação do sigilo fiscal, além de manter o Brasil entre os países signatários de acordos de cooperação internacional envolvendo trocas de informações. O órgão ressalta, ainda, que a decisão auxilia no combate à evasão fiscal internacional e a outros crimes, como lavagem de dinheiro, narcotráfico e terrorismo.

Reforma da Previdência

Terça-feira (23) em pronunciamento no Plenário, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) disse discordar dos que aproveitaram a Sessão Especial do Senado que comemorou o Dia Nacional do Aposentado, realizada na segunda-feira (22), para criticar a reforma do sistema previdenciário.

Para Garibaldi, só com mudanças nas regras atuais será possível assegurar às gerações futuras uma Previdência Social superavitária, diferente da atual, que, somente em 2015, experimentou um déficit de R$ 85 bilhões, com estimativas de atingir R$ 130 bilhões em 2016.

Garibaldi, que foi ministro da Previdência Social, lembrou que eventuais mudanças nas regras não vão prejudicar os direitos já adquiridos pelos trabalhadores e somente terão efeitos para as futuras gerações. Ele também alertou que, se nada for feito agora, o país terá que cortar benefícios futuramente, como ocorreu na Europa.

Ele citou o estudo da consultora do Senado Meiriane Nunes Amaro que mostra que, entre 1988 e 2009, foi multiplicada por três a despesa do INSS na economia, passando a comprometer 7,2% de todo o PIB e quase um terço da despesa primária da União.

O estudo mostra ainda que quase a metade da receita líquida federal é destinada à Previdência, sendo 36,8% para a do setor privado e 10,2% para a de servidores públicos.

O senador lamentou que o governo tenha uma postura tímida, por exemplo, na defesa da adoção de uma idade mínima para aposentadoria.

— Se não for adotada uma idade mínima para os futuros contribuintes da Previdência, nós vamos ter realmente um colapso total porque nós temos hoje uma média de envelhecimento na faixa de 70 anos e os brasileiros se aposentam em média com 55 anos. Isso é uma equação que não fecha — afirmou.

No blog do GIBA UM

Tudo bem ensaiado
O conteúdo dos depoimentos de João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que desembarcou em Guarulhos dando risada (e foi parar na primeira página dos jornais) já está mais do que combinado com o advogado Fábio Tofic Simantob que, nas ultimas semanas, viajou diversas vezes para a República Dominicana. Poderão confessar caixa dois no pagamento de algumas campanhas em outros países: com o PT e com o ex-tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, da Comunicação da Presidência, tudo dentro da lei. Antes da chegada de Santana e sua mulher, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima avisava que nunca haviam conseguido conjunto de provas contundentes quanto nessa 23ª fase da Lava-Jato.
Rindo do quê?
Nesses dias, uma infinidade de blogs, jornais e noticiosos de rádio e televisão, consideravam a atitude de Monica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, de aparecer dando risada de sua prisão (e dizendo, “Não vou baixar a cabeça”), um tipo de escárnio diante das autoridades e de menosprezo à população. Santana mascava chiclete, hábito que tem em comum com Dilma Rousseff. Os dois mantinham as mãos nas costas, conforme determina a Polícia Federal para não usar algemas. 
Dois a zero
Durante o dia, o Conselho Nacional do Ministério Público manteve o promotor Cássio Conserino à frente das investigações sobre as relações entre Lula e o apartamento triplex da OAS no Guarujá; à noite, o ex-presidente ganhava um dos maiores panelaços nacionais dos últimos tempos, durante transmissão do programa do PT. No ar, Lula reconhecia erros do partido, mas emendava dizendo que “acertamos mais do que erramos”.
Em Paraisópolis
Nas redes sociais, na noite de terça-feira, o panelaço que mais surpreendia, pelo tempo e pela intensidade, era da favela Paraisópolis, que já foi titulo de novela e é a segunda maior da cidade de São Paulo e uma das maiores do país. O panelaço era recheado de gritos de “Fora, ladrão” e outros semelhantes.
Outros tempos
Em 2005, Duda Mendonça, marqueteiro do PT na época, confessou que recebera do partido, no Caribe, metade dos valores cobrados na campanha de Lula. Teve petista que chorou e houve até quem trocasse de agremiação. Agora, quando as denúncias envolvem outros milhões de dólares nas contas de João Santana no exterior, dinheiro saído de subsidiarias da Odebrecht, o pessoal do PT quer se manter á distancia  - e sem lágrimas.
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A presidente Dilma Rousseff reuniu ministros, esta semana, para reclamar que a mídia tem dedicado pouco espaço aos Jogos Olímpicos e até mesmo programas e editoriais de esporte têm se dedicado mais a campeonatos. Dilma resmunga que os veículos só falam de Lava-Jato, de corrupção, de delação premiada, de tragédias, problemas na saúde, sem contar com mais vitimas de dengue e zika. E quer um esforço concentrado para divulgar a Olimpíada em suas diversas áreas.

Japoneses criam carro de luxo que prepara até arroz

Audi A8 5.5: até Goham ele faz
Audi A8 5.5: até Goham ele faz 
Que os japoneses têm tudo a ver com goham – o arroz japonês – e tecnologia, todos já sabemos. Porém, desta vez, eles uniram os dois e surpreenderam. A Audi Japão lançou o A8 5.5, carro de luxo que possui, ao lado do estofamento do banco traseiro, uma panela elétrica para fazer o famoso arroz japonês. O nome também remete ao mesmo, visto que o número 5 (cinco) no Japão é Go e 0,5 (meio) no Japão é Han, formando a palavra goham. A panela de abas largas, chamada hagama, também é tradição no país e emana calor diretamente no centro, para garantir o cozimento perfeito.

Chocado com a ideia de dirigir e ainda fazer sua refeição a bordo de um A8? Ainda tem mais. Para facilitar a culinária sobre rodas, o touchscreen também pode ser usado como um painel de menu para ajudar os usuários a selecionar várias opções de cozimento, podendo fazer o arroz conforme seu próprio gosto.