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quarta-feira, 2 de março de 2016

Leis trabalhistas inflexíveis incentivam desemprego

Editorial - O Globo
No momento em que se projetam taxas de desemprego de dois dígitos, coerentes com a mais grave recessão desde a década de 30, deve-se debater, mais uma vez, a flexibilização da rígida Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), uma herança varguista inspirada na Itália fascista de Mussolini, em que o Estado pairava sobre tudo, em especial as relações de trabalho. Nada mais anacrônico.

No GLOBO de domingo, o novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Filho, entrou na discussão com a defesa do avanço rumo à flexibilização no uso deste aparato legal, como a melhor forma de defender empregados e empregadores. Ainda mais neste momento de grave crise.

No primeiro ano do seu segundo mandato, a presidente Dilma planejava enviar ao Congresso a reforma da Previdência (imperiosa), a recriação da CPMF (um equívoco) e esta quebra na rigidez da CLT. Recuou, por óbvias pressões do PT, num ato, na verdade, contra os trabalhadores.

Bem lembrou o ministro Ives Gandra Filho que o próprio governo Dilma se curvou à necessidade dessa flexibilização ao instituir, no ano passado, o Programa de Proteção ao Emprego, pelo qual, por acordo entre empresa e sindicato, a jornada de trabalho pode ser reduzida em 30%, e os salários em idêntica proporção, com o Fundo de Auxílio Ao Trabalho (FAT) ressarcindo o empregado em metade do corte.

Na prática, o Planalto se curvou ao conceito da negociação entre as duas partes interessadas em torno de situações específicas, empresa a empresa. A CUT admite ampliar-se a flexibilização. Mas frações do PT, mais à esquerda, rejeitam, sob o argumento de que há setores em que os sindicatos não têm muito poder, e por isso poderão ser forçados a aceitar acordos danosos ao trabalhador.

Não conseguem entender que, com isso, decretam a falência de muitos empregadores e, como consequência, aumentam a avalanche de desempregados. É o que está acontecendo.

Gandra apoia a proposta equilibrada, sensata, de que o negociado entre patrão e empregados, por meio de sindicatos, se sobreponha ao legislado.

Nem é nova a ideia. Ainda no governo de FH, ela foi defendida pelo então ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, hoje vice-governador fluminense. Um projeto de lei chegou a ser aprovado na Câmara, mas, já com Lula no Planalto, terminou engavetado no Senado, a pedido do novo presidente. Mais um desserviço ao trabalhador.

A crise se agrava, e há a esperança de que o crescimento às dezenas de milhares do desemprego a cada mês abra a cabeça da cúpula do governo e reduza sua miopia ideológica. E também do Congresso. Este grave erro ainda pode ser corrigido.

FIFA: Infantino diz que testes para "Árbitro de Vídeo" devem começar em breve

Gianni Infantino foi eleito presidente da FIFA na última sexta-feira e já aponta em direção a mudanças. Uma delas é a utilização de tecnologia de replay durante as partidas, a qual o novo mandatário se mostrou favorável. Segundo ele, testes sérios devem ser feitos em breve. No entanto, Infantino alertou que precauções serão tomadas para que o "Árbitro de Vídeo" não atrapalhe a fluidez do esporte.

- O futebol é um jogo especial. É o mais bonito e importante esporte do mundo. Não temos que matar o futebol. Uma das particularidades do futebol é o ritmo do jogo, não é interrompido como outros esportes quando tem que pedir um tempo para olhar o vídeo. O árbitro está lá para tomar as decisões importantes. Precisamos ver qual impacto qualquer tecnologia terá. Temos que começar com testes sérios mais cedo ou mais tarde - afirmou, em entrevista recente à FIFA.

A proposta do "Àrbitro de Vídeo" foi apresentada à FIFA pela CBF na última semana. Manoel Serapião Filho, autor do projeto, e e Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem, se reuniram com membros da International Board (IFAB) para conversar sobre o assunto. 

O tema deve ser levado à votação no congresso da IFAB entre os dias 4 e 6 de março, em Cardiff, no País de Gales. Se aprovado com seis dos oito votos possíveis, o “Árbitro de vídeo” será testado ainda no Brasileirão deste ano.

Primeira Liga define propostas à CBF e fala em Liga Nacional para 2017

Em reunião na tarde de ontem, os 15 clubes membros da Primeira Liga definiram 10 propostas que serão entregues à Confederação Brasileira de Futebol. Entre elas, estão a exigência de mais transparência, participação no sistema eleitoral, venda do avião da CBF e o reconhecimento de uma possível liga nacional já para 2017.

Confira as propostas:
1. Sistema eleitoral. Candidatos a presidente necessitariam do apoio de cinco entidades, entre clubes e federações, para inscrição no processo eleitoral.
2. Transparência. Contratação imediata de uma empresa de auditoria (big four) para análise de todos os negócios e contratos da CBF a fim de apurar as suspeitas de corrupção.
3. Proibição de cumulação de cargos. Impossibilidade de detentores de mandato eletivo e ocupantes de cargos na administração pública, federações e clubes de participarem da Presidência e Diretoria da CBF.
4. Apoio ao futebol. Venda imediata do avião da CBF e destinação dos recursos arrecadados a um fundo de desenvolvimento do futebol.
5. Política salarial. Proibição quanto à fixação do salário de presidente pelo próprio presidente, definição da remuneração por empresa independente e publicação de salário da presidência e diretoria.
6. Legalidade. Reconhecimento do direito dos clubes da série A e B de participarem da assembleia administrativa da CBF, segundo o disposto na Lei 13.155
7. Ética. Criação de um conselho de ética formando por pessoas independentes e reconhecidas nacionalmente por suas posturas profissionais, com ampla liberdade de investigação.
8. Liga. Reconhecimento do direito de os clubes criarem a liga nacional para a gestão das duas principais séries do futebol brasileiro a partir de 2017.
9. Gestão. Definição de critérios rigorosos de ética na análise da elegibilidade de concorrentes a cargos eletivos e da admissibilidade no provimento dos cargos executivos e técnicos.
10. Compras e patrocínios. Adoção de manual de procedimentos para a compra de produtos ou serviços, bem como para a negociação de patrocínios, que estimulem a competição e a transparência.

terça-feira, 1 de março de 2016

Entrevista comigo mesmo - Por Arnaldo Jabor/O Globo

“Oi, Arnaldo, tudo bem?”

— Tudo bem, Arnaldo....

— Por que esta entrevista consigo mesmo?

— É que eu não estou entendendo mais nada do país nem de mim mesmo. É a crise na alma. Preciso saber quem eu sou. Ando numa recessão mental.

— Por quê?

— Porque recessão causa recessão mental. Esses caras, além de arrasarem a nossa infraestrutura econômica, acabam também com nossa infraestrutura psíquica.

— Você lembra como era o Brasil?

— Sim. Era uma merda. Sempre foi, mas havia um doce panorama de ilusões que nos mantinham vivos. Eram ilusões ingênuas, mas simpáticas; havia uma precariedade poética, havia um sonho de futuro, mesmo bobo. Um dia, eles chegaram — como uma porcada magra que invade o batatal —, acabaram com nossas esperanças e não puseram nada no lugar. A catástrofe do governo do PT ironicamente acabou com nosso sonho de futuro em nome de um “futuro” inventado por eles, chupado das cartilhas leninistas que mal leram. Transformaram Marx em bolivariano.

A minha tristeza é que minha geração sempre teve um “fim”. Não conseguíamos raciocinar sem alguma finalidade histórica ou política, sempre em busca de uma felicidade romântica, que acenava para um futuro de paz e harmonia.

— Você é um babaca, Arnaldo...

— Sou sim, xará, nós dois somos babacas românticos finalistas, sem dúvida, mas, veja um exemplo da loucura dessa gangue: os comunas que entraram no poder eram radicalmente contra o chamado “imperialismo americano”. Aí, nos trancaram num nacionalismo burro, bolivo-brizolista e estatizante. Falimos. Resultado: o imperialismo americano agora chegou, comprando nossa indústria sucateada por preço de banana. Dilma e o PT sempre quiseram acabar com o capitalismo. Pois é... Conseguiram! O PT nos trouxe o imperialismo!

— Para de sofrer, Arnaldo...

— Não consigo. Não posso ver o país sendo destruído, nem por guerra, nem por catástrofes naturais inesperadas, mas pela estupidez. O Brasil está sendo destruído pelos delírios primitivos de um bando de idiotas. Suas neuroses pautam o país. Nem falo da roubalheira, mas da bobagem. Vejam a cara do Rui Falcão por exemplo, vejam ali a insistência no erro, querendo refazer a política que nos ferrou. E não nos deixam fazer nada, nem reformas, nada. Os petistas, cutistas e petrolistas não deixam. Ou seja, f*&#ram com tudo e não deixam consertar. É uma cag*da com perda total.

Agora sou obrigado a pensar o insolúvel, a escrever sobre o que fazer com o país e ainda ter de ouvir de intelectuais idiotas que “Lula nos trouxe inegáveis avanços sociais”. Que avanços? O Bolsa Família, agora com correção monetária? Avançaram na Petrobras e nos fundos de pensão, isso sim. Os avanços sociais foram só para os milhares de petistas aparelhados nas frestas do Estado.

— Você também está muito pessimista...

— Já passei por inúmeros sintomas, para ver se me salvava a cuca.

Já fui obsessivo... (“tenho de ajudar a salvar esse país com meus artigos!”) Passei pelo masoquismo... (“tenho mais é de sofrer mesmo, a culpa é de todos nós”)

Cheguei ao narcisismo assumido... (“quer saber? F&*dam-se; vou cultivar meu jardim”) Fiquei ansioso, tive arritmia, pensamentos invasivos e até com a namorada na cama fico pensando no PMDB. Pode?

— Como foi mesmo seu pesadelo outro dia? Conte para os leitores.

— Eu fugia de um enorme urubu que me perseguia em voos rasantes; quase me bicava e era a cara do Cunha, mas depois mudava para a cara do Temer usando a linda cabeleira branca do Delcídio. Eu corria e me via diante das cúpulas do Congresso que tinham virado umas bolhas de gelatina verde e amarela que tremiam e afundavam para os plenários sob uma chuva de perucas acaju e bigodes nordestinos e um grande pixuleco do Lula rodopiando ali na Praça dos Três Poderes. Acordei entre o medo e um alívio vingativo.

— E aí?

— Aí, continuou o pesadelo acordado. Vi programas políticos com as horrendas carantonhas dos candidatos mentindo, enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, enquanto cariocas de porre falam de política e paulistas de porre falam de mercado, com o Estado loteado por pelegos.

Deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, balas perdidas acertando em crianças, imagens do Rio S. Francisco com obras paradas e secas sem fim, o trem-bala de bilhões atropelando escolas e hospitais falidos, caixas de banco abertas à dinamite, declarações de pobres conformados com sua desgraça na TV.

— E aí? — repito para mim mesmo.

— Eu só consigo pensar em fantasias de vingança. Fantasio que sou do “esquadrão da morte aos políticos”... Já imaginei que invadia o Congresso, vestido de homem-bomba, e explodia o Conselho de Ética. Mas, como bom bipolar, vario para baixo e tenho vontade de entrar num grande buraco e ficar sem os cinco sentidos: não ouvir as negaças dos advogados, não ver a cara do Lula fingindo tranquilidade, não sentir o tato na mão ansiando para dar bofetadas, não quero sentir gosto de merda na boca, não quero ter olfato para o cheiro da lama que escorre em Brasília. Isso — eu quero o nada, nessas horas: os cinco sentidos apagados e eu vagando no espaço sideral de minha mente... Ando na rua em busca de brasilidade e vejo que há algo muito inquietante nas multidões deprimidas.

— Como assim? — pergunto-me, como nos diálogos de maus filmes.

— É que antes havia uma naturalidade mínima na vontade popular. Hoje só vemos projetos desencontrados, sonhos impossíveis, desejos sem rumo, entusiasmos banais.

A crise atinge a todos, menos a duas camadas da sociedade: os muito ricos e os muito pobres. Uns pairam em Miami de bermudas, enquanto os miseráveis nem sabem de crise alguma, pois já vivem no alívio da desesperança.

— Afinal, o que descobriu sobre você, xará?

— Estou de saco cheio de mim mesmo, dessa minha esperançazinha “démodé” e iluminista de articulista do “bem”, impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos. A única solução é o PT sair. É impossível, é insuportável isso durar mais três anos.

— Em suma, você quer o impeachment? — Sim.

Clonando Pensamento: Tudo pode

"Não tenho nada com isso. Rigorosamente nada, mas, venhamos e convenhamos: usar o verbo ´poder` em redação jornalísticas é para quem sabe o que está dizendo. Tenho lido aqui e acolá que ´tal coisa pode`, isso ´pode`, aquilo ´pode`. 

´Zenaldo pode ser preso...`, diz a manchete. Ora, tudo pode. Zenaldo pode ser preso, eu posso ser preso, você pode ser preso, nós podemos ser presos. Sabe como é a vida, né?"
(Olavo Dutra, jornalista, em sua página no facebook)


No "Diário do Poder" - Claudio Humberto

Prisão de Santana derrubou Cardozo da Justiça
A prisão do marqueteiro, amigo e conselheiro João Santana desencadeou uma série de fatos que provocou a saída de José Eduardo Cardozo do cargo de ministro da Justiça. Primeiro, o ex-presidente Lula foi muito duro com Dilma, exigindo a cabeça dele pela enésima vez. E pesaram principalmente os gritos e palavrões da presidente, tão logo ela soube da 23ª fase da Operação Lava Jato.
Caiu a ficha
A prisão de João Santana fez Dilma e sobretudo Lula terem a certeza de que não estão blindados da investigação na Lava Jato.
Caiu pelos méritos
Para exigir a cabeça de José Eduardo Cardozo, Lula alegou o que deveria merecer elogios: o ministro “não controlava” a Polícia Federal.
Torniquete petista
Enquanto pressionava Dilma para demitir o ministro da Justiça, Lula liberava facções “lulistas” a articular o isolamento de Dilma no PT.
Agora está explicado
A pressão contra Cardozo e os ataques nos bastidores do PT fizeram Dilma arrumar a viagem ao Chile, para evitar o aniversário do PT.
Dilma veta favorito de Lula no controle da Justiça
A saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça foi avisada ao Planalto logo após deflagração da Operação Acarajé, que prendeu o marqueteiro de Dilma e Lula, João Santana, na semana passada. Jaques Wagner (Casa Civil) foi escalado para arrumar o substituto de Cardozo e fez forte lobby pela aprovação de Nelson Jobim, o favorito do ex-presidente Lula para ocupar o posto. Jobim foi vetado por Dilma.
Costas quentes
O ex-procurador-geral de Justiça da Bahia Wellington César não teve resistência no Planalto. É amigo pessoal de Cardozo e de Wagner.
Pontinho extra
Wellington ganhou pontos com o lulista Jaques Wagner. É histórica a rixa entre Procuradoria e Polícia Federal, que, agora, teme perder força
Encontro secretoNa semana passada, novo ministro foi à Brasília acertar sua nomeação. A reunião, fora da agenda, foi com Dilma e Wagner.
Saída adiadaJosé Eduardo Cardozo queria a deixar o governo e cuidar da vida, voltando a advogar e a tocar piano, mas Dilma lhe pediu desculpas pelos gritos e fez um apelo para substituir a Luiz Inácio Adams na AGU.
Vai dar rolo
Dilma não ouviu a turma do “vai dar m(*)” ao escolher um procurador para ministro da Justiça. Além de pretender “controlar” investigações, jamais foram pacíficas as relações da PF com o Ministério Público.
Outro rolo à vistaAdvogados públicos enviaram a Dilma, há dias, uma lista tríplice para o substituto de Luiz Inácio Adams na Advocacia Geral da União (AGU). Eles detestaram a escolha de José Eduardo Cardozo. Vai ter barulho.
Água no chopp
Dilma tinha marcado receber prefeitos e governadores para pressionar o Congresso pela aprovação da CPMF. Mas, após a prisão, de João Santana, o marqueteiro, ninguém quer aparecer ao lado da petista.

No site O Antagonista

"Sítio do Lula ladrão"
“Lula na cadeia”.
As frases foram pichadas na estrada de acesso ao sítio do Lula.


Em editorial, Globo ameaça Dilma e novo ministro

:  
No Brasil 247
O jornal ‘O Globo’ cita a pressão do PT sobre Eduardo Cardozo, que deixou o Ministério da Justiça, e faz uma clara ameaça ao governo.

Segundo a publicação dos irmãos Marinho, se o novo chefe da pasta, o baiano Wellington Cesar Lima e Silva, procurador- geral de Justiça da Bahia no governo de Jaques Wagner, for leniente com as investigações contra o ex-presidente Lula, será centro de novo escândalo, também com repercussões internacionais. Diz ainda que Wellington, por óbvio, não poderá agir sem o aval da presidente: “A última palavra terá de ser de Dilma, sobre se ela aceita correr o risco de ser considerada um fantoche de Lula para abafar investigações da PF”.
Leia abaixo o editorial:
São nítidos os limites do ministro da Justiça

Saída de Cardozo do ministério, por pressão lulopetista, alerta para o risco da tentativa de intervenção em operações da PF, com objetivos espúrios

Sabia- se que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, desejava sair do cargo, cansado das pressões constantes de companheiros petistas a fim de, como superior hierárquico da Polícia Federal, evitar mais dissabores para o ex- presidente Lula, personagem de pelo menos quatro inquéritos (o sítio de Atibaia, o tríplex de Guarujá, tráfico de influência em favor da Odebrecht e o caso da negociação de medidas provisórias desvendado pela PF ao vasculhar o esquema de corrupção no Carf, câmara de recursos tributários).

Ex- deputado federal pelo PT de São Paulo, Cardozo explicava ser impossível o ministro da Justiça intervir em operações. Cabe a ele zelar por direitos constitucionais, e não favorecer ou prejudicar alguém por meio da PF, algo digno de velhas ditaduras latino- americanas.

Até que, no início da semana passada, um grupo de deputados do PT — entre eles, Wadih Damous (RJ), ex- presidente da OAB- RJ, ativo militante do lulopetismo — foi ao gabinete de Cardozo preocupado com rumores de que o juiz Sérgio Moro estaria prestes a decretar a quebra de sigilo de Lula. Pressionaram novamente para o ministro controlar a PF, reivindicação repetida algumas vezes pelo próprio Lula. No fim de semana, Cardozo acertou a saída com Dilma, e esta, para mantê- lo por perto, transferiu-o para a Advocacia- Geral da União ( AGU), onde continuará com o status de ministro.

Herda o Ministério da Justiça, o qual o lulopetismo quer aparelhar, o baiano Wellington Cesar Lima e Silva, procurador- geral de Justiça da Bahia no governo de Jaques Wagner, chefe da Casa Civil de Dilma. Terá um trabalho árduo para, com a ajuda de Wagner, conter o avanço lulopetista a fim de tentar barrar investigações sobre Lula e, certamente, a própria Lava- Jato.

Se for leniente, será centro de novo escândalo, também com repercussões internacionais. Porque não seria notícia trivial que o PT conseguiu induzir o novo ministro da Justiça de Dilma a manietar a PF, num caso acompanhado de perto pela grande imprensa estrangeira.

Mas Wellington, por óbvio, não poderá agir sem o aval da presidente, porque, nessa história, estará em questão a própria autoridade dela sobre seu governo. A última palavra terá de ser de Dilma, sobre se ela aceita correr o risco de ser considerada um fantoche de Lula para abafar investigações da PF.

É sintomático que ontem mesmo a Associação dos Delegados da Polícia Federal tenha divulgado nota preocupada com o risco de intervenções espúrias na PF e pedindo “apoio do povo brasileiro” à instituição. Pode ser um exagero, porque a atuação da PF não é um caso isolado. Vem dentro de um movimento histórico de consolidação de instituições republicanas, como a Justiça e o Ministério Público. Daí as cabeças lulopetistas precisarem refletir com equilíbrio se compensa arriscarem- se numa manobra que pode causar ainda mais dissabores.

Imposto de Renda: Atenção, aposentados e pensionistas do INSS!

Começa hoje e vai até o dia 29 de abril o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2016 (IR), referente ao ano-base 2015. Este ano, 5,2 milhões de aposentados e pensionistas do INSS terão que prestar contas ao Leão, um milhão a menos que no ano anterior, segundo o Ministério da Previdência Social.

As instituições financeiras enviaram o informe de rendimento para a residência de cada segurado do INSS obrigado a declarar o IR. O documento também pode ser emitido nos terminais de autoatendimento dos bancos pagadores de benefícios e no site www.previdencia.gov.br. Segundo o vice-presidente operacional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio, Samir Nehme, a redução do número de segurados do INSS que precisam declarar o IR deve-se à defasagem na tabela de reajuste salarial. Ele prevê que a tendência é de que esse número recue a cada ano.

“Isso ocorre porque a tabela do Imposto de Renda nunca acompanha o reajuste do salário mínimo. O segurado que está no piso recebe o mesmo reajuste. Mas o que recebe acima do piso acaba tendo um reajuste menor”, afirma Samir Nehme.

Ficam obrigados a declarar aposentados e pensionistas do INSS que tiveram rendimento tributável (aposentadoria) anual superior a R$28.123,91. E os segurados que tiverem mais de 65 anos contam ainda com uma isenção maior no IR. Enquanto a tabela da Receita Federal isenta do imposto quem teve rendimento mensal de até R$ 1.903,98, para idosos esse valor dobra: R$ 3.807,96.

“Isso é garantido por lei para beneficiar os idosos. Assim, o aposentado com mais de 65 anos tem duas vezes a isenção. Na soma anual, a isenção é de R$ 24.403,11”, explica o supervisor nacional de IR, Joaquim Adir. Outra medida que beneficia idosos é referente ao prazo para entrega da restituição do IR. “Por lei, eles têm que receber o valor antes dos demais contribuintes”, explica Nehme.
 
Evite erros - Para evitar erros e não cair na malha fina, aposentados do INSS devem consultar o extrato de rendimentos com atenção. Se o campo ‘rendimentos tributáveis’ informar valor maior que R$28.123,91, o segurado tem que declarar o IR.  Além dos aposentados, todos os contribuintes que tiverem recebido rendimentos tributáveis (salários e aluguéis) superiores a R$28.123,91 têm que prestar contas. Também têm que declarar quem teve rendimentos isentos acima de R$ 40 mil. 

O que pode ser deduzido - Aposentados que pagam contas de netos, filhos, entre outros, e pretendem deduzir esses gastos têm que estar atentos às regras do Fisco. Com exceção do cônjuge, despesas com filhos só podem ser deduzidos quando eles têm até 24 anos. E com netos, só se eles estiverem sob a guarda judicial dos avós.
“Isso leva muitos à malha fina. É comum avô pagar despesas de neto que não está sob sua guarda e informar isso na declaração. Esse gasto não dedutível”, diz Samir Nehme. São dedutíveis gastos com Educação, limitado a R$ 3.561,50; dependentes (R$ 2.275,08) e Saúde (não há limite).

Liberdade de imprensa: Veja não terá de indenizar por capa com Lula vestido de presidiário

Por entender que a revista Veja não ultrapassou os limites da liberdade de imprensa, a juíza Luciana Bassi de Melo, da 5ª Vara Cível do Fórum de Pinheiros (SP), negou o pedido de indenização feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ter sua imagem publicada com trajes simbolizando um presidiário na capa da revista.

A imagem foi publicada em novembro de 2015, na capa da edição 2.450 da revista. Na montagem, no lugar das listras da roupa de presidiário, constavam nomes de pessoas envolvidas na operação "lava jato" — que apura um esquema de corrupção na Petrobras —, entre elas algumas já condenadas. Ao lado da imagem, o seguinte texto: "Os 'chaves de cadeia' que cercam Lula. Ele sempre escapou dos adversários, mas quem o está afundando agora são parentes, amigos, petistas e doadores de campanha investigados por corrupção".

A juíza acolheu o argumento apresentado pelo advogado da revista, Alexandre Fidalgo, de que capa sintetizava a expressão da sociedade manifestada nas ruas. Segundo a defesa, o boneco pixuleco, que inspirou a capa da revista, constitui fato jornalístico, sendo legítima a sua abordagem crítica. Criado durante as manifestações contra o governo, o boneco possui a fisionomia de Lula com roupa de presidiário.

De acordo com a juíza Luciana Melo, a capa diz respeito à crítica aos políticos do país, não fazendo alusão à vida pessoal de Lula. De acordo com a sentença, a capa, em tom irônico, aproveitou as manifestações populares e as informações da operação "lava jato". A juíza destaca ainda que "pode-se não concordar com as críticas fortes e termos depreciativos, que são utilizados na capa e na reportagem", porém, segundo ela, as críticas guardam pertinência com os fatos de interesse público.

"Com efeito a capa da revista resume os fatos ventilados na matéria principal da publicação com animus narrandi, não existindo a intenção de ofender e, também, sem ultrapassar os limites impostos pelo ordenamento jurídico, não houve invenção, não houve deturpação ou distorção de notícias a seu respeito, enfim, não se apura excesso nos limites da liberdade de imprensa", justificou.

Considerando que há interesse público na notícia e que os fatos não são divorciados da realidade, "sendo as críticas jornalísticas da matéria exercício regular do direito de manifestação assegurado no artigo 5º, incisos IX e XIV, da Carta da República", a juíza concluiu que não houve ilícito que justificasse a condenação da revista.

Elasticidade à liberdade de imprensa
Para o advogado Cristiano Zanin Martins — que assina a ação do ex-presidente com Roberto Teixeira —, a interpretação da juíza viola a Constituição ao dar uma elasticidade ao conceito de liberdade de imprensa.

"Não pode uma revista dar o tratamento de condenado a uma pessoa que nem sequer é réu ou foi condenado. Há claramente uma violação ao direito de imagem, da honra, que deve se sobrepor à garantia de liberdade de imprensa. Essa liberdade tem implícito o dever de dizer a verdade, e essa publicação não tem nada de verdadeira”, afirmou o advogado, informando que irá recorrer da decisão.

Na ação, os advogados de Lula pedem que a revista seja condenada, por entenderem que a montagem ultrapassa o direito de crítica. Segundo os advogados, a montagem retrata uma mentira, pois o ex-presidente não é réu em nenhuma ação penal e nunca foi condenado pela prática de qualquer delito.

"Independentemente das afirmações e críticas contidas no interior da própria revista — sempre com evidente falta de critério jornalístico e manipulação —, não poderia ela estampar em uma capa uma imagem falsa e ofensiva", afirmam os advogados na ação. Segundo eles, a capa da revista retrata uma mentira com o objetivo de denegrir a imagem e a honra de Lula.
Clique aqui para ler a sentença. 

No blog do GIBA UM

Caindo fora
O marqueteiro João Santana  pode até não ter mentido quando diz que recebeu todo o dinheiro da campanha de Dilma Rousseff por dentro, sem quaisquer depósitos lá fora. O problema é que sua mulher, Monica Moura, quando confessou que recebeu recursos de outras campanhas via Odebrecht, espalhou o pânico entre os deputados e enfraqueceu a defesa da presidente Dilma  Rousseff na Câmara. Já tem muitos parlamentares de partidos aliados considerados fiéis ao Planalto (entre eles, PP e PR) procurando seus lideres para dizer que não querem participar da comissão do impeachment. Estão todos mais do que assustados.
Recortar e guardar
Para recortar e guardar: o governo brasileiro pagou em janeiro R$ 56,2 bilhões de juros da divida. Em 12 meses, a quantia salta para R$ 540 bilhões, o que equivale a 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Uma parte é o pagamento do BC em leilões de swaps cambiais, que acabaram gerando prejuízo de R$ 95,6 bilhões desde fevereiro de 2015 até janeiro deste ano. Esse instrumento refere-se a uma venda de dólares no mercado futuro para evitar oscilações mais bruscas no mercado da moeda estrangeira.
Carros alugados
Assim como o Senado, a Câmara dos Deputados também tem gastos com a locação de veículos: a Casa empenhou R$ 612,2 mil para prestação de veículos automotores, sem motorista nem combustível. O valor atende despesas até o final do exercício. Além dos carros, a Câmara reservou ainda R$ 36,8 mil para compras de peças de torneiras.
Plano B
Há um outro movimento em curso no Congresso, através das lideranças do PMDB, PSDB e DEM. A idéia é tentar ir levando o governo de Dilma fraco até janeiro do ano que vem. Tendo cumprido metade do mandato, a solução seria a eleição indireta de um novo presidente da Republica. Essa hipótese, como o processo de impugnação da chapa Dilma-Temer, sinaliza desfecho só para o próximo ano, porque haveria chance de recurso ao Supremo Tribunal Federal.
Assim não dá
O senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI do Futebol, mandou um oficio ao presidente interino da CBF, coronel Antonio Carlos Nunes, convocando-o para depor esta semana. Detalhe: a convocação não foi aprovada pelo plenário da Comissão. Anteriormente, o Supremo já se manifestou contra convocações sem o aval da maioria dos integrantes da comissão. O coronel Antonio Carlos Nunes tentou uma outra data, Romário não topou e agora, ele vai recorrer à justiça e evitar o depoimento.  
Descontrolada
A prisão do marqueteiro João Santana foi a que mais descontrolou Dilma Rousseff de todas as que foram feiras, até agora, pela Lava-Jato. Assessores próximos consideraram que ela teve momentos em que parecia estar fora de sí, tanto por sua grande amizade (e confiança) com Santana ou por conta dos que diziam que ela passaria a ser mais vulnerável. De quebra, alardeava  que PMDB e PSDB agora iriam se reunir para “me derrubar de vez”. A Chefe do Governo, depois das primeiras horas de descontrole, acabou sendo medicada.

STF: Barroso nega perdão de pena de Dirceu

:  
O ministro Luís Roberto Barroso, relator dos processos relacionados ao mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) e rejeitou a possibilidade de o petista receber indulto e, consequentemente, o perdão da pena. Segundo Barroso, o benefício não é possível enquanto novas suspeitas contra Dirceu - de embolsar milhões de reais em propina no petrolão - não forem julgadas pelo juiz Sergio Moro. Isso porque se ele for condenado em Curitiba, ainda que recorra da sentença de Moro, deve regredir de regime para o cumprimento da pena do mensalão.

Para piorar a situação do petista na definição de uma eventual pena relacionada à Lava Jato, ele será considerado detentor de maus antecedentes - porque recebeu propina antes da condenação do mensalão - e reincidente - porque voltou a praticar crimes depois de penalizado. Como não é mais réu primário, a eventual condenação do ex-ministro ainda dificultaria uma futura progressão de regime.

O indulto assinado pela presidente Dilma Rousseff, usado como base para a defesa de Dirceu pedir o perdão da pena, é um benefício que avalia um conjunto de exigências para perdoar definitivamente as penas de parte da população carcerária. De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, o indulto normalmente é concedido a detentos com bom comportamento, paraplégicos, tetraplégicos, portadores de cegueira completa, mães de filhos menores de 14 anos e àqueles que tenham cumprido parte da pena em regime fechado ou semiaberto. Em geral, para a concessão dos indultos são examinados a gravidade do crime, se houve ou não violência cometida e o cumprimento parcial da pena.

José Dirceu foi condenado no mensalão a sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa no julgamento do mensalão. Quando estava na fase de prisão domiciliar, teve uma nova prisão decretada, desta vez por suspeitas de receber propina do propinoduto instalado para assaltar os cofres da Petrobras.

Em setembro, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, aceitou denúncia do Ministério Público contra José Dirceu pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. As suspeitas são de que o petista atuava em um dos núcleos do esquema de corrupção na Petrobras para arrecadar propina de empreiteiras por meio de contratos simulados de consultoria com a empresa dele, a JD Consultoria e Assessoria. Os indícios nas investigações apontam que o petista recebeu 11,8 milhões de reais em dinheiro sujo, tendo lavado parte dos recursos não só em contratos fictícios de consultoria, mas também na compra e reforma de imóveis para familiares e na simulação de alugueis de jatinhos.

De acordo com as investigações, o esquema do ex-chefe da Casa Civil na Lava Jato movimentou cerca de 60 milhões de reais em corrupção e 64 milhões de reais em lavagem de dinheiro. Enquanto José Dirceu fazia uma "vaquinha" para pagar 970.000 reais de multa imposta no julgamento do mensalão, ele amealhou 39 milhões de reais com um trabalho de consultoria que a acusação diz ser majoritariamente fruto de lavagem de dinheiro.

Para evitar audiência com promotor, Lula entrega sua versão por escrito sobre tríplex no Guarujá

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou ontem, 29, documento no Ministério Público do Estado de São Paulo por meio do qual apresenta sua versão sobre o tríplex 164/A do Condomínio Solaris, no Guarujá, que ele nega ser o proprietário.

Ainda nesta segunda-feira, 29, a defesa de Lula impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo liminar para que ele não seja conduzido coercitivamente à Promotoria. O pedido dos advogados do petista ainda não foi distribuído na Corte.

Com essa estratégia – ‘explicações escritas’ -, o petista busca esclarecer dúvidas sobre o imóvel levantadas na investigação conduzida pelo promotor de Justiça Cássio Conserino, que intimou Lula para depor na próxima quinta-feira, 3. O promotor também intimou a ex-primeira dama Marisa Letícia e o filho mais velho do casal, Fábio Luiz.

Em nota, o Instituto Lula destacou que o ex-presidente e Marisa Letícia “prestarão todos os esclarecimentos por escrito e não em audiência’.

Conserino já havia intimado uma primeira vez o ex-presidente para depor no dia 17 de fevereiro. Mas uma liminar obtida pela defesa do petista no Conselho Nacional do Ministério Público barrou o depoimento de Lula. Na semana passada, o Conselho, por unanimidade, autorizou a continuação das investigações no âmbito da Promotoria paulista.

Na sexta-feira, 26, Conserino reintimou o ex-presidente.

Nesta segunda, 29, o Instituto Lula divulgou nota em que afirma que ‘os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa, Marisa Letícia, protocolaram junto ao Ministério Público de São Paulo as explicações escritas a respeito da investigação sobre o apartamento tríplex, no Guarujá’.

“Os esclarecimentos foram enviados em decorrência de novo depoimento marcado pelo promotor de justiça Cassio Conserino, para o próximo dia 3″.

Segundo o documento protocolado, Lula e Marisa prestarão todos os esclarecimentos por escrito e não em audiência.

A defesa apresenta três alegações.

1) Houve infração da norma do promotor natural. O artigo 103, XIII, §2º, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de São Paulo prevê a necessidade de distribuição de representação criminal a um dos promotores de justiça da área. No caso concreto não houve essa distribuição, como reconheceu o Conselho Nacional do Ministério Público em julgamento realizado no dia 23 de fevereiro de 2016. Os advogados do ex-presidente Lula e de D. Marisa farão o questionamento judicial sobre esse aspecto, o que é cabível segundo a própria manifestação do CNMP naquela oportunidade;

2) Houve prejulgamento ou antecipação de juízo de valor. Em entrevista à revista Veja de 22 de janeiro de 2016 o promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino afirmou, de forma incisiva e peremptória, que iria denunciar o ex-Presidente Lula e D. Marisa, embora o procedimento investigatório não estivesse concluído e não tivesse sido dada a eles a oportunidade de manifestação. A nova audiência consiste em um mero formalismo, verdadeiro contraditório burocrático;

3) Faculdade e não obrigação. O artigo 7º, da Resolução Conselho Nacional do Ministério Público nº 13/06 estabelece em seu artigo 9º uma faculdade ao investigado de prestar informações e essas informações já foram prestadas pelo ex-presidente Lula e por D. Marisa de forma escrita e acompanhada de documentos ao promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino.

“O ex-presidente e sua esposa manifestaram, ainda, o desejo de prestar depoimento à ‘autoridade imparcial e dotada de atribuição, que respeite os princípios do promotor natural’, segundo consta no documento protocolado”, finaliza a nota divulgada pelo Instituto Lula.

Cardozo vai para a AGU e aliado de Wagner assume Ministério da Justiça

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai ocupar a Advocacia Geral da União (AGU), substituindo Luis Inácio Adams. Para o lugar de Cardozo irá Wellington César, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia. Líderes dos principais partidos de oposição avaliam que a mudança na Esplanada é fruto de pressão exercida pelo PT e pelo ex-presidente Lula.

A presidente Dilma Rousseff confirmou a movimentação em nota publicada na tarde de ontem, 29. Dilma agradeceu a Adams pelo trabalho à frente da AGU e desejou sucesso em sua carreira. “A presidente da República agradece os valiosos serviços prestados ao longo de todos estes anos, com inestimável competência e brilho, pelo Dr. Luís Inácio Adams, e deseja pleno êxito à sua atividade profissional futura”, diz o texto. Adams solicitou o seu desligamento por motivos pessoais.

A presidente Dilma Rousseff ficou contrariada com o vazamento da notícia sobre a saída de Cardozo porque a deixou sem margem de manobra para evitar que ele deixasse o Ministério da Justiça. Cardozo decidiu entregar o cargo por causa da pressão do PT, que aumentou depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou alvo das investigações da Operação Lava Jato.

Cardozo é atualmente o ministro mais próximo de Dilma e ela quer preservá-lo no núcleo de decisões do governo. O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, indicou Wellington Cesar para o lugar de Cardozo na Justiça.

A decisão de Cardozo de entregar o cargo foi tomada domingo (28). A amigos, ele confidenciou não suportar mais a pressão do PT, seu partido, agravada depois que a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, passou a investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua comunicação, o Planalto aproveitou para informar a troca no comando da Controladoria Geral da União (CGU). Sai Carlos Higino, que estava interinamente no cargo de ministro-chefe do órgão para assumir Luiz Navarro de Brito. Dilma também agradeceu Higino por “sua dedicação” à frente da CGU.

Leia abaixo a nota do Planalto:
A Presidenta da República Dilma Rousseff informa que o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deixará a pasta e assumirá a chefia da Advocacia Geral da União, em substituição ao Ministro Luiz Inácio Adams que solicitou o seu desligamento, por razões pessoais.

Assumirá o Ministério da Justiça o ex-Procurador Geral da Justiça do Estado da Bahia, Dr. Wellington César Lima e Silva. Assumirá o cargo de Ministro-Chefe da Controladoria Geral da União, o Sr. Luiz Navarro de Brito.

A Presidente da República agradece os valiosos serviços prestados ao longo de todos estes anos, com inestimável competência e brilho, pelo Dr. Luís Inácio Adams, e deseja pleno êxito à sua atividade profissional futura. Agradece ainda ao ministro-interino da CGU Sr. Carlos Higino pela sua dedicação

Novo ministro já disse ser contra 'plena hegemonia' da polícia

Wellington César Lima e Silva é o novo ministro da Justiça
Anunciado ontem como substituto de José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça, o ex-procurador-geral da Justiça da Bahia Wellington César Lima e Silva (foto) já afirmou ser contra a "plena hegemonia" da polícia na condução de investigações criminais. Indicado ao cargo pelo aliado Jaques Wagner, ministro da Casa Civil citado no petrolão, Lima e Silva será responsável pelo orçamento da Polícia Federal, órgão vinculado à pasta. E poderá indicar o novo delegado-geral da corporação. Também fica a cargo dele a indicação do superintendente da PF no Paraná, berço da Operação Lava Jato.

Em entrevista concedida em abril de 2013 ao portal Direito na Bahia, o então procurador-geral disse ser contra a "plena hegemonia" da polícia na condução de investigações. "A polícia judiciária deve deter a atividade de investigação. Todavia, existem situações específicas em que o descortinamento de uma investigação ficaria comprometido se tivesse apenas a polícia. Desse modo, há um sentimento predominante no MP, de que não só apenas a polícia, mas o Ministério Público e outras instâncias podem colaborar, para que não haja uma plena hegemonia que eventualmente deturpe o interesse coletivo de ver as infrações convenientemente apuradas", disse na ocasião.

À Secretaria de Comunicação do MP da Bahia, Lima e Silva fez a seguinte observação sobre redução da maioridade penal: "A redução da maioridade penal é, em si, algo tão equivocado que deveria causar constrangimento às pessoas. Ela é uma solução simplista e grosseira, que não pode trazer à sociedade qualquer tipo de avanço".

Hoje com 50 anos, Wellington César Lima e Silva foi indicado por Jaques Wagner à Procuradoria-Geral da Bahia em 12 de março de 2010 e reconduzido ao posto pelo governador em 28 de fevereiro de 2012. Lá permaneceu até 12 de março de 2014, quando o sucessor de Lima e Silva, Márcio José Cordeiro Fahel, foi empossado. Como informa a coluna Radar, juristas questionam a indicação de um membro do MP para o Executivo. Em 2007, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski vetou a nomeação de um promotor à Secretaria de Segurança do Paraná sob o argumento de que resultaria num "indesejável vínculo de subordinação de seus ocupantes com o Executivo, colocando em risco um dos mais importantes avanços da Constituição Federal de 1988, que é precisamente a autonomia do Ministério Público".

A nomeação preocupa também os delegados da PF. "Os delegados federais reiteram que defenderão a independência funcional para a livre condução da investigação criminal e adotarão todas as medidas para preservar a pouca, mas importante, autonomia que a instituição conquistou", diz nota divulgada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

A indicação foi criticada ainda por partidos de oposição. "O que o PT e Lula querem é que o ministro da Justiça controle as atividades da Polícia Federal e as investigações que atingem membros do governo e do partido. Sem ter como se explicar, os investigados querem impor uma mordaça aos investigadores", disse por meio de nota o líder da bancada tucana na Casa, Antonio Imbassahy (BA). Também por meio de nota, o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), ressaltou que a saída de Cardozo ocorre às vésperas do depoimento da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministério Público, quando devem dar explicações sobre o apartamento tríplex no Guarujá, litoral sul de São Paulo, e o sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. "No PT, a lógica é inversa: quem está atrás das grades ou na iminência de parar lá é tratado como herói. Já quem se posiciona no sentido de cumprir a lei, que parece ser o caso do atual ministro, é alvo de pressões políticas para deixar o cargo. Ou seja, estamos diante de uma ação do partido de Dilma para cortar a cabeça de Cardozo e transformar a PF em um órgão político", comentou Bueno.

Homem de Lula no governo Dilma Rousseff, Wagner teve seu nome envolvido na Lava Jato em janeiro deste ano. Documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (afastado do PT-MS), ex-líder do governo, atribui ao ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró a revelação de que o ministro-chefe da Casa Civil recebeu "um grande aporte de recursos" desviados da Petrobras para sua campanha ao governo da Bahia em 2006. Além disso, mensagens obtidas no celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro indicam que Wagner intermediou negócios entre a empreiteira e fundos de pensão. Wagner assumiu a Casa Civil após a reforma ministerial promovida pela presidente Dilma no ano passado.

Formado em direito pela Universidade Federal da Bahia, em 1988, Lima e Silva ingressou no Ministério Público em 1991. Foi promotor nas comarcas de Itagimirim, Tucano, ironicamente a cidade natal do marqueteiro do PT, João Santana, preso na Lava Jato, e Feira de Santana. Quatro anos depois, foi promovido para Salvador, onde atuou na Promotoria de Justiça de Assistência, na 6ª Vara Crime e na Central de Inquéritos do MP. Também ocupou o cargo de assessor especial do procurador-geral de Justiça nos anos de 1996, 1999 e 2000.

Padrinho às avessas

Editorial - Folha de SP
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é mais aquele. Quando deixou o governo, em 2010, ostentava 83% de aprovação popular e meros 4% de reprovação; nada menos que 71% dos brasileiros o consideravam o melhor presidente da história do país. Parecia imbatível.

O noticiário dos últimos dias atesta o quanto o cenário mudou. Contaminado pelo desgaste da presidente Dilma Rousseff (PT) e pressionado pelos avanços da Operação Lava Jato, Lula fez sua sucessora saber que a defesa do Planalto está em segundo plano.

O padrinho já não pode proteger sua afilhada porque precisa proteger a si próprio e ao partido que ajudou a fundar 36 anos atrás.

Do ponto de vista do PT, isso implica criticar medidas sensatas que o governo Dilma começa a adotar na área da economia. A proposta de reforma da Previdência e o apoio ao projeto que diminui o peso da Petrobras na exploração do pré-sal são dois exemplos recentes.

De um ângulo pessoal, Lula quer tempo para lidar com as investigações de que é alvo. Suspeita-se que a Odebrecht e a OAS, empreiteiras ligadas ao escândalo de corrupção na Petrobras, tenham buscado beneficiar o ex-presidente por meio de melhorias num sítio em Atibaia e num tríplex no Guarujá, ambos no Estado de São Paulo.

De acordo com pesquisa Datafolha publicada no final de semana, cerca de 60% dos brasileiros dizem acreditar que tenha havido favorecimento –entre os simpatizantes do PT, um terço afirma o mesmo.

A corrosão da imagem do ex-presidente não termina aí. Lula ainda é o mais citado como melhor mandatário da história, mas agora por 37% dos entrevistados –desde 2010, perdeu quase a metade de sua força nesse quesito.

O petista, ademais, não aparece numericamente em primeiro lugar em nenhum dos quatro cenários eleitorais pesquisados com vistas à disputa presidencial de 2018.

Ou seja, ainda que se dispusesse a estender a mão para Dilma Rousseff, dificilmente Lula poderia fazer muita coisa em prol de um governo considerado ruim ou péssimo por 64% da população e ótimo ou bom por apenas 11%.

Dilma e seus aliados, de todo modo, podem ver com bons olhos alguns dados da pesquisa: o índice dos que defendem o impeachment e o dos querem a renúncia da presidente permanecem estáveis, na casa dos 60%.

Aumentou bastante, por outro lado, o já elevado percentual dos que apoiam a renúncia do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e adversário declarado de Dilma: se eram 65% em dezembro, agora são 76%.

Segundo na linha de sucessão presidencial, Cunha sem dúvida macula o processo de impeachment a que deu início em dezembro. Por ironia, tornou-se o melhor apoio de quem pretendia derrubar.

De José Simão

E o Oscar? O DiCaprio não ganhou o Oscar, AGARROU o Oscar! 
E o filme predileto do Lula: "O Regresso!". O Regresso 2018! 
E o meme da Gloria Pires: "Gloria, e o Oscar?". "Foi um ótimo jogador de basquete." 
E o aniversário do PT? O chargista Luscar disse que eles apagaram as velas com extintor de incêndio! E a Dilma não foi. Parece aquela tia que brigou com a família! Mas dizem que ela mandou um telegrama: PT Saudações! Assinado Granda Chefa Toura Sentada!

No "Painel" da Folha de SP

Por um triz A saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça, o segundo homem forte de Dilma Rousseff derrubado por Lula, foi condição imposta à presidente para atenuar a crise entre governo e partido. A petista negou por quase dois anos os pedidos de demissão do auxiliar. Aceitou a saída desta vez por entender que o preço da permanência de seu ministro de confiança poderia lhe custar caro demais. Antes hipótese remota, um cenário de ruptura já não é descartado nem no Planalto.
Já deu É fato que Cardozo não aguentava mais a pressão. Mas Dilma também já havia perdido a paciência com as “surpresas” da Lava Jato. “Não é possível, você é sempre o último a saber das coisas, Zé Eduardo!”, dizia ela, relatam testemunhas.
Bomba H Ninguém tem hoje poder de segurar a Operação Lava Jato. “Passados uns dias, eles perceberão que nada mudou”, diz um graúdo policial federal.
Fechou o tempo Quem acompanhou os bastidores do encontro do PT, no Rio, diz jamais ter visto ambiente tão envenenado contra Dilma. “Ela virou a casaca. Que busque governabilidade com a oposição”, repetia, quase em coro, uma legião de petistas.
Muito apito De um tucano graúdo sobre o conturbado processo de escolha do candidato a prefeito de SP: “Os índios são ótimos, o problema são os caciques”.

Mick Jagger dá entrevista a Gimenez

Mick Jagger dá entrevista a Luciana Gimenez. Credito: RedeTV/VieiraPress/Divulgacao *************EXCLUSIVO MONICA BERGAMO - NAO USAR************************* ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM*** 
Mick Jagger dá entrevista a Luciana Gimenez em São Paulo
Mick Jagger deu a Luciana Gimenez a única entrevista de sua passagem pelo Brasil. Na conversa do líder dos Rolling Stones com a apresentadora, que vai ao ar nesta quarta (2) à noite na RedeTV!, o cantor falou que "é difícil juntar todos" os sete filhos. "É um desafio, mas fizemos isso no Natal", disse. Gimenez é a mãe do caçula, Lucas, 16 (foto abaixo). 
Mick e Lucas
Na gravação, feita no hotel Tivoli, onde ele se hospedou em São Paulo, o roqueiro também comparou a relação com os membros da banda a uma partida de futebol. "Alguém pode cometer um erro, mas então você tem que imediatamente pensar na próxima jogada. Somos como um time de futebol bem antigo."

Gimenez perguntou sobre a vitalidade dele aos 72 anos. "Eu tiro algum tempo de folga", disse. "É tudo uma questão de ritmo. Sou sortudo. É tudo genética, na verdade."